terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O dia em que o Grêmio parou


Foto: Tatiana Lopes (ClicRBS)

A repercussão sobre o clássico Gre-Nal, disputado ainda no último domingo, se faz necessária ainda hoje. Isso porque mesmo que o árbitro Leandro Vuaden já tenha findado o confronto há um bocado de minuntos, as consequências seguem afetando o ar tanto de Grêmio quanto de Inter. Principalmente do lado azul. No Beira-Rio, a barca permanece o seu curso, com a baixa de Fabiano Eller, é verdade. Mas sem críticas ou observações mais ríspidas. Já no estádio Olímpico, o clima é totalmente adverso.


Não bastava ter perdido o primeiro clássico do ano, o Grêmio ainda viu seu melhor jogador dar adeus à temporada futebolística. Aliás, o mesmo lance em que Souza se lesionou, serviu também para decretar a própria derrota tricolor. Quando o meia deparou-se com a marcação de três defensores colorados, gingou para um lado e sua perna não obedeceu, não foram apenas os ligamentos do joelho que romperam, e sim toda a concentração da equipe. Tanto é que bastou o camisa 10 cair no gramado que a confusão estava feita. Conforme relata, tendo visto que Souza não tinha mais condições de jogo, o médico Felipe do Canto sinalizou ao técnico Silas que uma substituição seria necessária. Porém, assim como os milhares de gremistas que assistiam ao jogo, o treinador estava tomado pelas emoções da rivalidade e não percebeu a situação - ou, quem sabe, foi o subconsciente de Silas que não quis acreditar que em pleno Gre-Nal estava perdendo seu melhor atleta.


Dado o impasse, o Grêmio ficou com apenas 10 homens em campo. Aproveitando-se disso, o Inter marcou o gol da vitória. Portanto, bastou Souza deixar o gramado do estádio Colosso da Lagoa para que sua equipe levasse um choque. Depois, com as modificações efetuadas, o time melhorou e empurrou o Colorado para dentro de sua área. Mas era tarde demais. A lesão de Souza foi como veneno de naja na veia gremista - paralisou os músculos dos jogadores.

Acontece que justamente por causa deste rompimento dos ligamentos, Souza será submetido a uma cirurgia, e ficará seis meses longe dos campos de batalha. Ou seja, Gauchão e Copa do Brasil estão totalmente fora de cogitação. E agora? Hugo e Douglas brigarão pela camisa 10? Silas manterá o esquema 3-5-2? O que se espera é que os minutos em que o time do Grêmio ficou paralisado sem Souza no Gre-Nal, não se estendam a meses. Afinal de contas, o meia voltará a chutar uma bola muito possivelmente em agosto. Mas a vida prossegue para o restante dos jogadores.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Alecsandro: o novo Gabiru


Foto: Alexandre Lops (S.C. Internacional)

Estamos voltando de férias hoje - exatamente um dia após o Gre-Nal 379. Por isso, assisti ao clássico de ontem como um simples espectador. Claro, sempre sobram espaços para analises durante a partida, sejam elas críticas ou elogios. No entanto, ao estar do lado contrário do microfone, é possível perceber o real sentimento do torcedor. Isso porque assisti ao jogo em um bar, com telão na parede e cercado por torcedores tanto de Inter como de Grêmio. Todos com suas opiniões aflorando. E aí é que podemos fazer as análises mais interessantes. Pois, além de emitirmos a nossa opinião, temos o feedback no mesmo momento.


Pois o Gre-Nal de ontem serviu para mostrar que o Colorado segue superior ao seu rival. Mesmo que alguns sejam contrários, os quase 10 anos sem vitória gremista em Campeonatos Gaúchos não nos deixam outra opção. E eu apontei o Grêmio como o grande favorito ao título estadual deste ano. E sigo o fazendo. Acho que o clube se reforçou muito bem. Contudo, o treinador não sabe compor as peças no tabuleiro. Do contrário, o Internacional mostra uma evolução ao futebol apresentado em 2009. A zaga está mais compacta, os alas flutuam com liberdade e o meio combate e cria com facilidade. Porém, o ataque segue sofrível. Alecsandro, Taison e Edu não conquistam a torcida. E mesmo que tenha saído dos pés de um deles o gol da vitória de ontem, não se pode ignorar o fato de que o ataque é o setor que apresenta mais defeitos.



Mas, da minha experiência de ontem, sentado na mesa de um bar assistindo à partida, restou a percepção do que se pensa por aí. Enquanto os tricolores eram só lamentações pelas trapalhadas do técnico Silas, os vermelhos não se cansaram de vaiar Alecsandro. Ao contrário do que acredita o atacante e a diretoria colorada, não foram poucos os que pediram a substituição por Leandro Damião. Mas Fossati manteve o camisa 9 em campo, para desespero dos colorados. Pois justamente, quis o destino, que em um lançamento despretensioso, a bola escorresse no pescoço de Edu e caísse certeira no pé de Alecsandro. Foi dele o gol da vitória vermelha.



