sábado, 12 de junho de 2010

Habemos um Felipão Paraguaio!

Antes chacota, Roth é agora o escolhido de CarvalhoFoto: Daniel Marenco (Arquivo ZH)

Que me desculpe Carlos Simon, que hoje deu o pontapé inicial em sua quarta e última Copa do Mundo ao apitar o empate entre Inglaterra e Estados Unidos. Meus pensamentos de hoje não vão de encontro à África do Sul. Ficam por Porto Alegre mesmo. E tudo isso por conta do anúncio da direção do Inter: o novo treinador é Celso Roth. Exatamente! Você não leu errado. A torcida vermelha sonhou com Luiz Felipe Scolari. No entanto, o treinador negou acordo com o Internacional justamente pela identificação com o rival Grêmio. Pois agora, Fernando Carvalho anuncia o pupilo de Felipão. A legítima cópia paraguaia - ou cavalo paraguaio.

O que não dá para entender é a escolha por Celso Roth. Ele, que comandou o Grêmio no ano passado, virou motivo de chacotas por parte dos colorados quando perdia Grenais e apelava nas entrevistas coletivas. Em uma das oportunidades chegou a parabenizar o Inter por seguir no Gauchão, enquanto ele, no comando azul, disputava uma Libertadores da América. Enfim, ganhou a inimizade de vermelhos e o desprezo de azuis. Portanto, se Adílson Batista não poderia ser contratado por não ser uma unanimidade no Beira-Rio, o mesmo não se faz com Roth.

Pode ser que Carvalho apele para o outro lado. Talvez, tenha contratado Celso para dar-lhe a oportunidade que foi tirada em 2009. Após perder para o Inter pela terceira vez consecutiva no ano e acabar eliminado precocemente do Campeonato Gaúcho, o técnico foi demitido do Grêmio. A pressão da torcida o derrubou e tirou-lhe a possibilidade do título continental. Então, pode ser que, por pena, Carvalho esteja pagando uma dívida. Sendo assim, Roth pode dar o bi sul-americano ao Colorado e, de quebra, conquistar seu primeiro caneco de expressão. Mas, convenhamos, para um treinador que até hoje não ganhou nada além de uma Copa Sul e Campeonatos Estaduais, fica muito difícil imaginar um final feliz nesta história.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Victor não fará falta à Seleção

Foto: Reprodução TV Globo
Após a convocação dos 23 jogadores que representarão o Brasil na Copa do Mundo, criou-se um sentimento de injustiça ao redor do goleiro Victor, do Grêmio. Ele, que esteve presente nos últimos chamados de Dunga, estava sendo trocado por Gomes (foto) e Doni. O torcedor em geral (principalmente o gremista) se enervou com o treinador. Porém, o amistoso de hoje contra a Tanzânia demonstrou que, realmente, Victor não fará falta à Seleção Brasileira - como ditava a opinião pública.

Mesmo tendo vencido os africanos por 5 a 1, o Brasil teve como um dos principais destaques em campo o arqueiro Gomes. Sequer o gol sofrido apaga a boa atuação do atleta. O camisa 12 ocupou a vaga do intocável Júlio César, que sentiu dores lombares ainda no último jogo-treino contra o Zimbábue, e mais uma vez comprovou que o problema da Seleção não está na defesa - principalmente embaixo das traves. Se Victor fosse, seria o terceiro goleiro. Entraria no lugar de Doni, que atualmente está na reserva da Roma. Aí sim, eu concordo que poderia ter sido levado. Mas, ao invés de reclamar, o torcedor gremista deve agradecer a Dunga.

