segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Campeonato Napoleônico


Sem dúvidas é o Campeonato Brasileiro mais louco que já vimos na Era dos Pontos Corridos. Alguns dizem que é o mais emocionante de todos, mas não sei se podemos classificá-lo desta maneira, vide o que a última rodada nos apresentará. Confesso que, assistindo à partida do Internacional contra o Sport cheguei a duvidar do próprio colorado. Por relances, acreditei que o Sport faria o crime. O que seria um desperdício já que para os pernambucanos tanto fazia vencer ou não, enquanto que o Goiás fazia o favor do ano, batendo o multicampeão São Paulo no Serra Dourada. Eis que o Inter ressurgiu, mais na raça do que na técnica, e vira o placar na Ilha do Retiro. O resultado recolocou o Inter na briga pelo título. No entanto, a maior curiosidade de todas: para levantar a taça, os colorados terão de torcer pelo arquirrival Grêmio. E qual a tarefa mais árdua: o Inter torcer pelo Grêmio ou o Grêmio jogar pelo Inter?

Pois não demorou muito para as torcidas darem amostras do que vai acontecer. Terminado o jogo contra o Barueri, no estádio Olímpico, a massa azul já gritava "Mengo! Mengo!". Em contrapartida, até o próximo domingo, inúmeros colorados juram amor eterno ao Tricolor. São as loucuras que apenas o futebol permite. Do lado gremista, permanece um rancor oriundo ainda do ano passado, quando o Inter foi derrotado pelo São Paulo, prejudicando o Grêmio. Do lado colorado, pedidos de dignidade para que o rival se imponha diante do Flamengo em um Maracanã lotado.

Dadas as proporções, eu até acredito que o expresso de Marcelo Rospide, mesmo jogando a todo vapor, não aguentaria a pressão carioca. Imagine 80 mil pessoas gritando "É campeão!". Alguém vai lembrar que o Grêmio calou o Mineirão ao empatar com o Cruzeiro e empatou com o Palmeiras no Palestra Itália. Ora, mas nenhum deles estava disputando a última rodada com condições de se tornar hexacampeão brasileiro. Aliás, à minha tese se junta o retrospecto do próprio Grêmio, que neste ano só venceu o Náutico fora de casa.

Portanto, ao falar de dignidade, o Internacional age como se fosse um prisioneiro de guerra, pedindo por mais alguns minutos de vida. Esquecem-se os colorados de que na guerra não há espaço para a piedade. E o que é o clássico Gre-Nal senão uma batalha constante? Portanto, resta para o Colorado é olhar pra si mesmo, vencer o Santo André, e terminar o Brasileirão como vice-líder. Até para que sirva de análise à direção: "aonde foi que nós erramos?". Seria até mesmo ingrato o Internacional, depois de tantos tropeços e tantas vendas prematuras, conquistar alguma coisa. Mas, como dissemos no início, este é o campeonato mais louco dos últimos tempos.

Não há dúvidas. O Grêmio vai se sacrificar para imolar o seu rival (e ainda com requintes de crueldade). Se acontecer o contrário, pegaria-nos todos de surpresa. Agora, se isso acontecer, se realmente o Grêmio vencer o Flamengo e ajudar o Inter a conquistar o título nacional, aí sim, aí o Brasileirão deste ano estará assinando o seu atestado de loucura. E eu quero ser internado junto!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ver para crer


Foto: Alexandre Lops (Assessoria S.C. Internacional)


Neste domingo, a partir das 17h, o Brasil vai parar de respirar por quase duas horas. Pelo menos os fãs de futebol. São quatro os jogos que estarão em observação. Em Campinas, teremos um duelo de gigantes. As duas maiores torcidas do Brasil (a massa rubro-negra e os Gaviões da Fiel). Dois atacantes consagrados: Ronaldo Fenômeno e Adriano Imperador. Será o duelo de titãs. A favor do Flamengo o fato de que o Corinthians não disputa mais nada, e também não quer que São Paulo ou Palmeiras levante a taça de campeão. Pode ter cheiro de tramoia. Mas, Mano Menezes acalma os demais postulantes: o Timão quer honrar a camiseta. Resta saber se a torcida quer o mesmo.


