terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tragam o Clemer de volta

Foto: Diogo Filippon (http://www.esportebr.com/)

Ouvi dizer que o Inter não está mais satisfeito com o Lauro. Mesmo que Fernando Carvalho e Jorge Fossati digam que apostam e confiam no goleiro, estão apavorados atrás de um novo "Camisa 1". A última falha de Lauro, diante do Avenida, foi grosseira. Um chute forte no meio do gol e o frango apareceu. Os dirigentes vermelhos, acostumados a aparecer na TV tendo seus jogadores elogiados e convocados para a Seleção Brasileira, se envergonharam com o grande peru engolido pelo arqueiro. Como um time que quer ser bicampeão da América e do Mundo não tem um goleiro à altura?

Para os desavisados, em 2006 o Inter não tinha uma assumidade em baixo dos paus. No ano mais glorioso da história colorada, o goleiro do Inter estava longe de ser uma unanimidade. Clemer havia desembarcado em Porto Alegre ainda em 2002 e nunca deixou de ser o homem de confiança da direção. Foram inúmeros os treinadores que passaram e nenhum ousou colocar Clemer no banco de reservas. E não faltaram argumentos. Que outro goleiro do Brasil conseguiu chutar a bola nas costas de um companheiro de time e, ainda por cima, levar um gol. Foi assim com Inter e Goiás, no Brasileirão de 2002. Neste mesmo período, o zagueiro Wilsão recuou a bola para o goleiro, que acabou levando um gol antológico. E as falhas se repetiam, contra oPalmeiras, no Brasileirão de 2004; contra o Boca Juniors, na Copa Sul-Americana em 2005; e tantas outras. Até mesmo na final da Libertadores, o segundo gol do São Paulo no Beira-Rio foi oriundo de uma falha do goleiro Clemer. E alguém ousou tirar dele a titularidade? Antes do Mundial Interclubes, por exemplo, o jovem Renan assumiu a camisa 1 durante o Brasileirão e ficou centenas de minutos sem levar um gol, quebrando o recorde que era de Taffarel. Nem por isso conseguiu virar titular. É bem verdade que Clemer brilhou contra o Barcelona, sendo um dos heróis da conquista colorada. Porém, até chegar lá, foi contestadíssimo pela torcida.

Clemer passou a ser ídolo depois. Depois de erguer taças e mais taças, marcar gol de pênalti contra o Juventude e fazer embaixadinhas no Gre-Nal dos 4 a 1, Clemer virou unanimidade. Mas não se esqueça das falhas de Clemer. Nem por isso ele deixou de ser um campeão. E por que Lauro não pode seguir estes passos? Por que o Inter estaria atrás de outro guarda-redes? Quem já sobreviveu com Clemer, pode tranquilamente viver com Lauro embaixo das traves.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Lembranças de um ataque destruidor

Foto: Fernando Gomes (ClicRBS)

Quando se fala em ataque matador, quer se referir ao setor ofensivo de uma equipe de futebol que faz muitos gols. E assim podemos nos referir à dupla de ataque gremista. Apenas neste Gauchão, o Grêmio marcou 15 gols. Na frente dele, Inter, São José, São Luiz e Veranópolis marcaram 17 gols. Porém, nenhum outro ataque é mais goleador do que o tricolor. Dos 15 tentos marcados até agora 12 sairam dos pés de Borges e Jonas. O primeiro tem 7, enquanto o outro 5. Realmente é um ataque destruidor.


