quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sina de vira-lata


E a sina dos clubes gaúchos da Séria A prossegue. Há alguns dias atrás eu cheguei a declarar que se Grêmio e Inter quisessem sonhar com algo maior do que alcançaram neste primeiro turno, deveriam pensar maior, agir como gente grande. Cheguei a argumentar que o returno do Brasileirão deveria representar vida nova. Pois não representou, pelo jeito.


Quando a equipe gremista pisou o gramado da Vila Belmiro, o otimista levantou do sofá e bradou "Hoje o Grêmio ganha a primeira fora de casa!". Porém, não demorou muito para que a felicidade cessasse. Bolas na trave, gol anulado e um incrível travamento do time gaúcho atestou que a derrota viria mais uma vez. Pois veio, através da cabeça de um Ganso. Não um animal qualquer: um ganso! Do alto dos seus 20 anos, estufou as redes gremistas como quem pega migalhas de pão na beira da lagoa. Não houve Réver que tirasse a bola da área, não houve Victor que espantasse a esfera da meta. É a maldição de 2009 para os gremistas ("Não ganharás sequer uma partida fora de casa"). Com isso, fica cada vez mais difícil enxergar o Grêmio entre os quatro primeiros que se classificam para a Libertadores do ano que vem. Pelo menos até a próxima rodada, quando Paulo Autuori e seus comandados retornam ao estádio Olímpico e bradam feito guerreiros. Goleiam, trucidam e convencem. Para na partida seguinte, longe de seus domínios, entregar o pote de ouro.

Em contrapartida, desta vez, os colorados não podem sequer esboçar um sorriso no rosto. Se a maldição do Grêmio é perder fora de casa, do Inter é: "Não ganharás do Corinthians no ano do teu centenário". Confesso que não entendi certas declarações de jogadores vermelhos, afirmando que não havia clima de revanche. Ora, ontem era o dia para implantar o clima de revanchismo. Vão esperar o quê?! Jogar contra o Barueri? Ontem o Inter devia ter entrado com uma faca na bota, mordendo o beiço. E não imóvel de novo! Alguém vai retrucar que o juíz roubou para os paulistas mais uma vez, ao validar dois gols irregulares. Agora, se Alecsandro não tivesse furado em bola na frente do goleiro, se a bola de Danilo Silva não tivesse encostado a trave e se Marcelo Cordeiro não fosse jogador do Internacional, talvez (mastalveeeez), os colorados conquistariam os três pontos.

Olha, antes que me chamem de oportunista, trato de alertar a todos os colorados e gremistas, preparem as faixas de campeão para o São Paulo. Eles estão em segundo lugar, meu amigo!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Repeteco às avessas


Hoje a tabela do Brasileirão vira ao contrário. Os 19 jogos que seu time fez até agora, se repetem, invertendo apenas o mandante da partida. Assim, desta maneira, o Grêmio vai à Vila Belmiro e o Inter recebe o Corinthians. Todos dispostos a contar novas histórias pela 20ª rodada do Campeonato Tupiniquim.

Abrindo o campeonato deste ano, em 10 de maio, colorados e corintianos se enfrentariam pela primeira vez em 2009, em um domingo ensolarado. A partida era apontada pela crítica como a mais esperada da rodada. O Corinthians era uma incógnita, já que fazia sua estreia no retorno à Série A, enquanto o Inter vinha fazendo o país se deliciar com goleadas pelo Gauchão e Copa do Brasil. Pois, mesmo assim, Mano Menezes poupou seus titulares do confronto e escalou vários suplentes: Jucilei, Boquita e Wellington Saci eram alguns deles. Do lado vermelho, expresso completo, apenas com o desfalque de Sandro, machucado. Pois logo aos 9 minutos, o já exportado Nilmar faria aquele que, provavelmente, tenha sido o gol mais bonito do campeonato. Recebeu uma virada de bola do meia D'Alessandro, enfileirou cinco ou seis defensores paulistas e desviou do goleiro Felipe. Era o ápice do futebol vermelho, o que faria com que a torcida iniciasse os gritos de "É campeão! É Campeão!". Acontece que alguns dias depois, as equipes se cruzariam de novo, desta vez pela Copa do Brasil. E aí, utilizando os titulares, o Corinthians engambelou o Internacional e devolveu o golaço de Nilmar com juros e correção monetária. Pois nesta quarta-feira, os corneteiros de plantão que esperam mais um balaio corintiano, vai uma dica. A equipe de Mano sofreu um verdadeiro desmanche após a conquista no Beira-Rio. E esse time que desembarca em Porto Alegre está mais parecido com aquele vencido em pleno Pacaembu. É a grande chance para o Inter voltar ao topo da tabela!