É verdade que a não convocação trouxe um princípio de depressão a Victor. Pelo menos nos primeiros dias, o arqueiro mostrou-se visivelmente magoado, refletindo dentro de campo em falhas. Contudo, imagine o contrário. Se mesmo assim, falhando como qualquer mortal, Victor é lembrado por clubes europeus (sende especulado por Lazio e Benfica constantemnete, por exemplo), como não seria se ele realmente fosse chamado por Dunga? Estivesse na África do Sul, Victor estaria na vitrine do Mundo. Seria presa fácil da tal janela de transferências. E, se Victor não faz falta à Seleção, ao Grêmio faz. E muita, por sinal! Por isso, Dunga deveria escutar agradecimentos por parte da massa tricolor e não vaias. Ao Brasil, só desejos de sucesso nesta Copa do Mundo.

domingo, 6 de junho de 2010

Que venha a Copa (de uma vez!)

Foto: Bruno Miani (Vipcomm.com.br)

Domingo para esquecer (e retrato do primeiro semestre de 2010). Nem o Inter, muito menos o Grêmio, agradaram pelo Brasileirão. E o pior de tudo é que a partir de agora o campeonato entra em recesso para a Copa do Mundo. Ou seja, ficamos com uma impressão muito ruim da dupla e que só poderá ser recuperada em julho. Tomara que a segunda metade do ano sirva para apagar todas as péssimas percepções que nos restaram.

O Grêmio, é bem verdade, foi o campeão gaúcho, mas, convenhamos, o torcedor esperava muito mais - uma Copa do Brasil, por exemplo. Não deu. E quando o Brasileirão restou como única esperança, atuações irregulares acabaram espantando a torcida. A derrota de 3 a 1 para o São Paulo, no Morumbi, foi a amostra disso. A equipe não jogou tão mal assim, mas entregou o resultado para o inimigo (Rodrigo e Collaço principalmente). Foi alvejado por Dagoberto, mas muito mais pelo azar das lesões. Sem Lúcio, Souza, Borges e Jonas - que naturalmente seriam titulares -, o Grêmio virou presa fácil dos adversários, ou no máximo bem previsível. Resta desejar uma melhor sorte ao Tricolor após a Copa.

O mesmo deseja-se para o Internacional. Porém, além de sorte, o Colorado precisa de competência: em primeiro lugar no alto escalão. Fernando Carvalho e Cia. devem ir ao mercado atrás de, no mínimo, um bom atacante e treinador competente. Isso se não liberar ninguém. Dizem que Taison, Lauro, Kléber e D'Alessandro estão praticamente de malas prontas. Daí a tarefa fica mais difícil ainda. Agora, com relação ao comandante, começo a pensar que Adílson Batista será a bola da vez. O primeiro passo é fazer as pazes com o torcedor, que o guarda na memória como o "Capitão América" da Azenha. Depois, precisa reorganizar o time e, quem sabe, indicar reforços. E, finalmente, fazer com que os jogadores funcionem depois da intertemporada. Do contrário, empates dentro de casa (como o 1 a 1 de hoje contra o Palmeiras) se tornarão mais frequentes.

Assim, não nos resta outra alternativa senão decretar: essa Copa do Mundo não poderia vir em melhor hora para a dupla Gre-Nal.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sheik do Beira-Rio?

Jorge Fossati finalmente falou sobre a demissão do Internacional. Nesta tarde de sexta-feira, o uruguaio chamou os repórteres em um hotel na capital gaúcha e comentou os motivos para sua dispensa do Beira-Rio. De maneira esperada, não concordou com as explicações da diretoria colorada e rebateu as críticas da imprensa. Porém, o pico da entrevista foi quando o comandante revelou o interesse do clube em um certo jogador: Emerson. O ex-atacante do Flamengo, mais conhecido por Sheik, atua no Al-Ain, dos Emirados Árabes, e seria o reforço ofensivo para a reta final da Libertadores.

O contato do Inter com Emerson teria sido efetuado justamente na data em que Fossati foi demitido. Para quem não lembra, Fernando Carvalho permaneceu no Rio de Janeiro após a derrota contra o Vasco. Alguns falaram que era para contatar o técnico Cuca, outros que era o acerto com Mário Sérgio. Que nada! O dirigente foi acertar a contratação do Sheik, que estava na capital carioca a férias. Além do Inter, Fluminense e Flamengo querem repatriar o avante - o último tem prioridade por tê-lo trazido de volta no ano passado.

