Assim como na noite desta quarta-feira, Grêmio e Caxias já decidiram uma final de turno. Foi em 2000, ano em que o clube grená alcançou o título no próprio Estádio Olímpico (foto). No entanto, antes disso, sagrou-se campeão do primeiro turno do Gauchão e, pasme, contra o mesmo Tricolor Porto-Alegrense e no mesmo palco desta noite.
O certame daquele ano era diferente de agora. Na primeira fase, a dupla Gre-Nal e o Juventude não apareciam junto com os demais clubes, pois disputavam a Copa Sul-Minas. A partir da segunda etapa, eram incluídos na competição. A partir de então, oito equipes se enfrentavam todos contra todos em partida única. Quem somasse mais pontos, era declarado o campeão do turno. Pois na rodada final, o Caxias, então treinado por Tite, chegou a Porto Alegre para enfrentar o Grêmio precisando de apenas um empate para carimbar o passaporte à grande final. O time da casa, que contava com um elenco recheado de estrelas graças à parceria com a ISL, necessitava da vitória. Pois quem venceu foi o clube do interior. Com gols de Ivair (de falta) e Jajá, o Caxias fez 2 a 1 em cima dos favoritos – Amato ainda descontou para os comandados de Antônio Lopes. E foi assim que o Caxias conquistou o primeiro turno do Gauchão de 2000.
No turno seguinte, foi o Grêmio quem se sagrou campeão, obrigando mais uma vez os dois clubes a se enfrentarem na decisão do Estadual. A história todo mundo já sabe. Foram 3 a 0 em Caxias do Sul e 0 a 0 na capital gaúcha, com direito a defesa de pênalti por parte do goleiro Gilmar, barrando a jovem revelação Ronaldinho. Passaram-se 11 anos desde então. Muita coisa mudou dos dois lados. Mas já serve para deixar a torcida gremista com uma pulga atrás da orelha. Nem sempre dá para se cantar vitória antes do jogo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Um novo Giuliano surgindo no Beira-Rio
Foto: Alexandre Lops
Oscar é mais novo titular do Inter. Desde que D'Alessandro se machucou, Celso Roth vem testando o garoto na função do argentino. No último compromisso, diante do Jaguares, a preferência foi do atacante Cavenaghi. No entanto, foi o jovem ex-são paulino quem entrou e fechou a goleada de 4 a 0 sobre os mexicanos daquela vez (foto). Então, com naturalidade, a vaga entre os onze é dele.
No treino da segunda-feira, quem compareceu, destacou a velocidade que o garoto deu ao time colorado. Em parceria com Zé Roberto, os dois municiaram o centroavante Leandro Damião. A formatação rendeu uma goleada de quatro tentos sobre os reservas, com Oscar chegando a balançar as redes. Portanto, é chover no molhado dizer que, para a estreia na Taça Farroupilha, na próxima quinta-feira, contra o Ypiranga, o meio-campo já está formado. Mas e depois que os medalhões voltarem? Quando D'Alessandro curar o pé, será que Roth deixará Oscar como titular?
A verdade é que Oscar pode repetir uma novela no Beira-Rio. Escolhido o melhor da Libertadores de 2010, Giuliano penou no banco de reservas. Suas participações na equipe se resumiam aos instantes finais de partida, quando entrava em campo para classificar o Inter. Foi assim contra Deportivo Quito, Estudiantes, São Paulo e Chivas. Mas nada demovia o treinador da ideia de que não havia lugar para o craque no time campeão. O mesmo acontecerá com Oscar nesta temporada. Mesmo que seja figura carimbada nas Seleções Brasileiras de Base, faça gols importantes pelo Colorado, o jovem meio-campista será sempre diminuído pela presença de medalhões. Tomara que o destino de Oscar não seja o mesmo de Giuliano: um clube inexpressivo da Ucrânia, por falta de oportunidades.
Oscar é mais novo titular do Inter. Desde que D'Alessandro se machucou, Celso Roth vem testando o garoto na função do argentino. No último compromisso, diante do Jaguares, a preferência foi do atacante Cavenaghi. No entanto, foi o jovem ex-são paulino quem entrou e fechou a goleada de 4 a 0 sobre os mexicanos daquela vez (foto). Então, com naturalidade, a vaga entre os onze é dele.