Já os gremistas, no mesmo dia 10 em que colorados bateram em corintianos, teriam o primeiro desgosto do torneio. Treinado por Marcelo Rospide, o Grêmio entrava em campo com o já falecido esquema 3-5-2 para enfrentar o Santos, de Vágner Mancini. Em um primeiro tempo monótono, os torcedores já começavam a questionar a veracidade da melhor campanha da Libertadores da América. O gol do Tricolor só sairia aos 31 do segundo tempo, e dos pés de um zagueiro, ainda por cima. Réver apareceu na área adversária, limpou seu marcador e chutou rasteiro no canto esquerdo. Quando a Geral já creditava os três primeiros pontos na tabela de classificação, veio a ducha. Faltando apenas cinco minutos para o fim, o colombiano Molina, que já nem faz mais parte do elenco santista, acertou uma cobrança de falta perfeita, sem chances para o goleiro Victor. Assim, Grêmio e Santos iniciariam sua participação no campeonato com um empate em 1 a 1. Pois agora, neste confronto da Vila, a história tem tudo para ser diferente. Tanto para santistas quanto para gremistas. E muito disso se vale da representação das equipes em suas casamatas: pelo Santos agora atua Vanderlei Luxemburgo, enquanto pelo Grêmio está Paulo Autuori.

Fica a expectativa por novas histórias e outros finais. Desta vez mais felizes para os gaúchos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Antes que seja tarde


No comentário de hoje vou abandonar os palpites, a filosofia, a crônica em si. Vou me ater na parte fria dos números. Vou trazer detalhes sobre os últimos três Campeonatos Brasileiros da Série A. 2006, 2007 e 2008 entrarão em análise a partir de agora. Tudo isso porque chegamos a 19ª rodada do Brasileirão e a partir de agora, entramos na reta final para o título. Por isso, trarei dados comparativos do seu time no presente e no passado. Lembre, atualmente, os vermelhos ocupam a 3ª colocação, enquanto os azuis estão em 7º.

Comecemos por 2006, ano em que o Grêmio reestreiava na Série A, após a Batalha dos Aflitos, e período em que o Inter concentrava suas forças no sonho do Mundial Interclubes. Terminado o primeiro turno daquele ano, o Inter ocupava a 2ª colocação na tabela, quatro pontos atrás do líder São Paulo. Finalizadas as 38 rodadas, o São Paulo sagraria-se campeão a nove pontos do Colorado. Ou seja, nada mudou para o Inter. Já para o Grêmio, que na primeira etapa do certame encerrou em 5º lugar, chegaria nos calcanhares do Inter, com apenas dois pontos a menos.

Em 2007, a mudança também foi pouca. Quando completou seus 19 primeiros jogos, o Tricolor estava em 8º lugar, dividindo as atenções entre Brasileirão e Libertadores da América. No returno, o time de Mano Menezes deu uns passos a mais e pulou duas colocações na tabela, ficando na beira do G-4. Enquanto isso, o Inter brigava na intermediária da classificação, começando em 10º e terminando em 11º. Agora, se serve de alento para os gremistas, o time que ocupa a 7ª colocação (posição em que ele se encontra atualmente) era o Flamengo, que daria um grande salto para o 3º lugar, arrancando uma vaga na Libertadores do ano seguinte.

