Renato decidiu por si só: não estará presente nos jogos do Grêmio pelo interior do Estado. O anúncio foi feito através de uma coletiva de imprensa, comunicando que ele não estará à beira do gramado nem no Gre-Nal de Rivera, pelo Gauchão. Só dirigirá a equipe nas partidas disputadas em Porto Alegre. O motivo seria o desgaste que os profissionais sofrem, devido ao calendário recheado. Ora, o Corinthians irá poupar Ronaldo de alguns jogos do Paulistão para chegar inteiro a Libertadores. No Inter, nenhum dos titulares entrará em campo antes do clube estrear no torneio continental. É regalia demais? Renato acha que, se os astros dos outros times podem, ele pode. Afinal de contas, no Grêmio, quem coloca as cartas é ele!
O porém é que Portaluppi não é mais jogador. Nos tempos em que chutava bola, quando se sentia cansado, colocavam outro atleta para ocupar sua função. Agora ele é treinador. Para a sua função o Grêmio paga apenas por ele. Portanto, deve estar à frente da equipe seja onde ela estiver (assim como manda o hino gremista). Aliás, o próprio salário rechonchudo que cai em sua conta todo final de mês foi uma reivindicação. Somente com um aumento considerável ele continuaria no estádio Olímpico. No final do ano passado, a diretoria acatou. Renato também pediu inúmeros reforços - e ainda segue pedindo. Os dirigentes trouxeram todos e ainda estão se contorcendo para trazer os outros. Renato sentiu que manda e vai testar até onde vai o seu poder. Desta vez, será que a diretoria vai dar aval?
Até aqui, todas os pedidos do comandante foram atendidos e recompensados. Quase como um sequestrador que, quando atendido pela polícia, colabora deixando o refém com vida por mais algumas horas. Mas será que ficar de fora dos jogos do Gauchão é tão essencial assim? É melhor não brincar com Renato! Mas, digamos que Paulo Odone acate o desejo de Renato e lhe dê folga cada vez que o time precisar atuar longe da capital, o que o treinador irá fazer? Vai tirar uns dias de folga nas praias do Rio de Janeiro (foto)? Seria hilário! Quem pode, pode. Quem não pode, se sacode.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Aos passos de Clementino
Foto: Tatiana Lopes (Clicesportes)
A história Ronaldinho já é página virada no estádio Olímpico. Nem mesmo a relação Grêmio-Flamengo saiu arranhada. Pelo menos é o que parece após o clube carioca emprestar o meia Vinícius Pacheco (foto) ao Tricolor. Vinícius quem? É exatamente assim que chega o jogador. Mais uma eterna promessa da Gávea que desembarcou em Porto Alegre. Não é a contratação tão esperada para a nova temporada, mas uma indicação do técnico Renato Portaluppi. E isso basta, depois do que se viu em 2010.
Assim como chegou Pacheco, na surdina e sem chamar a atenção, chegaram no meio do ano passado os zagueiros Vilson e Paulão, os laterais Gabriel e Gilson, e os atacantes Júnior Viçosa e Diego Clementino. De renome, apenas Gabriel. O resto, todos apostas da diretoria. No entanto, indicados a dedo por Renato, contavam com a confiança do comandante. Isso acabou refletindo dentro de campo. Clementino chegou a cair nas graças da torcida, pois cada vez que entrava em campo deixava sua marca. E Renato, por sua vez, comprovou a evolução como treinador. Ou tudo não passou de pura sorte? Os reforços que ele trouxe para o Grêmio serviram para fechar o time e encaminhar a vaga na Libertadores. Agora, o caminho é mais árduo. É necessário agregar atletas ao grupo que já existia. Entre as indicações, o zagueiro Rodolfo, ex-Fluminense, era a prioridade. Porém, as tratativas estão difíceis. O mais fácil foi realmente trazer Vinícius Pacheco.
