A missão desta quarta-feira nem é das mais difíceis para o Grêmio. Para quem já teve de reverter resultados adversos e entoar a fama de Imortal, um mero empate contra o Ipatinga serve nesta noite – tudo por conta da vitória por 1 a 0 fora de casa. O adversário também nem é dos mais temidos. A antiga filial do Cruzeiro, que chegou a figurar na elite do Brasileirão, hoje aparece na Segundona do Campeonato Mineiro. O óbvio leva a crer que o Tricolor está com as duas mãos na vaga para as oitavas de final da Copa do Brasil, mas aí é que pode morar o perigo!
Salto alto, máscara... são algumas das figuras de linguagem utilizadas quando o time favorito perde o jogo. Pois contra o Ipatinga, o único gremista que pode mascarar é Gilberto Silva. Aliás, eu diria que é um dever ele mascarar. Com uma zaga sofrível, onde o ex-volante é o melhor da posição no plantel, nem mesmo a recente cirurgia no nariz vai deixá-lo de fora. É melhor vestir o protetor nasal e ir a campo.
Do outro lado do campo estão Leanderson (cria do Estádio Olímpico) e Jônatas Obina. É bem verdade que isso não é o bastante para assustar o Grêmio. Mas o grande problema desta temporada nem tem sido os rivais, mas sim o próprio Grêmio. Os atletas não param de tombar lesionados: Kleber, Marcelo Moreno, Mário Fernandes e agora Julio Cesar. São todos desfalques! Nesta noite nada disso vai atrapalhar, mas o torcedor não consegue “mascarar” os problemas, não adianta! O pensamento já vai além.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Tranquilo como água de poço
Grêmio e Inter entraram em campo neste domingo como favoritaços à vitória. No Olímpico, o Tricolor saiu na frente, tranquilamente, anotando três gols. No segundo tempo ainda relaxou e viu o Caxias descontar. Mas ficou por isso mesmo. Em Ijuí, os colorados fizeram pouco esforço e mesmo assim ganharam por 3 a 0 do São Luiz. Nem os desfalques foram empecilhos. Aliás, nem devem ser.
Enquanto o bicho pega nos outros campeonatos estaduais, com Cruzeiro e Atlético-MG, Vasco e Flamengo, e outros clássicos, o Gauchão é um marasmo só. Tranquilo como água de poço! Na próxima fase, já eliminatória, os adversários serão Ypiranga e Cerâmica. Ora, com todo o respeito que estes clubes merecem, mas não são páreo para a dupla Gre-Nal. Ou melhor, não devem ser. Se forem, será o prenúncio do fim do mundo.
Na Taça Piratini, quando o Caxias surpreendeu a Capital e levou o título, os confrontos das quartas de final aconteceram. No Beira-Rio, o Inter entrou em campo com um time sub-23 e foi derrotado pela equipe de Gravataí. Um show de horrores aquele jogo! O Grêmio, por sua vez, teve um caminho mais difícil. Foi a Erechim e só saiu de lá com a vitória nos segundos finais, com um gol de Grolli. Eram os dolorosos tempos de Caio Júnior no comando. Estamos noutra Era. A dupla Gre-Nal atropela os inimigos, anunciando que, pelo que tudo indica, teremos um clássico na final deste turno - a não ser que alguém caia neste fundo de poço tranquilo.
Enquanto o bicho pega nos outros campeonatos estaduais, com Cruzeiro e Atlético-MG, Vasco e Flamengo, e outros clássicos, o Gauchão é um marasmo só. Tranquilo como água de poço! Na próxima fase, já eliminatória, os adversários serão Ypiranga e Cerâmica. Ora, com todo o respeito que estes clubes merecem, mas não são páreo para a dupla Gre-Nal. Ou melhor, não devem ser. Se forem, será o prenúncio do fim do mundo.