Em 2008, o Inter era um dos grandes favoritos e acabaria a primeira fase em um modesto 10º lugar. Depois, com a chegada de D'Alessandro, o Colorado ainda chegaria em 6º. E o Grêmio, o azarão treinado por Celso Roth, conseguiria uma façanha às avessas. No fim do primeiro turno, o Imortal ostentava uma vantagem de quatro pontos sobre o vice-colocado, disparado na liderança. Pois, terminado o campeonato, o Grêmio acabaria sendo ultrapassado pelo São Paulo, encerrando com a medalha de prata. Desta forma, seria o único clube na era dos pontos corridos a terminar a primera fase na liderança e não se tornar campeão.

Bom, tirando apenas este último fator, deu para perceber que as coisas nem sempre mudam radicalmente para os times gaúchos. Se estão entre os quatro melhores, terminam na Libertadores. Se estão na intermediária, apenas morrem na praia. Agora, o que dever ser ressaltado é o seguinte. Você sabe em que posição o São Paulo terminou o primeiro turno no ano passado? Quarto lugar, com 33 pontos. Exatamente a mesma posição deste ano. No final das contas, em 2008, o São Paulo acabria levantando o caneco. E este ano, alguém duvida? Ah, se ajuda a responder, Rogério Ceni está de volta.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Como gente grande


Mais um final de semana se passou na vida da dupla Gre-Nal. Porém, não foi um simples final de semana. Foi um divisor de águas - pelo menos assim se espera. Quando viramos o calendário, pulamos de um ano para o outro, a ideia é que as coisas mudarão para a melhor. Ano novo, vida nova. Pois, mesmo que continuemos em 2009, Grêmio e Internacional esperam modificiar os rumos a partir de agora. Até porque, passado este domingo, terminada a 19ª rodada do Brasileirão, uma nova história começa a ser contada.

Do lado do Inter, as vitórias voltaram à rotina do colorado. O torcedor, que já começava a tomar para si o espírito do coitadismo, olham para o futuro com esperança. Com os últimos três pontos, conquistados diante do Santo André fora de casa, o Colorado se candidata de vez ao título. Até porque tem dois jogos a menos do que os demais competidores. Vencendo, por exemplo, as partidas que lhe restam, os vermelhos seriam alçados à primeira colocação na tabela de classificação, ultrapassando o Palmeiras. Resta para a equipe treinada por Tite pensar como gente grande, agir como gente grande. Porque se travestir a carapuça de vira-lata novamente, o Inter vai apenas assistir a briga de longe. Vai atuar como coadjuvante mais uma vez em um Brasileirão. E o que a torcida do Beira-Rio quer o fim do jejum de 30 anos sem medalha de ouro no peito.

Pois do lado azul, a adultescência deve chegar rapidamente. Neste domingo, mais uma vez, o Grêmio mostrou que quem manda no estádio Olímpico é ele próprio. Sem três dos principais atletas, Paulo Autuori escalou um time destroçado, e cheio de garotos das categorias de base. E não dá para dizer que os guris deram conta do recado, porque não houve quem saísse satisfeito com a atuação de Douglas Costa - sem dúvidas ele é a grande promessa tricolor, porém o medo é de que não passe disso. Acontece que para a sorte dos gremistas, existem Victor e Réver, dois dos melhores defensores do Brasil. E aí, meu amigo, não há Imperador que fure a Muralha Tricolor.

Agora, resta também para o Grêmio, pensar como gente grande. Até porque é grande (prova disso são as constantes goleadas em Porto Alegre). Falta vencer longe de seu torcedor para mostrar que o time alcançou a maioridade. Daí sim podemos falar em vaga na Libertadores e caneco.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Bateu a "miudinha"


Elenco para mim quem tem é novela, mas tudo bem. Já faz algum tempo importaram esta ideia da Europa: no Brasil, o time tem que ter elenco para ser campeão. Sou do tempo em que onze jogavam e onze eram campeões. A gente colecionava figurinhas e escalava os titulares até de trás para a frente, jogando botão na sala. Mas os tempos são outros. Por exemplo, é nesse período do ano que começa a bater a miudinha no Brasileirão. É nestas horas que o cachorro mostra se ladra ou se morde. Por isso se fala tanto em elenco. Aparecem as lesões, dispensas, e vendas. E aqueles times badalados começam a despencar tabela abaixo.