Neste domingo, por exemplo, diante do Universidade, a estreia era do meio-campista Douglas. Mas quem chamou a atenção foi outro jogador. Borges balançou as redes três vezes na goleada de 5 a 1. E coube a Jonas, de peito, marcar um dos gols também. Aliás, neste Gauchão, a dupla só passou em branco no Gre-Nal. Pelotas, Caxias, Veranópolis, Santa Cruz e São Luiz já sofreram nas mãos da dupla. Há quem diga que contra os pequenos eles brilham, e que falta mostrar o poderío frente a times maiores. Pois bem, nesta segunda-feira o Grêmio inicia sua caminhada rumo a mais uma conquista nacional. A delegação embarcou para o Mato Grosso, onde na próxima quarta-feira enfrentará o Araguaia. Aliás, se vencer o torneio, será o pentacampeonato do Grêmio na Copa do Brasil. Agora, falar em dupla de atacantes no estádio Olímpico é praticamente retornar ao ano de 1995.


Naquele período, dois jogadores foram trazidos com um névoa de questionamentos para Porto Alegre. Arílson de Paula Nunes, ou simplesmente Paulo Nunes, veio do Flamengo quase fugido. Franzino, assumiu a titularidade na equipe comandada por Felipão. Como companheiro, teve Mário Jardel Almeida Ribeiro. O inesquecível Jardel, com a camisa 16 às costas, nem parecia o mesmo centroavante preterido pelo Vasco da Gama. Pois, quis o destino que ambos brilhassem com a camisa gremista, em uma Libertadores da América.


Agora, aos poucos, Jonas e Borges chamam a atenção da torcida tricolor. Aliás, Jonas já vem de uma excelente campanha no Brasileirão do ano passado, quando, por conta de uma lesão, não permaneceu na briga pela artilharia do certame. Revelado pelo Guarani, de Campinas, o atacante
passou ainda pelo Santos até, finalmente, vestir o manto azul. De cara, não agradou. Tanto é que em 2008 chegou a ser emprestado à Portuguesa. Mas o bom filho à casa retorna. E Borges. Bom, este já provou seu potencial. Com a camisa do São Paulo, o centroavante conquistou os Campeonatos Brasileiros de 2007 e 2008. Será que nesta temporada eles brilharão com a camisa do Grêmio? Será que juntos causarão a felicidade do torcedor?


Durante três anos seguidos, o gremista se gabou por ter uma defesa sólida, mas envergonhava-se pelo ataque frágil. Pois agora, a história mudou de cara. Com Jonas e Borges, o torcedor pode sonhar alto. Tudo depende da zaga, que já não é mais a mesma. Mas a conta é fácil. Basta seguir
fazendo mais gols que o adversário. Tem sido assim neste início de temporada e será assim até o final do ano.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A volta dos que não foram


Este final de semana será a oportunidade de vislumbrar jogadores novos em formações novas na dupla Gre-Nal. Aliás, não chegam a ser jogadores novos, mas ganham novas chances. Velhos conhecidos do torcedor, que em períodos anteriores até não conseguiram agradar de primeira, entrarão em campo entre os onze melhores. Assim será o domingo para gremistas e colorados.

No Grêmio, chega de 3-5-2! O esquema derrotista de Celso Roth parece ter voltado neste 2010. Por isso, Silas deve promover o 4-4-2. Assim, finalmente, Mário Fernandes vira zagueiro de ofício. E Maurício, por sua vez, deve sentar no banco de reservas um pouco. No meio, a estreia da rodada. Douglas, liberado pela CBF, vestirá a camisa 10 e será o maestro da equipe tricolor (pelo menos assim se espera). Desta maneira, o comandante do Grêmio deve armar o time com três volantes, escalando Adílson, Ferdinando e Maylson. Sim, de uma vez por todas, Maylson deve ser a novidade na equipe gremista. Ele que atirou a bola na trave do Inter, no último minuto do Gre-Nal, iniciará a partida contra o Universidade, no próximo domingo, entre os titulares. Isso é quase uma certeza.