E, desta maneira, entre gritos de lamentação e euforia, uma observação me pegou do tímpano. Na mesa ao lado, um senhor falou: "O Alecsandro é o novo Gabiru. Vai ser dele o gol do bicampeonato mundial no fim do ano". Olha ao ponto que chegamos. O Inter está disposto a aturar Alecsandro, desde que ele esteja disposto a se passar por Gabiru, cruscificado e exaltado com a mesma intensidade.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pagando o pato


O torcedor colorado quer o bicampeonato da Libertadores da América neste ano. Porém, olha para o elenco e não vislumbra grandes atrações no seu ataque. Enquanto o co-irmão trouxe William, Leandro e Borges, o Inter segue apostando na rapa do tacho. Edu, Alecsandro, Taison e Marquinhos são os quatro atacantes à disposição de Jorge Fossati. O desempenho deles é tão fraco que o uruguaio insiste em escalar o time no esquema 3-6-1. Ou seja, quatro valem por um. Por isso, a torcida clama por reforços nesta posição. Rafael Sóbis - destaque na final de 2006 contra o São Paulo - é o maior sonho de consumo da massa vermelha. Mas, segundo a diretoria, tudo não passa de especulação.

Pois agora me chega a notícia de que Alexandre Pato (foto), uma das últimas pérolas do estádio Beira-Rio, está de volta à casa. O jogador do Milan sofreu uma lesão muscular na coxa e fará tratamento de fisioterapia no clube gaúcho. Ele apenas repete os passos do que o próprio Sóbis fez, há alguns meses. Rafael operou o joelho e fez todo o tratamento no Internacional. Assim, como Rodrigo Mendes já havia feito. Por essas e outras, tudo me leva a crer que o Beira-Rio é a casa da "Mãe Joana".

Veja, por exemplo, o São Paulo Futebol Clube. O departamento médico do Tricolor Paulista é exemplo dentro e fora do país. Já deu abrigo a Luizão, Ricardo Oliveira e Adriano Imperador. Porém, todos (eu disse todos!) tiveram de pagar esta hospedagem atuando com a camisa do clube meses depois. Os três realizaram sua recuperação no Morumbi, mas jogaram a Libertadores da América na sequência. Por que o Inter não consegue fazer isso? Recupera os jogadores e eles simplesmente voltam para seus clubes. Assim, só pela amizade.

Isso me lembra a novela que envolveu Ronaldo e Flamengo no final de 2008. Quando se recuperava de mais uma lesão no joelho, o Fenômeno treinou na Gávea, jurou amor eterno ao Rubro-Negro e levou a torcida carioca à loucura. Porém, dias depois, foi apresentado no Parque São Jorge como contratação do Corinthians. E quem disse que isso não pode ocorrer com o Inter. Recebe de braços abertos Rafael Sóbis e Alexandre Pato e, passados alguns meses, tem de enfrentá-los numa Libertadores, na decisão de um Brasileirão. Essa política de boa vizinhança nunca me agradou. Principalmente agora.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Jonas e a balela


Foto: Filipe Duarte (http://www.esportebr.com/)
A dramaturgia está solta no estádio Olímpico. São muitos atores, figurantes e até mesmo dublês querendo o seu espaço em frente aos holofotes. Depois do argentino Máxi López protagonizar um dos maiores sucessos de bilheteria, tendo ao seu lado uma verdadeira musa da cultura pop - Wanda Nara - chegou a vez do atacante Jonas chamar a atenção para si. Aliás, pelo que parece, os atacantes estão adorando o estrelato no Tricolor. Herrera também já teve seus dias de fama, William chegou cercado de fofocas e até mesmo o colombiano Perea vive um dramalhão de altíssimo nível.

Mas, na minha opinião, Jonas vive uma crise de "pelanca". É como aquela mulher que, depois de anos tomando tapa do marido, enxerga que merece muito mais do que ele lhe oferece. E a partir de então, começa a se embelezar, vestir melhor e usar maquiagem. Jonas não aceita mais ficar no banco de reservas, agora ele quer ser valorizado. E, no final das contas, ele merece um pouco de atenção. Depois de ser chicoteado na Libertadores do ano passado, acusado de pior atacante do mundo por um jornal espanhol, o atleta deu a volta por cima e terminou como uma das grandes surpresas do Brasileirão. Para alguns, inclusive, Jonas só não foi o artilheiro da competição pois torceu o tornozelo contra o Corinthians - ficando de fora da reta final do campeonato.

