sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tente outra vez!


Neste final de semana o Campeonato Brasileiro ganha mais um novo capítulo. Gremistas e colorados entrarão em campo buscando alcançar um mesmo objetivo: rumar para o título brasileiro. A missão Tricolor se torna mais fácil por dois motivos: adversário e mando de campo. Para se manter no encalço do G-4, o Grêmio precisa bater o Fluminense, lanterninha da competição, dentro do estádio Olímpico. E, convenhamos, dentro de casa, o time de Paulo Autuori é um leão. Portanto, mesmo que se diga o contrário, o duelo dos tricolores é quase um jogo jogado.


Em contrapartida, os colorados vivem o momento oposto. Enquanto os azuis reluzem de confiabilidade após a primeira vitória fora de casa, os vermelhos estão temerosos quanto ao futuro no Brasileirão. Bastou uma semana e uma derrota de 3 a 2 em casa para o Cruzeiro, para que o Inter deixasse de ser um postulante a taça para se tornar uma decepção constante.

Mas lembre como o Colorado adentrou a última rodada, justamente quando enfrentaria o Cruzeiro: com a missão de vencer e secar o adversário. A combinação destes resultados levaria o Inter à liderança da competição. Pois neste sábado, quando enfrentar o Vitória, o torcedor terá o mesmo pensamento em mente. Tente outra vez!

Se na semana passada, os mineiros foram a pedra no sapato do Inter e o líder Palmeiras tropeçou nos baianos, o papel se inverte. Enquanto os colorado viajam para enfrentar o rubro-negro de Salvador, os palmeirenses terão de passar pelo Cruzeiro em Minas Gerais. Há quem diga que colorados e palmeirenses vão se digladiar e o São Paulo vai passar intacto rumo ao pentacampeonato. Talvez eles não estejam errados. Vale a pena tentar.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Assim caminha a humanidade


Em 16 de setembro de 2007, Grêmio e Internacional se enfrentavam pelo returno do Brasileirão daquele ano. O Internacional vinha cambaleante no campeonato, ainda com a ressaca do Mundial do ano anterior. Já o Tricolor, tentava se reestruturar após o sapataço contra o Boca Juniors pela final da Libertadores da América. O Rio Grande do Sul era uma incógnita. O herói daquele jogo podia muito bem ter sido Diego Souza, que já havia destruído o rival no primeiro turno em pleno Beira-Rio. Podia ter sido o jovem Adriano, que surgia como promessa no ataque colorado. Mas não! Os deuses do futebol escolheram o menos provável. Optaram por um jogador recém contratado de um emergente Ipatinga. E quieto, como um bom mineiro, ele construiu a sua história.

Eram 12 minutos do primeiro tempo, quando em um escanteio para o Grêmio, Diego Souza cabeceou para grande defesa do goleiro Renan. Mas não estava terminado. O centroavante Tuta pegou o rebote e cruzou na pequena área. Lá apareceu ele, Léo, o jovem camisa 3 gremista, vencendo a marcação do capitão Fernandão. Era uma vitória magra de 1 a 0 que lançava a mais nova revelação defensiva do estádio Olímpico. No final daquele ano, o técnico Mano Menezes ainda iria embora para o Corinthians, levando consigo o zagueiro William. Mas quem achava que o Imortal ficaria órfão de bons zagueiros, enganou-se. Em 2008, Léo formou o trio defensivo que alcançou o vice campeonato brasileiro. Era o Beckenbauer com a camisa do Grêmio, muitos disseram.

Pois hoje, passados exatamente dois anos da estreia dele, a pequena área do estádio Olímpico se calou. Em entrevista coletiva concedida pelo treinador Paulo Autuori, ficou estabelecido que o ciclo de Léo terminou. A dupla defensiva a partir de agora se chama Réver-Rafael Marques. Depois de dois anos trajando a camisa que já foi de Hugo de León, Léo estará sentado no banco de reservas. E se você pensa que a torcida sente remorso disso, pode esquecer. Afinal de contas ele já está "velho e lento". Alguns inclusive defendem que o atleta tenha que ser vendido. Mas sem ressentimentos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O de cima sobe e o de baixo desce


Nesta quarta-feira o torcedor colorado vive momentos de apreensão. Não, o Internacional não está em mais uma final de campeonato, muito menos há jogos do Brasileirão neste meio de semana. Acontece que o torcedor colorado está de olho nas decisões do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (o tão falado STJD).

