terça-feira, 9 de agosto de 2011

Gaúchos e a Recopa: uma má lembrança ao Independiente

Nesta quarta-feira, o Inter inicia a disputa de mais um título sul-americano. Sob o comando interino de Osmar Loss, o clube tenta conquistar sua segunda Recopa. Em 2007, venceu o Pachuca por 4 a 0, depois de ter perdido por 2 a 1 no México, e garantiu a taça no armário. Agora, o adversário é alguém com mais história ainda: o Independiente, da Argentina. O "Rey de Copas", como é conhecido, possui nada menos do que 7 Libertadores. Mas, desta vez, chega à Recopa por ter vencido a Copa Sul-Americana. Mas quem teme os argentinos, não sabe o quanto eles temem os gaúchos. Sim, as recordações para os "rojos de Avellaneda" não são nem um pouco agradáveis.

O Independiente também já venceu uma Recopa. Então campeão da Supercopa Libertadores de 1994, o clube venceu o compatriota Vélez Sarsfield, campeão da Libertadores do mesmo ano, por 1 a 0. No ano seguinte, tornou a vencer a Supercopa e voltou a disputar a Recopa Sul-Americana. Entretanto, desta vez, encontrou um adversário mais forte. Bem mais forte! O Grêmio de Felipão (foto). Naquele período, o título era disputado em uma partida única. Assim, em Kobe, no Japão, o Tricolor gaúcho simplesmente patrolou os argentinos com impiedosos 4 a 1. Jardel, Carlos Miguel, Adílson e Paulo Nunes anotaram os tentos do Grêmio.

Agora, contra o Internacional, o Independiente tem a chance de se vingar do Brasil, do Rio Grande do Sul em especial. Quem experimentou o gosto da derrota uma vez, não quer fazê-lo novamente. Mas, sendo assim, o próprio Colorado tem motivos de sobra para se empenhar. Isso porque em 2009, então campeão da Sul-Americana, os colorados foram surrados pela LDU, de Quito. É a chance de dar a resposta. Além disso, vencendo mais uma Recopa, o Inter ultrapassa o rival Grêmio no número de conquistas deste troféu. Mal sabe o Independiente na briga em que se meteu!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A influência do treinador

Foto: Tom Dib (Lancepress) e Mauro Vieira (Zero Hora)

Qual o tamanho da influência de um treinador no resultado de uma equipe dentro de campo? Celso Roth merece os méritos pelo empate do Grêmio contra o Palmeiras, no último sábado (foto à esquerda)? E Osmar Loss não tem competência para continuar à frente do Internacional? As duas perguntas poderiam ter um "sim", mas também poderiam ter um "não" como resposta. Depende do ponto de vista.

O que Roth fez de tão inovador no vestiário gremista? Armou o esquema de maneira diferente ao modo como Renato e Julinho armavam, isso é verdade. Mas também podemos levar em consideração o fator anímico. O novo comandante tratou de levantar o time na base do grito. Não colocou a estima dos atletas para baixo com isso. A motivação pode ser vista de maneira explícita no 0 a 0 contra o Palmeiras de Felipão. Pode ser este o ingrediente que faltava para o Tricolor, ao menos, não lutar mais contra o rebaixamento.

E qual a participação de Loss na vitória do Inter sobre o Cruzeiro, de 3 a 2, no domingo? Há quem diga que ele até atrapalhou, recuando e chamando o adversário para seu campo. Assim, a contratação de um novo treinador é questão de urgência no Beira-Rio. Entretanto, não adianta trazer qualquer um simplesmente pelo nome. O novo técnico precisa entender que, antes de mais nada, precisa armar o time com as peças que o Colorado dispõe. Precisa valorizar o faro de gols de Damião (foto à direita), sem isolá-lo no ataque. É simples. Se Osmar conseguir fazer isso, pode ser ele o novo comandante vermelho.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Nem tudo é amizade

Não dá para confiar apenas na amizade. Esta foi a lição tirada pelo Internacional na noite desta quinta-feira. Amigos, amigos. Negócios à parte. Pouco interessa se Rafael Sobis estava há bem pouco tempo no Beira-Rio. Ele não teve constrangimento nenhum em comemorar os dois gols do Fluminense sobre Muriel (foto à esquerda). E ele está certo! Abel e Edinho também.
Amizade, no futebol, fica fora das quatro linhas. O Inter tem é de apostar no próprio futebol se quiser sobreviver. E a missão já fica para este domingo, contra o Cruzeiro. Será que Osmar Loss conseguirá bater o "papai" Joel Santana no Beira-Rio? É caso de vida ou morte. Se não conseguir, não será a amizade com a diretoria colorada que o efetivará no cargo de treinador do Inter.

O mesmo podemos dizer do Grêmio. Não pense a torcida tricolor que Felipão aliviará no duelo com o Palmeiras. Pouco importa se Celso Roth foi seu preparador físico lá no início da carreira (foto à direita). Mas o novo treinador gremista sabe disso. É gato escaldado neste assunto e sabe que a pressão sobre seu trabalho começa desde cedo. Sabe que a torcida do Olímpico não tem amizade nenhuma com ele. E assim deve ser o futebol.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Amigos e inimigos ao mesmo tempo

Foto: Alexandre Lops (Inter)

Quando conquistou o mundo, lá em 2006, o Internacional contava com o comandante Abel Braga na casamata. Quatro anos depois, o Colorado recebeu a visita de Abelão nos Emirados Árabes, que foi desejar sorte ao então treinador Celso Roth (foto). Porém, desta vez, o time vermelho despencou nas semifinais, diante do desconhecido Mazembe. E não é que  nesta quinta-feira os dois passam a dividir os holofotes do futebol gaúcho mais uma vez?

