A pesada punição imposta pela Conmebol ao técnico Vanderlei Luxemburgo surpreendeu a todos. Enquanto os jogadores e comissão técnica do Huachipato, que correram atrás dos gremistas, pegaram de 1 a 5 jogos de suspensão; os tricolores que se defenderam, pegaram de 5 a 8. Mesmo que tenha ocorrido provocação por parte de Luxa (fato que ele nega), não se pode punir com 6 jogos e U$ 25 mil alguém que apenas disse: "Boas férias". Isso é tão ofensivo assim? Mas, se alguém acha que a punição vai colocar o Grêmio para baixo, errou. Pelo menos é o que prometem os membros da direção.
O próprio Vanderlei, subindo do vestiário para o gramado do estádio Olímpico, ao saber da suspensão, teria declarado que a situação só o motiva ainda mais. A situação foi repetida pelo assessor de futebol Marcos Chitolina e até mesmo pelo coordenador do Departamento Jurídico gremista, Tiago Brunetto: "É nesses momentos que o Grêmio cresce, contra tudo e contra todos", disse ele, em entrevista à Rádio GUAÍBA. Aliás, o clube irá recorrer da decisão, mas de antemão atesto que de nada adiantará fazer um esforço desnecessário, se o time não corresponder.
Veja o caso do jogo de volta, por exemplo. A direção tricolor despendeu de uma influência gigantesca para modificar a data do jogo na Colômbia - do dia 7, para 16. Tudo para não ter de disputar uma final de returno do Gauchão e dois dias depois ter de entrar em campo por uma decisão de Libertadores. Porém, em campo, o Grêmio foi eliminado pelo Juventude. Antes da partida, aliás, o presidente Fábio Koff declarou à GUAÍBA: "Fora de campo estamos fazendo de tudo, mas dentro de campo o time não está correspondendo." Pura verdade! E agora, será que Luxemburgo dará valor à briga que os dirigentes irão comprar, sendo capaz de levar o Tricolor ao título?
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Não se mexe com quem está quieto
Foto: Divulgação Inter
Antes do jogo contra o Veranópolis, ainda no sábado, no hotel onde o Internacional estava concentrado em Caxias do Sul, perguntei informalmente a um membro da comissão técnica colorada se, passando à final da Taça Farroupilha, o Colorado mandaria a partida diante do Juventude em Caxias do Sul. Ouvi a resposta: "Acho que não, né? Não pegaria bem." A definição tinha fundamento, já que o mandante da cidade seria o rival. Porém, após o duelo, fiz a mesma indagação ao diretor de administração Régis Shiba: "Sem chance de sair daqui", me respondeu. A resposta também tem fundamento. Não à toa, quem entra em Caxias logo dá de cara com um outdoor que apresenta o símbolo do Inter e os dizeres: "Bem-vindo à terra do Clube do Povo".
A sede dos vermelhos é, sem dúvidas, Porto Alegre. Mas, enquanto o Beira-Rio não se apronta para receber a Copa do Mundo, o Centenário e Caxias do Sul foram adotados. Por que mexer no vespeiro? Aliás, no último domingo, o torcedor mostrou finalmente que a ideia foi comprada. Na vitória sobre o VEC, 16 mil colorados foram ao estádio - batendo o recorde de 11 mil presentes no Gre-Nal do primeiro turno. E agora, se tudo fosse modificado, poderia se quebrar a química que pode começar a dar certo. Assim, a direção tratou de bater o martelo: domingo que vem, contra o Juventude, o mando de campo continuará sendo na Serra.
Nada de Novo Hamburgo, Lajeado ou Erechim. Nem mesmo as reuniões que foram feitas nas últimas semanas, com oferecimentos para recepcionar o Inter em jogos menores do Campeonato Brasileiro, devem ser levadas a sério. Primeiro porque não há estrutura para aconchegar 15 mil lugares, e segundo por não haver dinheiro que possibilite reformas de ampliação. Portanto, não se fala mais nisso!
Antes do jogo contra o Veranópolis, ainda no sábado, no hotel onde o Internacional estava concentrado em Caxias do Sul, perguntei informalmente a um membro da comissão técnica colorada se, passando à final da Taça Farroupilha, o Colorado mandaria a partida diante do Juventude em Caxias do Sul. Ouvi a resposta: "Acho que não, né? Não pegaria bem." A definição tinha fundamento, já que o mandante da cidade seria o rival. Porém, após o duelo, fiz a mesma indagação ao diretor de administração Régis Shiba: "Sem chance de sair daqui", me respondeu. A resposta também tem fundamento. Não à toa, quem entra em Caxias logo dá de cara com um outdoor que apresenta o símbolo do Inter e os dizeres: "Bem-vindo à terra do Clube do Povo".
