Foto: Edu Andrade (Gazeta Press)
Entre os quatro semifinalistas da Taça Piratini, o Cruzeirinho, sem dúvida, era a maior zebra. Havia eliminado na semana passada o Internacional em pleno Beira-Rio (que preferiu utilizar sua equipe B, é verdade). Vacinado, o Grêmio resolveu mandar a campo o que tinha de melhor. Apesar do cansaço pela viagem de volta da Colômbia, Renato repetiu a escalação que enfrentou o Júnior em Barranquilla e despachou a zebrinha do Gauchão.
Mas neste trabalho de eliminação do Cruzeiro, o técnico teve a seu favor uma arma especial: Borges (foto). O camisa 9 foi autor de três gols na goleada de 4 a 2. Foi o responsável direto por manter o Cruzeiro sempre distante no placar. Quando o adversário, por exemplo, marcou o primeiro gol, Borges já havia balançado a rede duas vezes. Depois, quando o rival chegou de novo à goleira de Victor, o centroavante gremista tinha feito o terceiro através de uma penalidade sofrida por ele mesmo. No fim, com um a menos e entregue, o Cruzeiro sofreu o último de Gabriel, também de pênalti.
Agora, nem tudo é ouro no Olímpico. O placar ajuda a maquiar uma atuação deveras preocupante. Só para se ter uma ideia, os dois tentos do Cruzeirinho vieram de jogadas aéreas - sendo a primeira finalizada por Jô, um atleta com um metro e meio de altura. A zaga tricolor tem sérios problemas e, além disso, o meio-campo não está tão confiável assim. Carlos Alberto está sendo escalado muito mais pela confiança que o treinador deposita nele do que pela segurança em uma boa atuação. O interessante é que o Grêmio consegue, imediatamente, espantar o clima ruim que atingiu o vestiário após a derrota na Colômbia, pela Libertadores. E, depois que o Carnaval passar, o clube tem a chance de garantir o primeiro turno do Estadual - basta a arma antizebra de Renato funcionar novamente contra o Caxias.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
O ataque não foi a melhor defesa
Fotos: EFE
Durante toda a semana, Renato propagou que o Grêmio jogaria para a frente - independente de atuar fora de casa. Pois esbarrou na infelicidade de seus próprios jogadores e na pressão do adversário. Deixou para trás as duas goleadas consecutivas para voltar da Colômbia com uma derrota, de virada, por 2 a 1 para o Júnior de Barranquilla. Desta vez, o ataque não foi a melhor defesa (foto).
Bem que o início foi promissor. Logo com cinco minutos de partida, Borges complementou belo lançamento de Douglas e colocou o Tricolor na frente. Entretanto, quem apostava em um susto maior dos colombianos, deu com a cara na parede. Os donos de casa comprimiram o time gaúcho contra a defesa até empatar o marcador. Aliás, as apresentações de alguns atletas esteve muito abaixo do que se esperava. Gilson, André Lima, Paulão e Carlos Alberto não tiveram uma noite muito agradável. Nem mesmo o técnico Portaluppi, acostumado a acertar a mão, teve sucesso ao inventar Bruno Collaço como meio-campista. Apesar disso, o Grêmio teve suas oportunidades - como quando o zagueiro Rodolfo tentou acertar a goleira rival através de um chute da própria defesa. Mas enfim, o castigo é sempre o memso: como não fizeram, os gremistas tiveram de engolir a seco a virada.
E não adianta ir aos microfones reclamar por um pênalti não assinalado, ou por falta de acréscimos no segundo tempo. O Grêmio simplesmente perdeu e se perdeu. Além do mais, o resultado retira do torcedor o sonho de uma classificação segura na próxima rodada, em casa, contra o León. Resta buscar a recuperação no Campeonato Gaúcho, já neste fim de semana diante do Cruzeiro, para voltar a pensar na América novamente. Quem sabe com mais prudência desta vez.