Não dá para sacramentar que Pacheco irá repetir os passos de Clementino e Cia. No Flamengo, ele foi capaz de tomar a titularidade de Petkovic no início de 2010. Mas, assim como subiu de patamar, caiu rapidamente. Foi sumindo entre os reservas até ser emprestado ao Figueirense. É assim que ele chega ao reduto gremista, um desacreditado. No primeiro treino, logo de cara, quatro gols. A torcida se empolga. Mas é melhor não esperar demais. Não porque Vinícius Pacheco não deve render, mas para se surpreender a cada novo drible, a cada novo gol - assim como foi no ano passado.
A história Ronaldinho já é página virada no estádio Olímpico. Nem mesmo a relação Grêmio-Flamengo saiu arranhada. Pelo menos é o que parece após o clube carioca emprestar o meia Vinícius Pacheco (foto) ao Tricolor. Vinícius quem? É exatamente assim que chega o jogador. Mais uma eterna promessa da Gávea que desembarcou em Porto Alegre. Não é a contratação tão esperada para a nova temporada, mas uma indicação do técnico Renato Portaluppi. E isso basta, depois do que se viu em 2010.
Assim como chegou Pacheco, na surdina e sem chamar a atenção, chegaram no meio do ano passado os zagueiros Vilson e Paulão, os laterais Gabriel e Gilson, e os atacantes Júnior Viçosa e Diego Clementino. De renome, apenas Gabriel. O resto, todos apostas da diretoria. No entanto, indicados a dedo por Renato, contavam com a confiança do comandante. Isso acabou refletindo dentro de campo. Clementino chegou a cair nas graças da torcida, pois cada vez que entrava em campo deixava sua marca. E Renato, por sua vez, comprovou a evolução como treinador. Ou tudo não passou de pura sorte? Os reforços que ele trouxe para o Grêmio serviram para fechar o time e encaminhar a vaga na Libertadores. Agora, o caminho é mais árduo. É necessário agregar atletas ao grupo que já existia. Entre as indicações, o zagueiro Rodolfo, ex-Fluminense, era a prioridade. Porém, as tratativas estão difíceis. O mais fácil foi realmente trazer Vinícius Pacheco.
Não dá para sacramentar que Pacheco irá repetir os passos de Clementino e Cia. No Flamengo, ele foi capaz de tomar a titularidade de Petkovic no início de 2010. Mas, assim como subiu de patamar, caiu rapidamente. Foi sumindo entre os reservas até ser emprestado ao Figueirense. É assim que ele chega ao reduto gremista, um desacreditado. No primeiro treino, logo de cara, quatro gols. A torcida se empolga. Mas é melhor não esperar demais. Não porque Vinícius Pacheco não deve render, mas para se surpreender a cada novo drible, a cada novo gol - assim como foi no ano passado.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Gauchão à moda antiga
Fotos: Marcos Bertoncello e Diego Vara
E o que dizer do Grêmio, que vencia o Lajeadense por dois gols de diferença e acabou empatando no final (foto à direita)? Foi cansaço? Foi subestimação? Alguns jogadores reclamaram do sol. Bom, a temperatura estava alta para todos, até para os adversários. O que não se pode é conceber que um time que almeja conquistar a América emperre diante de um clube recentemente promovido à Série A. Nem os desfalques de Borges, Victor e Lúcio servem como desculpa. Se forem, então se comprova que Renato não dispõe de um plantel qualificado para o principal objetivo desta temporada: a Libertadores da América. Aliás, é por aí mesmo que reforço a minha tese. Com Inter e Grêmio totalmente preocupados com a disputa continental, o Interior vem forte para a disputa do Campeonato Estadual deste ano. Enquanto Douglas tira o pé e D'Alessandro sequer entra em campo, são os Lajeadenses e Cruzeiros que comemoram nesta largada de um Gauchão às antigas.