No Palestra Itália, duelo de kamikazes. O Atlético-MG de Celso Roth se confronta com o Palmeiras de Muricy Ramalho. Mais uma vez os dois treinadores entram em briga pessoal, agora por uma vaga na Libertadores da América. Ambos tiveram como algozes a dupla Gre-Nal na última rodada. Os paulistas tomaram um laço para o Grêmio, praticamente dando adeus às possibilidades de título. Já os mineiros perderam em casa para o Colorado, quando o cavalo paraguaio de Roth entrou em ação mais uma vez.


Outro duelo importante, e talvez o mais deles, se dará no estádio Serra Dourada. O Goiás, de Fernandão e Iarley, se confronta com o São Paulo, que busca o sétimo título nacional. Inclusive, no ano passado, o Tricolor se sagrou campeão justamente em cima dos goianos, em uma partida para lá de criticada. Agora, o clube Esmeraldino quer vingar o prórpio ímpeto e, ainda por cima, contribuir com o título de outro alguém. A ex dupla colorada já declarou que fará de tudo para entregar as medalhas para o Internacional. Porém, a última pergunta que fica no ar é se o Inter realmente quer ser campeão.


O próprio vice de futebol, Fernando Carvalho, conhece o histórico do seu clube. Chegar em uma fase decisiva, dependendo apenas de si mesmo, é difícil para o clube da beira do Rio. O Inter não sabe conviver com essa pressão. Aliás, parece que funciona melhor quando as causas são impossíveis. Ganhar do Barcelona, do São Paulo em pleno Morumbi ou bater a Inter de Milão, às vezes parece mais tranquilo do que enfrentar postulantes a Série B.


E eu não gostaria nem de citar, mas Bragantino em 1996, Coritiba em 2005 e principalmente o Olímpia na Libertadores de 1989 me fazem duvidar do Inter, antes mesmo de sonhar com algo. Aliás, o torcedor colorado se acostumou a ser um São Tomé. Precisa ver para crer.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Teoria flamenguista

Foto: Mauro Vieira - ClicRBS

Eu tenho uma teoria! Assim como zilhões de pessoas que se acham doutores em determinados assuntos e bolam teorias, eu tenho uma. Não é um plano mirabolante e complexo, tal qual as teorias de Albert Einstein. Também não é uma descoberta de se gritar "Eureka!". Mas já serve para convencer os meus amigos e mais chegados sobre qual time será o campeão brasileiro de 2009. E hoje, finalmente, decidi colocar minha bochecha à disposição de tapas. Que me desculpem os colorados, eu até torço para que seja o Inter o campeão, mas minha teoria não me deixa sonhar. E, por incrível que pareça, tem feito com que alguns amigos meus, colorados, se dêem conta de que o título não passa de um sonho. Pois bem, vamos a ele.

Atualmente, o Internacional possui 59 pontos na tabela de classificação - apenas três a menos que o São Paulo. Portanto, mediremos as qualificações do time gaúcho para que, em duas rodadas, ultrapasse o seu rival. Consideremos os adversários de ambos. Os comandados de Mário Sérgio terão pela frente duas equipes rebaixadas. Só por isso, já poderíamos decretar o expresso vermelho amplo favorito ao caneco. No entanto, não esqueçamos que o Inter tem uma desvantagem de três pontos. Mas, voltando à análise, não acredito que Sport Recife e Santo André possam oferecer alguma dificuldade. Aposto em duas vitórias coloradas. Sendo assim, com mais seis pontos, o Internacional terminaria o campeonato com 65.

Enquanto isso, o São Paulo terá pela frente Goiás e Sport Recife. Neste domingo, no Serra Dourada, os ex colorados Iarley e Fernandão defenderão as cores do Rio Grande do Sul mais uma vez. Pode até ser que saia um empate, mas consideremos que se faça uma vitória goiana, para apimentar ainda mais a classificação. Na última rodada, o Tricolor Paulista ainda teria pela frente o Sport, em pleno Morumbi. Enfim, coloquemos mais três pontos na conta são-paulina. Portanto, o time treinado por Ricardo Gomes terminaria o campeonato com os mesmos 65 pontos do Inter. No entanto, os colorados teriam a vantagem de uma vitória a mais e saldo de gols superior, o que já dá o título ao Internacional.

