O mais lamentável nesta quarta-feira, na vitória suada do Grêmio sobre o Ypiranga por 2 a 1, não foi o fraco futebol apresentado pela equipe tricolor. Triste mesmo foi ver e ouvir Paulo Pelaipe, dirigente remunerado do clube, agir como um torcedor passional e disparar contra a imprensa. Entre as frases ríspidas, afirmou que o clube sofria porque acaba nas mãos dos jornalistas porto-alegrenses, formados “70% de colorados”. Infelizmente, não é a primeira vez que isso acontece, nem será a última. Os repórteres mais experientes contam que nos anos 90 dirigentes do Inter acusavam a mídia de ter em sua maioria gremistas nos microfones. Prática antiga, mas impensada.
Certamente, Pelaipe e estes outros não se dão conta de que acabam jogando contra a torcida estes profissionais que, dia a dia, visitam os estádios. Portanto, não me surpreende se um de nós acabe agredido por algum mais fanático. Pensando nisso, e nestes que acusam a mídia de posicionamento clubístico (como se isso fosse ocasionar o insucesso de um time), proponho que se passe uma semana, ou ao menos um dia, sem fazer a cobertura das equipes de futebol da Capital. Gostaria de saber aonde os torcedores buscariam as notícias – sendo elas boas ou ruins – de seus clubes do coração.
Bom, não precisamos ir tão longe. Os colorados (alguns profissionais e até mesmo torcedores rivais) passarão por uma situação parecida nesta quinta. Com o impasse da Fox Sports sobre a exibição das partidas da Libertadores, inúmeros apaixonados pelo esporte não poderão assistir ao jogo entre Inter e Juan Aurich, no Beira-Rio. As rádios estarão lá, os jornais publicarão detalhes amanhã, mas a televisão, este meio de comunicação insubstituível, não poderá transmitir ao vivo. Já é um pandemônio! Portanto, ao invés de xingar e maltratar a imprensa, faça ao contrário, e agradeça por ela estar lá, in loco, saciando a tua vontade de consumir futebol.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Diante do Ypiranga, a independência
A carta divulgada por Douglas nesta quarta-feira explode como uma bomba de gás lacrimogênio. No entanto, passada a névoa, é necessário olhar com atenção. A tão falada apatia, atribuída ao meio-campista no Grêmio pode ser explicada através de sua acusação: atraso de pagamento dos direitos de imagem. Enfim, não era preguiça, mas falta de vontade em jogar.
Aliás,
apesar de ser uma acusação ainda sem provas, atrevo-me a defender Douglas. É
perigosa a maneira como a torcida gremista trata os jogadores técnicos.
Certamente, o camisa 10 não é o craque que pensa ser, mas também não é a Geni
desenhada no Olímpico. Acontece que, com a desculpa de ver no seu time “a cara
do Grêmio”, às vezes se injustiça bons atletas – vide Rochemback e Borges.
Chega-se ao cúmulo de idolatrar balões para a arquibancada de Paulão ou
carrinhos certeiros de Sandro Goiano, para deixar em segundo plano jogadas de
efeito e plástica. A exigência por raça e garra chegou ao extremo quando se faz
esquecer que o fundamento do futebol é ter a bola nos pés – foot-ball.
Enfim, Caio
Júnior tenta apresentar ao Tricolor uma maneira moderna desta prática. Se vai
dar certo ou não, pouco se sabe. É bem verdade que até agora surtiu muito pouco
efeito, mas já é o início para aprisionar o clube deste pensamento atrasado de
que a vontade sempre prevalecerá à qualidade. Está mais do que na hora do
Grêmio deixar de ser refém desta imortalidade invisível, e não há melhor
momento para declarar sua própria independência do que diante do Ypiranga (mesmo
este não sendo aquele rio do Dom Pedro).
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Está na hora de apelar para a macumba!
Foto: Alexandre Alliatti (Globoesporte.com)
Há casos no futebol que nem mesmo Freud explica. Simplesmente o ano do Grêmio, planejado para ser glorioso, não está iniciando nada bem. Além de perder dois possíveis reforços por lesão (Sorondo e Carlos Eduardo), a torcida tricolor tem se desesperado com o fraco desempenho de sua equipe em campo. Que escapam às críticas, somente a dupla de ataque, formada por Kleber e Marcelo Moreno. Mas, nem eles escapam! Se a bola rola redonda para ambos, é no extracampo que a coisa aperta.