Agora, pense no lado do Silas. Vai tirar quem do time para colocar Jonas? No ano passado ainda tinha espaço, já que Herrera e Alex Mineiro não viviam uma boa fase, a dupla de ataque tinha de ser ele e mais um. Porém, em 2010, concorrendo com Borges e Leandro - os novos xodós da torcida -, como alçar Jonas à titularidade? E, realmente, parece ser isso que Jonas quer. Na reunião de ontem, entre os representantes do atleta e a direção gremista, o clube ofereceu um aumento de salário para que ele permaneça no Olímpico. Mas Jonas é o Tim Maia do novo milênio. Ele não quer dinheiro, só quer amar. Quer a camisa 7 nas costas. Quer entrar de mãos dadas com os companheiros no início do jogo. Quer ouvir os gritos da torcida quando o alto-falante do estádio escalar seu nome entre os 11 melhores. Mas isso é demais.

Pode ser que Jonas aceite a proposta do Grêmio. Pode ser que ele chute tudo e vá jogar no Vasco da Gama, ao lado de Dodô. Até lá, a novela se estende por mais alguns capítulos. E depois disso, teremos uma nova história para discutir. Muito provavelmente será "Douglas: o meio-campo fugido da Arábia". E aí esqueceremos de Jonas, assim como Máxi López começa a ficar para trás.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sombra pra Alecsandro


Foto: Diego Vara (Clicesportes)
Fim de festa para o Internacional. Terminada a pré-temporada - aliás, com chave de ouro, com uma goleada de 9 a 0 sobre uma equipe amadora -, a delegação colorada se reapresenta no Beira-Rio disposta a sonhar com Dubai, no fim do ano. Porém, antes do time entrar em campo, já tem uma preocupação a mais: a equipe B. Foi surpreendente a atuação dos jovens garotos colorados, na estreia pelo Campeonato Gaúcho. Os comandados de Enderson Moreira confirmaram que a conquista da Copa Arthur Dallegrave, ainda no ano passado, não foi por acaso, e golearam o Ypiranga de Erechim por 4 a 2. Serviu para calar os crítcos, inclusive a mim.

Reconheço que quando ouvi falar na escalação do Inter B nas primeiras rodadas do Estadual, lembrei logo do ano de 2007. Quando o Colorado de Fernandão e Cia, recentemente campeão mundial, deu lugar às categorias de base. Depois de derrotas estrondosas nas partidas iniciais, o técnico Abel Braga se viu obrigado a chamar os medalhões. Mas aí o fiasco foi pior, pois o Inter acabou sendo eliminado ainda na primeira fase da competição, pelo Veranópolis, e sequer conseguiu se classificar para a fase quente da Libertadores da América. E tudo isso ficou na mente e no imaginário. Aliás, "Expressinho", dando certo, só vi um: o de Luiz Felipe Scolari. E mesmo assim não era um time totalmente reserva, tinha alguns componentes da equipe titular. Por essas e outras, sou totalmente contra a utilização de time B, C, H, Q... Para mim, devem jogar os melhores sempre. Tendo condição física, veste o uniforme e entra em campo.

Porém, o Inter B, neste domingo, serviu pra dar um fervo nos titulares. Os dois gols de Leandro Damião podem ter preocupado o centroavante Alecsandro, que hoje não tem concorrência pela camisa 9. A correria de Ytalo no meio-campo pode fazer com que Giuliano e DAlessandro corram mais ainda. Nas laterais, Daniel e Juan desmentem a história de que o Inter não tem laterais nas categorias de base. E, por fim, Walter (foto)... Bom, Walter... O que falar dele? Bom, pelo que vem apresentando, Walter é titular do Inter, com inscrição na Libertadores e camisa 7 nas costas. Ou vai tentar me convencer que o Taison está melhor? Ou vai dizer que Edu e Marquinhos merecem uma nova chance em 2010? Hoje, no Beira-Rio, não tem outro cara com maior potencial para levar o Inter a conquistas do que este tal de "Waltão". Só, pelo amor de deus, parem de compará-lo ao Claudiomiro "Bigorna". O resultado pode ser diferente do ano passado.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Agora é para valer!


Foto: Filipe Duarte (www.esportebr.com)
O Grêmio deixou Bento Gonçalves com um mal estar. Foram oito dias de tranquilidade, treinamentos e coletivas de imprensa regadas a "croissants" e suco de uva. Agora, literalmente, acabou-se o que era doce. No último dia de estadia na Serra Gaúcha, uma bomba explodiu nos bastidores. Aliás, duas! Primeiro, logo após a partida contra o Flamengo de São Valentim, o atacante Jonas deixou o gramado do estádio Aristides Bertuol soltando o verbo. Não aceitava as informações de que seria uma "moeda de troca" para o lateral Vitor, do Goiás. Pudera! Jonas foi o goleador do Grêmio no Campeonato Brasileiro, terminando 2009 com um prestígio sem tamanho. Vira o ano e está sentado no banco de reservas, escutando que pode ser enviado para bem longe. Mas não demorou muito para que a diretoria gremista desse fim à turbulência.

