quinta-feira, 7 de abril de 2011

Futebol de gente grande

Foto: AFP

Os colombianos chegaram ao Estádio Olímpico com 100% de aproveitamento na Libertadores da América. Pois voltaram para casa apequenados, tal qual um time júnior. Um Atlético Júnior de Barranquilla. Isso porque o Grêmio foi gigante e apresentou um futebol de gente grande, impondo naturais 2 a 0 no placar.

Mas houve alguns percalços no meio do caminho. Ainda no primeiro tempo, os atacantes da Colômbia chegaram a driblar Victor duas vezes, estando cara a cara com as redes. Porém, os defensores gremistas, soberanos, trataram de tranquilizar o torcedor. Na verdade, foi um prenúncio da felicidade total que sobressaiu quando Lúcio (foto) abriu o marcador. A partir daí, o Tricolor se impôs e poderia ter empilhado gols. Graças ao arqueiro Viera, o fiasco do Júnior não foi pior. A conta incluiu somente um tento para Borges, após cruzamento de Douglas.

Enfim, tanto atuação como resultado foram grandiosos. Com mais três pontos os comandados de Renato se garantem na próxima fase do certame. A esperança é que a partida seja a prova da maturidade que atingiu a equipe, podendo crescer na hora certa.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

E o Jaguares comeu o prato frio

Foto: Alexandre Lops (Inter)

Antes do jogo o Jaguares já desafiava o Inter, prometendo vingar os 4 a 0 sofridos no Beira-Rio. Anunciava ao campeão da América que “a vingança é um prato que se serve frio”. Pois frio mesmo o prato, ou melhor, o Colorado foi engolido. Nem mesmo o calor de Tuxtla Gutiérrez conseguiu aquecer o time gaúcho, que nitidamente foi ao México para simplesmente empatar. E claro, as longas horas de viagem e a temperatura são as primeiras desculpas para o insucesso.

A verdade é que bastava apenas um ponto para que o Internacional voltasse a Porto Alegre classificado. Isso se refletiu visivelmente na atuação dos comandados de Celso Roth. Tocando a bola de um lado para outro, para cansar o adversário, quem parou de jogar foi o próprio time. Assim, na volta do intervalo, com as entradas de Manso e Hulk, o Jaguares chegou ao gol. Aliás, graças a uma entregada de Nei, que teve uma de suas piores apresentações com a camisa vermelha.

Mas o lateral-direito não foi exceção. Poucos se sobressaíram. Lauro, por exemplo, merecia medalha depois de salvar a pele colorada em diversas vezes. A única grande chance do Inter veio dos pés de Andrezinho, em cobrança de falta, já no final da partida. Mas se o goleiro brasileiro foi bem, melhor ainda o mexicano (foto), Villasenõr, capaz de catar o chute do camisa 17 endereçado ao ângulo direito. Enfim, a derrota escancara os problemas da equipe. Cabe a Roth ver e arrumar os erros, ou o time vai sucumbir como um prato frio logo mais.

Fim da proteção

Fotos: Uol e Vipcomm

Mais uma vez o blog tratará da preferência dos treinadores por certos jogadores. No Olímpico, é evidente que Carlos Alberto recebe mais regalias que certos jogadores, do contrário não receberia uma dispensa de uma semana por parte da direção. No Beira-Rio, o bem amado é Wilson Mathias, defendido de tudo e de todos por seu técnico. Mas nestes últimos dias a proteção começou a ruir.

A ausência de Carlos Alberto (foto acima) dos treinos e dos jogos desta semana deve ter uma explicação muito boa. Renato Portaluppi e o diretor de futebol Antônio Vicente Martins preferiram manter em segredo, “pela privacidade do atleta”. Mas o torcedor merece uma satisfação. Qual é o motivo? Doença na família, briga conjugal ou negociação com o Vasco da Gama? Enfim, a torcida gremista merece saber! Se bem que, neste momento, o que mais agrada o tricolor de carteirinha é vislumbrar seu time sem o meia improvisado no ataque. É melhor que Escudero atue por ali contra o Júnior Barranquilla nesta quinta-feira. Aliás, para terminar tudo perfeito, Bruno Collaço também foi escolhido para a função de Gilson.