Na Taça Piratini, quando o Caxias surpreendeu a Capital e levou o título, os confrontos das quartas de final aconteceram. No Beira-Rio, o Inter entrou em campo com um time sub-23 e foi derrotado pela equipe de Gravataí. Um show de horrores aquele jogo! O Grêmio, por sua vez, teve um caminho mais difícil. Foi a Erechim e só saiu de lá com a vitória nos segundos finais, com um gol de Grolli. Eram os dolorosos tempos de Caio Júnior no comando. Estamos noutra Era. A dupla Gre-Nal atropela os inimigos, anunciando que, pelo que tudo indica, teremos um clássico na final deste turno - a não ser que alguém caia neste fundo de poço tranquilo.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Males que vem para o bem
A cada rodada, a cada jogo jogado, um corpo tomba ao chão. Tem sido assim tanto no estádio Olímpico como no Beira-Rio. Em Minas Gerais, o Grêmio viu Marcelo Moreno acusar uma lesão muscular na coxa, que deve o tirar dos gramados pelos próximos 15 dias. Já em Porto Alegre, não bastando o susto contra o Santos, o Internacional assistiu Dagoberto abandonar o campo manco de uma perna. Nunca os departamentos médicos trabalharam tanto! Dá até para fazer um time: Mário Fernandes, Gilberto Silva, Guiñazu, Marco Antônio, D’Alessandro, Kleber, Dagoberto e Marcelo Moreno. Um belo time! Por outro lado, se configuram desfalques para a dupla Gre-Nal, podem deixar boas lições aos treinadores.
O 3-5-2 utilizado por Vanderlei Luxemburgo, por exemplo, não é de todo mal. O plantel tricolor tem zagueiros de mais (com pouca qualidade) e meias de menos. Portanto, nada de errado em guarnecer sua defesa e fazer com que os alas ataquem. É a velha história do “quem não tem cão, caça com gato”. Assim, mandaria a campo: Victor; Vilson, Werley e Naldo; Gabriel, Fernando, Léo Gago, Marquinhos (Bertoglio) e Julio César; Miralles e André Lima.
Da mesma maneira, não achei das piores a decisão de Dorival Júnior em avançar Tinga para a terceira função do meio-campo. Foi assim que o Inter conquistou suas duas Libertadores da América. Sendo assim, porque não mantê-lo por ali? Até porque a atuação de Sandro Silva foi bem satisfatória. Eis que teríamos: Muriel; Nei, Moledo, Índio e Kleber; Elton, Sandro Silva, Tinga, Dátolo e Jajá; Leandro Damião. Depois, aos poucos, vai se acomodando as peças, à medida que a enfermaria for se esvaziando. O que achas?
O 3-5-2 utilizado por Vanderlei Luxemburgo, por exemplo, não é de todo mal. O plantel tricolor tem zagueiros de mais (com pouca qualidade) e meias de menos. Portanto, nada de errado em guarnecer sua defesa e fazer com que os alas ataquem. É a velha história do “quem não tem cão, caça com gato”. Assim, mandaria a campo: Victor; Vilson, Werley e Naldo; Gabriel, Fernando, Léo Gago, Marquinhos (Bertoglio) e Julio César; Miralles e André Lima.
Da mesma maneira, não achei das piores a decisão de Dorival Júnior em avançar Tinga para a terceira função do meio-campo. Foi assim que o Inter conquistou suas duas Libertadores da América. Sendo assim, porque não mantê-lo por ali? Até porque a atuação de Sandro Silva foi bem satisfatória. Eis que teríamos: Muriel; Nei, Moledo, Índio e Kleber; Elton, Sandro Silva, Tinga, Dátolo e Jajá; Leandro Damião. Depois, aos poucos, vai se acomodando as peças, à medida que a enfermaria for se esvaziando. O que achas?
Ficou tudo para depois
Fotos: Nabor Goulart (UOL) e Divulgação Ipatinga O melhor seria encerrar esta quarta-feira com duas boas notícias: as classificações antecipadas de Inter, na Libertadores, e Grêmio, na Copa do Brasil. Porém, não foi desta vez que a festa foi completa. Na verdade, dá para dizer que a cama ficou estendida para deitar e dormir tranquilo daqui a pouco. Mas, até lá, o suor vai verter das testas dos torcedores gaúchos. Principalmente dos colorados.
O empate em 1 a 1 com o Santos não era o resultado esperado. No dia do aniversário do Colorado, o mais viável era vencer e, de certa maneira, devolver aquela derrota dolorosa da Vila Belmiro. Por outro lado, com os milagres de Muriel, brecando as inúmeras oportunidades criadas por Neymar. No final das contas, o resultado pode até ser comemorado. Mas, de nada adiantará se o Inter perder para o Juan Aurich, no Peru. Do contrário, a classificação está encaminhada – em segundo lugar no grupo, mas encaminhada.

