Foto: Silvia Izquierdo/AP
Andrés D'Alessandro iniciou o ano com uma fratura no osso do rosto. Terminou com um decepcionante terceiro lugar no Mundial de Clubes. Mesmo assim, o que aconteceu neste meio tempo bastou para colocar o camisa 10 colorado no posto de melhor das Américas em 2010. D'Ale não fez os gols decisivos de Giuliano na Libertadores, mas brilhou na conquista do bicampeonato pelo Inter (foto). Além do mais, voltou a vestir a camisa da Seleção Argentina - como sonhava há tempos. Alcançou o status de ídolo no Beira-Rio e, merecidamente, foi eleito pelo jornal uruguaio El País o melhor jogador de futebol do continente. Superou os compatriotas Verón, do Estudiantes, e Conca, do Fluminense, além da jovem revelação santista Neymar. Para orgulho dos vermelhos, teve o trabalho reconhecido fora e dentro do país. Por isso, os gaúchos gostam tanto de contratar castelhanos.
Talvez pela proximidade geográfica, uruguaios e argentinos não se sentem tão fora de contexto quando vêm morar no Rio Grande do Sul. Esta tradição iniciou em tempos longínquos, e fez com que Figueroa (chileno) pudesse erguer a taça de campeão brasileiro pelo Inter. Posteriormente, foi a vez do uruguaio Hugo De León abraçar a Libertadores da América com o Grêmio. Não à toa, Rivarola, Gamarra, Arce, Rentería, Máxi López e tantos outros atletas são procurados ou procuram Porto Alegre para trabalhar. Aqui, se sentem idolatrados como se estivessem em seus próprios países. Veja o argentino Guiñazu, por exemplo!
Aliás, a fórmula parece ter dado tão certo que o Inter vai atrás de mais um hermano. Com a aposentadoria de Abbondanzieri e a negociação de Bruno Silva, o plantel colorado abriu vaga para mais um estrangeiro. E a bola da vez é Battaglia, volante do Boca Juniors. Depois da saída de Sandro, o clube ficou órfão de um protetor à frente da defesa. Wilson Matias, Derley e Glaydson não agradaram tanto como se esperava. Nada melhor do que a garra argentina para ocupar aquela função. E para seduzir Battaglia basta mostrar os últimos exemplos que passaram pelo Beira-Rio. O mais recente deles, D'Alessandro, escolhido o melhor jogador da América em 2010.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Danny-se, o Edinho não vem
Foto: Alexandre Lops
Mesmo que a nova diretoria do Inter não revele, o clube tem três setores priorizados na hora de pensar em contratações. As buscas são por um lateral-direito, um centroavante e um volante. Na primeira função, o preferido é Léo Moura, do Flamengo. Na segunda, tantos nomes já foram especulados (entre eles, Luís Fabiano, Ricardo Oliveira, Grafite, etc). E por fim, na última, a intenção é repatriar Edinho. Volante campeão da Libertadores, do Mundo e da Sul-Americana com a camisa colorada. No entanto, as últimas informações apontam a aproximação de Edinho com o Fluminense, ao invés do retorno ao Beira-Rio. Sabemos, um profissional vive de dinheiro. Porém, indo para o Rio de Janeiro, o volante estará sinalizando a sua ingratidão, além de acertar um tiro no próprio pé. O que motiva a ida de Edinho para as Laranjeiras - além de uma melhor proposta financeira - é o fato de se reencontrar com o treinador Muricy Ramalho.
Multicampeão brasileiro, Muricy agora quer conquistar a América ao lado de um volante de caça. Porém, Edinho se esquece que, quando os dois trabalharam juntos no Internacional, era escalado pelo treinador como zagueiro. Foi apenas com Abel Braga que Edinho ganhou o reconhecimento da torcida juntamente com a camisa 8. Fato semelhante ocorreu com Danny Morais. Utilizado como zagueiro seja no Inter ou Botafogo, foi jogando como volante que Danny conheceu as suas melhores atuações. Por que ele não pode ser o substituto de Edinho? Aliás, o Colorado não precisaria nem ir ao mercado. Danny ainda tem contrato com o Inter e estava apenas emprestado ao Botafogo. Poderia, tranquilamente retornar ao Beira-Rio em 2011.
