Foto: Alexandre Lops (Inter)
Sobre as particularidades táticas, não posso comentar. Não assisti ao jogo do Internacional. Sobre a derrota para o Cruzeiro, confesso não me surpreende. Quem perde para Portuguesa em casa, não venceria o líder. Mas quando soube, através do fone da Rádio GUAÍBA, a escalação que Dunga mandava a campo no Estádio do Vale, fiz a seguinte leitura: o técnico está fazendo um pedido velado de ajuda. Sei bem que D'Alessandro estava suspenso, mas por que Alan Patrick e Caio, com Forlán e Leandro Damião no banco de reservas? Foi uma tentativa desesperada de tirar a equipe da 'seca' de vitórias.
Pelo menos disso, aqueles que contestam o trabalho de Dunga, não podem se queixar. O treinador já fez de tudo, tentou praticamente todas as formações, com escalações diferentes. Reclama da falta de treinamentos, mas também não dá sequência ao time. "O time titular vai mudando por cartões, lesões, ou algum jogador que não está no bom momento e você tem que mudar. Hoje nós tivemos jogadores de maior velocidade para inibir a subida dos laterais do Cruzeiro, e até o intervalo as coisas iam bem", classificou o próprio Dunga. Pois, apesar de tudo isso, perdeu por 2 a 1.
Dunga deve estar desesperado, já não sabe mais o que fazer. Reclama constantemente da falta de tempo, da ausência de uma casa, enfim. Muitos dirigentes, em uma hora como essa, trocaria o técnico. Giovanni Luigi e seus pares o mantém. "O Dunga é o técnico do Inter e continuará sendo", disse o vice de futebol Marcelo Medeiros. Por quê? Talvez por julgar que Dunga não seja o culpado pelo momento. Pois se não troca o comandante, algo deve acontecer. Alguém tem de estender a mão para Dunga. A esta alutra, nem ele mais sabe o que fazer.
domingo, 29 de setembro de 2013
O Grêmio mortal de Renato
Foto: Miguel Schincariol (Folha Press)
No depoimento do gol de Eduardo Vargas, no Morumbi, à Rádio GUAÍBA, declarei o seguinte: "Alô, pessoal do marketing do Grêmio. O Tricolor não é imortal, ele é mortal". Que me perdoe o poeta Lupicínio Rodrigues, mas a frase se explica pelo simples fato de que, até aquela altura, quem dominava a partida e criava as chances de gol era o São Paulo. Pois quem partiu para o vestiário com a vitória foi justamente o time gaúcho: 1 a 0. O próprio técnico Renato Portaluppi sabe bem disso: "Eu admito: as melhores oportunidades foram do São Paulo. Mas é o que eu digo, o importante são os três pontos".
Bem, já não é mais novidade para ninguém que o Grêmio troca sempre uma boa atuação por uma vitória, mesmo que seja simples. E está errado? Pelo jeito não. Fosse assim, não estaria em 2º lugar no Campeonato Brasileiro, como encerrou esta 24ª rodada. E não interessa o esquema tático. Seja no 3-5-2, 4-4-2 ou 4-3-3, a equipe apresenta a mesma entrega. Quem entra em campo, se dedica igual - do zagueiro ao centroavante. A impressão que dá é a seguinte: se não levar gol, ok. Mas se anotar um lá na frente, melhor ainda.
E, dentro de toda esta ideologia futebolística implantada por Renato no Grêmio, Elano e Zé Roberto não se encaixam. Chega a ser estranho virar o rosto para trás do goleiro e ver ambos somente aquecendo, sem sequer entrar no segundo tempo. E se eles quiserem sair? "Eles não teriam como jogar em outro clube no Brasil agora, mas se me pedissem, não seria eu, Renato Gaúcho, que iria barrar o futuro de um jogador. Mas hoje o Elano e o Zé Roberto fazem parte do grupo do Grêmio", garantiu o comandante. E no fundo ele está certo. Dentro da ideia deste Grêmio mortal, eles sobram.
No depoimento do gol de Eduardo Vargas, no Morumbi, à Rádio GUAÍBA, declarei o seguinte: "Alô, pessoal do marketing do Grêmio. O Tricolor não é imortal, ele é mortal". Que me perdoe o poeta Lupicínio Rodrigues, mas a frase se explica pelo simples fato de que, até aquela altura, quem dominava a partida e criava as chances de gol era o São Paulo. Pois quem partiu para o vestiário com a vitória foi justamente o time gaúcho: 1 a 0. O próprio técnico Renato Portaluppi sabe bem disso: "Eu admito: as melhores oportunidades foram do São Paulo. Mas é o que eu digo, o importante são os três pontos".
Bem, já não é mais novidade para ninguém que o Grêmio troca sempre uma boa atuação por uma vitória, mesmo que seja simples. E está errado? Pelo jeito não. Fosse assim, não estaria em 2º lugar no Campeonato Brasileiro, como encerrou esta 24ª rodada. E não interessa o esquema tático. Seja no 3-5-2, 4-4-2 ou 4-3-3, a equipe apresenta a mesma entrega. Quem entra em campo, se dedica igual - do zagueiro ao centroavante. A impressão que dá é a seguinte: se não levar gol, ok. Mas se anotar um lá na frente, melhor ainda.
