
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Cansados da "rothina"

domingo, 5 de abril de 2009
Porteiras abertas pro título
Do que os gremistas não podem reclamar hoje é de seu técnico. Celso Roth armou uma arapuca, pronta para caçar o Saci. Escalou um 4-4-2 e por pouco não saiu vitorioso. Agora, se a reclamação azul for sobre sua própria incapacidade ofensiva, aí está acertado. Já os vermelhos podem gabar-se por possuir um plantel exuberante, uma vantagem de sete clássicos sem perder e de ter Índio: o "homem Gre-Nal". A verdade é que este foi o mais equilibrado de todos os jogos entre os rivais. O Grêmio soube ocupar o meio-campo e não deixava o Inter tocar a bola. O jogo era muito igual, prova disso foi o escore que encerrou o primeiro tempo: 1 a 1 (ambos gols de pênalti). Mas, quando parecia que a decisão viria das penalidades, D'Alessandro levantou da casamata. Dele veio o passe para o gol do zagueiro-artilheiro colorado. Era o Internacional comemorando seu centenário, com uma vitória no centésimo clássico do estádio Beira-Rio.
A verdade que resta absoluta é: Gre-Nal e 2 a 1 pro Inter já virou sinônimo. É a terceira vez consecutiva que o resultado se repete. Ótimo para os vermelhos, ruim para os azuis. Agora os rubros se preparam para derrubar o Guarani, em Campinas, na quarta-feira. Já os tricolores, aguardam pelo Aurora, na terça, e por tempos melhores.
sábado, 4 de abril de 2009
Gre-Nal dos imortais farroupilhas