Durante toda a semana, Renato propagou que o Grêmio jogaria para a frente - independente de atuar fora de casa. Pois esbarrou na infelicidade de seus próprios jogadores e na pressão do adversário. Deixou para trás as duas goleadas consecutivas para voltar da Colômbia com uma derrota, de virada, por 2 a 1 para o Júnior de Barranquilla. Desta vez, o ataque não foi a melhor defesa (foto).
Bem que o início foi promissor. Logo com cinco minutos de partida, Borges complementou belo lançamento de Douglas e colocou o Tricolor na frente. Entretanto, quem apostava em um susto maior dos colombianos, deu com a cara na parede. Os donos de casa comprimiram o time gaúcho contra a defesa até empatar o marcador. Aliás, as apresentações de alguns atletas esteve muito abaixo do que se esperava. Gilson, André Lima, Paulão e Carlos Alberto não tiveram uma noite muito agradável. Nem mesmo o técnico Portaluppi, acostumado a acertar a mão, teve sucesso ao inventar Bruno Collaço como meio-campista. Apesar disso, o Grêmio teve suas oportunidades - como quando o zagueiro Rodolfo tentou acertar a goleira rival através de um chute da própria defesa. Mas enfim, o castigo é sempre o memso: como não fizeram, os gremistas tiveram de engolir a seco a virada.
E não adianta ir aos microfones reclamar por um pênalti não assinalado, ou por falta de acréscimos no segundo tempo. O Grêmio simplesmente perdeu e se perdeu. Além do mais, o resultado retira do torcedor o sonho de uma classificação segura na próxima rodada, em casa, contra o León. Resta buscar a recuperação no Campeonato Gaúcho, já neste fim de semana diante do Cruzeiro, para voltar a pensar na América novamente. Quem sabe com mais prudência desta vez.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Que bola, tchê!
Foto: Alexandre Lops
O torcedor colorado encerrou 2010 pedindo por um volante raçudo e um centroavante que fizesse gols. A diretoria foi ao mercado europeu e trouxe dois argentinos. Porém, parece ter invertido as qualidades: um centroavante raçudo e um volante que mete gols. Mesmo assim, ninguém ousa reclamar. Graças a Bolatti (foto), o Inter construiu uma goleada de 4 a 0 sobre o Jaguares, e assumiu a liderança do grupo 6 da Libertadores.
A partida contra os mexicanos estava encardida - muito mais pelas deficiências vermelhas do que por qualquer sinal de perigo dos adversários. Guiñazu não sabia se defendia ou atacava, Nei era envolvido em contragolpes e Zé Roberto pouco municiava os avantes. Eis que o volante castelhano surge, através de duas bolas paradas, e sela o fim das dificuldades. Na segunda etapa, Damião e Oscar ainda balançaram as redes. Mas os holofotes eram todos de Bolatti.
Agora, o Colorado terá duas semanas para esfriar a cabeça, depois desta forte turbulência que enfrentou. Até entrar em campo novamente, Bolívar, Sóbis, Tinga e D'Alessandro poderão estar de volta do departamento médico. Seja para a estreia na Taça Farroupilha, ou para encaminhar a classificação diante do Jorge Wilstermann, Celso Roth terá todos os titulares à disposição (se nenhuma desgraça acontecer). Convenhamos, é um tempo precioso para ajeitar as abóboras na carruagem. Quem sabe após esta parada estratégica, o treinador deixe de ser vaiado por seus próprios méritos - ou erros.
O torcedor colorado encerrou 2010 pedindo por um volante raçudo e um centroavante que fizesse gols. A diretoria foi ao mercado europeu e trouxe dois argentinos. Porém, parece ter invertido as qualidades: um centroavante raçudo e um volante que mete gols. Mesmo assim, ninguém ousa reclamar. Graças a Bolatti (foto), o Inter construiu uma goleada de 4 a 0 sobre o Jaguares, e assumiu a liderança do grupo 6 da Libertadores.