Contudo, antes mesmo de Guiñazu erguer a taça, voltemos o holofote para o terceiro participante. Neste domingo, o Flamengo enfrenta o Corinthians em Campinas. Mesmo que Mano Menezes declare que escalará o que tem de melhor, a diretoria paulista não vai deixar. Tudo isso porque a rivalidade entre Corinthians e São Paulo não permite. E ainda teria o Palmeiras na concorrência pelo título. Então, por que não entregar três pontos de bandeja para o Flamengo? Com isso, os flamenguistas chegariam aos 64 pontos. Mas ainda viria o gran finale. A tabela elaborada pela CBF coloca na última rodada o Grêmio frente a frente com o postulante a título. E a mesma pergunta se repete: "por que não entregar três pontos de bandeja para o Flamengo?". Se vencer o Rubro-Negro Carioca, o Grêmio breca o Flamengo nos 64 pontos, entregando a taça de campeão brasileiro ao Internacional. Por isso, que gremista, em sã consciência, gostaria de ser o responsável pelo título do arquirrival?

Enfim, meus amigos, feliz o Flamengo que não tem rivais à vista. Tanto Botafogo quanto Fluminense estão brigando na parte de baixo da tabela, enquanto o Vasco aguarda no topo da Série B. Já São Paulo e Inter morrerão na praia porque têm inimigos entrincheirados. E quem diz que a união não faz a força? Sorte carioca, sorte de campeão.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Só não vê quem não quer


Afinal de contas o que é o futebol? O que constrói a imagem de um bom treinador? Terno e gravata? Títulos? Bonézinho e prancheta? Bom, vamos por partes. Aonde o Grêmio quer chegar? Paulo Autuori foi trazido a peso de ouro dos Emirados Árabes. Não deu resultado algum e foi mandado de volta. Agora, o presidente gremsita, Duda Kroeff, aparece aos microfones para falar que mesmo que não tivesse ido embora, o comandante não teria seu contrato renovado. Acontece que Autuori veio para proporcionar ao Grêmio tudo aquilo que Celso Roth não havia conseguido. A missão falhou e o Grêmio retorna ao que fazendo antes. Adílson Batista e Dorival Júnior, pelo que parecem, se assemelham muito mais ao estilo Roth do que ao estilo Autuori. Afinal de contas o que o Grêmio quer?


É difícil responder. Agora, se a pergunta fosse o que o Grêmio não quer, eu responderia facilmente. A direção do Tricolor não quer Marcelo Rospide. Segundo o vice de futebol Luiz Onofre Meira, o técnico interino não tem as mínimas possibilidades de ser efetivado. Agora, eu retorno a pergunta que abriu este comentário: "o que constrói a imagem de um bom treinador?". A meu ver, um bom treinador, primeiramente, tem de ter currículo. E, convenhamos, que currículo apresentam Adílson e Dorival? Vice da Libertadores, Série B e títulos estaduais. Sendo
assim, por tempo de trabalho, Rospide largaria até em vantagem. Nada por nada, pelo menos o interino é uma incógnita. Mas quero me ater no que o próprio Rospide chama a atenção: os números. Marcelo Rospide dirigiu o Grêmio em nove partidas (são seis vitórias, dois empates e uma derrota). Um aproveitamento de 74%. Que outro treinador do Brasil tem aproveitamento igual? O próprio Dorival Júnior, dirigindo o Vasco da Gama na Série B, tem 68%. O líder São Paulo, de Ricardo Gomes, ostenta 57%. Portanto, o que se espera de um treinador, que são números e resultados, Rospide tem de sobra.


Se o problema for experiência em competições importantes, o próprio histórico gremista serve de exemplo. Felipão, Mano Menezes e Valdir Espinoza jamais haviam estado em uma Libertadores da América antes de passar pelo clube porto-alegrense e, nem por isso, decepcionaram o seu torcedor. Enfim, poderíamos permanecer mais uma dúzia de horas apresentado fatores que não impedem a efetivação de Marcelo Rospide no comando gremista. Até mesmo Dunga, o técnico da Seleção Brasileira, serviria de exemplo. Mas já percebemos que a diretoria gremista prefere investir um caminhão de dinheiro em mais um "enganador". Sendo assim, repasso minha dica para o Esporte Clube Juventude. Independente de permanecer ou não na Série B do Brasileirão, o clube caxiense já tem um nome para comandar a equipe em 2010. Só não vê quem não quer!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