Para quem não lembra, justamente quando Edinho não podia atuar, Danny Morais assumia a função com maestria. Foi assim na final do Gauchão de 2008, quando o titular caiu acometido por uma hepatite. Danny Morais foi improvisado como volante por Abel Braga e ainda por cima abriu a goleada de 8 a 1 sobre o Juventude (foto). Antes disso, na Copa Dubai, Edinho - com uma torção no tornozelo - deu lugar a Maycon. Quando este cansou, foi Danny quem segurou as pontas e a pressão na final, contra a Inter de Milão. O jogador merece outra chance com a camisa vermelha. Quem sabe não está aí a cura para a ausência de Sandro? Por isso, Danny, se o Edinho não vem. Edinho já faz parte do passado.
Mesmo que a nova diretoria do Inter não revele, o clube tem três setores priorizados na hora de pensar em contratações. As buscas são por um lateral-direito, um centroavante e um volante. Na primeira função, o preferido é Léo Moura, do Flamengo. Na segunda, tantos nomes já foram especulados (entre eles, Luís Fabiano, Ricardo Oliveira, Grafite, etc). E por fim, na última, a intenção é repatriar Edinho. Volante campeão da Libertadores, do Mundo e da Sul-Americana com a camisa colorada. No entanto, as últimas informações apontam a aproximação de Edinho com o Fluminense, ao invés do retorno ao Beira-Rio. Sabemos, um profissional vive de dinheiro. Porém, indo para o Rio de Janeiro, o volante estará sinalizando a sua ingratidão, além de acertar um tiro no próprio pé. O que motiva a ida de Edinho para as Laranjeiras - além de uma melhor proposta financeira - é o fato de se reencontrar com o treinador Muricy Ramalho.
Multicampeão brasileiro, Muricy agora quer conquistar a América ao lado de um volante de caça. Porém, Edinho se esquece que, quando os dois trabalharam juntos no Internacional, era escalado pelo treinador como zagueiro. Foi apenas com Abel Braga que Edinho ganhou o reconhecimento da torcida juntamente com a camisa 8. Fato semelhante ocorreu com Danny Morais. Utilizado como zagueiro seja no Inter ou Botafogo, foi jogando como volante que Danny conheceu as suas melhores atuações. Por que ele não pode ser o substituto de Edinho? Aliás, o Colorado não precisaria nem ir ao mercado. Danny ainda tem contrato com o Inter e estava apenas emprestado ao Botafogo. Poderia, tranquilamente retornar ao Beira-Rio em 2011.
Para quem não lembra, justamente quando Edinho não podia atuar, Danny Morais assumia a função com maestria. Foi assim na final do Gauchão de 2008, quando o titular caiu acometido por uma hepatite. Danny Morais foi improvisado como volante por Abel Braga e ainda por cima abriu a goleada de 8 a 1 sobre o Juventude (foto). Antes disso, na Copa Dubai, Edinho - com uma torção no tornozelo - deu lugar a Maycon. Quando este cansou, foi Danny quem segurou as pontas e a pressão na final, contra a Inter de Milão. O jogador merece outra chance com a camisa vermelha. Quem sabe não está aí a cura para a ausência de Sandro? Por isso, Danny, se o Edinho não vem. Edinho já faz parte do passado.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Eternamente sucessor
Quando Carlos Eduardo despontou no estádio Olímpico, logo saltaram torcedores para dizer que ele era o sucessor de Ronaldinho. Até mesmo a semelhança física contribuia para o imaginário do mais fanático. De cara, a jovem revelação fez dois gols na decisão do Campeonato Gaúcho, contra o Juventude. Ainda por cima, ajudou na campanha que levou o time de Mano Menezes até a final da Libertadores de 2007, contra o Boca Juniors. O título não viria, mas uma promessa de ídolo estava formada no Grêmio. Que nada! Os problemas financeiros quase obrigaram a diretoria a vender Carlos Eduardo para o inexpressivo Hoffenheim - clube que, então, ocupava a Segunda Divisão Alemã. Pois agora, quase quatro anos depois disso tudo, o menino pode voltar a vestir a camisa tricolor. Isso se as comparações com Ronaldinho não atrapalharem a vida dele em Porto Alegre, pois Carlos Eduardo é considerado o plano B do Grêmio, caso o preferido não venha.