A sede dos vermelhos é, sem dúvidas, Porto Alegre. Mas, enquanto o Beira-Rio não se apronta para receber a Copa do Mundo, o Centenário e Caxias do Sul foram adotados. Por que mexer no vespeiro? Aliás, no último domingo, o torcedor mostrou finalmente que a ideia foi comprada. Na vitória sobre o VEC, 16 mil colorados foram ao estádio - batendo o recorde de 11 mil presentes no Gre-Nal do primeiro turno. E agora, se tudo fosse modificado, poderia se quebrar a química que pode começar a dar certo. Assim, a direção tratou de bater o martelo: domingo que vem, contra o Juventude, o mando de campo continuará sendo na Serra.
Nada de Novo Hamburgo, Lajeado ou Erechim. Nem mesmo as reuniões que foram feitas nas últimas semanas, com oferecimentos para recepcionar o Inter em jogos menores do Campeonato Brasileiro, devem ser levadas a sério. Primeiro porque não há estrutura para aconchegar 15 mil lugares, e segundo por não haver dinheiro que possibilite reformas de ampliação. Portanto, não se fala mais nisso!
PRELEÇÃO: Julinho Camargo
O programa PRELEÇÃO deste domingo (28) se ateve à carreira de Julinho Camargo - semifinalista da Taça Farroupilha com o Veranópolis. Foram ouvidos Paulo César Carpegiani, o primeiro a oferecer a oportunidade de treinador ao profissional, e Mithyuê, meia-atacante tirado do futsal pelo próprio Julinho. Além disso, foram utilizados depoimentos de Paulo Odone, Paulo Roberto Falcão e Dunga. Confira!
O PRELEÇÃO VAI AO AR NA RÁDIO GUAÍBA TODOS OS DOMINGOS, ÀS 13H, ATRAVÉS DO AM 720 / FM 101.3 E WWW.RADIOGUAIBA.COM.BR
O PRELEÇÃO VAI AO AR NA RÁDIO GUAÍBA TODOS OS DOMINGOS, ÀS 13H, ATRAVÉS DO AM 720 / FM 101.3 E WWW.RADIOGUAIBA.COM.BR
O brigadiano e o treinador
Foto: Marinho Saldanha (UOL)
Luxemburgo sorri, Dunga fecha o rosto. Assim, encaram a pressão de ser um treinador de futebol os atuais comandantes da dupla Gre-Nal. Em momentos como no sábado - quando eliminado do Gauchão 2013 -, Vanderlei não se entrega, não admite erros e ironiza as perguntas dos repórteres. No entanto, poucas vezes falta com o respeito aos profissionais da imprensa. E, quando o faz, logo de cara emenda uma piada sobre vinho, azedume ou 'bundas sendo encoxadas'. É o famoso media trainning aplicado pelo treinador gremista. Já o comandante colorado reage de maneira adversa.
Ao contrário do colega de profissão, Dunga venceu a semifinal, passou à decisão e poderá ser campeão estadual com antecedência. Mesmo assim, ele costuma partir para as coletivas de imprensa com a mesma raiva apresentada na África do Sul ou nos Estados Unidos, ao levantar a taça da Copa. Quando questionado, como foi pelo repórter Flávio Dal Pizzol, da Rádio GUAÍBA, indagando porque demorou para mexer no time, vai para o combate: "Fiz isso porque ganhei! O time estava encaixado, por que eu iria mexer? Quem mexe é professor Pardal e de professor Pardal está cheio por aí!". Ou seja, completamente sem necessidade. Seria muito mais prudente ele apenas responder. Sem ataques.
Porém, uma definição de Dunga na coletiva deste domingo define bem a profissão de técnico de futebol: "Treinador é como brigadiano. Quando o brigadiano age, as pessoas criticam. Quando não faz nada, as pessoas criticam também." Concordo em partes - na parte em que o pepino está na mão deles, e não na mão dos críticos. A cada dia, há um leão. Por exemplo: digamos que na quarta-feira o Inter perca para o Santa Cruz em Pernambuco, e o Grêmio goleie o Independiente Santa Fé na Arena. Os elogios que hoje são direcionados ao colorado, migrarão ao gremista. E a pressão que recai sobre os ombros de Luxemburgo, partirão para cima de Dunga.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Com a lista na mão
Foto: Lucas Uebel (Gremio.net)
O Grêmio ainda não apresentou a lista de inscritos para a fase de oitavas-de-final da Libertadores da América. Tem até segunda-feira para fazê-lo, até porque são 48 horas antes do compromisso diante do Independiente Santa Fé-COL. Ou, se estiver disposto a pagar multa, pode esperar mais um dia. Entretanto, se nenhum negócio de ocasião aparecer na frente dos diretores, as substituições estão prontas na mão, é só enviar à Conmebol. A apresentação do zagueiro Gabriel, nesta sexta-feira, escancarou isso.