Aliás, Emerson foi revelado pelo São Paulo no final da década de 90. Já em 2000, rumou para o Japão, onde chegou a ser artilheiro do campeonato em 2003. Atuou também na França, no Rennes, mas foi no Catar onde ele realmente chamou a atenção. Naturalizou-se catariano e disputou três jogos por aquela Seleção. E lá, em 2007, foi comandado por Fossati no Al-Saad. Retornou ao Brasil, para o Flamengo, e de cara conquistou a torcida rubro-negra. Será que é um bom negócio para o Inter? Bom, se o Inter realmente vencer a Libertadores da América, vale lembrar que Emerson jogará em casa, já que o Mundial ocorrerá em Dubai (atual casa do atacante).

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Noite do repeteco

Hugo precisou de dois gols parecidos para matar o GaloFoto: Valdir Friolin (Clicesportes)

Esta quinta-feira de Corpus Christi mais parecia o dia do "replay". Enquanto o Inter caiu diante do Corinthians mais uma vez, o Grêmio bateu o Atlético-MG com dois gols muito semelhantes. Desta maneira, a gangorra da dupla permanece viva. Mas, convenhamos, a coisa segue feia pras bandas de São Pedro.

No Olímpico, a fórmula não poderia ser outra: Rochemback cruza e Hugo cabeceia para o fundo das redes. Exatamente desta maneira o Tricolor anotou os gols da vitória de 2 a 1 sobre o Galo. Não apresentou um futebol exuberante e chegou a levar alguns sustos da equipe mineira. Porém, os três pontos foram mais importantes do que a atuação - até porque, com os resultados de ontem, o Grêmio já aparecia na zona do rebaixamento. E com os jogadores que Silas dispunha hoje, não havia como dar espetáculo. Roberson e William, por exemplo, formando a dupla de ataque é para matar. A única certeza é que Luxemburgo, comandante do Atlético, é filhote no Rio Grande do Sul.

Assim como o Inter se apequena diante do Corinthians. O último resultado deste enfrentamento no estádio Pacaembu foi justamente o 2 a o para os paulistas. Daquela vez era final da Copa do Brasil, agora era Brasileirão. Mas o placar se repetiu nesta noite. Também se repetiu a fraca objetividade do Inter. Bola batendo na trave, chutes para fora e o goleiro salvando a pele do adversário. Faltaram gols, mesmo o Colorado sendo um pouco superior na primeira etapa. Há quem possa botar a culpa no pênalti assinalado pelo árbitro (quando Sorondo empurrou Danilo dentro da área). Mas até mesmo reclamações contra o Timão se fazem presentes - e desde 2005 ainda por cima! Ruim para o Inter. Péssimo aliás, pois vê o rival se distanciar na liderança do campeonato, enquanto afunda na tabela de classificação.

No final de semana trocam os mandos de campo. Enquanto o Inter fica em casa para enfrentar o Palmeiras, o Grêmio vai a São Paulo pegar o São Paulo. Depois disso tudo é Copa do Mundo. Pode ser que depois, em julho, as coisas melhorem - porque agora está difícil de engolir.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A zica da lateral-esquerda

No Grêmio, Michel não fazia continênciaFoto: Antonio Scorza (AFP/uol.com.br)

Quando se fala no azar gremista com relação à camisa 6, se pensa naturalmente nos jogadores que pisam no estádio Olímpico atualmente. Lúcio, Fábio Santos, Neuton e Uendel, todos lesionados, não podem entrar em campo, obrigando Silas a improvisar. Mas a zica vai um pouco além. Assistindo ao jogo da Seleção hoje, contra o Zimbábue, não pude deixar de comentar o primeiro gol: um canhotaço de Michel Bastos em cobrança de falta. Lembrei do apelido do camisa 6 da Copa do Mundo - "Canhão da Azenha". Assim ele foi chamado em 2004, quando passou pelo Grêmio.