Aliás, pense na desmotivação do torcedor gremista ao receber a notícia de que a negociação com o Milan não deu certo. Por isso, o possível acerto com Carlos Eduardo é encarado com zelo total. Ninguém pode saber que a diretoria teme um insucesso. Mesmo assim, já estaria tudo encaminhado. O jogador vendido ao Hoffenheim hoje defende o Rubin Kazan, da Rússia. E, acometido por uma tendinite, agiliza no Brasil um processo de recuperação. Por isso, precisaria de um estágio de treinamentos para voltar a jogar futebol. O clube onde faria isso, certamente, seria o Grêmio. E aí, o torcedor gremista teria a chance de vestir novamente o manto tricolor. Mas será que alguém prefere vê-lo em campo, podendo ter Ronaldinho? Se pudesse escolher, quem você queria?
Dunga, o antigo técnico da Seleção Brasileira, deixou explícito que prefere o mais jovem. Na reta final de preparação para a Copa do Mundo deste ano, Dunga chegou a convocar Carlos Eduardo, deixando Ronaldinho de fora. Na lista dos sete que poderiam ser incluídos em caso de lesão, ambos apareceram lá. No entanto, nenhum embarcou para a África do Sul. Já o novo comandante, Mano Menezes, chamou tanto um como o outro para trajar a "amarelinha". Porém, é notável que Carlos Eduardo tem preferência, por ser mais jovem, ter mais condicionamento físico e tantas outras avaliações. Mas pergunte ao torcedor gremista quem ele prefere? Com toda a certeza, se depender dos gremistas, Carlos Eduardo será eternamente o sucessor de Ronaldinho Gaúcho.
Aliás, pense na desmotivação do torcedor gremista ao receber a notícia de que a negociação com o Milan não deu certo. Por isso, o possível acerto com Carlos Eduardo é encarado com zelo total. Ninguém pode saber que a diretoria teme um insucesso. Mesmo assim, já estaria tudo encaminhado. O jogador vendido ao Hoffenheim hoje defende o Rubin Kazan, da Rússia. E, acometido por uma tendinite, agiliza no Brasil um processo de recuperação. Por isso, precisaria de um estágio de treinamentos para voltar a jogar futebol. O clube onde faria isso, certamente, seria o Grêmio. E aí, o torcedor gremista teria a chance de vestir novamente o manto tricolor. Mas será que alguém prefere vê-lo em campo, podendo ter Ronaldinho? Se pudesse escolher, quem você queria?
Dunga, o antigo técnico da Seleção Brasileira, deixou explícito que prefere o mais jovem. Na reta final de preparação para a Copa do Mundo deste ano, Dunga chegou a convocar Carlos Eduardo, deixando Ronaldinho de fora. Na lista dos sete que poderiam ser incluídos em caso de lesão, ambos apareceram lá. No entanto, nenhum embarcou para a África do Sul. Já o novo comandante, Mano Menezes, chamou tanto um como o outro para trajar a "amarelinha". Porém, é notável que Carlos Eduardo tem preferência, por ser mais jovem, ter mais condicionamento físico e tantas outras avaliações. Mas pergunte ao torcedor gremista quem ele prefere? Com toda a certeza, se depender dos gremistas, Carlos Eduardo será eternamente o sucessor de Ronaldinho Gaúcho.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Rafael do Mundo
Há apelidos que pegam e não se entende por quê. O treinador do Grêmio, por exemplo, Renato Portaluppi, (do Rio Grande do Sul para cima) é conhecido por Renato Gaúcho. Apesar de ter nascido em Guaporé, crescido em Bento Gonçalves e brilhado com a camisa do Tricolor Porto-Alegrense, Renato é mais carioca do que gaúcho. Até o sotaque chiado acaba entregando a proximidade com a Cidade Maravilhosa. Pois a partir do ano que vem, o eterno ídolo da torcida gremista poderá contar com um jogador que pode naturalmente se gabar por ser carioca de nascença. Aliás, assim como o treinador, carrega acoplado ao próprio nome o apelido que o caracteriza: Rafael Carioca. Sim, o Grêmio quer repatriar este jogador.