A partida contra os mexicanos estava encardida - muito mais pelas deficiências vermelhas do que por qualquer sinal de perigo dos adversários. Guiñazu não sabia se defendia ou atacava, Nei era envolvido em contragolpes e Zé Roberto pouco municiava os avantes. Eis que o volante castelhano surge, através de duas bolas paradas, e sela o fim das dificuldades. Na segunda etapa, Damião e Oscar ainda balançaram as redes. Mas os holofotes eram todos de Bolatti.
Agora, o Colorado terá duas semanas para esfriar a cabeça, depois desta forte turbulência que enfrentou. Até entrar em campo novamente, Bolívar, Sóbis, Tinga e D'Alessandro poderão estar de volta do departamento médico. Seja para a estreia na Taça Farroupilha, ou para encaminhar a classificação diante do Jorge Wilstermann, Celso Roth terá todos os titulares à disposição (se nenhuma desgraça acontecer). Convenhamos, é um tempo precioso para ajeitar as abóboras na carruagem. Quem sabe após esta parada estratégica, o treinador deixe de ser vaiado por seus próprios méritos - ou erros.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Isso já foi final de Libertadores
Fotos: Antônio Lacerda (EFE) e José Doval (ZH)
Assim como Barranquilla irá respirar pólvora um dia depois. O Júnior não é o Nacional nem de longe. Não foi campeão da América como o adversário de 16 anos atrás, não possui nomes fortes como Aristizábal ou Higuita em seu elenco, mas serve para que o gremista lembre da sua história. Na hora de bater um pênalti, por exemplo, que a rede estufe com um horrendo chute no meio das traves. Mas que seja gol! - assim como Dinho (foto à direita) fez naquela final. Depois de um resultado positivo, Rochemback não erguerá nenhum troféu, ou será chamado de Capitão América, mas poderá voltar orgulhoso para a casa. Serão jogos para o Rio Grande do Sul relembrar que seus maiores clubes são bicampeões e, por isso, buscam o tri neste ano.
Jaguares? Junior de Barranquilla? À primeira vista nomes como este não metem medo nas torcidas colorada ou gremista. No entanto, podemos passear pelo passado e chegar à conclusão de que isso já foi final de Libertadores. Nesta quarta-feira, por exemplo, os mexicanos visitam o estádio Beira-Rio a fim de estragar a festa vermelha - assim como o Chivas tentou fazer no ano passado. Na quinta-feira, o Grêmio pisa em solo colombiano querendo reviver os gloriosos tempos em que Felipão comandou o título sobre o Nacional de Medellín em 1995.
Menos de um ano depois os colorados vão ter a chance de reviver o clima do título conquistado sobre o México. A situação é totalmente diferente: o Jaguares é um clube menos tradicional que aquele Chivas, menos perigoso também, e não está em jogo nenhuma taça no armário. Porém, vencer é uma questão de honra. Principalmente para o treinador Celso Roth, que vem colocando sua cabeça a prêmio a cada partida. Leandro Damião (foto acima) poderia repetir a disparada que simbolizou o último gol daquela noite vitoriosa. Tal atitude ajudaria a esquecer que nem o capitão Bolívar, o talismã Sóbis, ou o craque D'Alessandro estarão ausentes. Realmente, Porto Alegre terá uma decisão.
Assim como Barranquilla irá respirar pólvora um dia depois. O Júnior não é o Nacional nem de longe. Não foi campeão da América como o adversário de 16 anos atrás, não possui nomes fortes como Aristizábal ou Higuita em seu elenco, mas serve para que o gremista lembre da sua história. Na hora de bater um pênalti, por exemplo, que a rede estufe com um horrendo chute no meio das traves. Mas que seja gol! - assim como Dinho (foto à direita) fez naquela final. Depois de um resultado positivo, Rochemback não erguerá nenhum troféu, ou será chamado de Capitão América, mas poderá voltar orgulhoso para a casa. Serão jogos para o Rio Grande do Sul relembrar que seus maiores clubes são bicampeões e, por isso, buscam o tri neste ano.terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Aprendendo com o rival
Foto: Paulo Franken (ZH)
Tudo bem que Inter e Grêmio são rivais, mas não precisam tomar posições tão extremas. No Olímpico, Renato Portaluppi não abre mão de dois atacantes, enquanto o Inter utiliza apenas um desde o ano passado. No Beira-Rio, Celso Roth só entra em campo se estiver com três volantes na equipe. Já os gremistas podem ter mais uma vez somente um jogador nesta função. Não é necessário estar abraçado ao oito ou ao oitenta. Os treinadores podem olhar para o arquirrival e escolher um meio termo.