Já o Tricolor, mesmo não tendo reencontrado o melhor do seu futebol, pode comemorar uma vitória por 1 a 0 diante do Ipatinga. Contudo, ela não é o bastante para eliminar o jogo da volta, no estádio Olímpico. Além do mais, a lesão que tirou Marcelo Moreno mais cedo do campo deixa o sinal de alerta aceso mais uma vez. Entretanto, o esquema 3-5-2 pode ser efetivado (desde que exista um armador em meio aos volantes). Enfim, o time mineiro não deve ser problema no próximo dia 11. Podemos colocar o Grêmio nas oitavas de final do certame nacional. Ou não?
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Fernandão: um capítulo importante nos 103 anos do Inter
Fernando Lúcio da Costa. Este é o nome do cidadão predestinado a reerguer, literalmente, o Internacional. Nesta quarta-feira, quando o clube completa 103 anos de história, entrevistei Fernandão, o capitão das conquistas da Libertadores e Mundial de Clubes de 2006, para a Rádio GRENAL (AM 780/FM 101.9).
Neste bate-papo quase informal, o atual diretor técnico colorado se despiu da imagem de cartola e de ídolo para relatar os bastidores de sua passagem pelo estádio Beira-Rio. Como a conversa que teve com Joel Santana, que o fez entrar em campo para marcar o Gol Mil dos Grenais em 2004, logo em sua estreia pelo Inter.
Lógico, passou pelos anos de conquistas, descrevendo cada minúsculo sentimento que o guiou aos troféus. Isso sem esquecer do período de angústia, em que deixou Porto Alegre, magoado pela maneira como o companheiro Iarley foi dispensado e a ausência na Seleção Brasileira. Enfim, os caminhos ainda viriam a se cruzar com o povo vermelho mais uma vez, justo em uma semifinal de Libertadores. Vale a pena conferir cada segundo desta entrevista.
Depois disso tudo eu posso dizer: conheci Fernandão e um capítulo importantíssimo dos 103 anos do Internacional! Parabéns, colorados.
Neste bate-papo quase informal, o atual diretor técnico colorado se despiu da imagem de cartola e de ídolo para relatar os bastidores de sua passagem pelo estádio Beira-Rio. Como a conversa que teve com Joel Santana, que o fez entrar em campo para marcar o Gol Mil dos Grenais em 2004, logo em sua estreia pelo Inter.
Lógico, passou pelos anos de conquistas, descrevendo cada minúsculo sentimento que o guiou aos troféus. Isso sem esquecer do período de angústia, em que deixou Porto Alegre, magoado pela maneira como o companheiro Iarley foi dispensado e a ausência na Seleção Brasileira. Enfim, os caminhos ainda viriam a se cruzar com o povo vermelho mais uma vez, justo em uma semifinal de Libertadores. Vale a pena conferir cada segundo desta entrevista.
Depois disso tudo eu posso dizer: conheci Fernandão e um capítulo importantíssimo dos 103 anos do Internacional! Parabéns, colorados.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Falta um pavilhão no Olímpico
Quem diria que o torcedor gremista iria temer o Ipatinga nesta temporada. Pelo menos é este o sentimento daqueles que participam da audiência da Rádio Grenal (AM 780/ FM 101.9). Eu, particularmente, não acredito que a Copa do Brasil possa terminar agora. Mas enfim! O que faz outros desconfiarem desta possibilidade é a zaga do Grêmio. Pablo e Vilson simplesmente foram muito abaixo da crítica em Pelotas. É verdade que Luxemburgo terá o retorno de Werley, recuperado de uma fratura nas costelas, mas não é o bastante para solucionar os problemas.
Coincidentemente, enquanto o time atual pena para escalar uma zaga decente, um dos maiores defensores da história do clube passa por grandes problemas de saúde. Desde domingo, Aírton "Pavilhão" está internado em estado grave em Porto Alegre com uma infecção generalizada. Lastimável ver um ídolo desta maneira. Estivesse bem e no auge de seus 20 e tantos anos cairia como uma luva nesta equipe de Vanderlei Luxemburgo. Dizem, era o único capaz de parar Pelé na época do Santos - que viria a jogar depois.