A zaga do Inter terá uma missão difícil nesta quarta. Abandonarão o campo Índio, Sorondo e Bolívar para sentar no banco. E não é o banco de reservas. O trio defensivo do Colorado estará no banco dos réus. Trocará o fardamento vermelho e branco por terno e gravata, tal qual um Charles Manson do novo milênio. Bolívar e Índio, expulsos contra o Avaí por jogada violenta, podem pegar de dois a seis jogos de suspensão. Sorondo, expulso contra o Santos, por trocar tapas com Kléber Pereira, pode receber suspensão de 120 dias a 540 dias. Além deles, o lateral Daniel também será julgado pela expulsão na mesma partida, e poderá pegar até 10 partidas.

Tudo bem, se eles são culpados, que entrem geladeira adentro. Agora, gostaria de saber, por que noutros casos não se faz o mesmo? Há algumas semanas o argentino D'Alessandro teve de cumprir suspensão por arranjar confusão na final da Copa do Brasil. Eu falei Copa do Brasil, mas o afastamento coube ao Campeonato Brasileiro. No mesmo certame, o jogador Dentinho, do Corinthians, acertou um cotovelaço em Rafael Moura, do Atlético-PR. Foi absolvido. No Paulsitão deste ano, Diego Souza, do Palmeiras, agrediu o zagueiro Domingos, do Santos. Chamaram o meio-campista para uma conversa amigável e ele prometeu ser um bom menino - assim como o boneco Chucky prometeu diversas vezes nos filmes do brinquedo assassino.

E mesmo que lembremos imediatamente do Brasileirão de 2005, o banco dos réus não é exclusividade colorada. No ano passado, quando o Grêmio disputava cabeça com cabeça o título com o São Paulo, teve jogadores suspensos, como o zagueiro Pereira e o meia Tcheco. Acontece que os homens que mandam no futebol brasileiro, não aguentam mais ver o Rio Grande do Sul erguer taças. Quando não temos vermelhos na briga pelo caneco, temos azuis. Somos o único Estado do país a ter dois campeões mundiais (com partidas disputadas no Japão). Mas não conseguimos gritar mais alto que o eixo Rio-São Paulo.

Por estas e outras, fosse eu o presidente colorado, entraria em contato com os manda-chuvas do futebol e diria o seguinte: "Tudo bem, nós não vamos mais atrapalhar a festa dos paulistas, mas não nos tirem a Libertadores!". E no final das contas, esperemos para que a frase de Muricy Ramalho realmente valha, pois "a bola pune, meu amigo".

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A cara do Grêmio


Quinze de setembro de 1903. Há 106 anos era fundado o Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense, um dos times mais tradicionais do Rio Grande do Sul, do sul do país e, por que não, do mundo. Mais de cem anos de vida, glórias e ídolos. Nesta segunda-feira, por exemplo, dois símbolos das conquistas gremistas colocaram seus pés na Calçada da Fama do clube. César, autor do gol que deu o título da Libertadores, contra o Peñarol, em 1983, e Danrlei, goleiro do supertime de 1995, bicampeão da América. Dois jogadores vitoriosos da história tricolor. Além dos dois atletas, já pisaram no gesso do estádio Olímpico Renato Portaluppi, Dinho, Paulo Nunes, Hugo de León, Mazaropi e outros. Uma imensidão de craques que ajudaram a escrever estes 106 anos.