No domingo, horas antes do Gre-Nal, estourou na mídia mineira a notícia de que a esposa de Kleber teria registrado um Boletim de Ocorrência contra o atacante, acusando-o de agressão. Ou seja, caso de polícia! Um dia depois, na saída do Estádio Olímpico, após o treino, Moreno se envolveu em um acidente de carro – sem ferimentos para ele, mas de expressão para o outro veículo envolvido. Afinal de contas, o que está acontecendo com o Grêmio?
Cheguei a ver alguns torcedores indignados com a imprensa, por dar mais ênfase aos fatos ocorridos do lado azul, do que no vermelho. Sinceramente, não penso que seja caso de “complô” ou vigia com o elenco gremista. As nuvens realmente estão mais nubladas pela Azenha. É fato! São acontecimentos que Nelson Rodrigues destinaria ao Sobrenatural de Almeida explicar. Vai além do sapo enterrado no gramado do Olímpico! Pois eu deixo uma dica (e não é corneta). Lembra das orações (foto) que o time do Mazembe fazia antes dos jogos no Mundial de Clubes em 2010? Caso de “macumba” puro! Será que não está na hora de fazê-lo por aqui também?
Há casos no futebol que nem mesmo Freud explica. Simplesmente o ano do Grêmio, planejado para ser glorioso, não está iniciando nada bem. Além de perder dois possíveis reforços por lesão (Sorondo e Carlos Eduardo), a torcida tricolor tem se desesperado com o fraco desempenho de sua equipe em campo. Que escapam às críticas, somente a dupla de ataque, formada por Kleber e Marcelo Moreno. Mas, nem eles escapam! Se a bola rola redonda para ambos, é no extracampo que a coisa aperta.
No domingo, horas antes do Gre-Nal, estourou na mídia mineira a notícia de que a esposa de Kleber teria registrado um Boletim de Ocorrência contra o atacante, acusando-o de agressão. Ou seja, caso de polícia! Um dia depois, na saída do Estádio Olímpico, após o treino, Moreno se envolveu em um acidente de carro – sem ferimentos para ele, mas de expressão para o outro veículo envolvido. Afinal de contas, o que está acontecendo com o Grêmio?
Cheguei a ver alguns torcedores indignados com a imprensa, por dar mais ênfase aos fatos ocorridos do lado azul, do que no vermelho. Sinceramente, não penso que seja caso de “complô” ou vigia com o elenco gremista. As nuvens realmente estão mais nubladas pela Azenha. É fato! São acontecimentos que Nelson Rodrigues destinaria ao Sobrenatural de Almeida explicar. Vai além do sapo enterrado no gramado do Olímpico! Pois eu deixo uma dica (e não é corneta). Lembra das orações (foto) que o time do Mazembe fazia antes dos jogos no Mundial de Clubes em 2010? Caso de “macumba” puro! Será que não está na hora de fazê-lo por aqui também?
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
A estreia do argentino em um Gre-Nal de reservas
Foto: Valdir Friolin (Agência RBS)
O Gre-Nal 390, ocorrido neste domingo, não foi o primeiro a ter reservas escalados por uma das equipes. Pior ainda tinha sido o do ano passado, disputado em Rivera, quando os dois lados se utilizaram de segundos quadros para entrar em campo. Agora, coube ao Internacional a tarefa de se valer dos suplentes. Por tudo isso, o empate em 2 a 2 teve mais gosto de vitória para os vermelhos do que para azuis. Mas, enfim, nem sempre foi assim.
Em 2008, por exemplo, o Grêmio também resolveu que era uma melhor saída colocar no gramado um time B – priorizando o Brasileirão, em detrimento da Copa Sul-Americana. Léo, o único titular em campo, marcou o gol tricolor daquele 1 a 1. Para os colorados, o clássico ficou assinalado na história como “o dia em que D’Alessandro estreou”. Não foram as mil maravilhas, nem a rede foi balançada por ele, sim por Daniel Carvalho (de pênalti). Mas ali estava um fio de esperança, mesmo diante de um empate amargo contra os reservas do maior rival.
Desta vez, o quadro se inverteu. Quem mandou seu time secundário foi o Inter. Apesar disso, se teve a estreia de um novo argentino: Jesús Dátolo. Diferente do compatriota, há 4 anos, o meia deixou sua marca neste domingo. Será que a caminhada de Dátolo poderá ser comparada a de D’Ale no Beira-Rio? E o Grêmio, será que repetirá o rumo de seu inimigo que, apesar daquele empate dolorido no início da competição, viria a colher os frutos da vitória posteriormente? Esperemos.
