quinta-feira, 6 de junho de 2013

O 4º estrangeiro (ou não)

Não está fechado, apenas encaminhado. Ok, mas digamos que o Grêmio realmente contrate o volante Cristian Riveros, do Kayserispor-TUR. Pronto! Estará extrapolado o limite de estrangeiros para as disputas do Brasileirão e Copa do Brasil. Ou quer dizer que um estrangeiro está de saída? Segundo o assessor de futebol Marcos Chitolina, não! Nem mesmo Eduardo Vargas, que aguarda a resposta do Napoli-ITA sobre sua permanência ou não em Porto Alegre. "É viável jogar com todos eles. Nós queremos continuar com o Vargas", respondeu o dirigente. Será prudente?

Em meu ponto de vista, manter quatro estrangeiros no elenco, sabendo que só 3 podem ser utilizados por rodada, é um erro. O próprio rival Inter recorreu a este erro nas últimas temporadas. Empilhava argentinos e, no fim das contas, um deles permanecia fora dos planos do treinador, fazendo beiço. Aliás, sou da corrente que a CBF podia aumentar a capacidade de gringos no Brasil. Mas, enquanto isso não acontece, o jeito é se adaptar. E, no caso do Grêmio, como acomodar Maximiliano Rodríguez, Vargas, Barcos e Riveros? Um deles não irá jogar!

Nem todo atleta tem a resignação apresentada por Elano, nesta quarta-feira, que aceitou o banco de reservas para Guilherme Biteco e, quando acionado, foi protagonista do gol que selou os três pontos diante do Vitória. Jogador quer jogar! Assim, vou entender que, com a chegada de Riveros, alguém sairá.

Mudaram as estações

Foto: Alexandre Lops (Inter)

Há duas rodadas, quando o Inter venceu o Criciúma em Caxias do Sul, o técnico Dunga utilizou os microfones para mandar seu recado: "Fui contratado para mudar o Inter." Questionado sobre a que mudanças se referia, ironizou o repórter: "Quer polêmica? Pergunta para o torcedor como foi o ano passado." Duas rodadas depois - com derrota para o Bahia e empate com a Portuguesa -, eu vos pergunto: o que mudou em relação a 2012? Como escreveu certa vez Renato Russo, 'mudaram as estações, nada mudou'.

No último Campeonato Brasileiro, os colorados viram o mesmo empate em 1 a 1 no Canindé. Naquela oportunidade, o gol foi do zagueiro Juan. Agora foi de Rafael Moura. Porém, ao contrário de 2012, o Inter (então comandado por Dorival Júnior) somava 8 pontos na 4ª rodada, e não os 5 deste ano. E, pelo andar da carruagem, a exemplo do que ocorreu na temporada passada, o time será alterado ao longo da competição. Com as convocações de Forlán, e a provável venda de Leandro Damião (ou até mesmo de Fred - que foi negada por Giovanni Luigi), Dunga terá de buscar alternativas no banco de reservas. Jorge Henrique será o novo Dagoberto. Só falta descobrir quem será Jajá.

A única diferença - e talvez a principal - é que em 2013 teremos a parada no calendário brasileiro, para a disputa da Copa das Confederações. Neste meio-tempo, o treinador terá a chance de acomodar as abóboras e, aí sim, mudar o Inter. Até agora, nada mudou! Mas então eu pergunto: será que depende dele (Dunga) esta mudança?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A Itália pode competir com a Ucrânia?

O jornal Correio do Povo desta quarta-feira traz a notícia de que a proposta do Shakhtar Donetsk-UCR, pelo volante Fernando, não foi exatamente à altura do que o Grêmio imaginava. Detentor de apenas 40% dos direitos do jogador, o clube aguardava 15 milhões de euros, mas a oferta alcançou 'só' 11. Penso eu, foi apenas um flerte inicial. Se os ucranianos realmente o desejam, chegarão ao valor desejado. Depois disso, novas 48 horas de suspense permanecerão no ar: o Nápoli-ITA tem prioridade no negócio e pode cobrir a oferta ucraniana. O que, confesso, torço para acontecer. Quero ver Fernando na Itália, não na Ucrânia!

A prioridade do Nápoli foi estabelecida quando do empréstimo de Eduardo Vargas ao Grêmio. Porém, pelo que antecipou o empresário Jorge Machado, em entrevista à Rádio GUAÍBA, os italianos não teriam condições de competir com os ucranianos, tampouco de oferecer o salário desejado pelo jogador. Uma pena! Falou-se até mesmo um interesse da Roma. Será que ele não vai aparecer oficialmente? Tudo para que Fernando não pare no tão falado Leste Europeu.

Nada contra o futebol praticado no gelo e a bola laranja, mas convenhamos: Fernando, hoje, está na Seleção Brasileira e merece um mercado maior. É claro que a proposta ucraniana renderá mais dinheiro ao cofre tricolor, mas e o bem do atleta? Não gostaria de ver Fernando tomando o mesmo rumo de Mário Fernandes, Rafael Carioca, Taison, Giuliano e tantos outros promissores que se esconderam na velha União Soviética. Por isso, é melhor o camisa 17 gremista torcer por uma boa proposta italiano antes de sacramentar sua venda ao Shakhtar - algo difícil de acontecer.

Sonho antigo não pode mudar

Jorge Henrique não precisou nem deixar São Paulo para vestir as cores do Internacional. Assinado o contrato de dois anos com o clube gaúcho, o meia-atacante foi apresentado no mesmo hotel em que a delegação está concentrada para o confronto desta quarta-feira diante da Portuguesa. E aos repórteres que lá estão, o jogador admitiu (sem citar) os problemas que fizeram com que Tite desistisse dele no Corinthians: “Todo o ser humano erra e eu tive o meu erro. A gente aprende com os erros. Eu tenho certeza que no Inter é uma nova etapa, e eu espero seguir na linha certinho – e, se Deus quiser, conquistar o carinho do torcedor. A gente aprende com os erros, e se voltar a cometer, é burrice. Tenho certeza de que eu aprendi e vou ser um Jorge Henrique completamente diferente em Porto Alegre”, declarou.