O Vasco da Gama, clube que Rafael defendeu neste ano, não está mais interessado em contar com seus serviços. Por isso, muito provavelmente, o carioca terá que se despedir da cidade natal. A não ser que seja contratado por Botafogo, Fluminense ou Flamengo, o volante terá de fazer as malas. E, por incrível que pareça, isso é um grande problema para o jogador. Quem não lembra, Rafael foi revelado nas categorias de base do estádio Olímpico. Subiu para os profissionais pelas mãos do técnico Celso Roth, assumindo a titularidade logo no primeiro ano. Naquele Campeonato Brasileiro, se destacou ao lado do companheiro de função William Magrão. Inclusive, naquela equipe que surpreendeu o país (tanto positivamente quanto negativamente), vários moleques da base tiveram seus dias de glória. Léo, Mattioni, Pico, Hélder... Poucos aproveitaram. Rafael Carioca foi um deles. Na primeira proposta milionária que atravessou os portões, o atleta se mandou de Porto Alegre. Já havia manifestado que não tinha se adaptado à cidade. Talvez tenha sido a ausência de praias, ou o frio dos pampas que diferem do Rio de Janeiro o motivo do espanto. Curiosamente, Rafael Carioca se transferiu para a Rússia. Foi jogar no Spartak Moscou.
É justamente este clube que detém os direitos do jogador até hoje. Porém, declarou que pode emprestá-lo a qualquer clube brasileiro que esteja disposto a pagar o valor de seu empréstimo. O Vasco, avaliando o custo-benefício, resolveu que não ficará com ele por mais um ano. Dorival Júnior, treinador do Atlético-MG, já manifestou que é seu admirador e que gostaria de contar com ele em 2011. E, por fim, o Grêmio, clube que o revelou, quer reeditar as atuações do Brasileirão de 2008. Entretanto, Rafael não quer morar em Porto Alegre, Belo Horizonte e muito menos Moscou. Quer mesmo é o seu Rio de Janeiro - que não o quer mais. Nessas horas, mais um ponto positivo em se ter Portaluppi como treinador. Apesar do Gaúcho como pseudônimo, Renato também é amante da praia fluminense. Bem que Renato podia sentar com Rafael e bater um papo. Utilizar a sua própria experiência e dizer que, mesmo que ele saia do Rio, o Rio não sairá dele. Rafael não é somente Carioca, mas Rafael do Mundo! Assim, se estará dando um grande passo para reforçar o meio-campo do Grêmio.
O Vasco da Gama, clube que Rafael defendeu neste ano, não está mais interessado em contar com seus serviços. Por isso, muito provavelmente, o carioca terá que se despedir da cidade natal. A não ser que seja contratado por Botafogo, Fluminense ou Flamengo, o volante terá de fazer as malas. E, por incrível que pareça, isso é um grande problema para o jogador. Quem não lembra, Rafael foi revelado nas categorias de base do estádio Olímpico. Subiu para os profissionais pelas mãos do técnico Celso Roth, assumindo a titularidade logo no primeiro ano. Naquele Campeonato Brasileiro, se destacou ao lado do companheiro de função William Magrão. Inclusive, naquela equipe que surpreendeu o país (tanto positivamente quanto negativamente), vários moleques da base tiveram seus dias de glória. Léo, Mattioni, Pico, Hélder... Poucos aproveitaram. Rafael Carioca foi um deles. Na primeira proposta milionária que atravessou os portões, o atleta se mandou de Porto Alegre. Já havia manifestado que não tinha se adaptado à cidade. Talvez tenha sido a ausência de praias, ou o frio dos pampas que diferem do Rio de Janeiro o motivo do espanto. Curiosamente, Rafael Carioca se transferiu para a Rússia. Foi jogar no Spartak Moscou.
