Foto: Alexandre Lops (Inter)
E o Internacional voltou a vencer. Foram longos 5 jogos sem experimentar o gostinho da vitória. Pois ela veio neste domingo, representada no placar de 2 a 1 sobre o Botafogo. Assim, o Colorado afasta qualquer possibilidade (mesmo que ínfima) de queda para a Série B. Mas, calma! Antes mesmo de você censurar, dizendo que nunca se pensou em rebaixamento no Beira-Rio, alerto: eu sei disso. Tanto sei que ouvi do próprio diretor de futebol, Luis César Souto de Moura, tal afirmação após o jogo em Caxias do Sul.
Souto de Moura é um dos muitos que se nega a pronunciar a palavra rebaixamento referente ao Inter. "O que nos deixava desconfortáveis era vermos a equipe na segunda página da tabela, que vai do 11º em diante. Não estar na primeira página é desconfortável demais para o Inter, não podemos achar isso natural nunca", tentou explicar o dirigente. É óbvio que este é um discurso para que o torcedor (ou jogadores) não se assuste. Mesmo assim, ficou estranho.
Piorou quando foi complementada por: "Esta foi a primeira de seis finais que teremos pela frente." Final de quê? Vai levar o Inter para jogar aonde e o quê? "Jogamos pela dignidade", concluiu. Enfim, toda a direção sabe - e até mesmo o próprio Luis César -, que o ano de 2013 deixou um déficit muito grande com o torcedor. As arquibancadas não são tão acéfalas como se imagina. Fossem, não estenderiam o cartaz que estenderam neste domingo no estádio Centenário: 'Salário em dia, futebol atrasado'. Recado mais do que dado.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
O jejum das 9 horas
Foto: Wander Faria (Agif/Gazeta Press)
Como era previsto, o Grêmio desabou diante do Cruzeiro e entregou de bandeja o título brasileiro de 2013. Era previsto porque o time gaúcho vinha de uma decepcionante eliminação na Copa do Brasil, enquanto os mineiros encaravam tudo como uma grande decisão. O que não se esperava era a derrota acachapante que veio a seguir: 3 a 0. Mesmo assim, o técnico Renato Portaluppi viu motivos para o torcedor se sentir orgulhoso. Está difícil defendê-lo, Renato.
“O Grêmio está no G-4 e vivo no campeonato. Algumas equipes estão de férias, não têm mais nada para fazer no Brasileiro. Será que é pouco? O Grêmio não está de férias”, declarou o treinador gremista na sala de entrevistas do Mineirão. Impressionante, mas Renato se perde a cada entrevista que insiste lembrar (de forma indireta) sobre o posicionamento do rival Inter. O mesmo aconteceu no Gre-Nal, quando citou a célebre frase do 'binóculo', que ainda foi endossada por D'Alessandro na comemoração de um gol. Coincidentemente, o Grêmio parou no Gre-Nal de Caxias.
Foi lá, no dia 20 de outubro, que o Tricolor comemorou seu último gol, dos pés de Eduardo Vargas. De lá para cá, pelo levantamento do plantão esportivo da Rádio GUAÍBA, se passaram aproximadamente 9 horas e 40 minutos sem que o Tricolor balance as redes. Vieram os empates em 0 a 0 com Corinthians, Bahia e Atlético-PR, além das derrotas de 4 a 0 para o Coritiba, 1 a 0 para o Atlético-PR e os 3 a 0 deste domingo contra o Cruzeiro. E, além de tudo isso, Renato ainda dispara: "Contrato ainda não está assinado porque eu não quis". Definitivamente, não é hora de provocações, Renato. Seu momento já foi melhor.
Como era previsto, o Grêmio desabou diante do Cruzeiro e entregou de bandeja o título brasileiro de 2013. Era previsto porque o time gaúcho vinha de uma decepcionante eliminação na Copa do Brasil, enquanto os mineiros encaravam tudo como uma grande decisão. O que não se esperava era a derrota acachapante que veio a seguir: 3 a 0. Mesmo assim, o técnico Renato Portaluppi viu motivos para o torcedor se sentir orgulhoso. Está difícil defendê-lo, Renato.