No entanto, o torcedor gremista não gostou do que viu no último dia em Bento. Tivesse terminado a pré-temporada logo após a goleada sobre o São Paulo do Borgo, o expresso Tricolor chegava à Porto Alegre com pompas de campeão. Inclusive eu fui dos que exaltou o belo futebol na primeira apresentação. Tudo isso porque Silas não inventou, escalou os melhores jogadores, em um clássico esquema tático 4-4-2. Porém, contra o Flamengo, o atacante Leandro foi poupado, e bastou para que Silas puxasse seus óculos de Professor Pardal do bolso. Escalou o Grêmio em um 3-6-1 estarrecedor. Com isso, anulou Borges na frente e por pouco não perdeu o amistoso contra o time amador de São Valentim. Foi demais para o torcedor que viu de perto a apresentação e que, segurado no alambrado, pedia a cabeça de Fábio Rochemback, escalado como titular no meio-campo.

Pois a partida de ontem serviu de uma vez por todas para que Silas visse que o 3-6-1 não pode ser utilizado. A torcida já chicoteou Celso Roth quando ele quis infiltrar esta opção. Menos mal que a experimentação foi feita em um amistoso, onde os três pontos não estavam em jogo. Agora, com o início do Gauchão neste próximo domingo, é pra valer! Não há espaços para modificações esdrúxulas.


Ainda há aqueles que defendem a Copa do Brasil como prioridade e o Campeonato Estadual como laboratório. Porém, se pararmos para analisar que há nove anos o Grêmio não ganha um título de expressão, que o último Gauchão veio em 2007 e há dois anos a torcida não sente o gostinho de gritar "É Campeão!", já basta para perceber que acabaram as brincadeiras.

Com este time que tem, o Grêmio muito bem poderia estar disputando uma Libertadores da América. Mas, cada passo de uma vez. O Gauchão é a prioridade do momento. O resto é resto!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Esquemas invertidos


Foto: Filipe Duarte (www.esportebr.com)
Assisti ao primeiro jogo-treino do Grêmio, ainda ontem, contra o São Paulo do Borgo, e me impressionei. De cara, decretei que o Tricolor é o amplo favorito ao título gaúcho e um dos grandes nomes para a Copa do Brasil. Já havia pensado nisso ainda nos treinamentos, quando comparei mentalmente àquilo que vi nos treinos do Inter, na Fundação Geremia. Pois levando em consideração o fato de que o Colorado priorizará a Libertadores no primeiro semestre, podemos decretar o Grêmio com uma mão na taça. Só uma catástrofe tira o caneco do estádio Olímpico.

Mas aí me deparei com meus pensamentos: o que há de diferente neste Grêmio de 2010? O que Celso Roth não fez que este Grêmio fez? Bom, a princípio, tudo passa pela mobilidade dos "ex são-paulinos". Souza, Hugo, Leandro e Borges (um quarteto ofensivo de respeito!) não estavam à disposição de Roth no início do ano passado. E naquela época, Souza já chamava a atenção pela qualidade. No entanto, o primordial nesta análise é o sistema tático adotado por Silas. Um tradicional 4-4-2, com dois jogadores encarregados por cada função dentro de campo. O bom e simples modo brasileiro de jogar bola. Contudo, vou além. Comparemos os comandados de Silas ao time de Jorge Fossati. O que há de diferente? Tudo! Do lado vermelho, o esquema adotado é o 3-6-1. Isso não quer dizer que o Inter está pior, mas deixa um alerta.

Lembremos de como iniciou o ano de 2009. O Grêmio de Celso Roth atuava no 3-6-1, com um contestado Alex Mineiro na frente. Agora, pense no Inter de Fossati: 3-6-1, com um contestado Alecsandro na frente. Vamos para o Inter de Tite, que vinha no 4-4-2, com um zagueiro escalado na lateral-direita (Bolívar). E o Grêmio deste ano vem no 4-4-2, com um zagueiro escalado na lateral-direita (Mário Fernandes). A resposta por qual esquema era o melhor veio nos Grenais. De três disputas no Gauchão, três vitórias vermelhas. Inclusive, o próprio sistema adotado por Roth serviu para que a cabeça dele rolasse. Ninguém aguentava mais ver Alex Mineiro, um centroavante que não fazia gols, jogar isolado na frente.

Em 2010, com os equemas invertidos, será que o filme vai se repetir? Teremos o 4-4-2 vitorioso no Gauchão? Se depender do retrospecto, não há o que dizer. Pelo menos no Gauchão, o esquema 3-6-1 não é vitorioso. Mas isso é no papel. A resposta verdadeira, somente em abril, quando um dos dois estará festejando com a taça de campeão gaúcho.