Houve tempos em que Grêmio e Inter suavam a camisa para vencer seus adversários do Campeoanto Gaúcho. No início da história do torneio, por exemplo, era comum assistir a equipes do Interior do Estado baterem os campeões da Capital. O próprio Inter sofreu na década de 1970, quando tropeçava sucessivamente no São Paulo, de Rio Grande. Duas décadas depois, foi a vez do Juventude aterrorizar a vida dos colorados. Mas nem os gremistas escaparam deste martírio, quando perderam o título de 2000 em pleno estádio Olímpico para o Caxias, do então treinador Tite. Os tempos passaram e estes mesmos Caxias e Juventude (últimos interioranos a conquistar taças estaduais) foram goleados em finalíssimas. Ora com 8 a 1, ora com 4 a 1. A verdade é que a decisão voltou a se bipolarizar entre vermelhos e azuis. Porém, a primeira rodada do Gauchão deste ano trouxe de volta o nivelamento aos resultados.
Grande parte por culpa dos próprios clubes. Quem diria que o Cruzeirinho de Porto Alegre voltaria a vencer o Internacional em um Campeonato Estadual? Claro, os colorados podem argumentar que o time escalado foi o B (foto acima). Mesmo assim, de quem é a culpa? A diretoria fez a escolha pelo grupo de jovens - recém saído das categorias de base - para defender o escudo vermelho. E, aos poucos, a escolha começa a se mostrar errada. Sem nenhum demérito ao Cruzeiro, mas se estivessem em campo os titulares, o resultado possivelmente não seria este.
E o que dizer do Grêmio, que vencia o Lajeadense por dois gols de diferença e acabou empatando no final (foto à direita)? Foi cansaço? Foi subestimação? Alguns jogadores reclamaram do sol. Bom, a temperatura estava alta para todos, até para os adversários. O que não se pode é conceber que um time que almeja conquistar a América emperre diante de um clube recentemente promovido à Série A. Nem os desfalques de Borges, Victor e Lúcio servem como desculpa. Se forem, então se comprova que Renato não dispõe de um plantel qualificado para o principal objetivo desta temporada: a Libertadores da América. Aliás, é por aí mesmo que reforço a minha tese. Com Inter e Grêmio totalmente preocupados com a disputa continental, o Interior vem forte para a disputa do Campeonato Estadual deste ano. Enquanto Douglas tira o pé e D'Alessandro sequer entra em campo, são os Lajeadenses e Cruzeiros que comemoram nesta largada de um Gauchão às antigas.sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Pensando além do pago
Foto: Edu Andrade
A vibração do goleiro Victor (foto), capitão do Grêmio na conquista do Gauchão de 2010, não deve se repetir neste ano. Não digo isso por considerar o Tricolor inferior atualmente. Muito pelo contrário, o patamar é outro. E exatamente por isso se explica a despreocupação com o Campeonato Estadual de 2011. A maior prova é, coincidentemente, o próprio Victor. Quando a bola rolar neste sábado, dando abertura ao certame, o arqueiro gremista não estará dentro de campo para enfrentar o Lajeadense. O pensamento do clube vai adiante, está na Libertadores da América.
Além de Victor, o lateral/meia Lúcio também desfalcará o time de Renato Portaluppi na estreia. A causa são lesões, nem tão preocupantes, mas significantes para deixar os atletas descansando. Isso porque ninguém quer prejudicar ou ficar de fora do torneio continental, que se inicia no final do mês. Com isso, Marcelo Grohe e Vilson, improvisado no meio, serão promovidos à titularidade. Há também a possibilidade de Júnior Viçosa (ou até mesmo do xodó Diego Clementino) iniciarem a partida, já que Borges acusou dores musculares e o substituto imediato André Lima precisa regularizar sua situação junto à CBF. Agora, pior que os três desfalques do Grêmio, são os onze do Internacional. Mais ainda, nem mesmo os reservas estarão à disposição de Celso Roth. Aliás, nem o comandante será o mesmo. A missão de representar o Colorado nas primeiras rodadas do Gauchão estará com Enderson Moreira e a gurizada do time B.
