sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ladeira abaixo sem freio

Que péssimo momento o do Grêmio! Não bastassem os maus resultados dentro de casa e a fraca campanha no Brasileirão, o time de Julinho Camargo observa à frente um adversário dificílimo para o final de semana. Simplesmente o Flamengo, único time invicto do campeonato. Aliás, dá para dizer que o Rubro-Negro carioca é a sensação do país neste ano. Sob a batuta de Ronaldinho Gaúcho (foto), o time recebeu o apelido de "Bonde do Mengão sem freio". E, pasme, perdeu apenas um jogo em 2011.

Para piorar a perspectiva do Tricolor, que vem de um empate em casa contra o modesto América-MG, o duelo deste sábado acontece no Rio de Janeiro. Podemos dizer que o quadro não é nada animador, mas é a hora perfeita para reagir. Qual gremista não quer se vingar de Ronaldinho? Voltar com os três pontos do Engenhão poderia valer uma sobrevida no campeonato. Do contrário, podemos chamar o time de Julinho Camargo de "Ladeira abaixo sem freio".

E aí, quem pode ultrapassar o Grêmio na classificação é o Atlético-GO. Quem diria! O Rubro-Negro de Goiás vem de uma vitória animadora em cima do Cruzeiro e, agora, encara o Internacional, no Estádio Beira-Rio. Portanto, para não despencar ainda mais na tabela, é melhor o gremista torcer para o arquirrival. O problema é que até nisso ele pode dar azar. O interino Osmar Loss terá de recorrer às categorias de base para montar um time muito desfalcado, sem Bolívar, Guiñazu, Zé Roberto e Damião. Que fase!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Resultados iguais, sensações diferentes

Fotos: Alexandre Lops (Inter) e Lucas Uebel (Grêmio)

Inter e Grêmio obtiveram resultados iguais nesta quarta-feira. Os colorados, lá na Alemanha, ficaram no empate por 2 a 2 com o Milan. Já os tricolores, aqui em Porto Alegre, não sairam do 1 a 1 diante do América-MG. Fosse tudo um campeonato por pontos corridos, a dupla Gre-Nal teria somado apenas dois pontos em conjunto. Mas, considerando as proporções, um lado sai radiante, enquanto o outro raivoso. Sensações completamente diferentes.

Primeiro porque o empate do Inter não foi contra qualquer time, mas um Milan titular. Nada mais, nada menos do que Alexandre Pato, Ibrahimovic e Robinho estavam do lado oposto do campo. É verdade que a Copa Audi era um torneio amistoso, e ainda por cima valia um terceiro lugar. Mesmo assim, os gols marcados por Damião e D'Alessandro e a vitória nos pênaltis, muito por conta do goleiro Renan (foto acima), valeram como uma medalha de ouro olímpica. Enfim, empate que teve gosto de vitória.

E o que dizer do Grêmio, então? Os comandados de Julinho Camargo encararam o modesto América-MG, que figura na zona do rebaixamento há várias rodadas. Ao contrário do arquirrival, esta partida valia pontos e classificação no Brasileirão. O time chegou a sair perdendo, mesmo atuando dentro de casa. Conseguiu um empate num gol estranhíssimo de Miralles (foto à direita). Mas saiu vaiado de campo. Até porque o resultado foi longe do que se esperava. Um empate com gosto de derrota.

terça-feira, 26 de julho de 2011

(In) experiência a mais

Foto: Christof Stache (AFP)

O reencontro com o Barcelona não foi como os colorados esperavam. Não teve um gol salvador do jogador mais contestado, mesmo que Nei tenha balançado as redes. Não teve a redenção do artilheiro Leandro Damião, como os últimos minutos da partida deram brecha para se imaginar. Muito menos ocorreu o brilho da estrela de Muriel na disputa por pênaltis. Ele foi ofuscado pelos desperdícios. E assim, quem levou a melhor foi o clube catalão.

Mas grande parte da explicação pela derrotada colorada nesta terça-feira passa pelo time que terminou o duelo em campo (foto). Não se pode pensar em derrotar o Barcelona com Rodrigo Moledo, Zé Mário, Ricardo Goulart, João Paulo e Lucas Roggia - mesmo que os espanhóis também não tivessem a formação titular. A diferença é que os garotos do Barça estão acostumados a grandes jogos. Já, para os gaúchos, falou mais alto a inexperiência.

Porém, nem tudo é de se jogar fora. Se contra o Barcelona não deu certo (e digamos que contra o Milan, na disputa do terceiro lugar, venha uma nova derrota), a Copa Audi não simboliza outra coisa senão um acréscimo de experiência aos jovens da base do Beira-Rio. É como se tivessemos voltando no tempo e assistindo a Rafael Sobis naqueles confrontos da Sul-Americana contra o Boca Juniors. É uma aposta para o futuro.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quem apanha jamais esquece

Foto: Shizuo Kambayashi (AP)

Nesta terça-feira, o Internacional estreia na Copa Audi - torneio na Alemanha que contará com três gigantes do futebol mundial. O Colorado dos pampas terá de provar mais uma vez que pode ser heróico. Aliás, terá de provar. Na entrevista de apresentação, nesta segunda, os treinadores de Milan e Bayern de Munique, outros dois participantes, se referiram ao clube gaúcho como "Porto Alegre". Ou seja, diminuíram o time de D'Alessandro da internacionalidade que o nome propõe para simplesmente a capital do Rio Grande do Sul. Resta aos colorados comprovar o contrário a partir de agora.