No treino da segunda-feira, quem compareceu, destacou a velocidade que o garoto deu ao time colorado. Em parceria com Zé Roberto, os dois municiaram o centroavante Leandro Damião. A formatação rendeu uma goleada de quatro tentos sobre os reservas, com Oscar chegando a balançar as redes. Portanto, é chover no molhado dizer que, para a estreia na Taça Farroupilha, na próxima quinta-feira, contra o Ypiranga, o meio-campo já está formado. Mas e depois que os medalhões voltarem? Quando D'Alessandro curar o pé, será que Roth deixará Oscar como titular?
A verdade é que Oscar pode repetir uma novela no Beira-Rio. Escolhido o melhor da Libertadores de 2010, Giuliano penou no banco de reservas. Suas participações na equipe se resumiam aos instantes finais de partida, quando entrava em campo para classificar o Inter. Foi assim contra Deportivo Quito, Estudiantes, São Paulo e Chivas. Mas nada demovia o treinador da ideia de que não havia lugar para o craque no time campeão. O mesmo acontecerá com Oscar nesta temporada. Mesmo que seja figura carimbada nas Seleções Brasileiras de Base, faça gols importantes pelo Colorado, o jovem meio-campista será sempre diminuído pela presença de medalhões. Tomara que o destino de Oscar não seja o mesmo de Giuliano: um clube inexpressivo da Ucrânia, por falta de oportunidades.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Curando a ressaca de Carnaval
Foto: Lucas Rizzatti (Clicesportes)
Acabou o Carnaval! Pelo menos para a dupla Gre-Nal, que teve o final de semana de folga. E passado o período de festas, a população brasileira, naturalmente, tem de se curar da ressaca para voltar ao velho ritmo. No estádios de futebol, o trabalho é o mesmo. No entanto, ao invés de se recuperar das bebedeiras, os clubes gaúchos vem recuperando os lesionados que tanto fizeram falta nestes últimos dias.
No Beira-Rio, a tendência é que D'Alessandro (foto) volte aos trabalhos no meio de semana. Desde que lesionou a palma do pé, após uma dividida com o zagueiro Rodrigo nos treinamentos, o argentino ficou entregue ao departamento médico. Enquanto segue a fisioterapia, o capitão Bolívar é quem pisa de volta no gramado. O atleta foi submetido a uma cirurgia no joelho ainda em janeiro, e sequer vestiu a camisa colorada nesta temporada. Pois, ao que tudo indica, ambos poderão defender o Inter no compromisso diante do Jorge Wilstermann, no dia 16, pela Libertadores da América. Antes disso, vai matando o tempo contra o Ypiranga, pelo Gauchão. Ah, e Rafael Sóbis, que já voltou aos treinos com bola, também pode aparecer nesta semana.
Para os lados do Olímpico, as lesões são mais recentes. A última baixa foi Adílson, que após a partida contra o León, sentiu dores no tornozelo e passará por fisioterapia até entrar em campo novamente. Já o polivalente Lúcio, que causou crises de abstinência ao torcedor gremista, correu em volta do gramado do campo suplementar na manhã desta segunda-feira. À primeira vista, parece curado das dores no joelho que o impediram de defender o Tricolor tanto na Libertadores como Gauchão ultimamente. Agora, se ele estará em campo na Quarta-Feira de Cinzas diante do Caxias, é outro papo. Por enquanto, é hora de varrer o salão e colher os confetes que ficaram. Aos poucos a engrenagem volta a funcionar como antigamente.
Acabou o Carnaval! Pelo menos para a dupla Gre-Nal, que teve o final de semana de folga. E passado o período de festas, a população brasileira, naturalmente, tem de se curar da ressaca para voltar ao velho ritmo. No estádios de futebol, o trabalho é o mesmo. No entanto, ao invés de se recuperar das bebedeiras, os clubes gaúchos vem recuperando os lesionados que tanto fizeram falta nestes últimos dias.
