quinta-feira, 30 de junho de 2011

O homem que substituiu Renato e virou ídolo do Grêmio

Foto: Sílvio Ávila (Agência RBS)

Não durou um ano a passagem de Renato Portaluppi como técnico do Grêmio. Maior ídolo da história do clube, o ex-camisa 7 chegou ao Estádio Olímpico para comandar o vestiário em 10 de agosto de 2010. Tirou o time da zona do rebaixamento para classificá-lo a Libertadores. Neste ano, porém, a máquina não engrenou. Nos últimos cinco jogos pelo Brasileirão, por exemplo, conquistou apenas dois pontos. Nesta quarta-feira, um emapte em casa com o lanterna Avaí culminou com o pedido de demissão do treinador.

Já se falam nos nomes que podem substituir Renato no cargo. Cuca, Celso Roth e Adílson Batista foram os primeiros a surgir. Porém, vale lembrar a primeira saída de Portaluppi. Sim, em 1987 o ídolo também abandonou Porto Alegre. Daquela vez foi definitiva. Negociado com o Flamengo, Renato foi para o Rio de Janeiro, para se transformar no Renato Gaúcho e conquistar o Brasileirão daquele ano. Aqui, no Grêmio, foi substituído por um desconhecido Jorge Veras (foto).

Contratado junto ao Criciúma, Veras tinha a dificílima missão de substituir o herói de Tóquio. Aos poucos, dobrou a desconfiança do torcedor para se transformar no "Homem Gre-Nal". O atacante não só estreou em um clássico como fez os gols da vitória por 2 a 1 sobre o rival Inter. Depois, marcaria mais, dando inclusive o título gaúcho daquele ano. Enfim, hoje Jorge Veras é treinador nas categorias de base do Fortaleza (CE). Não é o nome ideal para substituir Renato Portaluppi, mas é o melhor exemplo de que existe vida sem o eterno "camisa 7".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A crise não é aqui

Foto: Cristiano Andujar (Futura Press)

É verdade que, neste Brasileirão, a campanha até aqui da dupla Gre-Nal não é das melhores. Bem que eles poderiam estar melhores postados na tabela, alçando voos maiores. Porém, neste meio de semana, surge uma oportunidade de ouro para se recuperar no campeonato. Até porque, os adversários não são tão ameaçadores - Avaí e Atlético-MG (foto). Aliás, se analisarmos os momentos dos oponentes, dá para dizer que a crise nem está aqui em Porto Alegre.

Veja os avaianos, rivais do Grêmio nesta quarta-feira. O time catarinense simplesmente figura na última posição, com apenas um ponto conquistado e tem a pior defesa, com 18 gols sofridos. Estamos recém na 6ª rodada e já é possível decretar que este é um dos clube que cairá para a Série B. Além do mais, o Tricolor terá os retornos de Leandro e André Lima, podendo até mesmo contar com a estreia de Miralles. É hora de atropelar dentro de casa!

Já o Internacional não pode ser tão otimista assim, pois os colorados encaram os atleticanos em Minas Gerais, na quinta-feira. Mas, veja bem, o mesmo 4 a 1 que alegrou o time vermelho na última rodada contra o Figueirense, foi o placar do jogo entre Flamengo e Atlético-MG. Contudo, a favor dos cariocas. O clube mineiro, que já esteve no topo da tabela, agora experimenta uma queda livre. Fala-se inclusive em uma possível crise entre jogadores e o técnico Dorival Júnior. Momento perfeito para o Colorado fazer a festa na Arena do Jacaré. Quem sabe não está aí a hora da dupla espantar de vez a crise?!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Narciso não pode aparecer no Rio Guaíba

Foto: AFP

A queda do River Plate (foto) para a segunda divisão do Campeonato Argentino merece ser olhada com atenção pela dupla Gre-Nal. Não precisa ser tão passional como D'Alessandro, um torcedor de coração que sentiu enormemente o rebaixamento. O ideal seria observar os mínimos detalhes do Rio da Prata e impedir que eles se repitam pelo Guaíba. Pois o River enxergou o reflexo de Narciso no Prata.

Como pode o maior campeão nacional não disputar a elite do futebol argentino? Isso prova que se apoiar sobre a história nem sempre mantém um clube de pé. É necessário vencer no presente. E quando os dirigentes colorados exaltam o título de "Campeão de Tudo" estão caindo na mesma armadilha. Ou quando os gremistas recorrem à imortalidade, por exemplo.

E a torcida "millionária", onde está neste momento? Bom, depois de ter quebrado e saqueado tudo ao redor do Monumental de Nuñez, deve estar em casa envergonhada. Nem o fanatismo salvou o River do fiasco. Portanto, Popular e Geral também não salvarão Inter e Grêmio de más administrações. E ainda ouço o técnico Renato dizendo que a campanha tricolor no Brasileirão é muito boa. Ou que o Beira-Rio tem o melhor plantel do país. Aprendam com o River enquanto há tempo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Deu à (falta de) luz

Fotos: Lucas Uebel (Vipcomm) e Agência Lance

A luz foi protagonista na rodada deste final de semana para a dupla Gre-Nal. No caso do Grêmio, a falta dela. Um legítimo apagão deixou o time às escuras, culminando em mais uma derrota no Brasileirão - desta vez de 2 a 1 frente ao Botafogo. No Inter, sobrou iluminação. As ideias de Falcão finalmente deslancharam do papel para a prática e revelaram os 4 a 1 sobre o Figueirense.