Enquanto Carlos Alberto é blindado, no lado vermelho, Wilson Mathias (foto à direita) nem precisa de tanto. Simplesmente, Celso Roth definiu que vai enfrentar o Jaguares, nesta quarta, com apenas dois volantes, mantendo Oscar e D'Alessandro no meio-campo. Isso é o óbvio para quem defende tanto a sequência de um time. Até porque, se quisesse muito a presença do defensor, o comandante teria de abrir mão de Zé Roberto, que é tido por ele como peça fundamental para o esquema. Portanto, no Internacional, a proteção em demasia tem fim contra um adversário que não mete muito medo. Roth parece ter feito a escolha certa.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vaias para uns, aplausos para outros

Foto: Juan Barbosa (Jornal Pioneiro)

A torcida gremista é reconhecida por cantar durante os 90 minutos de partida e apoiar seus jogadores a todo instante. Porém, há quase dois anos, uma posição do campo não recebe o mesmo tratamento das arquibancadas. Desde 2009, o atleta que veste a camisa 6 tem a incrível sina de receber vaias. Foi assim com Jadílson, Fábio Santos, passou por Bruno Collaço e agora Gilson é a bola da vez. A pressão é tanta que nem mesmo Renato conseguiu firmar alguém na posição.

Trazido do Paraná Clube no meio da temporada passada, Gilson assumiu a lateral-esquerda neste ano. Mas é alvo constante de vaias, que ganharam uma recarga após o gol contra na derrota de 3 a 2 para o Juventude, na última semana (foto). Collaço bem que poderia ser o titular, mas também não conta com o total apoio da torcida. O Olímpico quer mesmo é ver Lúcio executando a mesma função que teve na Libertadores de 2007. Aí mora o ranço do torcedor. Contudo, o próprio jogador e o técnico já confirmaram que Lúcio não será mais escalado como lateral, sendo agora um meio-campista. O mesmo caso é de Neuton, visto por Renato como zagueiro e nada mais.

A melhor análise sobre vaias veio da lateral oposta a de Gilson. O destro Gabriel, dono da camisa 2 e praticamente uma unanimidade no Grêmio, comentou na coletiva de segunda-feira que já foi alvo de vaias quando atuava pelo São Paulo, em 2001. Aliás, segundo ele, até mesmo Kaká sofreu com esta situação no Morumbi. Então, se até o camisa 10 da Seleção na última Copa do Mundo foi alvo de tomates, quem é Gilson para reclamar?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Presente de aniversário?

Nesta segunda-feira o Sport Club Internacional sopra as 102 velinhas pelo seu aniversário. Mesmo assim, os jogadores e comissão técnica não têm tempo para festa. Estão todos no México, se preparando para o confronto contra o Jaguares, pela 5ª rodada da Libertadores da América. Mas, cabe aos torcedores a expectativa pelo presente. E o novo brinquedinho se chama Paulo Henrique Ganso (foto).

O meia santista vem encontrando dificuldades para renovar seu contrato com o clube. Com contrato assinado até 2015, ele quer ter os mesmos privilégios que o garoto Neymar recebeu ao permanecer na Vila Belmiro. No entanto, a insatisfação com a diretoria pode até mesmo antecipar a saída do camisa 10 de Santos. Aí é que entra seu empresário: Delcir Sonda. Colorado assumido, Sonda já colocou no Beira-Rio atletas do quilate de Nilmar, D'Alessandro e Kleber, e estaria disposto a repetir a dose com o jogador alvinegro.

Até agora, todos negam. Giovanni Luigi despista, o Grupo Sonda diz que não, mas sabe como é. Parece algo irreal um atleta pretendido por Milan e Internazionale acabar em Porto Alegre. Entretanto, não se deve desmerecer a hipótese. Seria o aniversário dos sonhos do Colorado. Resta saber aonde Celso Roth escalaria Ganso. No lugar de um volante? Na vaga de Zé Roberto? Ou disputaria posição com Oscar? Pois é, numa dessas é melhor nem vir...

domingo, 3 de abril de 2011

Salvem os Leandros!