No Beira-Rio, a tendência é que D'Alessandro (foto) volte aos trabalhos no meio de semana. Desde que lesionou a palma do pé, após uma dividida com o zagueiro Rodrigo nos treinamentos, o argentino ficou entregue ao departamento médico. Enquanto segue a fisioterapia, o capitão Bolívar é quem pisa de volta no gramado. O atleta foi submetido a uma cirurgia no joelho ainda em janeiro, e sequer vestiu a camisa colorada nesta temporada. Pois, ao que tudo indica, ambos poderão defender o Inter no compromisso diante do Jorge Wilstermann, no dia 16, pela Libertadores da América. Antes disso, vai matando o tempo contra o Ypiranga, pelo Gauchão. Ah, e Rafael Sóbis, que já voltou aos treinos com bola, também pode aparecer nesta semana.
Para os lados do Olímpico, as lesões são mais recentes. A última baixa foi Adílson, que após a partida contra o León, sentiu dores no tornozelo e passará por fisioterapia até entrar em campo novamente. Já o polivalente Lúcio, que causou crises de abstinência ao torcedor gremista, correu em volta do gramado do campo suplementar na manhã desta segunda-feira. À primeira vista, parece curado das dores no joelho que o impediram de defender o Tricolor tanto na Libertadores como Gauchão ultimamente. Agora, se ele estará em campo na Quarta-Feira de Cinzas diante do Caxias, é outro papo. Por enquanto, é hora de varrer o salão e colher os confetes que ficaram. Aos poucos a engrenagem volta a funcionar como antigamente.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Matando um León por dia
Foto: Mauro Vieira (Zero Hora)
Os peruanos vieram a fim de catimbar a partida no Estádio Olímpico. Seguraram até o final do primeiro tempo. Fizeram cera, pararam o jogo com faltas, dispostos a voltar para Huánuco com pelo menos um ponto. Não deu! O tal de León desconheceu que o Grêmio não precisa jogar bonito para vencer. E exatamente assim, com duas bolas paradas, fez 2 a 0 no placar. E melhor: com os centroavantes balançando as redes (foto).
Quem critica o esquema de Renato, com a dupla de camisas 9 na frente, não tem acompanhado o retrospecto. Nas últimas quatro partidas, os dois marcaram nove gols - seis de Borges e três de André Lima. Contra o León nesta quinta não foi diferente. Se a bola não fluía pelo meio, a melhor maneira era chegar à meta peruana através da bola aérea. Assim, André Lima colocou o Tricolor na frente, completando de cabeça um cruzamento de Douglas. Depois disso, na segunda etapa, exatamente da mesma maneira, o árbitro enxergou pênalti do zagueiro sobre o atacante brasileiro. Ocasião perfeita para que se desse por encerrada a batalha com Borges.
E depois de suar a camisa para superar o ferrolho peruano, tudo é descanso no Olímpico. O grupo terá folga de três dias durante o Carnaval, mas já voltará a todo vapor. Na Quarta-Feira de Cinzas o Grêmio encara o Caxias pela final da Taça Piratini. Mas a vida futebolística é assim mesmo. Tem que se matar um leão por dia.
Os peruanos vieram a fim de catimbar a partida no Estádio Olímpico. Seguraram até o final do primeiro tempo. Fizeram cera, pararam o jogo com faltas, dispostos a voltar para Huánuco com pelo menos um ponto. Não deu! O tal de León desconheceu que o Grêmio não precisa jogar bonito para vencer. E exatamente assim, com duas bolas paradas, fez 2 a 0 no placar. E melhor: com os centroavantes balançando as redes (foto).
Quem critica o esquema de Renato, com a dupla de camisas 9 na frente, não tem acompanhado o retrospecto. Nas últimas quatro partidas, os dois marcaram nove gols - seis de Borges e três de André Lima. Contra o León nesta quinta não foi diferente. Se a bola não fluía pelo meio, a melhor maneira era chegar à meta peruana através da bola aérea. Assim, André Lima colocou o Tricolor na frente, completando de cabeça um cruzamento de Douglas. Depois disso, na segunda etapa, exatamente da mesma maneira, o árbitro enxergou pênalti do zagueiro sobre o atacante brasileiro. Ocasião perfeita para que se desse por encerrada a batalha com Borges.