Definitivamente, as atenções estão totalmente voltadas para o continente. Nem Inter ou Grêmio parecem estar muito preocupados com o torneio sul-riograndense. Essa tendência aumentará a propabilidade de que clubes do interior do Estado apareçam entre as decisões - ou até mesmo como campeões, por que não?! Em 2010, Novo Hamburgo e Pelotas por pouco não levaram o troféu para a casa. Agora, com as duas maiores equipes enredadas na disputa da Taça Libertadores, não seria surpresa ver a reedição da façanha que Juventude e Caxias alcançaram no final da década de 90. E o que mais preocupa é que, se não conseguir garantir o título gaúcho, a dupla Gre-Nal pode ficar a ver navios neste ano. Como não trata de se reforçar, Grêmio e Inter começam a ficar atrás até mesmo dos compatriotas (Santos, Fluminense e Cruzeiro) na corrida pela América.
A vibração do goleiro Victor (foto), capitão do Grêmio na conquista do Gauchão de 2010, não deve se repetir neste ano. Não digo isso por considerar o Tricolor inferior atualmente. Muito pelo contrário, o patamar é outro. E exatamente por isso se explica a despreocupação com o Campeonato Estadual de 2011. A maior prova é, coincidentemente, o próprio Victor. Quando a bola rolar neste sábado, dando abertura ao certame, o arqueiro gremista não estará dentro de campo para enfrentar o Lajeadense. O pensamento do clube vai adiante, está na Libertadores da América.
Além de Victor, o lateral/meia Lúcio também desfalcará o time de Renato Portaluppi na estreia. A causa são lesões, nem tão preocupantes, mas significantes para deixar os atletas descansando. Isso porque ninguém quer prejudicar ou ficar de fora do torneio continental, que se inicia no final do mês. Com isso, Marcelo Grohe e Vilson, improvisado no meio, serão promovidos à titularidade. Há também a possibilidade de Júnior Viçosa (ou até mesmo do xodó Diego Clementino) iniciarem a partida, já que Borges acusou dores musculares e o substituto imediato André Lima precisa regularizar sua situação junto à CBF. Agora, pior que os três desfalques do Grêmio, são os onze do Internacional. Mais ainda, nem mesmo os reservas estarão à disposição de Celso Roth. Aliás, nem o comandante será o mesmo. A missão de representar o Colorado nas primeiras rodadas do Gauchão estará com Enderson Moreira e a gurizada do time B.
Definitivamente, as atenções estão totalmente voltadas para o continente. Nem Inter ou Grêmio parecem estar muito preocupados com o torneio sul-riograndense. Essa tendência aumentará a propabilidade de que clubes do interior do Estado apareçam entre as decisões - ou até mesmo como campeões, por que não?! Em 2010, Novo Hamburgo e Pelotas por pouco não levaram o troféu para a casa. Agora, com as duas maiores equipes enredadas na disputa da Taça Libertadores, não seria surpresa ver a reedição da façanha que Juventude e Caxias alcançaram no final da década de 90. E o que mais preocupa é que, se não conseguir garantir o título gaúcho, a dupla Gre-Nal pode ficar a ver navios neste ano. Como não trata de se reforçar, Grêmio e Inter começam a ficar atrás até mesmo dos compatriotas (Santos, Fluminense e Cruzeiro) na corrida pela América.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Sangue azul
Foto: Alexandre Lops (Inter)
A contratação de uruguaios costuma render bons frutos ao Grêmio - ainda mais em ano de Libertadores. No ano da primeira conquista, em 1983, foi justamente um portenho quem ergueu a taça no estádio Olímpico. Hugo de León deixou o Nacional, por quem já havia sido camepão da América e do Mundo, para vestir a camisa do Imortal Tricolor. Agora, 28 anos depois, o clube quer repetir a dose. Mas não, não é Coates a bola da vez. O "Luganito" (como é chamado o defensor no Uruguai, em comparação ao ex-são paulino Lugano) não deve ser apresentado pelo Grêmio. A parceria com a Traffic, que encaminhava a contratação do jogador, anda estremecida após a novela Ronaldinho. Mesmo assim, os gremistas não desistiram de buscar um zagueiro na República Oriental do Uruguai.