O Gre-Nal 390, ocorrido neste domingo, não foi o primeiro a ter reservas escalados por uma das equipes. Pior ainda tinha sido o do ano passado, disputado em Rivera, quando os dois lados se utilizaram de segundos quadros para entrar em campo. Agora, coube ao Internacional a tarefa de se valer dos suplentes. Por tudo isso, o empate em 2 a 2 teve mais gosto de vitória para os vermelhos do que para azuis. Mas, enfim, nem sempre foi assim.
Em 2008, por exemplo, o Grêmio também resolveu que era uma melhor saída colocar no gramado um time B – priorizando o Brasileirão, em detrimento da Copa Sul-Americana. Léo, o único titular em campo, marcou o gol tricolor daquele 1 a 1. Para os colorados, o clássico ficou assinalado na história como “o dia em que D’Alessandro estreou”. Não foram as mil maravilhas, nem a rede foi balançada por ele, sim por Daniel Carvalho (de pênalti). Mas ali estava um fio de esperança, mesmo diante de um empate amargo contra os reservas do maior rival.
Desta vez, o quadro se inverteu. Quem mandou seu time secundário foi o Inter. Apesar disso, se teve a estreia de um novo argentino: Jesús Dátolo. Diferente do compatriota, há 4 anos, o meia deixou sua marca neste domingo. Será que a caminhada de Dátolo poderá ser comparada a de D’Ale no Beira-Rio? E o Grêmio, será que repetirá o rumo de seu inimigo que, apesar daquele empate dolorido no início da competição, viria a colher os frutos da vitória posteriormente? Esperemos.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
O verdadeiro Minotauro está voltando
Foto: Reprodução (Twitter)
Leandro Damião já andou de lambreta e bicicleta, agora resolveu adentrar o octógono. Calma, torcedor colorado, o artilheiro não está virando lutador de MMA! O camisa 9 voltou detonando tudo. Nem parece que ficou um mês de molho, se recuperando de uma lesão muscular. O cara simplesmente surpreendeu o departamento médico do Inter, voltou antes do tempo previsto e marcou incríveis três gols no coletivo desta quarta-feira.
Sei, terá alguém lembrando que Adão, em um treino no Estádio Olímpico, balançou cinco vezes as redes, enchendo a torcida gremista de esperança. Acontece que Adão tratava-se de uma aposta, Damião já é um fenômeno estourado. Aliás, é nele que a diretoria aposta as fichas para arrancar a classificação à Copa Libertadores de 2012. Será que vai conseguir?
Que Minotauro (foto), que nada! A maior contratação do marketing colorado será a permanência de Leandro Damião no Beira-Rio. Neste pouco tempo em que teve de sobreviver sem seu goleador em campo, o torcedor vermelho viu que a situação pode ficar feia. Então, se o Inter quiser continuar "finalizando" seus adversários, que mantenha Damião em Porto Alegre.
Leandro Damião já andou de lambreta e bicicleta, agora resolveu adentrar o octógono. Calma, torcedor colorado, o artilheiro não está virando lutador de MMA! O camisa 9 voltou detonando tudo. Nem parece que ficou um mês de molho, se recuperando de uma lesão muscular. O cara simplesmente surpreendeu o departamento médico do Inter, voltou antes do tempo previsto e marcou incríveis três gols no coletivo desta quarta-feira.
Sei, terá alguém lembrando que Adão, em um treino no Estádio Olímpico, balançou cinco vezes as redes, enchendo a torcida gremista de esperança. Acontece que Adão tratava-se de uma aposta, Damião já é um fenômeno estourado. Aliás, é nele que a diretoria aposta as fichas para arrancar a classificação à Copa Libertadores de 2012. Será que vai conseguir?
Que Minotauro (foto), que nada! A maior contratação do marketing colorado será a permanência de Leandro Damião no Beira-Rio. Neste pouco tempo em que teve de sobreviver sem seu goleador em campo, o torcedor vermelho viu que a situação pode ficar feia. Então, se o Inter quiser continuar "finalizando" seus adversários, que mantenha Damião em Porto Alegre.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Alex se saiu melhor que Ronaldinho
Foto: Edu Andrade (Gazeta Press)
O empate com o Corinthians, no último final de semana, por si só, serviu para detonar o ânimo dos colorados. Porém, a dor maior foi ver o gol paulista sair dos pés de um ídolo. Já nos últimos minutos de partida, Alex (foto), amado com a camisa do Inter, soltou um canhotaço daqueles que a torcida se acostumou a ver no Beira-Rio. Porém, em meio às lamúrias e lágrimas, um ato foi comemorado pela parte vermelha: o comportamento do atleta.