E depois de suar a camisa para superar o ferrolho peruano, tudo é descanso no Olímpico. O grupo terá folga de três dias durante o Carnaval, mas já voltará a todo vapor. Na Quarta-Feira de Cinzas o Grêmio encara o Caxias pela final da Taça Piratini. Mas a vida futebolística é assim mesmo. Tem que se matar um leão por dia.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Uma missão bem mais fácil que a de Hércules
Foto: http://www.100goles.rpp.com.pe/
Na mitologia grega, Hércules recebeu 12 trabalhos a serem realizados. No topo da lista, o semideus deveria matar o Leão de Nemeia, figura que aterrorizava a região de Argóliga, na Grécia. Enfim, o herói invadiu o território do animal e, não conseguindo furar sua pele com flechas, estrangulou-o até a morte. Depois disso, arrancou o couro do felino e passou a utilizar como escudo para si - além de ser uma prova de sua bravura.
Nesta quinta-feira, o Grêmio terá o seu próprio leão para matar. Ao contrário do monstrengo de Nemeia, o León de Huánuco não ruge tão alto assim. Disputando pela primeira vez na história uma Libertadores da América, o clube peruano encara também o primeiro jogo oficial fora de casa. Nas duas primeiras rodadas, a equipe se apresentou diante do torcedor. O primeiro resultado foi uma derrota para o mesmo Júnior de Barranquilla que derrubou o Tricolor Gaúcho na última semana. Diante do Oriente Petrolero, finalmente a primeira vitória, por 2 a 1 (foto). Por conta disso, os peruanos alcançaram os três pontos do Grêmio e passaram a dividir a vice-liderança do Grupo 2.
Mas os gremistas não podem se igualar ao León. São muito superiores. Bicampeão da América, campeão do mundo, hexacampeão brasileiro, o Imortal Tricolor deve bater este inimigo no Estádio Olímpico com pouco esforço. Para falar a verdade, a maior dificuldade será superar mais uma vez a ausência de Lúcio no meio-campo. Carlos Alberto não comprovou que é capaz de alcançar a titularidade. Mas nem isso, ou a venda confirmada do zagueiro Paulão, pode atrapalhar os planos da massa azul. A missão do Grêmio é bem mais fácil que a de Hércules.
Na mitologia grega, Hércules recebeu 12 trabalhos a serem realizados. No topo da lista, o semideus deveria matar o Leão de Nemeia, figura que aterrorizava a região de Argóliga, na Grécia. Enfim, o herói invadiu o território do animal e, não conseguindo furar sua pele com flechas, estrangulou-o até a morte. Depois disso, arrancou o couro do felino e passou a utilizar como escudo para si - além de ser uma prova de sua bravura.
Nesta quinta-feira, o Grêmio terá o seu próprio leão para matar. Ao contrário do monstrengo de Nemeia, o León de Huánuco não ruge tão alto assim. Disputando pela primeira vez na história uma Libertadores da América, o clube peruano encara também o primeiro jogo oficial fora de casa. Nas duas primeiras rodadas, a equipe se apresentou diante do torcedor. O primeiro resultado foi uma derrota para o mesmo Júnior de Barranquilla que derrubou o Tricolor Gaúcho na última semana. Diante do Oriente Petrolero, finalmente a primeira vitória, por 2 a 1 (foto). Por conta disso, os peruanos alcançaram os três pontos do Grêmio e passaram a dividir a vice-liderança do Grupo 2.
Mas os gremistas não podem se igualar ao León. São muito superiores. Bicampeão da América, campeão do mundo, hexacampeão brasileiro, o Imortal Tricolor deve bater este inimigo no Estádio Olímpico com pouco esforço. Para falar a verdade, a maior dificuldade será superar mais uma vez a ausência de Lúcio no meio-campo. Carlos Alberto não comprovou que é capaz de alcançar a titularidade. Mas nem isso, ou a venda confirmada do zagueiro Paulão, pode atrapalhar os planos da massa azul. A missão do Grêmio é bem mais fácil que a de Hércules.
quarta-feira, 2 de março de 2011
China chamando
Foto: Jefferson Bernardes (Vipcomm)
Nunca antes na história deste Estado a China esteve tão presente no imaginário do torcedor. Surgiu a informação de que o zagueiro Paulão tinha proposta do Guangzhou Evergrande, atual campeão da 2ª Divisão Chinesa. Ele havia sido liberado pela diretoria tricolor para viajar a São Paulo e renovar seu empréstimo ao Grêmio junto ao Prudente. No entanto, bastou faltar ao treinamento para que se carimbasse vendido na testa do "Caveirão". Aliás, se fossem outros tempos, o gremista chiaria ao ver este defensor deixar o Olímpico. Porém, ultimamente, o jogador não vem repetindo as boas atuações de 2010 que o colocaram na condição de titular. E então, há quem diga que o prazo de validade esteja chegando ao fim e este é o melhor momento para se desfazer do atleta.