O atleta pode mudar em Porto Alegre, mas nem tanto assim. Até porque, se mudar muito não será o mesmo Jorge Henrique que chamou a atenção do Inter em 2011. Sim, para quem não lembra, o Colorado chegou a cogitar o envio de Andrezinho ao Corinthians, para ter um substituto para Rafael Sobis - que encerrava seu contrato de empréstimo do Al-Jazira. Na época, porém, o técnico Paulo Roberto Falcão barrou a saída do meia, que havia marcado um dos gols do título gaúcho em cima do Grêmio, em pleno estádio Olímpico. Por isso repito: Jorge Henrique não precisa ser um 'novo Jorge Henrique em Porto Alegre'!

Pode ser exatamente o mesmo jogador que torturou os colorados na final da Copa do Brasil de 2009 - quando anotou dois gols, um no Pacaembu e outro no Beira-Rio, nos 2x0 e 2x2 que deram o título nacional ao Corinthians. Pode ser o mesmo Jorge Henrique que ganhou a titularidade na bola, colocando Douglas no banco de reservas, no Mundial de Clubes, diante do Chelsea. Se conseguir repetir este Jorge Henrique, será titular do Inter de Dunga. Mas, se for o mesmo Jorge Henrique que irritou Tite nos últimos dias, terá o mesmo destino de Jô, Jajá e outros indisciplinados.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

De campeão gaúcho a último do Campeonato Baiano

Quando se dizia que o Inter ainda não havia enfrentado nenhuma equipe de expressão neste ano, o técnico Dunga e os dirigentes do Inter saltavam da cadeira. O Grêmio (mesmo tendo atuado duas vezes com reservas) era citado como exemplo do adversário. O Gauchão encerrou, o título veio, e as portas do Brasileirão se abriram. Agora, com três rodadas, o diagnóstico é único: com este plantel, o Colorado não é capaz de brigar pelo título nacional. A derrota para o modestíssimo Bahia escancarou tudo isso.

Não quero crer que o Campeonato Gaúcho tenha enganado a direção. Na verdade, o Inter se fiou demais na parada para a Copa das Confederações. Com a antecipação da janela de transferências, jogadores de quilate devem chegar e, a partir de então, Dunga não terá apenas um time, mas um elenco capaz de chegar em dezembro com condições de levantar um novo troféu. Acontece que, até o calendário brasileiro brecar, duas rodadas restam. E, até lá, o Inter pode estar brigando em outras áreas da tabela de classificação.

Contra Portuguesa e Cruzeiro, por exemplo, Diego Forlán estará ausente - se apresenta à Seleção Uruguaia. E, mesmo que não seja uma sumidade técnica da equipe, o camisa 7 é o artilheiro da temporada vermelha. As opções a partir de agora serão Mike, Cassiano, Gilberto e Rafael Moura. Pouco, muito pouco! Quem diria que de campeão gaúcho, o Inter em junho apareceria como rebaixado no Campeonato Baiano.

Mensagens no celular

Depois de estrear com vitória no Brasileirão (diante do Náutico), parecia que a relação entre Vanderlei Luxemburgo e alguns torcedores iria amenizar. Bastou um empate contra o Santos, na Vila Belmiro, para o diagnóstico voltar: o Grêmio não é para ele. Para quem há bem pouco tempo só perdia no litoral paulista, empatar não seria um mau resultado. Porém, considerando que o adversário veio desta vez sem seu melhor jogador e treinador - Neymar e Muricy Ramalho -, as críticas voltaram a toda. E o pior: as críticas vêm de dentro da 'trincheira'.

Não é uma análise minha, ou muito menos uma vaia vinda das arquibancadas e redes sociais. A reprovação ao trabalho parte das fileiras políticas, daqueles que ajudaram a construir a campanha política de Fábio Koff. É bem verdade que a última palavra sempre será do mandatário e, em segundo plano, do departamento de futebol. Neste caso, de Rui Costa e Marcos Chitolina. No entanto, é impossível excluir o posicionamento de um vice-presidente.

Até quando vai esta batalha, não se sabe. A ideia deste vice já foi exposta em reunião. Para ele, o treinador que não foi capaz de chegar a nenhuma final dos 6 certames que disputou, também não será capaz de levar o Tricolor à conquista do Brasileiro deste ano. "Nós queríamos o Felipão, mas a torcida pediu o Luxemburgo. Tenho até hoje guardadas as mensagens no meu celular das pessoas pedindo para que renovassem o contrato com o Vanderlei", disse ele. Um dia, quem sabe, as mensagens vêm à tona.

domingo, 2 de junho de 2013

PRELEÇÃO: Bahia 1988

Neste domingo, dia 2 de junho, o 'Preleção' aborda o enfrentamento entre Internacional e Bahia, que valeu o título brasileiro de 1988 ao clube nordestino. Foram ouvidos o treinador Evaristo de Macedo e o goleiro Ronaldo, que parou o Colorado de Abel Braga, Luís Carlos Winck e Taffarel. Alías, o arqueiro baiano revela que a taça foi para Salvador, apesar do mau relacionamento entre Bobô e outros jogadores com o técnico Evaristo.

O 'Preleção' da RÁDIO GUAÍBA vai ao ar todos os domingos, às 13h, no AM 720 / FM 101.3 e no www.radioguaiba.com.br.

 Clique aqui: Bahia 1988