Vindo do Lajeadense, o jovem defensor herdou a camisa 22, que estava com Léo Gago (hoje no Palmeiras). Além do volante, outros dois atletas que já não estão mais no clube tiveram suas numerações entregues a outros. A 23 de Leandro caiu às costas de Fábio Aurélio, enquanto a 16 de André Lima ficará a cargo de Guilherme Biteco. Assim, quem dançou nesta foi o irmão mais novo: Matheus Biteco. Assim sendo, entrarão: zagueiro, lateral-esquerdo e meio-campista.
Para contratações de renome, a direção acabou esbarrando nas dificuldades financeiras, além do fechamento da janela de transferências. Tanto que, Ibson e Alex Silva, que estão no pincel do Flamengo, não entraram nos planos gremistas – conforme notificou o assessor de futebol Marcos Chitolina. Andrezinho, que chegou a ser cogitado, é colocado em descrédito por conta de uma lesão no púbis. Então, a saída vai ser apostar em quem já está em casa – ou volta a ela, como é o caso de Gabriel.
O Grêmio ainda não apresentou a lista de inscritos para a fase de oitavas-de-final da Libertadores da América. Tem até segunda-feira para fazê-lo, até porque são 48 horas antes do compromisso diante do Independiente Santa Fé-COL. Ou, se estiver disposto a pagar multa, pode esperar mais um dia. Entretanto, se nenhum negócio de ocasião aparecer na frente dos diretores, as substituições estão prontas na mão, é só enviar à Conmebol. A apresentação do zagueiro Gabriel, nesta sexta-feira, escancarou isso.
Vindo do Lajeadense, o jovem defensor herdou a camisa 22, que estava com Léo Gago (hoje no Palmeiras). Além do volante, outros dois atletas que já não estão mais no clube tiveram suas numerações entregues a outros. A 23 de Leandro caiu às costas de Fábio Aurélio, enquanto a 16 de André Lima ficará a cargo de Guilherme Biteco. Assim, quem dançou nesta foi o irmão mais novo: Matheus Biteco. Assim sendo, entrarão: zagueiro, lateral-esquerdo e meio-campista.
Para contratações de renome, a direção acabou esbarrando nas dificuldades financeiras, além do fechamento da janela de transferências. Tanto que, Ibson e Alex Silva, que estão no pincel do Flamengo, não entraram nos planos gremistas – conforme notificou o assessor de futebol Marcos Chitolina. Andrezinho, que chegou a ser cogitado, é colocado em descrédito por conta de uma lesão no púbis. Então, a saída vai ser apostar em quem já está em casa – ou volta a ela, como é o caso de Gabriel.
Argentinos em desgraça
Foto: Diego Guichard (Globoesporte.com)
A dependência do Internacional por D'Alessandro faz o torcedor colorado comemorar demais a ação do departamento jurídico, que diminui de dois para apenas um jogo de suspensão a ser cumprido pela Copa do Brasil. O sucesso do 'Cabezón' foi tamanho que o clube foi buscar outros três argentinos. Porém, até agora, nenhum vingou. Fernando Cavenaghi já se foi, Mário Bolatti (após um bom início) também, e é bom que Jesús Dátolo se cuide. Dunga não aprovou suas atuações iniciais nesta temporada.
Aliás, sobre Bolatti: nesta sexta-feira, o jornal 'La Mañana', de Córdoba, publicou que o clube formador do volante irá ingressar na FIFA cobrando uma dívida do Inter, ainda datada da compra do atleta junto à Fiorentina-ITA - declarou o vice-presidente do Belgrano-ARG, Jorge Franceschi. Em entrevista à Rádio GUAÍBA nesta tarde, o diretor de futebol do Inter, Luis César Souto de Moura, revelou que o pagamento foi feito, mas a conta-corrente citada pelo clube argentino não aceitou a transferência, que voltou: “Era bom eles vasculharem a caixa de e-mail deles para encontrar o e-mail que o dr Daniel Cravo (advogado) mandou, pedindo uma nova conta-corrente.”