“O Grêmio está no G-4 e vivo no campeonato. Algumas equipes estão de férias, não têm mais nada para fazer no Brasileiro. Será que é pouco? O Grêmio não está de férias”, declarou o treinador gremista na sala de entrevistas do Mineirão. Impressionante, mas Renato se perde a cada entrevista que insiste lembrar (de forma indireta) sobre o posicionamento do rival Inter. O mesmo aconteceu no Gre-Nal, quando citou a célebre frase do 'binóculo', que ainda foi endossada por D'Alessandro na comemoração de um gol. Coincidentemente, o Grêmio parou no Gre-Nal de Caxias.
Foi lá, no dia 20 de outubro, que o Tricolor comemorou seu último gol, dos pés de Eduardo Vargas. De lá para cá, pelo levantamento do plantão esportivo da Rádio GUAÍBA, se passaram aproximadamente 9 horas e 40 minutos sem que o Tricolor balance as redes. Vieram os empates em 0 a 0 com Corinthians, Bahia e Atlético-PR, além das derrotas de 4 a 0 para o Coritiba, 1 a 0 para o Atlético-PR e os 3 a 0 deste domingo contra o Cruzeiro. E, além de tudo isso, Renato ainda dispara: "Contrato ainda não está assinado porque eu não quis". Definitivamente, não é hora de provocações, Renato. Seu momento já foi melhor.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Primeiro o treinador, depois os reforços
Foto: Cléber Mendes (Lancenet)
Vem do centro do país a especulação de que o meia Marlone, do Vasco da Gama, interessa ao Internacional. Aliás, a informação vem de Jaldo Saraiva, pai do atleta. "Sobre o interesse em outros clubes eu quero que ele se preocupe em jogar é o seu futebol. Também não vou negar que tem tido muita procura de outros clubes pelo futebol dele como o Santos, o Corinthians e o Internacional, que até já tentaram alguma conversa, mas claro foram apenas conversas", declarou Saraiva ao site Globoesporte.com. Natural do Tocantins, o jogador de 21 anos tem contrato com o clube carioca até fevereiro de 2016, e tem seus direitos divididos entre Vasco e empresário - 60% e 40%, respectivamente. Porém, em Porto Alegre, todos desconhecem qualquer procura pelo meio-campista.
Há na direção do Internacional quase que um pacto onde só se fala no Botafogo - a partida é vista como vital para afastar qualquer possibilidade de rebaixamento. Além disso, é praticamente proibido falar em contratações no CT Parque Gigante. "Não temos treinador. Não tem como falar em contratação antes de acertar com o treinador", declarou um dos dirigentes. Todos os indícios levam a crer que Abel Braga será este nome. Mesmo assim, nem isso é confirmado pelo presidente Giovanni Luigi ou seus pares. Enfim, sendo ele ou não, nada será oficializado tão cedo - nem mesmo o local da pré-temporada.
A amigos próximos, o centroavante Rafael Moura confidenciou que está feliz com o provável acerto entre Inter e Abelão. O camisa 11 aposta na boa relação que teve com o treinador no Fluminense para ressurgir no Colorado. Além dele, outros jogadores devem ter suas permanências avaliadas, como: Gabriel, Kleber e o zagueiro Índio - todos com contrato finalizando em dezembro. Mas enquanto não desembarca o comandante, é proibido falar em dispensas, renovações ou contratações.
Vem do centro do país a especulação de que o meia Marlone, do Vasco da Gama, interessa ao Internacional. Aliás, a informação vem de Jaldo Saraiva, pai do atleta. "Sobre o interesse em outros clubes eu quero que ele se preocupe em jogar é o seu futebol. Também não vou negar que tem tido muita procura de outros clubes pelo futebol dele como o Santos, o Corinthians e o Internacional, que até já tentaram alguma conversa, mas claro foram apenas conversas", declarou Saraiva ao site Globoesporte.com. Natural do Tocantins, o jogador de 21 anos tem contrato com o clube carioca até fevereiro de 2016, e tem seus direitos divididos entre Vasco e empresário - 60% e 40%, respectivamente. Porém, em Porto Alegre, todos desconhecem qualquer procura pelo meio-campista.