Maurício Victorino, zagueiro de 28 anos, revelado pelo Nacional de Montevidéu, que defendeu a Seleção Uruguaia na Copa da África do Sul e atualmente no Universidad do Chile é a nova pretensão do Grêmio. E antes mesmo de assinar qualquer contrato com o clube porto-alegrense, o atleta pode declarar que o seu sangue é realmente azul. Não somente pelas cores das camisas que trajou, mas também pela herança familiar. O zagueiro é sobrinho de Waldemar Victorino, atacante e ídolo histórico do Nacional. Foram dele os gols que resultaram nos títulos da Libertadores e Mundial de 1980. Nas duas finais, os uruguaios garantiram o caneco com vitórias de 1 a 0, graças a Victorino. Porém, na conquista do torneio continental é que mora a maior curiosidade: o vice-campeão foi o Inter, rival tricolor.
Aliás, o próprio zagueiro pretendido já pode se gabar por ter vencido o Inter. Depois de ser eliminado da Libertadores de 2006 juntamente com o Nacional, Maurício Victorino obteve sua própria vingança sobre os colorados na Sul-Americana de 2009, já defendendo o Universidad do Chile (foto). Ou seja, antes mesmo de confirmar se vem ou não para o Grêmio em 2011, o jogador possui um histórico de sangue azul correndo nas veias. Resta saber se terá o mesmo sucesso de outros compatriotas, como De León e Ancheta.
A contratação de uruguaios costuma render bons frutos ao Grêmio - ainda mais em ano de Libertadores. No ano da primeira conquista, em 1983, foi justamente um portenho quem ergueu a taça no estádio Olímpico. Hugo de León deixou o Nacional, por quem já havia sido camepão da América e do Mundo, para vestir a camisa do Imortal Tricolor. Agora, 28 anos depois, o clube quer repetir a dose. Mas não, não é Coates a bola da vez. O "Luganito" (como é chamado o defensor no Uruguai, em comparação ao ex-são paulino Lugano) não deve ser apresentado pelo Grêmio. A parceria com a Traffic, que encaminhava a contratação do jogador, anda estremecida após a novela Ronaldinho. Mesmo assim, os gremistas não desistiram de buscar um zagueiro na República Oriental do Uruguai.
Maurício Victorino, zagueiro de 28 anos, revelado pelo Nacional de Montevidéu, que defendeu a Seleção Uruguaia na Copa da África do Sul e atualmente no Universidad do Chile é a nova pretensão do Grêmio. E antes mesmo de assinar qualquer contrato com o clube porto-alegrense, o atleta pode declarar que o seu sangue é realmente azul. Não somente pelas cores das camisas que trajou, mas também pela herança familiar. O zagueiro é sobrinho de Waldemar Victorino, atacante e ídolo histórico do Nacional. Foram dele os gols que resultaram nos títulos da Libertadores e Mundial de 1980. Nas duas finais, os uruguaios garantiram o caneco com vitórias de 1 a 0, graças a Victorino. Porém, na conquista do torneio continental é que mora a maior curiosidade: o vice-campeão foi o Inter, rival tricolor.
Aliás, o próprio zagueiro pretendido já pode se gabar por ter vencido o Inter. Depois de ser eliminado da Libertadores de 2006 juntamente com o Nacional, Maurício Victorino obteve sua própria vingança sobre os colorados na Sul-Americana de 2009, já defendendo o Universidad do Chile (foto). Ou seja, antes mesmo de confirmar se vem ou não para o Grêmio em 2011, o jogador possui um histórico de sangue azul correndo nas veias. Resta saber se terá o mesmo sucesso de outros compatriotas, como De León e Ancheta.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
De mala e cuia
Por inúmeras vezes se deu como certa a saída de Guiñazu do Internacional. Agora, neste início de ano, mais uma vez informações dão conta de que ele estaria realmente fazendo as malas. Não faltam clubes interessados no futebol do Cholo. O São Paulo esteve muito próximo de anunciar o argentino em 2010 e está sondando novamente. O técnico Abel Braga, que está no Al Jazira, também já demonstrou interesse em levar o castelhano para os Emirados Árabes. No entanto, a maior ameaça de todas vem de terras próximas: da Argentina. O Boca Juniors estaria a fim de desembolsar alguns milhões para levar Pablo Horácio Guiñazu de volta para a casa. E desta vez parece sério.