Por fim, julho está chegando e, quem sabe, Bolatti baterá à porta do Beira-Rio. Emprestado ao Racing-ARG até julho, o volante não está nos planos do Colorado para esta temporada e depende de um acerto financeiro com os argentinos para permanecer. “Gostaria de ficar, fazer com que o Racing conquiste um título. Mas sei que não depende só de mim, mas também do Inter”, declarou ele à Rádio Del Plata. Na verdade, depende das duas partes: do Racing pagar o salário, que para os padrões platinos, está deveras alto. Hoje, o Inter ajuda com metade das despesas. No último fim de semana, Mário foi expulso (ao lado do experiente Camoranesi) e contribuiu para a eliminação de seu time frente ao modesto Tristán Suárez na Copa Argentina.
A dependência do Internacional por D'Alessandro faz o torcedor colorado comemorar demais a ação do departamento jurídico, que diminui de dois para apenas um jogo de suspensão a ser cumprido pela Copa do Brasil. O sucesso do 'Cabezón' foi tamanho que o clube foi buscar outros três argentinos. Porém, até agora, nenhum vingou. Fernando Cavenaghi já se foi, Mário Bolatti (após um bom início) também, e é bom que Jesús Dátolo se cuide. Dunga não aprovou suas atuações iniciais nesta temporada.
Aliás, sobre Bolatti: nesta sexta-feira, o jornal 'La Mañana', de Córdoba, publicou que o clube formador do volante irá ingressar na FIFA cobrando uma dívida do Inter, ainda datada da compra do atleta junto à Fiorentina-ITA - declarou o vice-presidente do Belgrano-ARG, Jorge Franceschi. Em entrevista à Rádio GUAÍBA nesta tarde, o diretor de futebol do Inter, Luis César Souto de Moura, revelou que o pagamento foi feito, mas a conta-corrente citada pelo clube argentino não aceitou a transferência, que voltou: “Era bom eles vasculharem a caixa de e-mail deles para encontrar o e-mail que o dr Daniel Cravo (advogado) mandou, pedindo uma nova conta-corrente.”
Por fim, julho está chegando e, quem sabe, Bolatti baterá à porta do Beira-Rio. Emprestado ao Racing-ARG até julho, o volante não está nos planos do Colorado para esta temporada e depende de um acerto financeiro com os argentinos para permanecer. “Gostaria de ficar, fazer com que o Racing conquiste um título. Mas sei que não depende só de mim, mas também do Inter”, declarou ele à Rádio Del Plata. Na verdade, depende das duas partes: do Racing pagar o salário, que para os padrões platinos, está deveras alto. Hoje, o Inter ajuda com metade das despesas. No último fim de semana, Mário foi expulso (ao lado do experiente Camoranesi) e contribuiu para a eliminação de seu time frente ao modesto Tristán Suárez na Copa Argentina.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Zagueiro de casa, mas forjado fora
Foto: Juan Barbosa (Agência RBS)
Muito interessante a contração que o Grêmio pode efetuar na próxima segunda-feira. As informações que recebi são que o zagueiro Gabriel (24 anos), do Lajeadense, vem para Porto Alegre ainda neste domingo. No dia seguinte, realiza exames médicos e, se aprovado, assina contrato de empréstimo com o Tricolor por 8 meses - com opção de compra ao final deste período. É óbvio que toda esta história não foi inventada por mim, mas ouvida de um dirigente do clube de Lajeado que pediu sigilo: "É 99,9% certo que ele assinará com o Grêmio. É só ser aprovado nos exames", disse-me o cartola.
No entanto, ouvi os outros lados. O empresário de Gabriel, Ricardo Melo, revela que muitas sondagens foram feitas - principalmente após o gol marcado contra o Inter, no domingo -, mas apenas uma proposta oficial (do Criciúma). "Se o Grêmio procurou, foi direto ao presidente. Ninguém falou comigo", revelou Melo à Rádio GUAÍBA. Já o presidente do Lajeadense, Mário Dutra, mantém o discurso de que não foi procurado também e ressalta que o atleta tem vínculo com o clube até o fim do ano e uma multa rescisória de R$ 2 milhões. No Grêmio, porém, a história é um pouco diferente. Conforme o assessor de futebol Marcos Chitolina, contatos iniciais já foram feitos sim!
Mas o mais interessante de tudo é o ponto de vista de Gabriel. Ao invés de mudar de ares, a vida do zagueiro irá retroceder. Sim! Falo em retrocesso porque Gabriel é cria das categorias de base do próprio Olímpico. Saiu de Porto Alegre muito cedo, rodou por Paraná e Acre até voltar ao pago. E por que só agora o Tricolor se interessou? "O zagueiro demora mais para evoluir. Não é como um meia, que você solta no campo e sai driblando. Zagueiro precisa de maturidade, e o Gabriel ganhou isso. O Grêmio viveu isso com o William, que veio do Ipatinga e só foi estourar com 30 anos", conclui Chitolina. E com este pensamento, Gabriel deve ser oficializado muito em breve.
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