Há na direção do Internacional quase que um pacto onde só se fala no Botafogo - a partida é vista como vital para afastar qualquer possibilidade de rebaixamento. Além disso, é praticamente proibido falar em contratações no CT Parque Gigante. "Não temos treinador. Não tem como falar em contratação antes de acertar com o treinador", declarou um dos dirigentes. Todos os indícios levam a crer que Abel Braga será este nome. Mesmo assim, nem isso é confirmado pelo presidente Giovanni Luigi ou seus pares. Enfim, sendo ele ou não, nada será oficializado tão cedo - nem mesmo o local da pré-temporada.
A amigos próximos, o centroavante Rafael Moura confidenciou que está feliz com o provável acerto entre Inter e Abelão. O camisa 11 aposta na boa relação que teve com o treinador no Fluminense para ressurgir no Colorado. Além dele, outros jogadores devem ter suas permanências avaliadas, como: Gabriel, Kleber e o zagueiro Índio - todos com contrato finalizando em dezembro. Mas enquanto não desembarca o comandante, é proibido falar em dispensas, renovações ou contratações.
Ponte Preta: um novo Goiás?
A Ponte Preta é mais um motivo de alerta para o Grêmio se agarrar à vaga na Libertadores 2014. Em nada tem a ver com o duelo entre as duas equipes, agendado para o dia 24 de novembro. O que preocupa está antes e depois deste dia - as semifinais da Copa Sul-Americana. Em uma partida histórica, a equipe campineira bateu o Vélez Sarsfield-ARG por 2 a 0 em pleno estádio José Amalfitani, e brigará com o São Paulo por uma vaga na final do torneio. Ou seja, o Tricolor gaúcho tem 50% de chances de ver o G-4 do Brasileirão virar G-3. Isso só não acontecerá caso Lanús-ARG ou Libertad-PAR, os outros dois semifinalistas, conquistarem o título.
Interessante é que Renato Portaluppi já passou por isso em 2010. Naquela famosa arrancada do rebaixamento ao 4º lugar, a vaga para a Libertadores só apareceu graças à eliminação do rebaixado Goiás para o Independiente-ARG. "Foi uma dupla comemoração. Primeiro de ter entrado no G-4, e uma semana depois pelo Goiás não ter ganho a Sul-Americana. Era uma expectativa muito grande e me marcou que o Independiente, que sempre joga de vermelho, jogou de azul-marinho. Assisti em casa, mas como se estivesse vendo um jogo do Grêmio. Ia falando no telefone com o Rui (Costa, atual executivo e então assessor de futebol) e com o próprio Renato", declarou Alberto Guerra, diretor de futebol na época.
E se você não acredita na Ponte, fica o recado do presidente Fábio Koff, que já confidenciou aos repórteres sua torcida pelo Atlético-PR na Copa do Brasil. Na tese do mandatário gremista, um clube nacional erguerá a taça da Sul-Americana - a aposta recaia sobre o São Paulo até quarta-feira. Assim, caso os paranaenses levem a melhor diante do Flamengo na decisão, outra vaga se abre pelo Campeonato Brasileiro. Claro, nenhum sofrimento será necessário se o Grêmio encerrar o certame logo atrás do Cruzeiro, como vice-campeão. Do contrário, é rezar para que a Ponte Preta repita o Goiás.
Interessante é que Renato Portaluppi já passou por isso em 2010. Naquela famosa arrancada do rebaixamento ao 4º lugar, a vaga para a Libertadores só apareceu graças à eliminação do rebaixado Goiás para o Independiente-ARG. "Foi uma dupla comemoração. Primeiro de ter entrado no G-4, e uma semana depois pelo Goiás não ter ganho a Sul-Americana. Era uma expectativa muito grande e me marcou que o Independiente, que sempre joga de vermelho, jogou de azul-marinho. Assisti em casa, mas como se estivesse vendo um jogo do Grêmio. Ia falando no telefone com o Rui (Costa, atual executivo e então assessor de futebol) e com o próprio Renato", declarou Alberto Guerra, diretor de futebol na época.