De volta para a casa


Muito se falou na vinda de Adílson Batista para o Grêmio em 2010. Na verdade, a diretoria gremista apostava mesmo em Paulo Autuori, mas ele não quis ficar, então partiu-se para outros lados. Ainda ontem veio a notícia sobre a negativa de Adílson, que preferiu continuar seu trabalho no Cruzeiro. Agora aparecem os planos B, C e D. Imagine a situação: Dorival Júnior acompanhar o notíciario e perceber que é a segunda opção no estádio Olímpico. Será que ele vai abandonar todo o prestígio conquistado no Vasco? Ainda aparecem os nomes de Silas, do Avaí (disputado por diversos clubes brasileiros) e até mesmo a efetivação de Marcelo Rospide pode surgir como alternativa. Mas basta pensar um pouquinho mais para perceber que o interino não tem a mínima chance de assumir.

Você certamente já participou de uma entrevista de emprego. Existem perguntas que se faz a todo candidato à vaga. Como: "Você fuma?", "É casado?", "Tem carteira de motorista?". Pois no Grêmio, quando um treinador senta na mesa do presidente tem de responder a uma pergunta universal: "Você já jogou no Grêmio?". Adílson não precisou nem responder. Duda Kroeff olhou para um dos pôsteres do bicampeonato sul-americano, conquistado em 1995, e avistou a presença do "Capitão América" com a taça da Libertadores sobre a cabeça. Até por isso era o plano A. Porém, a proposta salarial acabou não agradando ao comandante. Até que desembarcou no imaginário da direção um tal de Dorival. Já em fim de carreira, atuou com a camisa do Tricolor em 1993, época de vacas magras. Mesmo assim, já responde ao pré-requisito.

No caso de Silas, a contratação é um pouco mais complicada. Durante sua carreira bem sucedida como boleiro, Silas defendeu o vermelho do arquirrival. Inclusive, foi campeão da Copa do Brasil com o escudo do Inter sob o peito. Tal imposição já serve para que a direção gremista olhe o treinador com maus olhos, mas não é descartado por completo. Agora, Rospide, pobrezinho, não foi jogador de futebol. Também por isso sequer vestiu o manto Imortal. Portanto, acabou sendo jogado fora na primeira avaliação.

Tais argumentos poderiam cair por terra se levássemos em consideração a contratação de Paulo Autuori nos últimos meses. Acontece que através dele o Grêmio aprendeu que precisa de alguém com a sua própria cara embaixo da casamata. Sendo assim, com a negativa de Adílson, um possível não acerto com Dorival e os descartes de Silas e Rospide, tudo leva a crer que o técnico gremista em 2010 será ele: Renato Portaluppi. Quer outro jogador mais identificado com a história gremista? Com certeza a torcida não se faria contra, resta saber se a diretoria quer.

Meu amigo de fé


A vitória do Inter sobre o Atlético-MG neste domingo, em pleno Mineirão, não apenas recoloca-o na condição de postulante à título. Os três pontos afirmam as cores do coração do treinador atleticano, Celso Roth. Gaúcho de nascença, Roth sofre do mesmo mal que diversos conterrêneos seus. A maioria da população sul-riograndense não está concentrada em Porto Alegre. Nem por isso, deixa de torcer para times de futebol da capital. Caxias, Juventude e Brasil de Pelotas bem que tentam rivalizar com a dupla Gre-Nal. No entanto, a supremacia dos torcedores azuis e vermelhos é visível.


Pois Celso é natural de Caxias do Sul. Podia muito bem ser ou grená ou alviverde, mas prefere defender as cores do Internacional. Não exatamente como tantos outros boleiros. Na verdade, o técnico não veste o uniforme colorado, mas carrega o vermelho no peito. Profissional como é, chegou, inclusive, por inúmeras vezes a comandar o arquirrival Grêmio. Conseguiu dar uma disfarçada por um bom tempo na sua preferência. No entanto, nestes 2009, ano do Centenário do Colorado, Celso Roth não se aguentou e decidiu presentear seu time de infância.