A estreia do Grêmio na fase de grupos da Libertadores teve um meio-campo bastante ofensivo. Carlos Alberto, Lúcio e Douglas tinham a função de avançar e municiar os atacantes. A Fábio Rochemback (na foto com a camisa do Inter) coube a função de resguardar a defesa. Um time "alegrinho", como costuma se dizer no Rio Grande do Sul. Porém, ninguém ousa criticar Renato, até mesmo pelo resultado contra o Oriente Petrolero. Contudo, o jogo desta quarta-feira pede mais prudência ao treinador. Não há mal nenhum iniciar a partida com Adílson na segunda função do meio, deixando Carlos Alberto para o segundo tempo.
Em Porto Alegre, o Internacional vive maus momentos para encarar o Jaguares. A estreia com um empate diante do Emelec, mesmo tendo sido fora de casa, deixa o time com um compromisso de vitória. Apesar disso, Roth manterá o trio de volantes: Bolatti, Matias e Guiñazu. Para aumentar ainda mais o temor da torcida, D'Alessandro, lesionado, é desfalque certo. Se Tinga (na foto com a camisa do Grêmio) não estivesse entregue ao departamento médico, certamente seria o escolhido para substituir o argentino. Então, o meia Oscar pode aparecer no time titular. Entretanto, os torcedores pedem para que Celso seja picado pelo mesmo mosquito de Renato, e atire a equipe para o ataque. Uma dupla formada por Cavenaghi e Leandro Damião seria o mais ousado (assim como Borges e André Lima vêm atuando no Olímpico). Está na hora dos treinadores da dupla aprenderem mais um com o outro.
Tudo bem que Inter e Grêmio são rivais, mas não precisam tomar posições tão extremas. No Olímpico, Renato Portaluppi não abre mão de dois atacantes, enquanto o Inter utiliza apenas um desde o ano passado. No Beira-Rio, Celso Roth só entra em campo se estiver com três volantes na equipe. Já os gremistas podem ter mais uma vez somente um jogador nesta função. Não é necessário estar abraçado ao oito ou ao oitenta. Os treinadores podem olhar para o arquirrival e escolher um meio termo.
A estreia do Grêmio na fase de grupos da Libertadores teve um meio-campo bastante ofensivo. Carlos Alberto, Lúcio e Douglas tinham a função de avançar e municiar os atacantes. A Fábio Rochemback (na foto com a camisa do Inter) coube a função de resguardar a defesa. Um time "alegrinho", como costuma se dizer no Rio Grande do Sul. Porém, ninguém ousa criticar Renato, até mesmo pelo resultado contra o Oriente Petrolero. Contudo, o jogo desta quarta-feira pede mais prudência ao treinador. Não há mal nenhum iniciar a partida com Adílson na segunda função do meio, deixando Carlos Alberto para o segundo tempo.