Abel, pelo enfrentamento contra o Inter. Ele, que se diz colorado de coração, está à frente do Fluminense, adversário de D'Alessandro e Cia nesta 14ª rodada do Brasileirão. Além dele, outros ídolos, Rafael Sobis e Edinho, estarão do lado oposto. São coisas da vida futebolística. Quem está no meio precisa aprender que uma hora é amigo e na outra já é inimigo.

Entretanto, é preciso fazer o processo inverso para entender a relação de amor e ódio que a dupla Gre-Nal vive com Celso Juarez Roth. Dois anos após ser demitido do Olímpico sob vaias e deboches colorados, o comandante está de volta, na vaga de Julinho Camargo, demitido após o empate em casa por 2 a 2 com o Atlético-MG. Não bastasse o curto espaço de tempo, vale lembrar que há alguns meses Roth vestia vermelho e, da mesma maneira, era achincalhado pelos rivais. Até o presidente Paulo Odone fez piada com a infelicidade do treinador diante do Mazembe. Agora eles são amigos novamente? Que me desculpem os analistas, mas esta situação nem Freud explica!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fugindo de Roth e empurrando Dorival

Chegou a se cogitar que o Internacional ofereceria Celso Roth, ao Atlético-MG, para poder contratar Dorival Júnior, atual treinador do time de Belo Horizonte (foto). No entanto, a negociação pode acontecer, quem diria, com uma contribuição do rival Grêmio. Nesta quarta-feira, basta uma vitória tricolor, no Estádio Olímpico, para que o técnico alvinegro despenque do cargo e caia de paraquedas no Beira-Rio.

Mas e se isso não acontecer? Bom, se os gremistas não conseguirem vencer o Atlético, podem terminar a rodada na zona do rebaixamento. E aí, amigo, já se sabe o que vai acontecer: Julinho Camargo será demitido e Celso Roth será chamado para o tratamento de choque. Ou seja, para fugir da perspectiva de ter Juarez na casamata mais uma vez, o Tricolor gaúcho precisa vencer de qualquer jeito.

Aí sim, de quebra, colocará Dorival no Colorado. E, não sei as demais opiniões, mas eu não sou fã do trabalho deste treinador. Convenhamos, o time do Atlético, com Réver, Toró, Richarlyson e André, não deveria estar atrás do Bahia na classificação. E mais, não me sai da retina a imagem de Dorival sendo mandado e desmandado por Neymar e Ganso no Santos. Portanto, colorados, torçam mais do que nunca pelo Atlético-MG. Já os gremistas, fujam de Roth, quer dizer, do rebaixamento.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pelaipe é Fernandão ou Siegmann?

Foto: Marinho Saldanha (UOL)

O Grêmio não tem mais cara de Grêmio. Todo aquele papo de imortalidade caiu por terra neste ano. Vários insucessos em casa, jogadores sem garra dentro de campo, e alguns outros fatores fizeram os torcedores voltarem no tempo. Mais precisamente a 2004, quando o clube amargou o segundo descenso à Série B. Por aí se explica a chegada de Paulo Pelaipe (foto) para ser o novo diretor técnico de futebol.

Foi com ele no comando do vestiário que o Tricolor saiu vivo da Batalha dos Aflitos. Foi sob seu comando que, em dois anos, o time disputaria uma Libertadores da América, sendo derrotado na final apenas pelo Boca Juniors de Román Riquelme. Enfim, é a cara mais vitoriosa que o torcedor conhece dos anos 2000. Porém, o outro lado deve ser lembrado. O lado explosivo de Pelaipe.

No Internacional, o presidente Giovanni Luigi recorreu a Fernandão, no mesmo cargo diretivo aliás, para devolver o rosto vencedor que o clube teve alguns anos atrás. É uma aposta que ainda não se sabe se dará certo. Entretanto, foi a saída vista como certeira para mudar os rumos do Inter explosivo de Roberto Siegmann. E aí passa a incógnita tricolor: Paulo Pelaipe será como Fernandão, um rejuvenescedor, ou como Siegmann, uma bomba relógio?

Sucessão de erros

Fotos: Grêmio.net e Vipcomm

A derrota gremista para o Flamengo, por 2 a 0, no último sábado, não foi desgraçada por si só. Perder no Rio de Janeiro para a única equipe invicta no Brasileirão não deve ser motivo para lamentações. Mas, do jeito que foi, com erro do goleiro Victor, gol de Ronaldinho e a sucessão de erros no campeonato, minaram ainda mais a confiança do torcedor. Por isso a cabeça do vice-presidente de futebol Antônio Vicente Martins (foto à esquerda) é entregue numa bandeja nesta segunda-feira.

Foram contratações mal feitas, demissões na hora errada, discussões públicas com inimigos, que derrubaram o dirigente. Nada mais pode ser atribuído a esta demissão. O que não se pode fazer, no entanto, é cobrir um erro com outro. Aí a situação fica mais complicada ainda. E, quem diria: graças a Renato Portaluppi e seu Atlético-PR, que venceu o Santos, o Grêmio não encerra a rodada na zona do rebaixamento.

Aliás, alguém já percebeu como Inter e Grêmio vem se repetindo nesta temporada? Demissão dos ídolos, treinadores com experiência nas bases, derrubada de dirigentes, enfim. Mas o Colorado é a prova viva de que a revolução nem sempre dá resultados a curto prazo. Nem mesmo os 300 jogos de Índio (foto à direita), Osmar Loss à beira do campo e Fernandão nos bastidores, o time segue perdendo pontos em casa. Neste domingo, um 0 a 0 horripilante contra o Atlético-GO. Esta é a sucessão de erros que vai custar mais um Brasileirão à torcida colorada.