quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mano assistiu à rodada do Brasileirão


Fotos: Sites do Inter e Ceará


Não resta dúvidas: as últimas rodadas do Brasileirão influenciaram na convocação de Mano Menezes nesta quinta-feira, para o amsitoso contra Gana. Ainda mais esta 17ª rodada. Somente isso explica a convocação de Leandro Damião e o esquecimento de Victor. Os dois foram os personagens da noite - um positivamente, o outro negativamente.

Aliás, não tem sido novidade no cotidiano colorado ver Damião comemorar gols. Contra o Botafogo, no Beira-Rio, o centroavante foi o responsável pelo único gol da partida (foto acima). E o técnico Dorival Júnior, estreante da vez, agradeceu de coração o presente. Mas não adianta levar para o lado pessoal. O camisa 9 do Inter vem marcando em quase todos os jogos. Somente nos últimos três, contra Independiente, Bahia e contra os cariocas, nesta quarta, o jogador deixou sua marca nas redes. Mais do que merecida a lembrança de Mano!

Mas se os gols de Damião viraram rotina, as falhas de Victor também. Contra o Ceará, na derrota de 3 a 0, não foi diferente (foto à direita). O terceiro gol cearense aconteceu depois de um erro de passe do camisa 1. Por isso fica de fora da Seleção Brasileira. Aliás, deveria ficar também no banco do Grêmio. Ou alguém conseguiu esquecer a patacoada do arqueiro no duelo com Ronaldinho Gaúcho, do Flamengo? Será que foi ela que o tirou da seleção e colocou Ronaldinho lá?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Repetindo os antecessores

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio) e Alexandre Lops (Inter)

Para bons observadores, a rodada desta quarta-feira traz grandes coincidências aos novos treinadores da dupla Gre-Nal. Em momentos exatamente iguais, outros dois técnicos de Inter e Grêmio enfrentaram Botafogo e Ceará, respectivamente. Agora, Dorival Júnior e Celso Roth os repetem. Quem sabe com o mesmo final feliz que ambos tiveram.

Voltemos ao ano de 2008. No dia em que Fernandão anunciava sua transferência para o Qatar, Tite (à direita na foto) estreava no comando do Internacional contra o Botafogo – exatamente como fará Dorival nesta noite. Sob total desconfiança da torcida, a equipe colorada venceu por 2 a 1, para alívio do novo comandante. O ano de 2008 ainda ficaria marcado para Tite com a conquista da Copa Sul-Americana. E Dorival, será que vai ter seu título continental também? Bom, a final da Recopa é na próxima semana.

Já Celso está repetindo a história de 2010. Assim como ele, Renato Portaluppi (à esquerda na foto) assumiu o Grêmio na luta contra o rebaixamento. Em sua estreia, perdeu para o Goiás e foi eliminado da Sul-Americana dentro de casa. Alguns dias depois, enfrentou o mesmo time, só que pelo Brasileirão, e então venceu. O seu terceiro compromisso como técnico gremista viria diante do Ceará, em Fortaleza. Voltaria para a casa com uma derrota de 2 a 1, mas todo mundo sabe como terminaria aquele ano. Ao invés de se preocupar com o descenso, o Tricolor escalou alto até o G-4, conquistando uma classificação gloriosa para a Libertadores. Imagine se Roth conseguir repetir o feito de Renato! Pelo menos no início, a história se repete.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um especialista em Série B

Foto: Site Juventude

Dorival Júnior chega ao Beira-Rio como o treinador que conquistou a Copa do Brasil de 2010 com o Santos de Neymar e Ganso. Foi uma das melhores equipes dos últimos anos, encantou o país. O grande trunfo do técnico foi justamente promover os garotos da base e encaixá-los no time principal. Deu certo! E é nisso que o Internacional aposta quando o contrata. Porém, poucos lembram de um asterisco em sua carreira: Dorival é um especialista em Série B.

O volante Júnior, para quem desconhece, já vestiu a camisa do arquirrival colorado, o Grêmio. Isso aconteceu em 1993, quando o Tricolor recém subia da 2ª Divisão e já conquistava o título do Gauchão, no Olímpico. Mas não foi este seu maior destaque. Com a camisa do Juventude, no ano seguinte, é que ele mais chamaria a atenção (à direita na foto). Em Caxias do Sul, o atleta se sagrou campeão da Série B, fazendo dupla de cabeça de área com Galeano, que depois iria ao Palmeiras. E no Alfredo Jaconi, Júnior encerraria a carreira de jogador.

Mas voltaria à Serra Gaúcha em 2005, já então como treinador. Não seria ali a sua grande tacada. Seria em São Januário, à frente do Vasco da Gama. Foi este o trabalho que lhe deu credencial para assumir o Santos. Com a Cruz de Malta no peito, em 2009, Dorival tirou o clube carioca da Série B do Brasileirão, com Carlos Alberto (ex-Grêmio) como capitão. Assim, não é exagero dizer que o novo comandante do Inter é um especialista em segunda divisão.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Messias que vem de Santa Catarina

Foto: Lucas Uebel (Grêmio) e Alexandre Lops (Inter)


A rivalidade entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina existe e isso é inegável. Chega a ser meio ilógica às vezes. Mas, neste final de semana, nenhum gaúcho ousou maldizer os "barriga verdes". Nem gremistas, nem colorados!

Não fosse por causa de um catarina, o Grêmio estaria desabrigado na zona do rebaixamento do Brasileirão. Aliás, foi assim que acordou no domingo, quando recebeu a notícia de que o Atlético-GO havia vencido o Santos. Justo no dia seguinte, o Tricolor teria de bater o Fluminense, atual campeão brasileiro. Chegou a sair perdendo, em casa, com gol de Fred. Mas não é que conseguiu a virada?! E com Marquinhos (foto acima), um catarinense de Biguaçu, vindo do Avaí. Foram do meia que saíram os gols da vitória por 2 a 1 que fez o time respirar fora da rede de pesca.