Assim como é certeza que Bruno Silva será o dono da camisa 2 pelo Colorado. Isso porque Nei, que vinha atuando como ala-direito, recebeu o terceiro cartão amarelo e desfalcará o time de Jorge Fossati. Portanto, será a chance do lateral uruguaio, trazido com pompas do Ajax, provar que é tudo isso que os colorados imaginaram. Sim, pois lá no início da pré-temporada, ainda em Bento Gonçalves, era Bruno quem treinava entre os titulares. Acabou perdendo espaço aos poucos, e agora terá a chance de entrar na briga pela vaga. Aliás, contra o Avenida, neste domingo, retornam os titulares do Inter. Chega de time A, B, C. Entrarão os 11 melhores de Fossati - que não necessariamente são os melhores para o torcedor. E, entre eles, estará Danilo Silva. Pelo menos foi o que deixou explícito o técnico castelhano. Quando todos esperavam a vez de Sorondo, Fossati pronunciou que o reserva imediato de Fabiano Eller era Danilo. E assim deve ser.


Portanto, mudam nomes e esquemas, mas o objetivo segue o mesmo. Vencer e aquecer as baterias - o Inter para a estreia na Libertadores, dia 23, e o Grêmio pela Copa do Brasil, no dia 10, contra o Araguaia.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mais sorte que juízo

Foto: Divulgação Gremio.net
A 6ª rodada do Campeonato Gaúcho era para ter sido diferente. Deveria ter acrescentado alguma coisa à vida dos gremistas. Mas seguiu tudo igual. Os mesmos temores e as mesmas críticas. Alguns resolveram colocar a culpa no calor de 40°C que se sentia no estádio Olímpico. Outros disseram que Silas merece um pouco mais de crédito, afinal de contas é início de temporada. A verdade é que já não há mais tempo para testes. Foram seis jogos e nada mudou. Em todos, o Grêmio saiu perdendo. Aliás, o grande trunfo da equipe em 2009 era o poderío dentro de casa. Agora, nem isso se tem mais. Já foram dois empates em pleno Gauchão - um contra Veranópolis e agora com o São Luiz. Mas, ainda há quem ressalte que a invencibilidade ainda está intacta.
Para analisar a fraqueza da campanha gremista, basta transportar a equipe da chave 1 para a chave 2. Estivesse no grupo do Inter, o Grêmio ocuparia o 6º lugar - atrás de e São José, São Luiz, Veranópolis e Pelotas, além, é claro, do próprio Colorado. E, mesmo assim, curiosamente, os comandados de Silas são os únicos a estar classificados. Mas não por suas próprias forças. Se o Tricolor já carimbou o seu passaporte, deve agradecer ao Esportivo de Bento, que era o último time capaz de alcançá-lo na tabela. Mesmo tendo conquistado um ponto dos seis disputados nesta semana, o Grêmio permanece intacto na liderança. Isso porque seus companheiros de grupo conseguem ser piores e passaram em branco na rodada.

Resta saber até quando a sorte vai andar longe do juízo. Sim, pois não há outra explicação para as coisas que vem acontecendo com o Grêmio. Com a sexta escalação diferente, Silas penou para arrancar um empate dentro de casa. Há quem acredite que assim, aos trancos e barrancos, possa se chegar lá. Mas o filme apenas é uma reprise do que se viu no ano passado - piorado, ainda por cima.

Contudo, a solução pode estar por vir. Nesta quinta, o nome do meio-campista Douglas, trazido dos Emirados Árabes, apareceu no BID da CBF. Ou seja, finalmente o jogador poderá estrear com a camisa tricolor. Porém, no momento em que Douglas entrar em campo, a última desculpa estará caída por terra. Chega de reclamar do horário dos jogos, da temperatura, da arbitragem ou dos desfalques. Afinal, o que vem acontecendo com o Grêmio envolve mais sorte do que juízo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nova chance


Foto: Diogo Filippon (http://www.esportebr.com/)

Na teoria, o pior já passou para o Inter. O temor era que o time B, representado por garotos como Walter, não correspondesse à altura. E coubesse aos titulares a responsabilidade de recuperar os pontos perdidos - repetindo o que aconteceu em 2007. Mas, a gurizada foi bem e o time A pôde estrear com calma, goleando o Juventude, e vencendo o clássico Gre-Nal no último domingo. Portanto, podemos considerar como missão cumprida? Errado. Chegou a vez dos suplentes!