Em Porto Alegre, o Internacional vive maus momentos para encarar o Jaguares. A estreia com um empate diante do Emelec, mesmo tendo sido fora de casa, deixa o time com um compromisso de vitória. Apesar disso, Roth manterá o trio de volantes: Bolatti, Matias e Guiñazu. Para aumentar ainda mais o temor da torcida, D'Alessandro, lesionado, é desfalque certo. Se Tinga (na foto com a camisa do Grêmio) não estivesse entregue ao departamento médico, certamente seria o escolhido para substituir o argentino. Então, o meia Oscar pode aparecer no time titular. Entretanto, os torcedores pedem para que Celso seja picado pelo mesmo mosquito de Renato, e atire a equipe para o ataque. Uma dupla formada por Cavenaghi e Leandro Damião seria o mais ousado (assim como Borges e André Lima vêm atuando no Olímpico). Está na hora dos treinadores da dupla aprenderem mais um com o outro.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Mais uma vaga para os volantes
Foto: Diego Guichard (Clicesportes)
Os volantes do Beira-Rio estão em festa! O técnico Celso Roth anunciou que para o jogo contra o Jaguares, na próxima quarta-feira, será mantido o esquema com três homens da mesma posição. Pois agora, quem sabe, um quarto elemento pode aparecer nesta escalação. O meia D'Alessandro machucou-se no treino dominical e a previsão inicial é de que pare por, no mínimo, três semanas. E então, será que o treinador vai recuar ainda mais a equipe? O meio-campo "ideal" para esta situação teria Bolatti, Matias, Guiñazu e Glaydson (ou ainda Tinga, que vem se recuperando de lesão). Acredito que Roth não seja incapaz de tamanho sacrilégio, mas a piada já começa a ganhar força.
A saída natural seria escalar Andrezinho, o único camisa 10 que se dispõe no banco de reservas. Ainda, poderia improvisar Zé Roberto como armador, escalando, enfim, dois atacantes natos na frente: Damião e Cavenaghi. Oscar poderia ser um coelho na cartola, mas o atleta está desfrutando as férias depois de ter servido à Seleção Brasileira Sub-20. Enfim, a zica é grande para a torcida vermelha. O que já era ruim, ficou ainda pior.
Mas quem pensa que a situação é irremediável, pode recorrer à medida do ex-presidente Vitório Piffero: as coincidências. Em 2010 (quando conquistou o bi da Libertadores), D'Alessandro ficou de fora das primeiras partidas do Colorado na competição continental. Com uma fratura no rosto, ocasionada em um enfrentamento contra o Juventude pelo Gauchão, o argentino não esteve presente, por exemplo, na estreia do time contra o Emelec, no Beira-Rio. Depois, retornaria à titularidade, sendo um dos destaques do torneio. A torcida espera que o mal venha para o bem e que a dose se repita. Só isso motiva os colorados. Agora, o mais estranho de tudo é que a comissão técnica tenha poupado tanto seus titulares, utilizando equipe de juvenis no Campeonato Gaúcho, e veja seu melhor jogador se lesionar nos treinamentos. Que baita azar!
Os volantes do Beira-Rio estão em festa! O técnico Celso Roth anunciou que para o jogo contra o Jaguares, na próxima quarta-feira, será mantido o esquema com três homens da mesma posição. Pois agora, quem sabe, um quarto elemento pode aparecer nesta escalação. O meia D'Alessandro machucou-se no treino dominical e a previsão inicial é de que pare por, no mínimo, três semanas. E então, será que o treinador vai recuar ainda mais a equipe? O meio-campo "ideal" para esta situação teria Bolatti, Matias, Guiñazu e Glaydson (ou ainda Tinga, que vem se recuperando de lesão). Acredito que Roth não seja incapaz de tamanho sacrilégio, mas a piada já começa a ganhar força.
A saída natural seria escalar Andrezinho, o único camisa 10 que se dispõe no banco de reservas. Ainda, poderia improvisar Zé Roberto como armador, escalando, enfim, dois atacantes natos na frente: Damião e Cavenaghi. Oscar poderia ser um coelho na cartola, mas o atleta está desfrutando as férias depois de ter servido à Seleção Brasileira Sub-20. Enfim, a zica é grande para a torcida vermelha. O que já era ruim, ficou ainda pior.