O novo presidente Giovanni Luigi desconversa, diz que pretende manter o jogador no plantel. Claro, não quer perder pontos com a torcida apaixonada pelo camisa 5. Porém, resta saber se o próprio jogador não está com vontade de retornar para o seu país natal. No Beira-Rio, Guiñazu alcançou status de ídolo, foi capitão por um determinado período e se diz emocionado com as diversas homenagens do torcedor. Mas ele tem 32 anos e, se não pensa em fazer um bom pé de meia antes de encerrar a carreira, quer realizar o desejo de jogar em um grande clube argentino - mais próximo da família. Parece que não existe melhor hora para deixar Porto Alegre. E, sinceramente, acho que será bom para as duas partes.
Todo início de ano Guina reivindica um aumento salarial. É dele um dos mais altos soldos do elenco. Se o Boca realmente quer levar, o Inter poderia propor uma troca pelo também volante Battaglia (que é mais jovem, recebe menos e não deixará a qualidade cair). Aliás, da categoria de base colorada emergem três promissores atletas: Élton, Juliano e Augusto. Se não encontrarem lugar no time de cima, acabarão deixando o pago. E a realidade financeira do clube necessita de uma nova revelação - ao estilo Sandro para melhor. Tudo bem que os colorados sentirão falta do fôlego sem fim do Cholo, mas não sei se a motivação que o trouxe até aqui continuará por mais uma temporada. Ou se a idade irá permitir.
O novo presidente Giovanni Luigi desconversa, diz que pretende manter o jogador no plantel. Claro, não quer perder pontos com a torcida apaixonada pelo camisa 5. Porém, resta saber se o próprio jogador não está com vontade de retornar para o seu país natal. No Beira-Rio, Guiñazu alcançou status de ídolo, foi capitão por um determinado período e se diz emocionado com as diversas homenagens do torcedor. Mas ele tem 32 anos e, se não pensa em fazer um bom pé de meia antes de encerrar a carreira, quer realizar o desejo de jogar em um grande clube argentino - mais próximo da família. Parece que não existe melhor hora para deixar Porto Alegre. E, sinceramente, acho que será bom para as duas partes.
Todo início de ano Guina reivindica um aumento salarial. É dele um dos mais altos soldos do elenco. Se o Boca realmente quer levar, o Inter poderia propor uma troca pelo também volante Battaglia (que é mais jovem, recebe menos e não deixará a qualidade cair). Aliás, da categoria de base colorada emergem três promissores atletas: Élton, Juliano e Augusto. Se não encontrarem lugar no time de cima, acabarão deixando o pago. E a realidade financeira do clube necessita de uma nova revelação - ao estilo Sandro para melhor. Tudo bem que os colorados sentirão falta do fôlego sem fim do Cholo, mas não sei se a motivação que o trouxe até aqui continuará por mais uma temporada. Ou se a idade irá permitir.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Quem vem então?
Foto: Globoesporte.com
Tudo bem, Ronaldinho Gaúcho assinou contrato com o Flamengo e o Grêmio ficou a ver navios. Mas e aí, vai ficar órfão? Se não traz Ronaldinho, não traz mais ninguém? Sinceramente, o clube pode pagar caro com esta escolha. Até se fala em busca de reforços. Porém, as posições incluem um zagueiro, um volante e não se fala muito no meio-campo. E, convenhamos, o Tricolor tem apenas um meia confiável: Douglas. Além dele, todos os outros são apostas.