Em entrevista coletiva concedida ontem, Jorge Fossati declarou o Inter como "grupo fechado". Ou seja, ninguém entra e ninguém sai. Por isso, é a chance dos reservas entrarem em campo e mostrarem serviço. Alguns deram seus primeiros passos. Andrezinho, Bruno Silva e Edu, por exemplo, são jogadores que já foram observados pelo treinador uruguaio. Agora, Thiago Humberto e Wilson Mathias, agregados recentemente ao elenco colorado, terão a chance de exibir seu futebol em um jogo valendo. E, ainda por cima, sem uma pressão por vitória. Por essas e outras será uma grande oportunidade para os novos escalados.


Também há detalhes em especial. Sorondo (foto), por exemplo, atuará pela primeira vez como titular, desde a lesão de Fabiano Eller. O uruguaio larga na frente para ocupar a vaga deixada pelo campeão mundial. Danny Morais e Danilo Silva vem logo atrás, no cangote. Aliás, por isso mesmo, Bolívar foi relacionado, para testar uma alteração no trio defensivo - com a passagem do General para o lado esquerdo da zaga. No ataque, Edu, Damião e até mesmo Marquinhos, poderão desfrutar da oportunidade para desbancar o irregular Taison. Um gol pode fazer uma diferença enorme nesta disputa - veja o exemplo de Alecsandro, por exemplo.


Quem perde com isso é Eltinho e Kléber Pereira. Os dois foram contratados ainda na semana passada e ainda não tem condições legais de jogo. Assim como para o restante do elenco, era a chance de ouro para comprovar o acerto da direção nas suas contratações. Eltinho, por exemplo, terá de assistir o lateral-direito Nei fazer as vias de ala-esquerda. Isso porque Kleber não tem um reserva imediato, além de improvisações. Já o centroavante trazido do Santos, e visto com desconfiança por alguns torcedores, tinha a chance de provar que um matador deve fazer muito mais do que um mísero gol na vida. Seria o início da briga pela camisa 9. Mas, já é um bom começo. Esperemos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O dia em que o Grêmio parou


Foto: Tatiana Lopes (ClicRBS)

A repercussão sobre o clássico Gre-Nal, disputado ainda no último domingo, se faz necessária ainda hoje. Isso porque mesmo que o árbitro Leandro Vuaden já tenha findado o confronto há um bocado de minuntos, as consequências seguem afetando o ar tanto de Grêmio quanto de Inter. Principalmente do lado azul. No Beira-Rio, a barca permanece o seu curso, com a baixa de Fabiano Eller, é verdade. Mas sem críticas ou observações mais ríspidas. Já no estádio Olímpico, o clima é totalmente adverso.


Não bastava ter perdido o primeiro clássico do ano, o Grêmio ainda viu seu melhor jogador dar adeus à temporada futebolística. Aliás, o mesmo lance em que Souza se lesionou, serviu também para decretar a própria derrota tricolor. Quando o meia deparou-se com a marcação de três defensores colorados, gingou para um lado e sua perna não obedeceu, não foram apenas os ligamentos do joelho que romperam, e sim toda a concentração da equipe. Tanto é que bastou o camisa 10 cair no gramado que a confusão estava feita. Conforme relata, tendo visto que Souza não tinha mais condições de jogo, o médico Felipe do Canto sinalizou ao técnico Silas que uma substituição seria necessária. Porém, assim como os milhares de gremistas que assistiam ao jogo, o treinador estava tomado pelas emoções da rivalidade e não percebeu a situação - ou, quem sabe, foi o subconsciente de Silas que não quis acreditar que em pleno Gre-Nal estava perdendo seu melhor atleta.