Pois no lado vermelho do Rio Grande do Sul, que embarca para Santo André nesta sexta-feira, a miudinha bateu de vez. Pelo departamento médico já passaram o goleiro Lauro, o meia Andrezinho e até mesmo o jovem Taison. Agora, possivelmente serão sacados do time o incansável Guiñazu (com problemas no joelho), o zagueiro Índio (se recuperando de uma fratura no nariz), Magrão (que se recupera de pedra nos rins) e, o mais recente, Alecsandro. O atacante chocou-se com um colega no treinamento e é dúvida para a partida. Desta maneira, o Inter que vem se refazendo no campeonato pode ingressar em campo com desfalques em três setores neste sábado: defesa, meio e ataque. Acontece que, como de costume nos últimos anos, a diretoria colorada soube compôr o tão falando elenco. Prova disso foram os primeiros jogos em que o técnico Tite poupava jogadores para a Copa do Brasil e, mesmo assim, seguia brigando pelas primeiras posições. Isso se chama planejamento. Resta saber se os suplentes irão cumprir suas funções bem como o esperado.Resta saber se Glaydson pode exercer as funções de um Guina, por exemplo. Mas aí, se isso vir a acontecer, a culpa não é da diretoria. Banco de reservas existe!

Já do outro lado do Estado, no lado azul, não se pode dizer o mesmo. Para a partida contra o Flamengo, o Grêmio não terá alguns jogadores capitais no esquema tático de Paulo Autuori e, sem eles, a certeza de uma vitória dentro de casa começa a receber pontos de interrogação. Tudo porque o clube tricolor não tem suplentes à altura de seus titulares. Ainda sem Fábio Santos (com uma fratura no pé) e Herrera (com lesão na coxa), os gremistas terão que se acostumar com a ideia de assistir um Grêmio destroçado do meio para a frente neste domingo. Os principais articuladores da equipe - Tcheco e Souza - receberam o terceiro cartão amarelo e não entrarão em campo. Desta maneira, Autuori deve armar uma meia-cancha com Réver, na função de primeiro volante, Adílson, Túlio e Douglas Costa. E o ataque deve ser formado por Jonas e Perea, já que Máxi sentiu um desconforto muscular e segue na banheira. Bom, se você deu arcadas quando eu escalei o Tricolor do meio para a frente, se prepare. Pode ser que os jogadores me queimem a língua, mas, convenhamos, apostar em Jonas e Perea é quase um suicídio coletivo.

Agora eu entendo porque se fala tanto em elenco. É a miudinha batendo nos times da capital.

Cavalo paraguaio


Cavalo paraguaio. Esta é a denominação para aquele pangaré de turfe. O único cidadão que apostou no azarão vai ao delírio quando o animal dispara na largada, sonhando com a bolada de dinheiro que irá levar para casa. No entanto, bastam alguns segundos para que ele perceba que cinco ou seis concorrentes acabaram por ultrapassar o seu cavalo. Tratei de abrir este diálogo sobre equinos naturais do Paraguai por causa da rodada desta quarta-feira. Não, a dupla Gre-Nal não entrou em campo. Tivemos apenas um jogo, que complementou as demais partidas disputadas no último final de semana. Pois basta analisar a qual jogo me refiro para que entendas a utilização do termo "cavalo paraguaio". Atlético-MG e Palmeiras se enfrentaram em Belo Horizonte - ou seja, briga direta pelo título.

Pelo menos deveria ser assim, já que os paulistas ocupavam a primeira colocação e os mineiros a terceira na tabela de classificação. Acontece que estamos falando de um time treinado por Celso Roth e citar este nome sem lembrar do tal cavalo é quase um sacrilégio. Sim, Roth já virou sinônimo de azarão! E o auge do seu purgatório foi justamente no comando do Grêmio Porto-Alegrense. Naquele que era para ter sido o Brasileirão mais bem ganho da história, o torcedor tricolor assistiu a um apagão do seu time. E o título acabou no Morumbi, mais uma vez nas mãos de Muricy Ramalho.