Mas agora pare para pensar. Que jogador, do atual elenco, poderia pisar na Calaçada da Fama? O goleiro Victor? Possivelmente. O zagueiro Réver? Quem sabe... O capitão Tcheco? Pode ser... Jonas? Definitivamente não! Ele não tem a cara do Grêmio. Não tem a cara do Grêmio mas mesmo assim é o principal destaque do ano. Ou alguém esqueceu que ele ia ser dispensado no início de 2009. Aliás, ele já havia sido dispensado. Chegou a atuar pela Portuguesa, no ano passado, na campanha do rebaixamento da Lusa. Pois voltou para Porto Alegre. Iria brigar por uma vaga no banco de reservas com Reinaldo e Perea. Para a Libertadores da América, o Imortal ostentava Herrera, Alex Mineiro e Máxi López. O primeiro foi reserva por um bom tempo. O segundo decepcionou e acabou sendo entregue ao Atlético-PR. O terceiro, por fim, quando não está machucado, está suspenso. Assim, resta para o torcedor gremista idolatrar Jonas.

Agora, no meio do Brasileirão, o atacante desponta como o artilheiro da equipe e da própria competição - lado a lado com Adriano Imperador (quem diria!). E ainda por cima, fala em Seleção Brasileira. De pior atacante do mundo a pupilo de Dunga. Será? Eu não duvidaria... Para quem já convocou Vágner Love, Afonso Alves e Diego Tardelli, um Jonas é possível. Ah, e agora, surgem informações de que o futebol russo entrou na briga para comprar o jogador gremista. Antes eram os gregos, agora os russos... E por que o Grêmio não vende o Jonas? Pura e simplesmente porque em plenos 106 anos de existência, o Grêmio tem a cara de Jonas.

domingo, 13 de setembro de 2009

"Grife de campeão"


Há alguns dias, o técnico Tite deu a seguinte declaração: "O São Paulo tem grife de campeão". Seria uma frase realista ou borra-botas? Será o Tricolor Paulista o único clube com pedigree neste Brasileirão? Isso me preocupa!

Neste domingo o Inter queria assumir a liderança do campeonato. Para tanto, um simples empate bastaria. O melhor seria uma vitória, mas um ponto já daria ao Colorado o status de líder. Pois nem isso ele conseguiu. O Cruzeiro jogou em Porto Alegre como se jogasse em casa. E nem por isso dá para se dizer que o Inter atuou mal. Foi um jogo eletrizante! Mas os deuses do futebol queriam que os três pontos pendessem para o lado azul, e o ex-gremista Gilberto comandou a vitória cruzeirense. Tite sacava suplentes do farto banco de reservas tentando modificar a cara do jogo, mas a superioridade dos atacantes mineiros sobre os gaúchos era gritante. Enfim, derrota para o Colorado diante de sua torcida.

Agora, a repercussão desta vitória cruzeirense sacudiu as estruturas. E não foi do Beira-Rio por raiva, muito menos do Mineirão por felicidade. Aonde ela mais repercutiu foi no Morumbi. Com os 2 a 0 de sábado sobre o Avaí, o São Paulo se lançou de vez à conquista do título. Por isso, com as derrotas de Palmeiras e Internacional, quem amanheceu sorrindo nesta segunda-feira foi o Tricolor Paulista. Eles voltaram!

Outro que voltou foi o Grêmio. No eterno salão de festas tricolor, o time de Paulo Autuori finalmente venceu a primeira fora de casa, contra o Náutico. Resta saber se estes três pontos representarão uma nova vida para os gremistas no campeonato nacional. Nada é impossível para o Grêmio. Porém, se depender da declaração do técnico Tite, do Internacional, apenas o São Paulo tem "grife de campeão". Nos tempos de Nelson Rodrigues isso se chamava síndrome de vira-latas. Tomara que eu esteja errado!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A guerra é aqui!


"Treino é jogo, jogo é guerra". Esse lema entrará em campo neste domingo junto com a dupla Gre-Nal. Seja para se aproximar do G-4 ou para assumir a liderança, seja contra mineiros ou pernambucanos.

