domingo, 23 de maio de 2010

Sinal de alerta na dupla

Foto: César Greco (Assessoria Palmeiras)

O final de semana serviu para escancarar certos problemas na dupla Gre-Nal. Enfim, está aceso o sinal de alerta! Principalmente no Grêmio, que ainda no sábado foi goleado pelo Palmeiras, por 4 a 2, e figura entre os rebaixados do Brasileirão. Aliás, está em 18º lugar, dentre 20 equipes. Podemos observar que o certame recém está iniciando e pouca coisa permanecerá assim até o final. Porém, é melhor abrir o olho cedo. Até porque, depois de ser eliminado da Copa do Brasil pelo Santos, o Campeonato Nacional é o único suporte para o torcedor manter o fanatismo pelo clube do coração. E nada de depressões pela eliminação! Não há tempo para isso!

Do lado colorado, o clima não é tão desesperador, pois o time está entre os quatro melhores do continente. Contudo, basta lembrar que o próximo adversário será o São Paulo para que a torcida sinta calafrios. E não por se tratar de um bicho-papão, e sim pela apresentação deste domingo. Em pleno Beira-Rio, o Inter foi batido por 2 a 0 - tendo Fernandão, o grande ídolo histórico, marcado um dos gols. E ainda por cima, pior que isso, é a insistência do treinador Jorge Fossati em bater com a cabeça na parede. O mundo inteiro já percebeu que os melhores resultados do Inter aparecem no simples esquema tático 4-4-2. No entanto, hoje ele realizou mais uma de suas proezas e chamou de volta o 3-5-2. Não interessa se eram os reservas que estavam em campo, se deve é incutir na cabeça dos comandados um esquema de jogo. E, convenhamos, o Inter não tem feito isso.

Pode ser que o período de recesso da Copa do Mundo cure essa ressaca toda. Até lá, o sinal de alerta estará aceso, assim como o amarelo piscante dos semáforos à madrugada. A qualquer instante, um caminhão pode se atravessar no caminho. Tomara que não!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O esquema tático que ganha jogo

Foto: Sergio Llamera (Vipcomm)

Apesar da raça e da briga imprimida pelo Inter até o último minuto contra o Estudiantes, a verdade é uma só: Fossati tem de rever seus conceitos. Apesar do treinador se achar um injustiçado, que vem sendo atacado constantemente pela imprensa, a prática dentro de campo vem mostrando algo aos bons observadores. A classificação do Colorado para a semifinal pode ser qualificada como providência divina, pura sorte ou semelhante. Porém, é a demonstração real de que o sistema tático adotado pode ser todos, menos um. Jamais com três zagueiros e nunca mais com apenas um atacante.

Desde que o mundo é mundo e o futebol existe, se discute qual seria o esquema vencedor. O futebol total da Laranja Mecânica? O WM? O losango no meio?! Enfim, não há teoria que vença a prática. Essa é a verdade absoluta. No entanto, sempre se deve levar em conta os jogadores que se dispõem em uma equipe. A partir das qualidades deles se monta um esquema vencedor. E o que ocorre com o Inter é justamente o contrário. Fossati empurra goela abaixo o trio defensivo. Assim iniciou a Libertadores contra o Emelec, que só foi batido após a entrada de Walter em campo e o desmanche do tal 3-5-2. O mesmo ocorreu quando, na final da Taça Fábio Koff, contra o Pelotas, os colorados eram surrados em pleno Beira-Rio. Bastou armar o 4-4-2 para que a virada aparecesse. E, mais recentemente, a derrota contra o Banfield, na Argentina, com apenas um avante.

O comandante vermelho insistiu no erro nesta quinta-feira. Voltou a testar o 3-6-1 e por pouco não se deu mal. Voltou atrás, chamou Walter do banco, armou um 4-4-2 e até mesmo um 4-3-3 para finalmente arrancar a classificação aos 43 do segundo tempo. Desta vez deu, da próxima pode ser que não. Até lá, Fossati terá uma Copa do Mundo inteira para refletir sobre o esquema tático que enfrentará o São Paulo pela Libertadores.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

E deu o futebol bonito da Molecada...