É justamente este clube que detém os direitos do jogador até hoje. Porém, declarou que pode emprestá-lo a qualquer clube brasileiro que esteja disposto a pagar o valor de seu empréstimo. O Vasco, avaliando o custo-benefício, resolveu que não ficará com ele por mais um ano. Dorival Júnior, treinador do Atlético-MG, já manifestou que é seu admirador e que gostaria de contar com ele em 2011. E, por fim, o Grêmio, clube que o revelou, quer reeditar as atuações do Brasileirão de 2008. Entretanto, Rafael não quer morar em Porto Alegre, Belo Horizonte e muito menos Moscou. Quer mesmo é o seu Rio de Janeiro - que não o quer mais. Nessas horas, mais um ponto positivo em se ter Portaluppi como treinador. Apesar do Gaúcho como pseudônimo, Renato também é amante da praia fluminense. Bem que Renato podia sentar com Rafael e bater um papo. Utilizar a sua própria experiência e dizer que, mesmo que ele saia do Rio, o Rio não sairá dele. Rafael não é somente Carioca, mas Rafael do Mundo! Assim, se estará dando um grande passo para reforçar o meio-campo do Grêmio.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Feliz Natal e um fabuloso Ano Novo
Foto: Vanderlei Almeida (AFP)
Não dá para se dizer que 2010 foi um ano para se jogar no lixo. O Grêmio mais uma vez renasceu das cinzas - quando todos imaginavam um rebaixamento no Brasileirão, Renato atirou o clube na Libertadores. O Inter, apesar da decepção no Mundial, conseguiu outro título da América, se colocando definitivamente entre os grandes do continente. Por isso, sem dúvidas, colorados e gremistas poderão comemorar sem medo neste Natal. Enquanto isso, os dirigentes fazem plantão para tornar a ceia mais rica - ou melhor, tornar o ano que vem ainda mais próspero que este.
O Tricolor, como já se falou diversas vezes, sabe aonde atacar: Ronaldinho Gaúcho. Faltam pequenos detalhes para acertar com o Milan para que, enfim, o camisa 10 possa ser apresentado oficialmente no estádio Olímpico. Já o Colorado está meio perdido no tiroteio. A única certeza é que o setor que merece mais atenção é o ataque. Alecsandro, apesar dos 50 gols, não caiu nas graças da torcida. E, assim, outro atacante aparece no horizonte vermelho: Luís Fabiano, o Fabuloso. Radicado na Espanha desde 2005, o centroavante quer voltar ao Brasil (talvez seja o clima natalino que tenha trazido uma certa nostalgia ao jogador). No entanto, o alto salário seria o impedimento para o acerto com o clube gaúcho. O mesmo problema acontece com Ricardo Oliveira, que já teria sido liberado por seu treinador no Al-Jazira - o colorado Abel Braga. A mais branda das negociações parece ser com Zé Roberto, campeão brasileiro com o Flamengo e que atualmente está no Vasco da Gama. Por ele, o Internacional estaria disposto a entregar o zagueiro Sorondo.
Mas não há como negar que, dentre todos estes nomes, o que mais interessa à massa vermelha é realmente Luís Fabiano. Centroavante titular da Seleção de Dunga, na Copa do Mundo da África do Sul, ele representa a segurança que não se sentiu com Alecsandro. Seria experiente o bastante para chegar e tomar para si a titularidade (mesmo que não possua características tão diferentes assim). Mas, imagine como será o 2011 da dupla Gre-Nal. O Grêmio em vias de trazer Ronaldinho Gaúcho, jogador eleito o melhor do Mundo pela Fifa, campeão mundial com a Seleção e europeu com o Barcelona. Já o Inter, buscando o camisa 9 que sucedeu Ronaldo Fenômeno na Seleção, colocou Adriano Imperador no banco e cansou de salvar a pele do treinador nas Eliminatórias para a Copa. Aliás, para quem não lembra, ambos já atuaram lado a lado com a camisa amarelinha (foto). A última vez ocorreu em 1º de abril de 2009. Na oportunidade, o Brasil bateu o Peru por 3 a 0, com dois gols de Fabiano. A partida aconteceu no Beira-Rio, em Porto Alegre. Isso quer dizer alguma coisa? Não sei, mas se tudo sair dentro dos conformes, muito provavelmente os dois vão se reencontrar - e, quem sabe, o Beira-Rio seja o palco novamente. Porém, desta vez, serão adversários.
Feliz Natal para gremistas e colorados. E um próspero, um fabuloso Ano Novo!
Não dá para se dizer que 2010 foi um ano para se jogar no lixo. O Grêmio mais uma vez renasceu das cinzas - quando todos imaginavam um rebaixamento no Brasileirão, Renato atirou o clube na Libertadores. O Inter, apesar da decepção no Mundial, conseguiu outro título da América, se colocando definitivamente entre os grandes do continente. Por isso, sem dúvidas, colorados e gremistas poderão comemorar sem medo neste Natal. Enquanto isso, os dirigentes fazem plantão para tornar a ceia mais rica - ou melhor, tornar o ano que vem ainda mais próspero que este.