Pois nesta quarta-feira, Roth encontrou-se com Muricy. Agora eles estão em clubes diferentes, mas bastou para que o treinador lembrasse do retrospecto. Aliás, há os que chegam a culpar o próprio Roth pela desclassificação do Grêmio na Libertadores deste ano. Acham que o DNA do "derrothismo" (assim mesmo, com TH) se instaurou no elenco azul. E aí, não haveria Paulo Autuori que salvasse os gremistas.

Sendo verdade ou mentira, a situação de Roth dá o que pensar. Pois no centro do país ouvi alguns pseudo-especialistas apontarem o Inter como o cavalo paraguaio do Brasileirão, assim como o Grêmio teria sido o da Libertadores. Esperamos que a rodada deste final de semana, bem como as demais que virão, comprovem que no Rio Grande do Sul o futebol se escreve de outra maneira. Sem "Luxemburguisses", "Muricy-dependências" ou "Joel-santonismos". Fosse o contrário, fossemos nós gaúchos uns cavalos paraguaios por natureza, não seria Mano Menezes idolatrado no Curínthia, Felipão unanimidade no território brasileiro e Dunga o treinador da Seleção.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Contratações ou enganações?


Já faz alguns dias, eu chamei a atenção para o fato de que as diretorias da dupla Gre-Nal estavam como políticos baratos: prometiam, prometiam e não contratavam ninguém. Agora, as informações que pipocam no EsporteBR dão conta de apresentações oficiais de reforços para o resto da temporada. Aliás, as equipes vem sonhando com vagas na Libertadores da América de 2010 e, porque não, com um título brasileiro no final deste ano. Mas será que os reforços agradarão a torcida?


Bom, no Inter, pelo menos medindo pela intensidade da festa dos colorados, os nomes agradaram. Fabiano Eller retorna depois da sua passagem vitoriosa de 2006 e dá esperanças de segurança na defesa vermelha - tal segurança que andou faltando nas últimas rodadas. Ainda, há quem já fale em um trio de zagueiros imbatível: Eller, Sorondo e Bolívar. Outros não excluem Índio, ou ainda pedem Danny Morais. Porém, quero chamar a atenção para o seguinte pensamento: este atleta que retorna hoje é o mesmo de ontem? Olha, desde que Fabiano Eller foi campeão do mundo, há três anos, não consegue se firmar como titular. Foi assim no Atlético de Madri e no Santos, de onde foi dispensado com carimbo de "vencido".

Já o outro nome - Edu - também causou frisson entre os fanáticos. Já houve quem procurasse imagens no Youtube para tentar imaginar como serão as atuações do novo atacante. Porém, alguém já disse que Edu atuava no Bétis? E este time esteve lutando para não cair de divisão no Campeonato Espanhol. Outro fator que deve ser levado em consideração é o seguinte, o jogador teve uma contusão no início do ano. E até agora é apenas uma incógnita.


Porém, se os colorados tem motivos para ficar com pulgas atrás da orelha, o que dizer do Grêmio? O torcedor gremista foi iludido com promessas sem tamanho. Falou-se no retorno do volante Émerson para o Olímpico. O ex-capitão da Seleção gostaria encerrar a carreira no clube que iniciou e coisa e tal. Semanas depois, o jogador foi apresentado como o mais novo reforço do Santos Futebol Clube. Da mesma maneira, cogitou-se a contratação do meio-campista Renato, ex-Flamengo e Corinthians. Entretanto, estamos em agosto, se foi o Gauchão, a Libertadores e já se vai o Brasileirão e a diretoria ainda não conseguiu acertar com o atleta. Pois nesta terça-feira desembarcou no estádio Olímpico um tal de Renato. Mas não é aquele! Jogou no Juventde, Ponte Preta, veio da Arábia... Mas não é aquele! Agora, os gremistas vem recebendo informações da contratação do atacante Leandro, ex-São Paulo. Fica-se na torcida para que não seja mais uma ilusão, e desça em Porto Alegre o Leandro, que jogou no Sport Recife, ou do Paulista de Jundiaí.

Desta maneira, pelo jeito, o que fica para trás também é o sonho do título. Adiaremos por mais um ano?