Foto: Miguel Schincariol (Lancepress)

Para quem acha que não, o Santos vem provando o contrário. Sim, o futebol bonito também vence! O trauma da Copa de 82 é o grande argumento do brasileiro, sempre aliado à conquista de 1994. Aliás, o próprio estilo gremista de jogo serve de exemplo. Estilo copeiro, guerreiro, raçudo. E, costumeiramente, a beleza plástica e os toques refinados são deixados de lado. Pois foram postos à prova novamente nesta quarta. E, para desespero dos gremistas, deu Santos.

O primeiro tempo terminado em 0 a 0 destoava totalmente da partida disputada no Olímpico na semana passada. O Tricolor marcava bem, segurava a habilidade santista. E quando as equipes desceram para o vestiário, todos apostavam na mão de Silas. Afinal de contas, os intervalos vêm fazendo bem ao Grêmio. Pois ocorreu justamente o contrário. Ganso, com uma patada de fora da área, Robinho, com um lençol em Victor, e Wesley, driblando o goleiro, encerraram o sonho do pentacampeonato da Copa do Brasil. Neste meio tempo, o Grêmio esboçou alguma reação através do zagueiro Rafael Marques, em falha de Felipe. Mas ficou por isso mesmo. É o ano dos "Meninos da Vila".

É de se lamentar que alguns jogadores tenham confundido raça com violência. E, realmente, este é um limiar que costuma enganar alguns atletas. Jonas trocando tapas e mais um punhado de gente enfiando a botina no adversário. Talvez por aí o Santos tenha levado a vaga. Driblou até os pontapés. Resta ao Grêmio reerguer a cabeça para enfrentar Brasileirão e Sul-Americana.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Seguindo o exemplo do Papai

Foto: Arquivo Site do Inter

Ao que tudo indica, Fossati enviará o Inter em um 3-6-1 à Quilmes. O modelo de jogo apresentado contra o Banfield, há duas semanas, será o escolhido pelo comandante para decidir a vaga contra o Estudiantes nesta quinta-feira. E a proposta se esclarece não somente pelo treinamento desta segunda, às escuras, no Beira-Rio. Mas sim pela escalação que enfrentou o Goiás no domingo. Lembre, o planejamento era poupar os titulares para o meio da semana. E o que o técnico fez? Mandou Walter a campo. Ou seja, Alecsandro será o único avante na Argentina.

Porém, se o treinador levar em consideração o que Walter fez em Goiânia, desisitirá do esquema tático com apenas um atacante. O grande problema é que ele não viu nada, já que havia sido expulso. Poderia pelo menos ler e ouvir o que dizem os jornalistas. Mas Fossati declarou guerra à imprensa e, certamente, apostará nas suas próprias convicções. Contudo, mesmo que insista no tal 3-6-1, ainda Walter seria uma melhor opção.

Mas, quem sabe, assim como fez Walter, Alecsandro não sinta a pressão? Correndo risco de ser sacado do time titular, não possa enfiar dois gols no Estudiantes? Bem que ele podia pedir uma dica ao mais novo papai do Beira-Rio.

domingo, 16 de maio de 2010

O futuro sempre reserva

Foto: Valdir Friolin (Zero Hora)

Inter e Grêmio vêm poupando seus titulares no Brasileirão. Já havia sido assim na semana passada e se repetiu neste domingo. Mas quem perde mais ao utilizar os reservas? Se analisarmos friamente, apontaremos o Tricolor. A derrota dentro de casa para o Corinthians deixa a equipe de Silas beirando a zona do rebaixamento com apenas um ponto somado (do empate em 0 a 0 na estreia contra o Atlético-GO). Já o Colorado arrancou uma vitória de virada contra o Goiás, mas que escancarou as deficiências do seu plantel. Houve poder de reação, mas nem tudo são flores. Contudo, é melhor do que o resultado da estreia, quando o Cruzeiro levou a melhor em pleno Beira-Rio. Na ocasião, Fossati e a direção foram alvo de críticas por pouparem praticamente todos os titulares e entregarem três pontos aos mineiros - concorrentes diretos ao título nacional. Agora, saem ilesos pelo sucesso do planejamento. Isso porque chegam ao duelo contra o Estudiantes, pela Libertadores, com os titulares descansados e renovados por uma vitória fora de casa.