O Tricolor, como já se falou diversas vezes, sabe aonde atacar: Ronaldinho Gaúcho. Faltam pequenos detalhes para acertar com o Milan para que, enfim, o camisa 10 possa ser apresentado oficialmente no estádio Olímpico. Já o Colorado está meio perdido no tiroteio. A única certeza é que o setor que merece mais atenção é o ataque. Alecsandro, apesar dos 50 gols, não caiu nas graças da torcida. E, assim, outro atacante aparece no horizonte vermelho: Luís Fabiano, o Fabuloso. Radicado na Espanha desde 2005, o centroavante quer voltar ao Brasil (talvez seja o clima natalino que tenha trazido uma certa nostalgia ao jogador). No entanto, o alto salário seria o impedimento para o acerto com o clube gaúcho. O mesmo problema acontece com Ricardo Oliveira, que já teria sido liberado por seu treinador no Al-Jazira - o colorado Abel Braga. A mais branda das negociações parece ser com Zé Roberto, campeão brasileiro com o Flamengo e que atualmente está no Vasco da Gama. Por ele, o Internacional estaria disposto a entregar o zagueiro Sorondo.
Mas não há como negar que, dentre todos estes nomes, o que mais interessa à massa vermelha é realmente Luís Fabiano. Centroavante titular da Seleção de Dunga, na Copa do Mundo da África do Sul, ele representa a segurança que não se sentiu com Alecsandro. Seria experiente o bastante para chegar e tomar para si a titularidade (mesmo que não possua características tão diferentes assim). Mas, imagine como será o 2011 da dupla Gre-Nal. O Grêmio em vias de trazer Ronaldinho Gaúcho, jogador eleito o melhor do Mundo pela Fifa, campeão mundial com a Seleção e europeu com o Barcelona. Já o Inter, buscando o camisa 9 que sucedeu Ronaldo Fenômeno na Seleção, colocou Adriano Imperador no banco e cansou de salvar a pele do treinador nas Eliminatórias para a Copa. Aliás, para quem não lembra, ambos já atuaram lado a lado com a camisa amarelinha (foto). A última vez ocorreu em 1º de abril de 2009. Na oportunidade, o Brasil bateu o Peru por 3 a 0, com dois gols de Fabiano. A partida aconteceu no Beira-Rio, em Porto Alegre. Isso quer dizer alguma coisa? Não sei, mas se tudo sair dentro dos conformes, muito provavelmente os dois vão se reencontrar - e, quem sabe, o Beira-Rio seja o palco novamente. Porém, desta vez, serão adversários.
Feliz Natal para gremistas e colorados. E um próspero, um fabuloso Ano Novo!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Boneco de Ronaldinho
Foto: Manu Fernandez/AP
Muito se fala em presente de Natal para a torcida gremista. E Ronaldinho Gaúcho de volta ao estádio Olímpico realmente seria um grande "regalo". Porém, o que mais preocupa é como o clube vai pagar o salário do jogador. Eleito o melhor do mundo pela Fifa em duas oportunidades, o meio-campista não aceita qualquer coisa. Apesar de estar zilhardário, ninguém é louco de atirar dinheiro no ralo (muito menos o irmão e empresário dele, Assis). Mas o Tricolor já pensa em campanhas de marketing, com vendas de camisas e bonecos, além de parcerias com empresários. Aliás, nem no poderoso Barcelona, Ronaldo escapou de "virar boneco" (foto) e ter a imagem explorada. No Grêmio, então, não teria razão para passar em branco. Mas uma frase do presidente Paulo Odone chama a atenção. Perguntado sobre como iria pagar o salário do jogador, Odone respondeu: "ele vai se pagar".
A aposta do dirigente é que o camisa 10 retorne para Porto Alegre simplesmente por amor à camisa. Pelo menos este foi o argumento utilizado para, praticamente, alijar Palmeiras e Flamengo da disputa. "Se for negociar com alguém, a preferência será do Grêmio"! A partir disso, o que se imagina é um contrato semelhante ao que fizeram Adriano, no Flamengo, e Ronaldo, no Corinthians. Porém, estes dois contribuíram brutalmente para os caixas dos clubes porque conquistaram, respectivamente, um Brasileirão e uma Copa do Brasil. E se Ronaldinho não der certo como atleta? Essa é uma hipótese que não pode ser descartada, pois desde que chegou de férias na capital gaúcha, Ronaldo é visto com copos de cerveja na mão, sempre em festas. Apesar disso, há quem diga que, mesmo abaixo do seu melhor, ele está acima de inúmeros camisas 10 do Brasil.