Já o Inter, se não recorreu aos catarinas de nascença, foi aos filhos adotivos. Leandro Damião, desde que abandonou o Atlético de Ibirama só deu alegrias à torcida colorada. Há tempos é ele quem salva a pele vermelha. Neste domingo, no empate com o Bahia, foi ele mais uma vez o autor do gol, no empate em 1 a 1 (foto à direita). E não para por aí! O novo técnico foi buscado direto de Florianópolis para expurgar os problemas do Beira-Rio. Sim, agora Osmar Loss é o culpado pelos insucessos colorados. Seja pela retranca, insubordinação de Andrezinho ou pela simples escalação de Wilson Matias, o interino é o mártir. E o Messias da vez é Dorival Júnior.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A rodoviária chamada Gre-Nal

Fotos: Diego Guichard e Jefferson Bottega (ClicRBS)


Milton Nascimento compôs, em 1985, uma música chamada "Encontros e despedidas". Ela retratava o cotidiano de uma estação de trem. E, curiosamente, a canção parece descrever o ano da dupla Gre-Nal. Em 2011, tanto Grêmio como Inter mais parecem uma rodoviária (com o perdão da brincadeira, Giovanni Luigi). Neste final de semana, por exemplo, a rodada do Brasileirão repete o título da música.

 Os colorados, ao verem confirmada a contratação de Dorival Júnior como novo técnico (foto acima), poderão enfim se despedir do interino Osmar Loss. No domingo, contra o Bahia, em Pitauçú, o profissional faz sua última partida sob o comando da equipe principal. Não se sabe se vai acontecer uma evolução no Beira-Rio a partir de agora, mas o que todos pedem é a reaparição do bom futebol e das vitórias convincentes.

Para os gremistas, o domingo será de encontros - ou melhor, de reencontros. O torcedor que for ao Olímpico, assistir ao duelo com o Fluminense, vislumbrará Celso Roth iniciando seu quarto trabalho no clube. A última vez que o treinador esteve na beira do campo com o uniforme tricolor foi ainda em 2009, quando venceu o São Luiz, pelo Gauchão (foto à direita). Depois, visitou o estádio como inimigo. Se vai dar certo desta vez, também não se sabe. Mas é melhor isso acontecer, pois a torcida já está cansada do "vai e vem da estação".

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vivos?

Foto: Alexandre Lops (Inter)

O Inter não esteve na Cordilheira dos Andes, mas viveu seu dia de "Vivos" nesta quarta-feira. Ou melhor, será que viveu? Voltar respirando de Avellaneda era a intenção do técnico interino Osmar Loss. Ok, foi uma derrota por 2 a 1, nada desesperador. Também não vou na onda da maioria. Não acho que os colorados tenham jogado mal. Mas, tudo depende do jogo de volta contra o Independiente, no Beira-Rio. Aí sim podemos dar a alta do hospital, ou assinar o atestado de óbito.

Em 2007, por exemplo, ano da primeira conquista da Recopa, o Colorado perdeu pelo mesmo placar no México e, em casa, patrolou o Pachuca com 4 a 0. Aliás, para quem não lembra, Alexandre Gallo era o treinador. Ou seja, manter Loss ou contratar Paulo Autuori nem é tão importante neste momento. O negócio é jogar para a frente, destemido e sem perder a atenção na marcação. Não dá para depender apenas da raça de Leandro Damião (foto) na frente.

Nada de escalar três volantes em Porto Alegre. Também, Jô não é o cara certo para jogar ao lado de Damião no ataque. Enfim, ainda me pergunto se deveria ter sido contratado. Mas, já que está aí, pode ser uma opção para o segundo tempo, caso o time não consiga o placar necessário naturalmente. Ah, e claro, vale uma secadinha na Seleção Sub-20 para que Oscar e Juan voltem a tempo da decisão. Parece uma missão impossível, mas não é. A vida do Inter depende de uma conquista no dia 24.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

'Desautuorizado' a pensar em Autuori

Foto: Arivaldo Chaves (Zero Hora)

Entre os nomes especulados para comandar o Internacional, nenhum foi mais bem recebido do que Paulo Autuori (foto). Cuca, Dorival Júnior, Nelsinho Batista e todos os outros foram apedrejados em praça pública. Portanto, dá para se bater o martelo e atirar a fumacinha branca pela chaminé: "Habemos treinador!". Mesmo tendo ele treinado o Grêmio, rival histórico, há tão pouco tempo.

Entretanto, nesta quarta-feira, os colorados estão desautorizados a pensar nisso. Ou melhor, "desautuorizados". Antes de mais nada é necessário focar somente na Recopa Sul-Americana. Mesmo que o Independiente não tenha seu artilheiro à disposição ou que não seja mais o Rey de Copas de tempos atrás, nada pode tirar a concentração do Inter neste primeiro duelo, em Avellaneda. Se não voltar vivo da Argentina, não há técnico capaz de salvar o time no Beira-Rio, no próximo dia 24.

Depois do jogo, tendo conquistado um bom resultado, se criticar os pensamentos filosóficos e futebolísticos do novo comandante, fiquem à vontade. Se quiserem debater sobre o coloradismo ou o gremismo de Autuori, guardem para o pós-jogo. Mas, fica uma dica: apesar da campanha pífia que realizou no Colorado em 1999, ele é torcedor vermelho. Sim! Pelo menos foi isso o que disse quando, em 2006, visitou a delegação em Tóquio, de Fernandão e Cia., que disputavam o Mundial de Clubes.