Para quem não sabe, Michel é pelotense. Contudo, pouco atuou no futebol gaúcho. Surgiu no Pelotas e logo rumou para o Feyernoord, da Holanda. Voltou para o Brasil vestindo a camisa do Atlético-PR e, finalmente, seria emprestado ao Grêmio. Em Porto Alegre, encantou a torcida nos primeiros jogos, ainda mais depois de revelar que era tricolor de coração. Mas a imaturidade se fez presente aos poucos, culminando inclusive com a sua liberação pelo clube. Em setembro, o lateral foi pego com bebida alcoolica na concentração do Olímpico, sendo devolvido aos paranaenses. É bem verdade que naqueles tempos, tudo dava errado. Grande exemplo disso é que Felipe Melo (outro titular da Seleção de Dunga) também atuou no mesmo período com a camisa gremista e não deu frutos. Aliás, 2004 foi o ano do descenso para a Série B.

Mas o que mais espanta é que Michel Bastos, que hoje marcou seu primeiro gol pela Seleção Brasileira, passou ileso pelo Rio Grande do Sul. Ou seja, nem Inter ou Grêmio conseguiram segurar o atleta. E isso não é exclusividade somente dele. O outro lateral brasileiro, Maicon, é natural de Novo Hamburgo, e assim como o colega jamais se destacou em território sul-riograndense. Pelo visto a urucubaca dos laterais vai muito além. É histórica! Azar do Grêmio e sorte de Dunga.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Mais um ex-são paulino no Olímpico

Foto: www.ederluis.com.br

Joílson, Rodrigo, Fábio Santos, Hugo, Leandro, Souza e Borges. Todos eles são atletas do Grêmio, mas já vestiram a camisa do São Paulo. Enquanto o técnico Silas briga para montar o Avaí no estádio Olímpico, a diretoria tricolor quer estabelecer o São Paulo. A prova disso é que além destes sete jogadores citados acima, um novo ex-são paulino deve desembarcar no lado azul de Porto Alegre: o atacante Éder Luís (foto). Atualmente no Benfica, de Portugal, o atacante seria a opção de velocidade para o banco de reservas, já que Roberson, Bergson e William não atenderam às expectativas da torcida. Não está nada certo, apenas especulado. E, pelo que demonstrou Silas, será bem-vindo se for o reforço para o segundo semestre.

Éder foi campeão brasileiro com o Tricolor Paulista em 2008. Se bem que nem esteve tão presente assim nesta conquista. Era reserva de Dagoberto e teve seus altos e baixos no Morumbi. Marcou mesmo no Atlético-MG, onde foi revelado e despontou para o futebol nacional. No ano passado, protagonizou com Diego Tardelli mais um capítulo na vida do Cavalo Paraguaio Celso Roth. Comandados pelo gaúcho, o time de BH liderou o Brasileirão por várias rodadas e tinha como destaque justamente o ataque. Pois como tudo na vida "rothineira", os atleticanos pararam de jogar no meio do certame e despencaram na tabela. No fim do ano, Éder Luís foi negociado com o Benfica, para atuar ao lado de mais oito brasileiros - entre eles Sidnei, ex-zagueiro colorado. Contudo, não encantou tanto no futebol português. Em quatro meses de Europa, o atacante atuou apenas seis vezes e marcou um gol. Pouco. Muito pouco!

Mesmo assim, Silas quer e a direção assina embaixo. Também não acho que seria má ideia fazê-lo vestir a camisa gremista. Mas, deve-se pensar muito bem no dinheiro investido. Há um ano o Grêmio visitava o mesmo país - Portugal - para repatriar Fábio Rochemback. Sabemos que não foi tão bom negócio assim. Se Éder Luís não for repetir os passos do meia ou de Leandro (que só deu gastos até agora), realmente será bem-vindo ao estádio Olímpico.