Ainda quando estava à frente do clube gremista, no início deste ano, Celso entregou três clássicos pelo Gauchão. No final das partidas tentava enganar a imprensa, dizendo que estava descontente com o resultado. No fundo, ria de felicidades por ver sua equipe do coração avançar no campeonato. Por isso acabou sendo demitido. Foi parar em Belo Horizonte, bem longe do clube da beira do Guaíba. Mas quis o destino que os caminhos se cruzassem novamente. E assim se fez. Cinco partidas realizadas e cinco vitórias coloradas. Em praticamente todas os seus jogadores jogaram muito melhor que os colorados, mas Roth sempre deu um jeitinho.


Confesso que jamais havia visto algo deste nível no futebol. É claro que escutei, li e já vi atletas que juraram amor eterno ao seu time de infância. Pelé no Santos, Maradona no Boca Jrs., e mais recentemente Adriano no Flamengo. Agora, entregar de bandeja como faz Celso, é a primeira vez. Aliás, para me tirar uma pulguinha atrás da orelha, gostaria de ter acesso ao quadro de sócios do Sport Club Internacional. Certamente deve estar lá o nome cravado - Sócio Campeão do Mundo: Celso Juarez Roth. Brincadeiras à parte, parabéns aos colorados!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Excomungados

Foto: Alexandre Alliatti (Globo Esporte)

Paulo Autuori foi-se embora do Olímpico já faz uma semana. No entanto, deixou algumas ideias suas disseminadas por lá. Em uma de suas últimas entrevistas coletivas, o comandante declarou que gostaria de contar com jogadores com perfil vencedor. Desta maneira, as palavras chegaram até o ouvido do então capitão Tcheco. O meio-campista vestiu a camisa tricolor de 2006 a 2009. Neste meio tempo esteve fora, jogou na Arábia e retornou à Porto Alegre. Foi o dono da braçadeira durante todo este tempo e ergueu duas taças de campeão gaúcho. Mesmo assim, a bronca toda de Autuori (treinador acusado de não ter a cara do Grêmio) era de que, inconscientemente, Tcheco representava tudo aquilo que o Grêmio não conseguira, já que o atleta foi vice-campeão Brasileiro em 2008 e vice da Libertadores em 2007. Bastou para que a diretoria gremista caísse na onda. Pois ano que vem, Autuori não estará no Olímpico. Muito menos Tcheco. Há aqueles que juram que o jogador assinará contrato com o Corinthians, aonde disputará uma Libertadores da América e terá o respaldo do técnico: Mano Menezes.


Embora Tcheco tenha sido um ídolo do período de "vacas magras", exsitem os torcedores que comemoram a sua saída. Afinal de contas, o atleta está velho, lento e só sabe bater faltas - enquanto o Douglas Costa transpira jovialidade. Pois veja a situação em que o torcedor gremista se meteu. Os argumentos que expulsam Tcheco do estádio Olímpico são quase os mesmos que demitiram Celso Roth. Celso tinha o "DNA do fracasso", era a cara de um time perdedor. E agora, pasme, o gremista cai nas mãos destes dois excomungados.


Digo isso porque o princípio da rivalidade gremista se chama Internacional, e contra quem o Colorado jogará neste final de semana? Atlético-MG. Justamente o time comandado por Celso Roth. Se vencer em Belo Horizonte, o Inter praticamente crava as mãos na vaga para a Libertadores do ano que vem. Então, não é sacrilégio dizer, que todas as esperanças de não classificação do Inter passam por uma torcida expressiva por Celso Roth. Veja bem, àqueles que excomungaram Roth do Grêmio são os mesmos que vibrarão com sua conquista neste domingo.

Mas digamos que o técnico do Atlético tenha mesmo o DNA do fracasso e que o Inter volte para Porto Alegre com três pontos na bagagem. Mesmo assim, as chances de título colorado ainda são muito pequenas. Portanto, a secação do torcedor gremista se estenderá para o ano que vem. Nenhum tricolor gostaria de ver o rival erguer duas vezes a taça de campeão da América! Para tanto, terão de torcer para outras equipes durante a competição. E quem melhor do que o Corinthians, eterno matador do Colorado? Pois é, e aí vem o ápice desta análise. Em 2010, quem estará vestindo a camisa 10 do Timão, muito provavelmente, será o meia Tcheco. Portanto, no fim das contas, o torcedor gremista poderá seguir preso à mesma cruz: torcer por Celso Roth e por Tcheco. Haja coração!