E se você não acredita na Ponte, fica o recado do presidente Fábio Koff, que já confidenciou aos repórteres sua torcida pelo Atlético-PR na Copa do Brasil. Na tese do mandatário gremista, um clube nacional erguerá a taça da Sul-Americana - a aposta recaia sobre o São Paulo até quarta-feira. Assim, caso os paranaenses levem a melhor diante do Flamengo na decisão, outra vaga se abre pelo Campeonato Brasileiro. Claro, nenhum sofrimento será necessário se o Grêmio encerrar o certame logo atrás do Cruzeiro, como vice-campeão. Do contrário, é rezar para que a Ponte Preta repita o Goiás.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Mais uma eliminação na conta
Foto: Diego Vara (Agência RBS)
Até acho que o Grêmio merecia outra sorte nesta noite que não o empate em 0 a 0 com o Atlético-PR. Teve até mesmo um gol de Ramiro anulado, por conta de uma marcação de falta de Barcos sobre o zagueiro adversário. Enfim, talvez o Tricolor não merecesse, mas acabou eliminado da Copa do Brasil 2013. Mais uma eliminação na vida do torcedor gremista que, no máximo dos máximos, chegará a uma vaga a Libertadores do ano que vem. "Eu estou aqui há 4 meses. O treinador anterior, que é meu amigo, disputou quantos campeonatos? O que ele ganhou? Quantos grupos montou?", disparou o técnico Renato Portaluppi, em clara referência a Vanderlei Luxemburgo. Uma curiosidade - na última Copa do Brasil, também com eliminação, Luxa disse praticamente a mesma coisa. Aliás, tinha exatamente os mesmos 4 meses quando da eliminação para o Palmeiras, em 2012, em Barueri.
Acontece que, independente do comandante, o torcedor gremista não aguenta mais o maldito jejum. Desde o último troféu erguido pelo Grêmio (Taça Piratini de 2011, após pênaltis sobre o Caxias), já são 11 eliminações frustrantes: 3 Taças Farroupilha (2011, 2012 e 2013); 2 Taças Piratini (2012 e 2013) e 1 final de Gauchão (2011); 2 Libertadores (2011 e 2013), 2 Copas do Brasil (2012 e 2013) e 1 Copa Sul-Americana (2012). E isso sem citar os Campeonatos Brasileiros de pontos corridos. Mas convenhamos, não vindo sequer uma classificação no G-4 nesta temporada, poderia se considerar um novo golpe no ego tricolor.
"Eu já entendia que um brasileiro ganharia a Copa Sul-Americana. Agora o São Paulo está bem. Por isso, passo a torcer pelo Atlético-PR na Copa do Brasil, para abrir mais uma vaga na Libertadores. Hoje estamos em 3º", comentou o presidente Fábio Koff. Ele tem razão. Se dormir no ponto, o G-4 pode virar G-3 e, o que nesta noite parece dolorido, ficará ainda pior.
Até acho que o Grêmio merecia outra sorte nesta noite que não o empate em 0 a 0 com o Atlético-PR. Teve até mesmo um gol de Ramiro anulado, por conta de uma marcação de falta de Barcos sobre o zagueiro adversário. Enfim, talvez o Tricolor não merecesse, mas acabou eliminado da Copa do Brasil 2013. Mais uma eliminação na vida do torcedor gremista que, no máximo dos máximos, chegará a uma vaga a Libertadores do ano que vem. "Eu estou aqui há 4 meses. O treinador anterior, que é meu amigo, disputou quantos campeonatos? O que ele ganhou? Quantos grupos montou?", disparou o técnico Renato Portaluppi, em clara referência a Vanderlei Luxemburgo. Uma curiosidade - na última Copa do Brasil, também com eliminação, Luxa disse praticamente a mesma coisa. Aliás, tinha exatamente os mesmos 4 meses quando da eliminação para o Palmeiras, em 2012, em Barueri.