Treinadores alemães, italianos e até mesmo africanos podem diminuir e chamar o Inter como quiserem. No entanto, um cidadão em especial não poderá fazê-lo: Victor Valdés, camisa 1 do Barcelona. Pois justamente o goleiro do clube catalão, que sofreu o gol de Adriano Gabirú (foto), na final do Mundial de 2006, terá a missão de barrar a estreia colorada. Outros remanescentes ainda estarão lá, como Puyol, Xavi e Iniesta. Estes, sem dúvidas, não diminuirão o Inter, e é com eles que o time gaúcho mais terá de se cuidar, pois quem apanha jamais esquece.

Do lado brasileiro, nenhum campeão mundial entrará em campo. O zagueiro Índio, único capaz de se vangloriar do feito, permaneceu em Porto Alegre, recuperando uma lesão muscular. Assim, todo o time tem a missão de mostrar ao resto da Europa que o título de cinco anos atrás não foi um acaso.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um belo recomeço

Foto: Alexandre Lops (Inter)

Até parece que a quinta-feira havia sido desenhada para o Inter dar a volta por cima. Depois de todo o turbilhão que atingiu o Estádio Beira-Rio, o time colorado foi à Santa Catarina e bateu o Avaí por 3 a 1. Agora, o melhor nem é este. A maior importância fica no recomeço simbólico que o dia proporcionou.

Fernandão, ídolo da história recente do clube, voltou a acompanhar as delegações em viagem. Não mais como jogador, mas como diretor de futebol. E foi pé quente! Viu de perto Andrezinho (foto, com camisa 17) sair do banco de reservas, mostrando estar totalmente recuperado da fissura na fíbula. Aliás, não fosse o velho talismã colorado, o time voltaria a Porto Alegre com um mau resultado. Foi Andrezinho quem anotou o gol do empate, ajudando a construir posteriormente os outros dois, que viriam a ser marcados por Leandro Damião e D'Alessandro. Que grande atuação, que grande recomeço!

Mas os avaianos já são passado. Na próxima semana, o duelo vermelho será a alguns patamares acima. Nada menos do que o Barcelona será o oponente, na estreia do Inter na Copa Audi. O mesmo Barcelona encarado naquela decisão mundial de 2006. É ou não é uma bela maneira de recomeçar o caminho das vitórias?

Quem não tem cão, caça como gato

Foto: Gremio.net

O Grêmio colocou em prática aquele velho ditado: "Quem não tem cão, caça com gato". A intenção era voltar de Florianópolis com três pontos na bagagem. Enfim, a atuação não foi das melhores. O time penou e, se não fosse o goleiro Marcelo Grohe (foto), que pegou pênalti nos últimos minutos da partida, até mesmo uma derrota poderia ter vindo. Então, dentro deste quadro, dá para se dizer que o resultado não foi dos piores.

Claro, o melhor seria a vitória, mas o empate foi quase um alívio para quem esteve à beira de perder para o Figueirense. Entretanto, no jogo desta quarta, ficou uma observação: Grohe merece continuar como titular. Aliás, neste ano, ele não comprometeu em nenhum momento, nem nos Grenais do Gauchão. Toda vez que Victor foi convocado para a Seleção Brasileira, Grohe se agigantou. Então, por merecimento, que se mantenha quem vive o melhor momento. Esta é a prova viva de que nem sempre é melhor caçar com cachorro mesmo.

O mesmo provérbio servirá para os colorados. Quem diz que Osmar Loss, o interino, não poderá assumir o comando técnico da equipe vermelha? Para isso, basta o Internacional superar o Avaí, nesta quinta-feira. Afinal de contas, muito mais do que um treinador, Falcão era o ídolo da torcida. Para este papel, Fernandão foi contratado. Agora é resolver se Loss é o felino com quem o Inter vai à caça.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Boas lembranças na Ilha da Magia

Foto: Petra Mafalda (Terra)

Jogar fora de casa nem sempre é uma boa para um time de futebol. Para o Grêmio, por exemplo, os últimos anos foram traumáticos neste sentido. No entanto, nesta quarta-feira, atuando longe do Estádio Olímpico, ao invés de ter más lembranças, o torcedor gremista guarda ótimas recordações da Ilha da Magia.

A última vez que o Tricolor pisou no Orlando Scarpelli foi para causar um verdadeiro estrago. Sob o comando de Celso Roth, no Brasileirão de 2008, o Grêmio aplicou uma goleada histórica de 7 a 1 sobre o Figueirense. Naquela partida, os criticados Reinaldo e Perea (foto) chegaram a balançar as redes três veze cada um. Marcel ainda completou o marcador. Foi ali que o time gaúcho assumiu a liderança da competição nacional, que viria a ser tomada posteriormente pelo São Paulo na reta final.

Enfim, os tempos não são os mesmos. Nem os jogadores são os mesmos. Do lado catarinense, apenas o goleiro Wilson estava naquela noite. Do lado gremista, somente Victor e Willian Magrão continuam no clube - e sequer estarão em campo no jogo deste ano. Fatos como este dificultam a repetição de uma goleada como aquela. Seria mais fácil um raio atingir em cheio e partir ao meio a ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. Mesmo assim, nada impede que os três pontos sejam depositados na conta, como há três anos aconteceu.