Situação semelhante passa o volante Paulo César Tinga (foto). Bicampeão da América com a camisa colorada, o jogador vem sendo muito questionado pelo torcedor e até por Celso Roth - tanto que na estreia da Libertadores, diante do Emelec, o jogador acabou sendo barrado pelo departamento médico, mesmo dizendo que tinha condições de jogo. Chegou a surgir, inclusive, o boato de que os dois teriam discutido no vestiário. Pois, coincidentemente ou não, o empresário de Tinga resolveu atirar aos quatro ventos que o meia foi sondado por um clube chinês. O mercado não é dos melhores, convenhamos, mas a proposta encheria o pé de meia de PC na sua reta final de carreira. Bastou para que alguns colorados bradassem: vende o cara de uma vez!
Tudo isso porque, desde que voltou ao Beira-Rio, Tinga não repetiu o bom futebol de 2005 e 2006. Em sua frente, Matias, Bolatti, Guiñazu, Zé Roberto e até mesmo o garoto Oscar surgem como opção para a equipe. Além do mais, o atleta passa mais tempo em recuperação física do que com a bola nos pés. Portanto, não é exagero colocar Tinga como negociável - até mesmo para dar espaço a garotos da base que surgem. Realmente, parece que a China está chamando desta vez.
Nunca antes na história deste Estado a China esteve tão presente no imaginário do torcedor. Surgiu a informação de que o zagueiro Paulão tinha proposta do Guangzhou Evergrande, atual campeão da 2ª Divisão Chinesa. Ele havia sido liberado pela diretoria tricolor para viajar a São Paulo e renovar seu empréstimo ao Grêmio junto ao Prudente. No entanto, bastou faltar ao treinamento para que se carimbasse vendido na testa do "Caveirão". Aliás, se fossem outros tempos, o gremista chiaria ao ver este defensor deixar o Olímpico. Porém, ultimamente, o jogador não vem repetindo as boas atuações de 2010 que o colocaram na condição de titular. E então, há quem diga que o prazo de validade esteja chegando ao fim e este é o melhor momento para se desfazer do atleta.
Situação semelhante passa o volante Paulo César Tinga (foto). Bicampeão da América com a camisa colorada, o jogador vem sendo muito questionado pelo torcedor e até por Celso Roth - tanto que na estreia da Libertadores, diante do Emelec, o jogador acabou sendo barrado pelo departamento médico, mesmo dizendo que tinha condições de jogo. Chegou a surgir, inclusive, o boato de que os dois teriam discutido no vestiário. Pois, coincidentemente ou não, o empresário de Tinga resolveu atirar aos quatro ventos que o meia foi sondado por um clube chinês. O mercado não é dos melhores, convenhamos, mas a proposta encheria o pé de meia de PC na sua reta final de carreira. Bastou para que alguns colorados bradassem: vende o cara de uma vez!
Tudo isso porque, desde que voltou ao Beira-Rio, Tinga não repetiu o bom futebol de 2005 e 2006. Em sua frente, Matias, Bolatti, Guiñazu, Zé Roberto e até mesmo o garoto Oscar surgem como opção para a equipe. Além do mais, o atleta passa mais tempo em recuperação física do que com a bola nos pés. Portanto, não é exagero colocar Tinga como negociável - até mesmo para dar espaço a garotos da base que surgem. Realmente, parece que a China está chamando desta vez.
terça-feira, 1 de março de 2011
Futebol ou Estádio?
Foto: Mauro Schaefer (Correio do Povo)
A direção do Internacional está numa sinuca de bico: encaminha sozinha a reforma do Beira-Rio, ou recorre a uma parceria de empreiteira? Se a opção escolhida for a primeira, o clube pode se endividar e por fora todos os gloriosos anos de reestruturação de Fernando Carvalho. Se a escolha for a segunda, terá de se acostumar com uma empresa particular metendo o bedelho por 20 anos. Na verdade, a melhor saída é deixar tudo como está e desistir de vez em sediar uma Copa do Mundo. No entanto, o projeto cairia no colo do Grêmio e sua nova Arena. É tudo uma questão de rivalidade.