Dado o impasse, o Grêmio ficou com apenas 10 homens em campo. Aproveitando-se disso, o Inter marcou o gol da vitória. Portanto, bastou Souza deixar o gramado do estádio Colosso da Lagoa para que sua equipe levasse um choque. Depois, com as modificações efetuadas, o time melhorou e empurrou o Colorado para dentro de sua área. Mas era tarde demais. A lesão de Souza foi como veneno de naja na veia gremista - paralisou os músculos dos jogadores.

Acontece que justamente por causa deste rompimento dos ligamentos, Souza será submetido a uma cirurgia, e ficará seis meses longe dos campos de batalha. Ou seja, Gauchão e Copa do Brasil estão totalmente fora de cogitação. E agora? Hugo e Douglas brigarão pela camisa 10? Silas manterá o esquema 3-5-2? O que se espera é que os minutos em que o time do Grêmio ficou paralisado sem Souza no Gre-Nal, não se estendam a meses. Afinal de contas, o meia voltará a chutar uma bola muito possivelmente em agosto. Mas a vida prossegue para o restante dos jogadores.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Alecsandro: o novo Gabiru


Foto: Alexandre Lops (S.C. Internacional)

Estamos voltando de férias hoje - exatamente um dia após o Gre-Nal 379. Por isso, assisti ao clássico de ontem como um simples espectador. Claro, sempre sobram espaços para analises durante a partida, sejam elas críticas ou elogios. No entanto, ao estar do lado contrário do microfone, é possível perceber o real sentimento do torcedor. Isso porque assisti ao jogo em um bar, com telão na parede e cercado por torcedores tanto de Inter como de Grêmio. Todos com suas opiniões aflorando. E aí é que podemos fazer as análises mais interessantes. Pois, além de emitirmos a nossa opinião, temos o feedback no mesmo momento.


Pois o Gre-Nal de ontem serviu para mostrar que o Colorado segue superior ao seu rival. Mesmo que alguns sejam contrários, os quase 10 anos sem vitória gremista em Campeonatos Gaúchos não nos deixam outra opção. E eu apontei o Grêmio como o grande favorito ao título estadual deste ano. E sigo o fazendo. Acho que o clube se reforçou muito bem. Contudo, o treinador não sabe compor as peças no tabuleiro. Do contrário, o Internacional mostra uma evolução ao futebol apresentado em 2009. A zaga está mais compacta, os alas flutuam com liberdade e o meio combate e cria com facilidade. Porém, o ataque segue sofrível. Alecsandro, Taison e Edu não conquistam a torcida. E mesmo que tenha saído dos pés de um deles o gol da vitória de ontem, não se pode ignorar o fato de que o ataque é o setor que apresenta mais defeitos.



Mas, da minha experiência de ontem, sentado na mesa de um bar assistindo à partida, restou a percepção do que se pensa por aí. Enquanto os tricolores eram só lamentações pelas trapalhadas do técnico Silas, os vermelhos não se cansaram de vaiar Alecsandro. Ao contrário do que acredita o atacante e a diretoria colorada, não foram poucos os que pediram a substituição por Leandro Damião. Mas Fossati manteve o camisa 9 em campo, para desespero dos colorados. Pois justamente, quis o destino, que em um lançamento despretensioso, a bola escorresse no pescoço de Edu e caísse certeira no pé de Alecsandro. Foi dele o gol da vitória vermelha.



E, desta maneira, entre gritos de lamentação e euforia, uma observação me pegou do tímpano. Na mesa ao lado, um senhor falou: "O Alecsandro é o novo Gabiru. Vai ser dele o gol do bicampeonato mundial no fim do ano". Olha ao ponto que chegamos. O Inter está disposto a aturar Alecsandro, desde que ele esteja disposto a se passar por Gabiru, cruscificado e exaltado com a mesma intensidade.