Aliás, esta goleada é vista pelos colorados como a arrancada para uma nova fase. É como se o time tivesse dado à luz a um filho. Uma vitória em casa, que neste campeonato ainda não havia aparecido. Até mesmo Ricardo Goulart (foto acima) deixou sua marca nas redes catarinenses. Agora, o primor mesmo ficou por conta da dupla Oscar e D'Alessandro. Não se pode conceber que ambos deixem de atuar juntos por opção do treinador. Isso jamais!

Mas se sobrou luz ao Inter, faltou ao Grêmio. Lins atuou solitário no ataque, tal qual a estrela do escudo botafoguense. Lesão de Marquinhos, expulsão de Fernando (foto à direita), tudo corroborou para que o resultado fosse negativo. E, ainda por cima, ao final do jogo, o técnico Renato resolveu classificar a campanha tricolor como "muito boa". Eu acho que a escuridão atingiu as vistas do treinador gremista.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Entrelinhas

Foto: Fabiano do Amaral (Correio do Povo)

O treino do Grêmio nesta quinta-feira foi o mais vergonhoso a que assisti. Atuando contra uma equipe juvenil, o time profissional suou a camisa, passou dificuldades e chegou a ser vaiado pelos torcedores que apareceram no Estádio Olímpico. O principal alvo dos murmúrios era o atacante Lins (foto). Pois afinal de contas, por que o técnico Renato Portaluppi insiste em manter este jogador em campo? Chegou a testar uma formação em que ele era o único avante! Somente uma percepção explica isso.

Renato vive chorando por "cascudos". Não cansa de somar as idades de seus atacantes e dizer que, ambos, não passam dos 40 anos. Portanto, é simples! O comandante escala o atacante para escancarar a escassez que toma conta do Grêmio. É como se apontasse uma arma para a cabeça da direção tricolor, obrigando-a a apertar o gatilho. Neste final de semana, contra o Botafogo, fora de casa, Lins estará em campo mais uma vez. Até quando o jogador terá de se submeter a este constrangimento?

Aliás, constrangida também está a torcida do Internacional. Há cinco jogos sem vencer dentro de casa, os colorados têm até medo de ir até o Beira-Rio. Neste domingo, contra o Figueirense, terão mais uma prova de fogo. Aliás, por que o Inter não consegue bater ninguém. O problema não pode ser a falta de reforços, pois tem elenco de qualidade. A única justificativa é se os próprios jogadores não querem vencer para mostrar à torcida que nem sempre ídolo pode ser treinador.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

E se Cavenaghi vestisse tricolor?

Foto: Ricardo Duarte (ClicRBS)

Quase cinco meses depois de chegar ao Estádio Beira-Rio, Fernando Cavenaghi (foto) se apresentou ao presidente Giovanni Luigi e pediu demissão. Em sua passagem pelo Internacional, o atacante jogou 15 partidas e anotou somente dois gols. Muito pouco para toda a pompa que recebeu o argentino no Aeroporto Salgado Filho naquele 31 de janeiro. E agora, para onde vai o jogador?

O interessante é que a saída do atleta acontece no mesmo dia em que o vice de futebol do Grêmio, Antônio Vicente Martins, lamenta as dificuldades para contratar. Não seria Cavenaghi uma opção no mercado? À primeira vista, a proposta parece uma piada, mas pior do que Júnior Viçosa e Lins certamente ele não é. Além do mais, poderia formar uma dupla de ataque castelhana com Miralles, como gosta a torcida tricolor.

Resta saber se o técnico Renato Portaluppi aprova a transação. O comandante já revelou que prefere trabalhar com jogadores brasileiros. Mas, como Vicente escancarou nesta quarta-feira que Renato não apita nada, caberá à direção decidir se Cavenaghi vestirá ou não a camisa tricolor. Se não quiser, segue a busca por Paredes, Cañete e outros.

Renovar é questão de saúde

Foto: Vipcomm

Todos os clubes querem ter um grupo de jogadores experientes e campeões em seu elenco. Enquanto o Grêmio corre atrás de atletas com este perfil, o Internacional os tem no vestiário. Muitos no Beira-Rio são campeões, até bicampeões, da Libertadores da América. Isso deveria ser bom, mas está fazendo mal. Por isso eu digo: para o Inter, renovar é uma questão de saúde.

Literalmente de saúde. O zagueiro Rodrigo (foto), que vinha sendo titular ao lado de Bolívar, teve diagnosticada um quadro de embolia pulmonar, e ficará afastado dos gramados por um período de 90 a 180 dias. Com isso, quem assume a titularidade é o jovem Juan. Porém, ele irá se apresentar à Seleção Sub-20 no próximo mês, e o Colorado sequer pensou em pedir dispensa para tê-lo durante o Brasileirão. Isso porque ainda conta com Índio, multicampeão, sentado no banco de reservas. Esta situação, definitivamente, não é salutar.

Claro que é melhor ter jogadores em demasia do que nem tê-los. Mas o que dizer da situação de Muriel, que aguardou dois ou três anos para mostrar seu valor. Agora, com Renan voltando para a Espanha, parece que o jovem goleiro será efetivado como titular. E quando Sobis sair, não existe ninguém nas categorias de base capaz de suprir sua ausência? Amigos, o Inter vai morrer de velho.