sexta-feira, 3 de abril de 2009
Cavalo de Tróia no Beira-Rio

Não, não vou falar do Gre-Nal deste domingo. Diretamente não, pelo menos. Quero lembrar de outra ocasião onde os rivais gaúchos se enfrentaram quando um deles aniversariava. Sim, já que o próximo duelo ocorrerá no dia 5 de abril - um dia após os 100 anos do Internacional -, irei relembrar uma ocasião parecida. Era o primeiro clássico em campeonato internacional - Copa Sul-Americana de 2004, mais especificamente. O dia era 15 de setembro, ou seja, aniversário do Grêmio (101 anos). Todos estes fatores ajudaram a criar um clima especial para aquela noite. O tricolor disposto a manter sua honra como aniversariante, o colorado querendo estragar a festa. O Beira-Rio era o palco.
O "Imortal" viva o início de seu calvário. Com 9 jogos sem vitória, Cuca era o técnico da vez. O Inter também não vivia momentos de glória, e apostava suas fichas no certame continental. Do lado azul, formaram a equipe: Márcio; Fábio Bilica, Claudiomiro e Baloy; Fábio Pinto, Cocito, Leanderson, Felipe Melo e Cristiano; Cláudio Pitbull e Christian. Para os rubros, Muricy Ramalho escalou Clemer; Álvaro, Vinícius e Edinho; Gavilán, Élder Granja, Marabá, Danilo e Felipe; Rafael Sóbis e Fernandão. Ambos no 3-5-2. Um jogo igual até os 32 minutos da primeira etapa, quando o Inter abriu o placar com Fernandão. A partir de então, os azuis se fecharam na defesa e tentavam manter o escore mínimo. Não houve jeito. Já no fim da partida, o ala-esquerdo Chiquinho, que recém havia entrado, decretou o fim do aniversário tricolor. 2 a 0. Naquela oportunidade, Rafael Sóbis despontava entre os jogadores e saiu consagrado de campo com uma bela atuação. Pelo Grêmio, o destaque coube ao goleiro Márcio, que salvou várias chances de gol. Belíssimo jogo!
Pois desta vez o enfrentamento se repetirá. Claro, é válido pelas quartas-de-final do Gauchão, mas isso não empobrece o duelo. Como fez o Inter em 2004, o Grêmio quer estragar o aniversário do rival. Cabe a Roth fantasiar seu time de cavalo de madeira, para repetir o "presente de grego" dado aos troianos na famosa Guerra de Tróia. Depois é só desejar: "Feliz aniversário, Internacional"!
* Amanhã publico sobre o Grêmio.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O luxo e o lixo
Sem dúvidas, o povo gaúcho pôde ir aos extremos em questão de horas. Enquanto os gremistas sentiram-se desmoralizados, uns verdadeiros lixos, frente ao clube caxiense; os colorados deram-se ao luxo de golear mesmo utilizando suplentes. Com estes resultados, o Grêmio terminou a primeira fase do certame em 4º lugar, e o Inter em 1º. Assim, se cruzarão pelas quartas-de-final da Taça Fábio Koff. Portanto, teremos um domingo de Gre-Nal. E sabe como é, em clássico, nem sempre a boa fase é preponderante. E o luxo pode virar lixo em questão de minutos. Grande confronto!
Do rebaixamento para a Seleção
Certamente, pela extensão do Rio Grande do Sul, uma legião de gremistas levantou da poltrona na hora do gol do citado jogador. Mas não de felicidade. Acontece que Felipe Melo, carioca de nascença, desembarcou em Porto Alegre há cinco anos atrás. O jogador, contratado como craque, "defendeu" o Grêmio naquele fatídico e vergonhoso ano de 2004. Chegado em maio, Melo não conseguiu impedir que o tricolor gaúcho despencasse para a Série B do Campeonato Brasileiro. Sob o comando do técnico Cuca - então treinador gremista -, chegou, inclusive, a atuar pela ala-direita. Mas não convenceu. Saiu fugido do Olímpico a juras de ódio e foi parar no Mallorca, da Espanha.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Convoca o Paraíba!
Era um sufoco danado! Naquela que talvez tenha sido a mais sofrida classificação para uma Copa do Mundo nos últimos tempos, a Seleção Brasileira veio a Porto Alegre jogar contra o Paraguai em 15 de agosto de 2001. Grande acerto! Precisávamos vencer e Felipão sabia que o povo gaúcho não o deixaria na mão. Convocou uma série de jogadores contestadíssimos - como de costume - e venceu os paraguaios por 2 a 0 no estádio Olímpico. O ápice da vitória ocorreu quando Marcelinho Paraíba, recém saído do Grêmio, decretou o início da vitória canarinho. Ao ver que seu ídolo marcara um gol, a casa gremista vociferou de orgulho: Ah! Eu sou gaúcho!
Pois hoje, oito anos depois, Dunga vem com a mesma missão à capital riograndense. Desta feita, o Peru se atravessa no caminho brasileiro, em uma partida marcada para o estádio Beira-Rio. Somente no treino de ontem a torcida compareceu em peso e demonstrou que apoio não faltará. No entanto, o que me intriga no jogo de logo mais é que não temos um ídolo dos gaúchos para iniciar o duelo contra os peruanos. Dos 11 que provavelmente iniciarão o jogo, apenas o zagueiro Lúcio teve passagem pelos campos vermelhos. É bem verdade, teremos no banco de reservas Anderson, Ronaldinho Gaúcho e Kléber como representantes do ego sulista. Porém, aquele que mais representa esperança aos gaúchos, principalmente para os colorados, é Alexandre Pato. Será ele o novo Marcelinho Paraíba? São jogadores diferentes, em ocasiões desiguais. Em 2001, o "Paraúcho" ostentava 26 primaveras. Já, o atacante patobranquense tem apenas 19 aninhos. E, convenhamos, nestas horas, a experiência faz a diferença.
Na dúvida, pediria para o técnico Dunga convocar Marcelinho Paraíba às pressas. Mas não é o caso. Aquele nordestino de cabeça amarela que defendeu o manto tricolor, já não é o mesmo que hoje atua pelo Coritiba. Nossas expectativas estão voltadas para outro artilheiro - de preferência que seja de alma gaúcha. Acima de tudo, esperamos que nossos representantes não tremam. Até porque, como já salientei, os gaúchos não deixarão Dunga na mão. Que o diga Luiz Felipe Scolari!