Enquanto isso, do lado azul, os murmúrios se sobressaem em meio à torcida. E, pior que perder pontos, é que o técnico Silas ganha problemas para a Copa do Brasil - a prioridade do clube. Os ombros de Mário Fernandes incomodam mais que a derrota para o Corinthians. Ele acabou sendo afastado pelo departamento médico e consequentemente não enfrentará o Santos. Na semana passada, foi a vez de Neuton (o novo titular da lateral-esquerda) sentir lesão e virar desfalque.

Acontecimentos como estes realçam o porquê das poupanças de jogadores. Quando um titularíssimo desaba no gramado em uma partida nem tão importante, explica-se o desejo de cartolas e técnicos em escalar reservas. Sendo assim, mesmo que colorados e gremistas percam a paciência com equipes mistas, a escolha é compreensível. Ou vai dizer que você, torcedor, não quer que seus melhores atletas participem das decisões?!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Tinga é um acerto de contas?

Tinga foi campeão da América em 2006. Mas não do mundo!Foto: Site do Inter

O volante Tinga finalmente retornou ao Beira-Rio. Enfim, cumpriu a promessa de voltar às origens. Embora tenha sido revelado no estádio Olímpico, o "neguinho" da Restinga jamais escondeu seu coloradismo. E isso o torna um dos maiores exemplos de profissionais, porque mesmo vestindo a camisa do Grêmio, não poupou raça jamais. Prova disso são as inúmeras vitórias conquistadas em Grenais e o título da Copa do Brasil com o Tricolor em 2001. No entanto, no currículo de Tinga um feito pesa mais: a Libertadores de 2006. E, ainda por cima, foi dele o gol que deu o tão desejado título aos colorados!

Porém, o atleta volta com quatro anos a mais nas costas. Mesmo que esteja mais experiente e forte, as pernas podem não correr como antigamente. E isso é um temor que surge em alguns torcedores. Este Tinga será o mesmo de 2006? Recentemente, o Inter abriu as portas de seu novo museu - prova de que valoriza a própria história. Deu cargo na comissão para Clemer, importou Manga do Equador e ajudou Escurinho a enfrentar uma doença. Porém, na mesma corrente, repatriou Daniel Carvalho, Fabiano Eller e Bolívar, cogitou buscar Fernandão e promete ir atrás de Rafael Sóbis. Será que a direção quer remontar a equipe campeã da América?

Tal comportamento não costuma dar muito certo. O maior exemplo de todos é o rival Grêmio, que no início dos anos 2000 tentou montar uma grande equipe, trazendo de volta Paulo Nunes e alguns outros craques de anos anteriores. Acabou acumulando dívidas e um futebol defasado. E Tinga, com seus 32 anos, soma-se ao batalhão de jogadores "balzaquianos". Será que a idade vai pesar no vestiário colorado? Tomara que não. Talvez o retorno de Tinga seja apenas um acerto de contas com o passado, já que em 2006 o jogador deixou Porto Alegre com a faixa de campeão sul-americano e sem a medalha de campeão mundial.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estudando o passado

Foto: Mauro Vieira (Clicesportes)

A vitória foi mínima, mas deveras importante. Ao bater o Estudiantes pelo placar mínimo, o Inter alcançou o compromisso desta noite: vencer de qualquer jeito o adversário. Porém, vale ressaltar que este é apenas o primeiro capítulo. Na semana que vem o duelo se repete na Argentina, em Quilmes.

Porém, instantes depois de Sorondo testar para o fundo das redes, aos 43 minutos do segundo tempo, voltei ao passado - mais precisamente a 2005. O inimigo também era argentino (o Boca Juniors), só que a copa era outra. Na Sul-Americana daquele ano, o Inter levou mais de 90 minutos para chegar à vitória. Já nos acréscimos da partida, Ceará bateu falta da direita, Sóbis desviou de cabeça para trás e Fernandão apareceu para escorar com o pé para o fundo das redes de Abbondanzieri. O Beira-Rio explodiu em delírio. No entanto, uma semana depois, os colorados cairam na Bombonera, com uma goleada de 4 a 1 nas costas.

Por isso, não dá para contar com a classificação desde já. O Inter precisa provar fora de casa que pode seguir na Libertadores. A missão é dificílima, talvez ainda mais do que esta de hoje. Afinal de contas, o Estudiantes é o atual campeão da América. Porém o próprio nome do rival pode sugerir a tarefa colorada: estudar o passado e não cometer os mesmos erros de cinco anos atrás.