O que os colorados não podem esquecer é que, praticamente, toda a vez que um clube de futebol pensa demais no extracampo, acaba se desligando dos resultados com bola rolando. Foi assim com o próprio Inter durante a construção do atual estádio. Em 1959, sem muitos recursos, a diretoria iniciou o projeto de aterrar uma parte do Guaíba e erguer ali uma resposta ao Olímpico Monumental. Quase deu com os burros n'água, literalmente. Não fosse a paixão dos torcedores que doavam dinheiro do próprio bolso, ou ainda, levavam tijolos para o local, a obra jamais sairia do papel. Mesmo assim, foram longos 10 anos até o time pisar naquele gramado. E em todo este período, a torcida ficou à míngua, vendo o rival empilhar títulos gaúchos de 1962 a 1968. Situação parecida ocorreu no São Paulo, quando foi decretada uma modernização do Morumbi. Recente bicampeão do Mundo, o Tricolor Paulista levou três anos (94, 95 e 96) para terminar a reforma. Quando concluiu, não possuia mais aquele temido time de futebol.
São estes exemplos que o Inter deve ter em mente. Será que é tão necessário sediar uma partida de Copa em 2014 (ainda mais um jogo nem tão importante como deverá ser)? Certamente, se perguntar aos seus mais de 100 mil sócios, a direção terá a resposta na hora: queremos títulos. Que siga se apostando nas categorias de base, investindo em atletas de ponta. Mas se, enfim, o Beira-Rio necessita mesmo de uma melhora, que se leia bem o contrato e busque uma parceria. Sozinho o Inter não vai conseguir - ou teremos de volta as piadas sobre boia cativa no Rio Grande do Sul.
A direção do Internacional está numa sinuca de bico: encaminha sozinha a reforma do Beira-Rio, ou recorre a uma parceria de empreiteira? Se a opção escolhida for a primeira, o clube pode se endividar e por fora todos os gloriosos anos de reestruturação de Fernando Carvalho. Se a escolha for a segunda, terá de se acostumar com uma empresa particular metendo o bedelho por 20 anos. Na verdade, a melhor saída é deixar tudo como está e desistir de vez em sediar uma Copa do Mundo. No entanto, o projeto cairia no colo do Grêmio e sua nova Arena. É tudo uma questão de rivalidade.
O que os colorados não podem esquecer é que, praticamente, toda a vez que um clube de futebol pensa demais no extracampo, acaba se desligando dos resultados com bola rolando. Foi assim com o próprio Inter durante a construção do atual estádio. Em 1959, sem muitos recursos, a diretoria iniciou o projeto de aterrar uma parte do Guaíba e erguer ali uma resposta ao Olímpico Monumental. Quase deu com os burros n'água, literalmente. Não fosse a paixão dos torcedores que doavam dinheiro do próprio bolso, ou ainda, levavam tijolos para o local, a obra jamais sairia do papel. Mesmo assim, foram longos 10 anos até o time pisar naquele gramado. E em todo este período, a torcida ficou à míngua, vendo o rival empilhar títulos gaúchos de 1962 a 1968. Situação parecida ocorreu no São Paulo, quando foi decretada uma modernização do Morumbi. Recente bicampeão do Mundo, o Tricolor Paulista levou três anos (94, 95 e 96) para terminar a reforma. Quando concluiu, não possuia mais aquele temido time de futebol.
São estes exemplos que o Inter deve ter em mente. Será que é tão necessário sediar uma partida de Copa em 2014 (ainda mais um jogo nem tão importante como deverá ser)? Certamente, se perguntar aos seus mais de 100 mil sócios, a direção terá a resposta na hora: queremos títulos. Que siga se apostando nas categorias de base, investindo em atletas de ponta. Mas se, enfim, o Beira-Rio necessita mesmo de uma melhora, que se leia bem o contrato e busque uma parceria. Sozinho o Inter não vai conseguir - ou teremos de volta as piadas sobre boia cativa no Rio Grande do Sul.
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