Com a contratação de Ronaldinho, o Grêmio entra na nova moda do futebol brasileiro. Antigos meros exportadores de jogadores, os clubes daqui estão repatriando medalhões agora. Até mesmo a manutenção de ídolos - inaugurada com o Santos, de Neymar - foi repetida pelo Tricolor Gaúcho. Victor e Jonas assinaram contratos de renovação, quando a tendência era vendê-los. Esta não é uma prática adotada pelo rival Inter, por exemplo. Porém, é uma atitude kamikaze. Sem vender ninguém, e ainda por cima contratando a peso de ouro, o Grêmio corre o risco de estourar o cofre. Isso se o velho camisa 10 não se pagar. Senão, Ronaldinho não passará de um verdadeiro boneco dentro de campo.
Muito se fala em presente de Natal para a torcida gremista. E Ronaldinho Gaúcho de volta ao estádio Olímpico realmente seria um grande "regalo". Porém, o que mais preocupa é como o clube vai pagar o salário do jogador. Eleito o melhor do mundo pela Fifa em duas oportunidades, o meio-campista não aceita qualquer coisa. Apesar de estar zilhardário, ninguém é louco de atirar dinheiro no ralo (muito menos o irmão e empresário dele, Assis). Mas o Tricolor já pensa em campanhas de marketing, com vendas de camisas e bonecos, além de parcerias com empresários. Aliás, nem no poderoso Barcelona, Ronaldo escapou de "virar boneco" (foto) e ter a imagem explorada. No Grêmio, então, não teria razão para passar em branco. Mas uma frase do presidente Paulo Odone chama a atenção. Perguntado sobre como iria pagar o salário do jogador, Odone respondeu: "ele vai se pagar".
A aposta do dirigente é que o camisa 10 retorne para Porto Alegre simplesmente por amor à camisa. Pelo menos este foi o argumento utilizado para, praticamente, alijar Palmeiras e Flamengo da disputa. "Se for negociar com alguém, a preferência será do Grêmio"! A partir disso, o que se imagina é um contrato semelhante ao que fizeram Adriano, no Flamengo, e Ronaldo, no Corinthians. Porém, estes dois contribuíram brutalmente para os caixas dos clubes porque conquistaram, respectivamente, um Brasileirão e uma Copa do Brasil. E se Ronaldinho não der certo como atleta? Essa é uma hipótese que não pode ser descartada, pois desde que chegou de férias na capital gaúcha, Ronaldo é visto com copos de cerveja na mão, sempre em festas. Apesar disso, há quem diga que, mesmo abaixo do seu melhor, ele está acima de inúmeros camisas 10 do Brasil.
Com a contratação de Ronaldinho, o Grêmio entra na nova moda do futebol brasileiro. Antigos meros exportadores de jogadores, os clubes daqui estão repatriando medalhões agora. Até mesmo a manutenção de ídolos - inaugurada com o Santos, de Neymar - foi repetida pelo Tricolor Gaúcho. Victor e Jonas assinaram contratos de renovação, quando a tendência era vendê-los. Esta não é uma prática adotada pelo rival Inter, por exemplo. Porém, é uma atitude kamikaze. Sem vender ninguém, e ainda por cima contratando a peso de ouro, o Grêmio corre o risco de estourar o cofre. Isso se o velho camisa 10 não se pagar. Senão, Ronaldinho não passará de um verdadeiro boneco dentro de campo.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Por um 2011 sem Grenais
Foto: Alexandre Lops
O primeiro Gre-Nal de 2011 está virando uma novela. Marcado para ser disputado em Rivera, a data não estaria agradando nem a gregos ou troianos. O Inter já evidenciou que colocará o time B no Gauchão, e o Grêmio estará em meio à disputa da Pré-Libertadores, contra o Liverpool. Por isso, já se especula que possa ser modificado o dia do jogo - ou até mesmo o local. Na verdade, esta é uma ótima notícia para os colorados. Ou melhor seria se nem existisse um Gre-Nal em 2011.