E o mais curioso é ver a maneira que Aírton vestiu a camisa gremista. Contratado junto ao Força e Luz, extinto clube da Capital, o zagueiro custou ao Grêmio um pavilhão de arquibancadas que foram instaladas no estádio da Timbaúva – por isso o apelido. E hoje eu pergunto: assim como Aírton foi buscado em um clube menor de Porto Alegre, o Grêmio não poderia fazer o mesmo em 2012? Não consigo acreditar que aqui, no Rio Grande do Sul, não existam zagueiros melhores do que os contratados no início deste ano. Veja Léo Carioca, do Cruzeiro-PA! Enfim, falta ao Tricolor descobrir um novo Pavilhão.
Coincidentemente, enquanto o time atual pena para escalar uma zaga decente, um dos maiores defensores da história do clube passa por grandes problemas de saúde. Desde domingo, Aírton "Pavilhão" está internado em estado grave em Porto Alegre com uma infecção generalizada. Lastimável ver um ídolo desta maneira. Estivesse bem e no auge de seus 20 e tantos anos cairia como uma luva nesta equipe de Vanderlei Luxemburgo. Dizem, era o único capaz de parar Pelé na época do Santos - que viria a jogar depois.
E o mais curioso é ver a maneira que Aírton vestiu a camisa gremista. Contratado junto ao Força e Luz, extinto clube da Capital, o zagueiro custou ao Grêmio um pavilhão de arquibancadas que foram instaladas no estádio da Timbaúva – por isso o apelido. E hoje eu pergunto: assim como Aírton foi buscado em um clube menor de Porto Alegre, o Grêmio não poderia fazer o mesmo em 2012? Não consigo acreditar que aqui, no Rio Grande do Sul, não existam zagueiros melhores do que os contratados no início deste ano. Veja Léo Carioca, do Cruzeiro-PA! Enfim, falta ao Tricolor descobrir um novo Pavilhão.
domingo, 1 de abril de 2012
O placar é magro
Neste domingo, entre um olhar e outro, divido em duas televisões, acompanhei as partidas da dupla Gre-Nal pelo Gauchão. No Beira-Rio, o Internacional venceu o Canoas por 1 a 0. Mesmo placar na Boca do Lobo, com vitória do Pelotas sobre o Grêmio. Tarde de placares magros. Aliás, eu diria que a magreza ficou em segundo plano ao analisar o peso de outros dois jogadores: Diogo Rincón e Claiton.
A dupla, que já ergueu junta a taça de campeão gaúcho de 2002, com a camisa colorada, esteve do lado do interior neste final de semana. Claiton, com seus 34 anos, depois de rodar por Flamengo, Atlético-PR e futebol japonês vestiu a camisa pelotense nesta temporada. Já Rincón, com 31, que chegou a ser anunciado pelo próprio Pelotas no início da carreira, agora trajava a camisa justa do Canoas. Ambos são uma demonstração de como não fazer futebol fora da Capital. Passou o tempo em que os clubes de fora de Porto Alegre buscavam medalhões, beirando a aposentadoria, para se dar bem no certame. Experiência têm de sobra, mas o futebol de longe não é mais o mesmo!
A idade, aliás, nem é o mais importante nesta análise. Até porque o zagueiro Índio, mais velho que os dois, continua atuando em alto nível. Acontece que, no mundo do esporte, o físico é primordial. Aquele que não cuida do seu corpo, paga logo ali adiante. É uma pena ver jogadores, que tanto empolgaram a torcida colorada em tempos idos, apagarem-se aos poucos nos bancos de reservas do Gauchão.
A dupla, que já ergueu junta a taça de campeão gaúcho de 2002, com a camisa colorada, esteve do lado do interior neste final de semana. Claiton, com seus 34 anos, depois de rodar por Flamengo, Atlético-PR e futebol japonês vestiu a camisa pelotense nesta temporada. Já Rincón, com 31, que chegou a ser anunciado pelo próprio Pelotas no início da carreira, agora trajava a camisa justa do Canoas. Ambos são uma demonstração de como não fazer futebol fora da Capital. Passou o tempo em que os clubes de fora de Porto Alegre buscavam medalhões, beirando a aposentadoria, para se dar bem no certame. Experiência têm de sobra, mas o futebol de longe não é mais o mesmo!
A idade, aliás, nem é o mais importante nesta análise. Até porque o zagueiro Índio, mais velho que os dois, continua atuando em alto nível. Acontece que, no mundo do esporte, o físico é primordial. Aquele que não cuida do seu corpo, paga logo ali adiante. É uma pena ver jogadores, que tanto empolgaram a torcida colorada em tempos idos, apagarem-se aos poucos nos bancos de reservas do Gauchão.
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