Fotos: Mauro Schaefer (Correio do Povo) e Alexandre Lops (Inter)

As classificações, tanto para Taça Farroupilha como para Libertadores da América, estão encaminhadas. Seja no Beira-Rio ou no Estádio Olímpico. Mesmo assim, o futebol ainda está longe do que o torcedor deseja. São poucos os jogadores intocáveis entre as arquibancadas, poucas unanimidades. Entretanto, gremistas e colorados entram em um consenso quando se trata de Leandro.

Foi o garoto que atende por este nome, de apenas 17 anos, quem comandou a vitória gremista de 2 a 1 sobre o Veranópolis neste domingo. Quando o ferrolho pentacolor parecia intransponível, o atacante apareceu para abrir o placar (foto acima). Depois, em uma confusão com o goleiro Luiz Müller, deixou o adversário com um jogador a menos, facilitando o trabalho – que seria fechado por Borges, aproveitando o rebote de uma penalidade. Não à toa Leandro assumiu a titularidade no Grêmio. Basta o atleta pisar em campo para o torcedor esquecer das preocupações, ou até mesmo da falha de Victor, no gol veranense. O problema é que ele não está inscrito na Libertadores, e o Tricolor terá de sobreviver mais duas partidas com Escudero ou Carlos Alberto.

Do lado vermelho, a tranquilidade tem o mesmo nome: Leandro - com o sobrenome Damião trazido logo em seguida. Foi ele quem anotou o único tento colorado diante do Lajeadense no sábado (foto à direita). Entretanto, os donos da casa logo empataram o placar com Ramos e fizeram mais uma vez o Internacional marcar passo no Gauchão. Apesar disso, o centroavante é a esperança de um futuro melhor para o clube da beira do Guaíba. Até porque, se depender de Cavenaghi, os comandados de Roth vão passar em branco. Por isso, em qualquer canto de Porto Alegre o grito que se escuta é: Salve o Leandro!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A volta dos que nem vieram

Fotos: Tatiana Lopes (Clicesportes)

Este ano de 2011 tem sido da garotada em Porto Alegre. No Beira-Rio, Oscar e Leandro Damião deixaram antigos titulares comendo poeira. No Olímpico, Leandro surge como o melhor substituto para Jonas. Enfim, é a prova de que nem sempre gastar milhões significa reforçar a equipe. Que o digam Cavenaghi, Escudero e Carlos Alberto.

Os dois últimos, por exemplo, chegaram com status de celebridades (foto). Entretanto, pouco fizeram desde que vestiram a camisa gremista. Escudero ainda chegou a empolgar quando, atuando como atacante, balançou as redes diante do Porto Alegre. Mas foi só o garoto Leandro surgir para o torcedor fazer a escolha final. O problema é que ele não está inscrito na Libertadores, e assim a titularidade cai no colo dos medalhões. Como o argentino passa mais no departamento médico do que no gramado, Carlos Alberto ressurge como opção de Renato. Para o jogo deste final de semana, diante do Veranópolis, o ex-vascaíno concentra e deve retornar à equipe.

Mesmo assim, o torcedor do Grêmio faz cara feia quando vê o atleta entrar em campo. O mesmo ocorre com Cavenaghi, no Internacional. O argentino, que figura entre os grandes salários do plantel, ainda não conseguiu deixar sua marca. Já são oito partidas sem nenhum gol feito. Péssimo , se tratando de um centroavante. E dizer que ele foi trazido para substituir Alecsandro, execrado pela torcida vermelha. As vaias só não alcançaram a diretoria com maior ênfase porque Damião está iluminado nesta temporada. Pode ser que contra o Lajeadense, o castelhano resolva quebrar o jejum. Até lá, o ano vai continuar sendo dos jovens, bem menos badalados.