Acontece que, independente do comandante, o torcedor gremista não aguenta mais o maldito jejum. Desde o último troféu erguido pelo Grêmio (Taça Piratini de 2011, após pênaltis sobre o Caxias), já são 11 eliminações frustrantes: 3 Taças Farroupilha (2011, 2012 e 2013); 2 Taças Piratini (2012 e 2013) e 1 final de Gauchão (2011); 2 Libertadores (2011 e 2013), 2 Copas do Brasil (2012 e 2013) e 1 Copa Sul-Americana (2012). E isso sem citar os Campeonatos Brasileiros de pontos corridos. Mas convenhamos, não vindo sequer uma classificação no G-4 nesta temporada, poderia se considerar um novo golpe no ego tricolor.
"Eu já entendia que um brasileiro ganharia a Copa Sul-Americana. Agora o São Paulo está bem. Por isso, passo a torcer pelo Atlético-PR na Copa do Brasil, para abrir mais uma vaga na Libertadores. Hoje estamos em 3º", comentou o presidente Fábio Koff. Ele tem razão. Se dormir no ponto, o G-4 pode virar G-3 e, o que nesta noite parece dolorido, ficará ainda pior.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Os números de Forlán
Foto: Alexandre Lops (Inter)
Atacante vive de gols, isso todos sabem. Mas e quando alguém tenta diminuir os feitos de um atacante? Assim, um inconformado Diego Forlán pediu à assessoria de imprensa do Internacional para se manifestar nesta quarta-feira. Não está satisfeito com as últimas críticas que leu/ouviu. Apoiado em números, resolveu mostrar que a fase vivida em Porto Alegre não é tão diferente da que viveu na Espanha em 2010 - seu melhor momento. Pelos seus cálculos, com a camisa colorada neste ano, tem a média de 1 gol a cada 155 minutos; enquanto pelo Atlético de Madri era de 158 minutos. "Podem me criticar pelas atuações, mas os números estão aí", disse o uruguaio.
Forlán considera apenas os minutos que esteve em campo. Não conta como jogo inteiro uma rodada em que apenas entrou no segundo tempo, ou acabou sendo substituído enquanto a bola rolava. Sendo assim, os números estão do lado do camisa 7. Apoia-se também na falta de sequência - baseada nas convocações para a Seleção Uruguaia e na ausência de parada para o calendário FIFA no Brasil. Em tudo ele tem razão. Mas, segundo a página oficial do Inter, foram até agora 22 gols em 54 jogos (0,40 gol por jogo). Dez gols contando os dois Brasileirões que disputou, 9 pelo Gauchão e 3 na Copa do Brasil. Pouco...
Pouco para o torcedor que lotou o Aeroporto Salgado Filho carregando bandeiras uruguaias, viu sua apresentação ao lado de Valdomiro, e lembrava da Copa da África do Sul com a Celeste Olímpica. Pouco até para o empresário Jorge Baidek, que expôs sua posição de ídolo do Grêmio e ouviu xingamentos ao reforçar o Colorado. Pouco até para o que esperava o torcedor rival. Enfim, Forlán diz que quer cumprir seu contrato (até o meio do ano de 2015), ficar no Inter para a reinauguração do Beira-Rio e sonha com a reviravolta. Você acredita nos números dele?