Maylson, Fernando e Roberson são as possibilidades. Talvez por isso se explique a improvisação do lateral-esquerdo Lúcio na terceira função da meia-cancha. Aliás, na formação da equipe para a temporada 2011, o técnico Renato Portaluppi repetiu o mesmo esquema que terminou 2010. Porém, a saída de Fábio Santos forçou a escalação de Gilson como o novo camisa 6 do Grêmio. Não há outra saída. Até porque, as opções que Renato teria no banco de reservas não vão permanecer no estádio Olímpico. Souza, que poderia retornar à titularidade, já foi apresentado pelo Fluminense. Leandro, depois dos fiascos em seu apartamento e da festa com a torcida são-paulina, será entregue ao primeiro clube que se manifestar. E, por fim, Danilo Rios (foto) poderia ser a alternativa.
Danilo foi trazido para Porto Alegre ainda em 2007, para reformular a equipe de Mano Menezes após a perda da Libertadores da América. Considerado a grande revelação do Bahia naquela época, foi pouco aproveitado, mas continuou no elenco para o ano seguinte. Largou com certo crédito ao lado de Vágner Mancini. Mas, assim que o treinador foi demitido, Danilo foi emprestado ao Vitória. De lá para cá, vestiu as camisas de Atlético-MG, Guarani, São Caetano, Duque de Caxias e até mesmo Juventude. Não aprovou em nenhum deles. Agora, está de volta ao Olímpico. Será que receberá nova chance no Grêmio? Como sabemos, o clube não tem muito dinheiro em caixa para investir em contratações. Nem mesmo a parceria com a Traffic, que traria o zagueiro uruguaio Coates, deu certo. Tudo melou depois do insucesso envolvendo Ronaldinho. O que não pode melar é o próprio Grêmio em 2011.
Tudo bem, Ronaldinho Gaúcho assinou contrato com o Flamengo e o Grêmio ficou a ver navios. Mas e aí, vai ficar órfão? Se não traz Ronaldinho, não traz mais ninguém? Sinceramente, o clube pode pagar caro com esta escolha. Até se fala em busca de reforços. Porém, as posições incluem um zagueiro, um volante e não se fala muito no meio-campo. E, convenhamos, o Tricolor tem apenas um meia confiável: Douglas. Além dele, todos os outros são apostas.
Maylson, Fernando e Roberson são as possibilidades. Talvez por isso se explique a improvisação do lateral-esquerdo Lúcio na terceira função da meia-cancha. Aliás, na formação da equipe para a temporada 2011, o técnico Renato Portaluppi repetiu o mesmo esquema que terminou 2010. Porém, a saída de Fábio Santos forçou a escalação de Gilson como o novo camisa 6 do Grêmio. Não há outra saída. Até porque, as opções que Renato teria no banco de reservas não vão permanecer no estádio Olímpico. Souza, que poderia retornar à titularidade, já foi apresentado pelo Fluminense. Leandro, depois dos fiascos em seu apartamento e da festa com a torcida são-paulina, será entregue ao primeiro clube que se manifestar. E, por fim, Danilo Rios (foto) poderia ser a alternativa.
Danilo foi trazido para Porto Alegre ainda em 2007, para reformular a equipe de Mano Menezes após a perda da Libertadores da América. Considerado a grande revelação do Bahia naquela época, foi pouco aproveitado, mas continuou no elenco para o ano seguinte. Largou com certo crédito ao lado de Vágner Mancini. Mas, assim que o treinador foi demitido, Danilo foi emprestado ao Vitória. De lá para cá, vestiu as camisas de Atlético-MG, Guarani, São Caetano, Duque de Caxias e até mesmo Juventude. Não aprovou em nenhum deles. Agora, está de volta ao Olímpico. Será que receberá nova chance no Grêmio? Como sabemos, o clube não tem muito dinheiro em caixa para investir em contratações. Nem mesmo a parceria com a Traffic, que traria o zagueiro uruguaio Coates, deu certo. Tudo melou depois do insucesso envolvendo Ronaldinho. O que não pode melar é o próprio Grêmio em 2011.
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