Mas quem pensa que a situação é irremediável, pode recorrer à medida do ex-presidente Vitório Piffero: as coincidências. Em 2010 (quando conquistou o bi da Libertadores), D'Alessandro ficou de fora das primeiras partidas do Colorado na competição continental. Com uma fratura no rosto, ocasionada em um enfrentamento contra o Juventude pelo Gauchão, o argentino não esteve presente, por exemplo, na estreia do time contra o Emelec, no Beira-Rio. Depois, retornaria à titularidade, sendo um dos destaques do torneio. A torcida espera que o mal venha para o bem e que a dose se repita. Só isso motiva os colorados. Agora, o mais estranho de tudo é que a comissão técnica tenha poupado tanto seus titulares, utilizando equipe de juvenis no Campeonato Gaúcho, e veja seu melhor jogador se lesionar nos treinamentos. Que baita azar!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
99 km/h
Foto: Lucas Uebel
Literalmente, do início ao fim, o Grêmio foi superior ao Ypiranga nas quartas-de-final da Taça Piratini. O cronômetro marcava pouco mais de um minuto e André Lima (camisa 99 na foto) já balançava as redes. Depois, nos acréscimos da segunda etapa, o Tricolor encerrou a goleada de 5 a 0. Com muitos méritos, está na semifinal do Campeonato Gaúcho e enfrentará o Cruzeirinho de Porto Alegre. Aliás, graças a este clube, o Grêmio construiu a vitória deste domingo.
O adversário do próximo final de semana ocasionou a eliminação precoce do Internacional, vencendo em pleno Beira-Rio no sábado. Isso porque o time colorado não era o mais capacitado, e sim a equipe B, com jogadores de base. Vacinado, o Grêmio entrou em campo disposto a patrolar o inimigo. Renato armou o mesmo esquema tático ofensivo que vem se destacando desde o ano passado, utilizando força máxima, e assim conseguiu dar mais um firme passo rumo ao título estadual.
Tendo como exemplo a nova numeração do centroavante André Lima, o Grêmio foi a 99 km/h para cima do adversário e, somente no primeiro tempo, o placar apontava 3 a 0. Inclusive, o próprio André Lima (o "guerreiro imortal") foi o principal protagonista fazendo dois gols. Depois, Douglas e Borges deram ainda mais tranquilidade ao confronto. E, por fim, o clube ainda achou tempo para lançar mais uma novidade das categorias de base. Diferentemente do arquirrival, o meia-atacante Leandro foi chamado sem compromisso algum e, mesmo assim, tampou o caixão do Ypiranga, fazendo o quinto e último gol sobre o Ypiranga. Agora, o torcedor que já tinha motivos para acreditar num excelente 2011, começa a comprar champagne e foguetes.
Literalmente, do início ao fim, o Grêmio foi superior ao Ypiranga nas quartas-de-final da Taça Piratini. O cronômetro marcava pouco mais de um minuto e André Lima (camisa 99 na foto) já balançava as redes. Depois, nos acréscimos da segunda etapa, o Tricolor encerrou a goleada de 5 a 0. Com muitos méritos, está na semifinal do Campeonato Gaúcho e enfrentará o Cruzeirinho de Porto Alegre. Aliás, graças a este clube, o Grêmio construiu a vitória deste domingo.
O adversário do próximo final de semana ocasionou a eliminação precoce do Internacional, vencendo em pleno Beira-Rio no sábado. Isso porque o time colorado não era o mais capacitado, e sim a equipe B, com jogadores de base. Vacinado, o Grêmio entrou em campo disposto a patrolar o inimigo. Renato armou o mesmo esquema tático ofensivo que vem se destacando desde o ano passado, utilizando força máxima, e assim conseguiu dar mais um firme passo rumo ao título estadual.
Tendo como exemplo a nova numeração do centroavante André Lima, o Grêmio foi a 99 km/h para cima do adversário e, somente no primeiro tempo, o placar apontava 3 a 0. Inclusive, o próprio André Lima (o "guerreiro imortal") foi o principal protagonista fazendo dois gols. Depois, Douglas e Borges deram ainda mais tranquilidade ao confronto. E, por fim, o clube ainda achou tempo para lançar mais uma novidade das categorias de base. Diferentemente do arquirrival, o meia-atacante Leandro foi chamado sem compromisso algum e, mesmo assim, tampou o caixão do Ypiranga, fazendo o quinto e último gol sobre o Ypiranga. Agora, o torcedor que já tinha motivos para acreditar num excelente 2011, começa a comprar champagne e foguetes.
Assinar:
Postagens (Atom)