O Grêmio esperou 23 rodadas para reagir na competição. Pelo menos é o que se espera. Contra o Náutico, os gremistas contarão com o retorno do argentino Máxi López ao ataque, ao lado do esforçado e goleador Jonas. No meio-campo, Fábio Rochemback se une a Tcheco para imprimir a cara de Grêmio brigador que é a marca registrada (mesmo que Paulo Autuori não concorde!). O único desfalque ficará por conta da lateral. Mais uma vez as pontas do campo serão o problema do time Tricolor. Lúcio machucou o ombro no treino e não enfrentará o Timbu. Por isso, a aposta persiste, com Mário Fernandes na direita e Bruno Collaço na esquerda. Mesmo assim, mesmo que se conteste, o jogo de domingo separa o joio do trigo, os homens das crianças, e os postulantes a Libertadores dos coadjuvantes. Nem que seja necessária outra Batalha dos Aflitos, os primeiros três pontos fora de casa devem aparecer. A guerra é aqui!

No Beira-Rio não será diferente. O argumento dos colorados, de brigar contra tudo e contra todos pelo título brasileiro ganhará um novo capítulo neste domingo. Quando lotar o estádio, o torcedor mais antigo se lembrará de 1975. Daquele clássico Inter e Cruzeiro com gol de Figueroa. E não importa que seja por meio a zero, a partir de agora cada vitória é um galope a mais no páreo. Os desfalques da hora serão Giuliano, Bolívar e Índio. Nem por isso o colorado se desestimula, já que Tite mandará ao campo de batalha Sandro, Sorondo e Fabiano Eller.

Realmente o domingo será explosivo para a dupla. Com um Gre-Nau em Pernambuco (entre Grêmio e Náutico) e um clássico brasileiro nos pampas. Que vença o melhor! Claro, com uma boa sorte para os gaúchos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu espero sempre mais de ti!


Este meio de semana foi meio vazio para a dupla Gre-Nal. Nada além de especulações sobre o que virá a acontecer no final de semana. Apenas jogos da Seleção Brasileira. Aliás, houve um tempo em que o torcedor gaúcho olhava para a Seleção e ria, por achar que o seu clube do coração estava sempre melhor e mais competitivo. Agora, olhando os comandados de Dunga, a torcida inveja o sentimento que se conquistou.

Os gremistas assistem ao camisa 5 da Seleção, Felipe Melo, com olhos incredulos. Como aquele rapaz briguento e por horas apagado que passou pelo estádio Olímpico se transformou em uma das peças mais valentes do meio-campo brasileiro? E dizer que hoje o Grêmio se tornou refém de Túlio! Aliás, as únicas vezes em que o zagueiro Réver atuou improvisado na posição se saiu melhor. Na lateral-direita, enquanto Dunga esbanja vitalidade com Maicon e Daniel Alves, Paulo Autuori se reveza com Mário Fernandes, Túlio e até mesmo Makelele. Realmente, é de se invejar. Nada anormal, afinal de contas a Seleção reúne os melhores do país. Mas sou do tempo em que o Grêmio vislumbrava o paraguaio Arce correndo na lateral. Por isso, sei que o torcedor gremista merece muito mais do que um simples 8º lugar na tabela de classificação.

Pelo lado colorado, o jogo da Seleção foi mais saudosista do que nunca. E com relação a um passado nem tão antigo assim. O ex-menino do Beira-Rio, Nilmar, se deu ao luxo de balançar as redes três vezes. Uma façanha que ele não conseguiu alcançar nem jogando um Campeonato Gaúcho. Certamente houve aquele torcedor que lamentou a saída do atacante dos domínios vermelhos. Se bem que agora o Tite tem outras opções, como Marquinhos, Edu e Alecsandro. Mas convenhamos, Nilmar é Nilmar. Outro que causou furor à torcida colorada foi o volante Sandro. Quando a jovem revelação entrou no segundo tempo, foi como se estivesse se despedindo de Porto Alegre. Se antes de convocado ele já valia 16 milhões de euros, imagine agora? Pois é, para esquecer estes traumas somente o título do Brasileirão. Não basta uma simples classificação para a Libertadores da América.

Seja para vermelhos ou azuis, a tendência é querer sempre mais. Mais que uma Seleção Brasileira. Por que não?