- Gols de Forlán no Inter:
*Brasileirão 2012 (5 gols)
4x1 Flamengo - dois gols dentro da área
3x1 Bahia - de cabeça
2x1 Vasco - dois gols de dentro da área
*Gauchão 2013 (9 gols)
2x1 Grêmio - dentro da área
3x0 Pelotas - dois gols, um por cobertura
2x1 Grêmio - de pênalti
2x0 Esportivo - dois gols de fora da área
3x1 Canoas - de falta
4x1 Juventude - dois gols de dentro da área
*Copa do Brasil 2013 (3 gols)
2x0 Rio Branco-AC - de pênalti
3x1 América-MG - bola desvia no zagueiro adversário
3x0 Salgueiro - de cabeça
*Brasileirão 2013 (5 gols)
2x2 Vitória - dentro da área
1x2 Bahia - dentro da área
5x3 Vasco - fora da área
3x2 Fluminense - um gol olímpico e outro de fora da área
Atacante vive de gols, isso todos sabem. Mas e quando alguém tenta diminuir os feitos de um atacante? Assim, um inconformado Diego Forlán pediu à assessoria de imprensa do Internacional para se manifestar nesta quarta-feira. Não está satisfeito com as últimas críticas que leu/ouviu. Apoiado em números, resolveu mostrar que a fase vivida em Porto Alegre não é tão diferente da que viveu na Espanha em 2010 - seu melhor momento. Pelos seus cálculos, com a camisa colorada neste ano, tem a média de 1 gol a cada 155 minutos; enquanto pelo Atlético de Madri era de 158 minutos. "Podem me criticar pelas atuações, mas os números estão aí", disse o uruguaio.
Forlán considera apenas os minutos que esteve em campo. Não conta como jogo inteiro uma rodada em que apenas entrou no segundo tempo, ou acabou sendo substituído enquanto a bola rolava. Sendo assim, os números estão do lado do camisa 7. Apoia-se também na falta de sequência - baseada nas convocações para a Seleção Uruguaia e na ausência de parada para o calendário FIFA no Brasil. Em tudo ele tem razão. Mas, segundo a página oficial do Inter, foram até agora 22 gols em 54 jogos (0,40 gol por jogo). Dez gols contando os dois Brasileirões que disputou, 9 pelo Gauchão e 3 na Copa do Brasil. Pouco...
Pouco para o torcedor que lotou o Aeroporto Salgado Filho carregando bandeiras uruguaias, viu sua apresentação ao lado de Valdomiro, e lembrava da Copa da África do Sul com a Celeste Olímpica. Pouco até para o empresário Jorge Baidek, que expôs sua posição de ídolo do Grêmio e ouviu xingamentos ao reforçar o Colorado. Pouco até para o que esperava o torcedor rival. Enfim, Forlán diz que quer cumprir seu contrato (até o meio do ano de 2015), ficar no Inter para a reinauguração do Beira-Rio e sonha com a reviravolta. Você acredita nos números dele?
- Gols de Forlán no Inter:
*Brasileirão 2012 (5 gols)
4x1 Flamengo - dois gols dentro da área
3x1 Bahia - de cabeça
2x1 Vasco - dois gols de dentro da área
*Gauchão 2013 (9 gols)
2x1 Grêmio - dentro da área
3x0 Pelotas - dois gols, um por cobertura
2x1 Grêmio - de pênalti
2x0 Esportivo - dois gols de fora da área
3x1 Canoas - de falta
4x1 Juventude - dois gols de dentro da área
*Copa do Brasil 2013 (3 gols)
2x0 Rio Branco-AC - de pênalti
3x1 América-MG - bola desvia no zagueiro adversário
3x0 Salgueiro - de cabeça
*Brasileirão 2013 (5 gols)
2x2 Vitória - dentro da área
1x2 Bahia - dentro da área
5x3 Vasco - fora da área
3x2 Fluminense - um gol olímpico e outro de fora da área
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Meu Manguita Fenômeno, meu Eurico Lara
Não consegui falar de futebol neste fim de semana. Para quem não sabe, meu avô Venusino faleceu na sexta-feira, dia 1º de novembro. Ele vinha lutando contra a Hepatite C, contraída ainda dos tempos em que atuou como goleiro de futebol, dividindo as inúmeras seringas que circulavam nos vestiários. Era goleiro. Eu também quis ser quando pequeno, inspirado nos álbuns de fotos que folheava na casa dele. E assim, como goleiro, ele se despediu. Fardado com o uniforme de passeio e coberto com a bandeira do Grêmio Bagé - clube que defendeu pela maior parte da carreira, na década de 60. Ainda passou por 14 de Julho de Livramento e Gabrielense de São Gabriel. Mas entrou para a história como camisa 1 do Jalde-Negro. Pelo menos foi isso o que contou o jornal da cidade no dia seguinte e o que ouvi de um senhor desconhecido na porta da capela do cemitério municipal.