Era a primeira vez que Alex pisava no estádio colorado desde que havia saído para o Spartak Moscou, e já voltava balançando as redes do ex-clube. Apesar da importância daquele feito, o meia se compenetrou, levantou o dedo da mão e ficou em silêncio – como se pedisse desculpas ao torcedor colorado. Ele sabe que, se hoje é exaltado pelo Brasil, é graças às glórias que o clube gaúcho lhe proporcionou. Por isso o respeito.
E o que dizer de um outro cidadão, chamado Ronaldinho Gaúcho? Ok, as transações são puramente mercadológicas, os jogadores de futebol são movidos a dinheiro, mas o que fará Ronaldo se vier a marcar contra o Grêmio no próximo final de semana? Ele já o fez, no Engenhão, quando aproveitou a falha de Victor, para dar uma vitória ao Flamengo. Saiu correndo ensandecido, beijando o escudo rubro-negro. Os cariocas adoraram, mas a massa tricolor... Bem que ele podia ter passado em branco na comemoração, né? Fazer semelhante ao que fez Alex. Pois imagine só se a cena do Rio de Janeiro se repetir no Estádio Olímpico. Moeda vai ser pouco para o que pode voar no gramado.
O empate com o Corinthians, no último final de semana, por si só, serviu para detonar o ânimo dos colorados. Porém, a dor maior foi ver o gol paulista sair dos pés de um ídolo. Já nos últimos minutos de partida, Alex (foto), amado com a camisa do Inter, soltou um canhotaço daqueles que a torcida se acostumou a ver no Beira-Rio. Porém, em meio às lamúrias e lágrimas, um ato foi comemorado pela parte vermelha: o comportamento do atleta.
Era a primeira vez que Alex pisava no estádio colorado desde que havia saído para o Spartak Moscou, e já voltava balançando as redes do ex-clube. Apesar da importância daquele feito, o meia se compenetrou, levantou o dedo da mão e ficou em silêncio – como se pedisse desculpas ao torcedor colorado. Ele sabe que, se hoje é exaltado pelo Brasil, é graças às glórias que o clube gaúcho lhe proporcionou. Por isso o respeito.
E o que dizer de um outro cidadão, chamado Ronaldinho Gaúcho? Ok, as transações são puramente mercadológicas, os jogadores de futebol são movidos a dinheiro, mas o que fará Ronaldo se vier a marcar contra o Grêmio no próximo final de semana? Ele já o fez, no Engenhão, quando aproveitou a falha de Victor, para dar uma vitória ao Flamengo. Saiu correndo ensandecido, beijando o escudo rubro-negro. Os cariocas adoraram, mas a massa tricolor... Bem que ele podia ter passado em branco na comemoração, né? Fazer semelhante ao que fez Alex. Pois imagine só se a cena do Rio de Janeiro se repetir no Estádio Olímpico. Moeda vai ser pouco para o que pode voar no gramado.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Castigo dos 10 homens
Fotos: Mauro Vieira (ClicEsportes) e Luiz Costa (Futura Press)
É possível um time, com um jogador a menos, complicar a vida da dupla Gre-Nal? O final de semana mostrou que sim. Tanto vermelhos como azuis viram suas caminhadas complicarem de vez a partir da 31ª rodada. Sonho de título, pode jogar pela janela. Libertadores, quem sabe. Mas tudo ficou muito distante.
Para o Inter, novamente o cavalo passou encilhado. O adversário era o Corinthians, adversário direto, dentro do Beira-Rio. Pois até os 44 minutos do segundo tempo a equipe vencia, com gol de Nei. Até que Alex, cria da casa, acertou um petardo do meio da rua e igualou o marcador. Não adianta agora tentar achar o culpado, ou seja, dizer que Muriel colocou poucos homens na barreira. Os erros do Colorado provêm desde a primeira partida no Campeonato Brasileiro. E, convenhamos, os comandados de Dorival vão ter de se superar muito mais caso queiram estar entre os grandes da América em 2012.
Já o Grêmio, o que dizer? O time não jogava em casa, mas também não era contra o líder. O adversário era simplesmente o lanterninha América-MG! E, mesmo saindo atrás do placar, o Tricolor atuou com um jogador a mais desde meados do primeiro tempo. Teve minutos de sobra para empatar e virar a partida. Aliás, conseguiu, quando André Lima assumiu a faceta de artilheiro. Mas, aos poucos, a equipe se recuou, recuou e assistiu de camarote o zagueiro Anderson acertar uma cabeçada fulminante no gol de Victor, aos 42 da etapa final. Foi a rodada em que o “castigo dos 10 homens” funcionou como nunca.
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