Digo isso porque o Internacional decidiu renovar o contrato do treinador por mais um ano. E, convenhamos, Celso Roth não é o homem mais indicado para dirigir uma equipe no maior clássico regional do Brasil. Os números comprovam: foram 6 vitórias, 8 empates e 7 derrotas. É bem verdade que foi dele a grande vitória de 5 a 2, dos colorados sobre os rivais. Mas isso em 1997, quando a carreira como treinador recém iniciava e ainda existia bigode na face. Ultimamente, ele é mais lembrado pela derrota de 4 a 1, em 2008, onde comandava o Grêmio (foto). Aliás, neste mesmo período, foi excomungado do estádio Olímpico por colecionar sete jogos sem sucessos contra o rival - quando foi demitido depois de perder o Gauchão, apesar de ter a melhor campanha da Libertadores. Enfim, para não achar que estou pegando no pé, tente lembrar a última vitória de Roth em grenais. Pois ela aconteceu há mais de 10 anos. Foi em 7 de outubro de 2000, quando o Grêmio venceu por 2 a 1. Foi neste jogo que Ronaldinho (naquela época ainda magro e sem o apelido de Gaúcho) anotou seu derradeiro gol em clássicos no Rio Grande do Sul.
E se mesmo depois de toda esta tese você ainda quiser apostar em Celso Roth para 2011, vá em frente. Mas, se fosse eu, realmente torceria para que não houvesse um Gre-Nal no ano que vem. Ainda mais na Libertadores, onde o Inter sonha em alcançar o tricampeonato. Reze para que os caminhos dos clubes não se cruzem no torneio continental. Ou você consegue imaginar Roth vencendo Renato Portaluppi, ídolo maior do Grêmio, em pleno estádio Olímpico, em uma semifinal? Pelo bem do Inter, peça ao Papai Noel por um 2011 sem Grenais. Se for gremista, é a sua vez de cantar "Fica, Celso Roth"!
O primeiro Gre-Nal de 2011 está virando uma novela. Marcado para ser disputado em Rivera, a data não estaria agradando nem a gregos ou troianos. O Inter já evidenciou que colocará o time B no Gauchão, e o Grêmio estará em meio à disputa da Pré-Libertadores, contra o Liverpool. Por isso, já se especula que possa ser modificado o dia do jogo - ou até mesmo o local. Na verdade, esta é uma ótima notícia para os colorados. Ou melhor seria se nem existisse um Gre-Nal em 2011.
Digo isso porque o Internacional decidiu renovar o contrato do treinador por mais um ano. E, convenhamos, Celso Roth não é o homem mais indicado para dirigir uma equipe no maior clássico regional do Brasil. Os números comprovam: foram 6 vitórias, 8 empates e 7 derrotas. É bem verdade que foi dele a grande vitória de 5 a 2, dos colorados sobre os rivais. Mas isso em 1997, quando a carreira como treinador recém iniciava e ainda existia bigode na face. Ultimamente, ele é mais lembrado pela derrota de 4 a 1, em 2008, onde comandava o Grêmio (foto). Aliás, neste mesmo período, foi excomungado do estádio Olímpico por colecionar sete jogos sem sucessos contra o rival - quando foi demitido depois de perder o Gauchão, apesar de ter a melhor campanha da Libertadores. Enfim, para não achar que estou pegando no pé, tente lembrar a última vitória de Roth em grenais. Pois ela aconteceu há mais de 10 anos. Foi em 7 de outubro de 2000, quando o Grêmio venceu por 2 a 1. Foi neste jogo que Ronaldinho (naquela época ainda magro e sem o apelido de Gaúcho) anotou seu derradeiro gol em clássicos no Rio Grande do Sul.
E se mesmo depois de toda esta tese você ainda quiser apostar em Celso Roth para 2011, vá em frente. Mas, se fosse eu, realmente torceria para que não houvesse um Gre-Nal no ano que vem. Ainda mais na Libertadores, onde o Inter sonha em alcançar o tricampeonato. Reze para que os caminhos dos clubes não se cruzem no torneio continental. Ou você consegue imaginar Roth vencendo Renato Portaluppi, ídolo maior do Grêmio, em pleno estádio Olímpico, em uma semifinal? Pelo bem do Inter, peça ao Papai Noel por um 2011 sem Grenais. Se for gremista, é a sua vez de cantar "Fica, Celso Roth"!
Assinar:
Postagens (Atom)