Estava eu enxugando as lágrimas quando este senhor (já de certa idade) me interpelou: "Quem é que está sendo velado?". Atônito com a falta de sensibilidade, respondi ríspido: "É o meu avô!". Ele insistiu: "Teu avô era o Venusinso, o goleiro?". Acenei com a cabeça que sim. "Bah, eu odiava ele! Sempre pegou muito contra o meu Guarany", comentou o velhinho antes de me deixar. Em seguida vi adentrar o salão um antigo companheiro de meu vô, Joaquim, ex-meia do Bagé. Amargou aqueles maus tempos do time, que via o rival subir à Primeira Divisão Gaúcha e acabou saindo antes de Juarez Tanque, ex-Grêmio, vestir o manto jalde-negro em 1965. Meu avô continuou. Não era o reencontro ideal. Mas foi uma despedida honrosa.
Certamente, Venusino não foi o melhor goleiro do Bagé. Mas foi o melhor goleiro que eu não vi jogar. É como devem se sentir os colorados e gremistas, meus contemporâneos, que admiram Manga ou Eurico Lara só pelas histórias que ouvem, sem nunca tê-los visto em campo. Eram e sempre serão ídolos. A diferença é que para mim o ídolo esteve sempre ali, fazendo o leite com banana no final do dia, debatendo futebol de manhã cedo, me recebendo para abrir a porta quando eu chegava de festa na madrugada. Fomos amigos íntimos - nada que impedisse um puxão de orelha inesquecível num Natal. Foi meu companheiro de café, almoço, churrasco, janta e até da gemada antes de dormir. E eu nunca imaginei que ele iria embora. Era como se fosse o meu super-herói. Mas ele foi. Foi embora, mas não deixou de ser o super-homem que eu sempre imaginei. Obrigado, Venusino - o goleiro.
Estava eu enxugando as lágrimas quando este senhor (já de certa idade) me interpelou: "Quem é que está sendo velado?". Atônito com a falta de sensibilidade, respondi ríspido: "É o meu avô!". Ele insistiu: "Teu avô era o Venusinso, o goleiro?". Acenei com a cabeça que sim. "Bah, eu odiava ele! Sempre pegou muito contra o meu Guarany", comentou o velhinho antes de me deixar. Em seguida vi adentrar o salão um antigo companheiro de meu vô, Joaquim, ex-meia do Bagé. Amargou aqueles maus tempos do time, que via o rival subir à Primeira Divisão Gaúcha e acabou saindo antes de Juarez Tanque, ex-Grêmio, vestir o manto jalde-negro em 1965. Meu avô continuou. Não era o reencontro ideal. Mas foi uma despedida honrosa.
Certamente, Venusino não foi o melhor goleiro do Bagé. Mas foi o melhor goleiro que eu não vi jogar. É como devem se sentir os colorados e gremistas, meus contemporâneos, que admiram Manga ou Eurico Lara só pelas histórias que ouvem, sem nunca tê-los visto em campo. Eram e sempre serão ídolos. A diferença é que para mim o ídolo esteve sempre ali, fazendo o leite com banana no final do dia, debatendo futebol de manhã cedo, me recebendo para abrir a porta quando eu chegava de festa na madrugada. Fomos amigos íntimos - nada que impedisse um puxão de orelha inesquecível num Natal. Foi meu companheiro de café, almoço, churrasco, janta e até da gemada antes de dormir. E eu nunca imaginei que ele iria embora. Era como se fosse o meu super-herói. Mas ele foi. Foi embora, mas não deixou de ser o super-homem que eu sempre imaginei. Obrigado, Venusino - o goleiro.
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