E, dentro de toda esta ideologia futebolística implantada por Renato no Grêmio, Elano e Zé Roberto não se encaixam. Chega a ser estranho virar o rosto para trás do goleiro e ver ambos somente aquecendo, sem sequer entrar no segundo tempo. E se eles quiserem sair? "Eles não teriam como jogar em outro clube no Brasil agora, mas se me pedissem, não seria eu, Renato Gaúcho, que iria barrar o futuro de um jogador. Mas hoje o Elano e o Zé Roberto fazem parte do grupo do Grêmio", garantiu o comandante. E no fundo ele está certo. Dentro da ideia deste Grêmio mortal, eles sobram.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Quem não tem D'Alessandro, caça com Otávio
Foto: Ulisses Job (Lance!)
Pela terceira vez no Brasileirão, o Internacional não poderá contar com seu capitão e camisa 10, D'Alessandro. Nas outras duas oportunidades, enfrentou Náutico e Bahia, fora de casa, e levou ferro. No próximo domingo, o duelo simplesmente é contra o Cruzeiro, líder disparado da competição. Péssima hora para perder sua referência, né? Além disso, o zagueiro Índio e o volante Aírton também estão fora. Mas, o caso mais grave realmente é o do argentino. E se não tem o gringo, vai quem? Bom, já dizia o ditado: quem não tem gato, caça com rato. Ou traduzindo para a linguagem colorada: se não tem D'Alessandro, vai de Otávio.
Foi o menino de 18 anos o responsável por amenizar a crise que viria, em caso de derrota para o Atlético-PR nesta quinta-feira. Diria mais, foi ele o mantenedor do cargo do técnico Dunga - embora o próprio atleta discorde: "Fiz um gol para ajudar a equipe, não para o emprego do Dunga. Ele está trabalhando focado. Jogamos pelo treinador, pois ele não tem muita culpa disso. O time está tendo um pouco de azar", falou.
Se optar realmente por Otávio, Dunga fará a 7ª tentativa de substituir D'Ale. Até agora, todos falharam (Lucas Lima, João Paulo, Dátolo, Vitor Júnior, Alan Patrick e o experiente Alex Raphael). "Gosto de atuar aberto no 4-2-3-1, pelos lados com velocidade, mas também posso jogar pelo meio. Já atuei assim com ele e procurei fazer o meu melhor", recordou o menino. Aliás, para quem não lembra, Otávio marcou gol no Cruzeiro, no primeiro turno. Foi ele quem inaugurou um placar que acabaria empatado em 2 a 2. Sem dúvidas, este é o talismã de Dunga a partir de agora.
Pela terceira vez no Brasileirão, o Internacional não poderá contar com seu capitão e camisa 10, D'Alessandro. Nas outras duas oportunidades, enfrentou Náutico e Bahia, fora de casa, e levou ferro. No próximo domingo, o duelo simplesmente é contra o Cruzeiro, líder disparado da competição. Péssima hora para perder sua referência, né? Além disso, o zagueiro Índio e o volante Aírton também estão fora. Mas, o caso mais grave realmente é o do argentino. E se não tem o gringo, vai quem? Bom, já dizia o ditado: quem não tem gato, caça com rato. Ou traduzindo para a linguagem colorada: se não tem D'Alessandro, vai de Otávio.
Foi o menino de 18 anos o responsável por amenizar a crise que viria, em caso de derrota para o Atlético-PR nesta quinta-feira. Diria mais, foi ele o mantenedor do cargo do técnico Dunga - embora o próprio atleta discorde: "Fiz um gol para ajudar a equipe, não para o emprego do Dunga. Ele está trabalhando focado. Jogamos pelo treinador, pois ele não tem muita culpa disso. O time está tendo um pouco de azar", falou.
Se optar realmente por Otávio, Dunga fará a 7ª tentativa de substituir D'Ale. Até agora, todos falharam (Lucas Lima, João Paulo, Dátolo, Vitor Júnior, Alan Patrick e o experiente Alex Raphael). "Gosto de atuar aberto no 4-2-3-1, pelos lados com velocidade, mas também posso jogar pelo meio. Já atuei assim com ele e procurei fazer o meu melhor", recordou o menino. Aliás, para quem não lembra, Otávio marcou gol no Cruzeiro, no primeiro turno. Foi ele quem inaugurou um placar que acabaria empatado em 2 a 2. Sem dúvidas, este é o talismã de Dunga a partir de agora.
São Paulo alivia Zé Roberto
Foto: Bruno Alencastro (Agência RBS)Estava eu saindo do vestiário do Grêmio, após o empate em 0 a 0 no Pacaembu, e me direcionando à ala corintiana quando fui surpreendido por uma visão: Zé Roberto saindo do vestiário adversário. Há dois jogos, o camisa 10 não joga pelo Tricolor. Enquanto isso, aqui em São Paulo, corre a informação de que o meio-campista está nos planos do São Paulo para 2014. Além disso, na Band TV, o comentarista Neto trouxe a notícia de que um meia gremista teria se oferecido para defender o Corinthians, já que não vem recebendo oportunidades no Tricolor. "Vim cumprimentar o Guerrero, com quem joguei na Alemanha. E também o Edu (Gaspar, diretor do clube), que joguei na Seleção", argumentou Zé Roberto à Rádio GUAÍBA.
Acontece que para as emissoras paulistas, ainda no gramado do Pacaembu, Zé disse que recebeu sondagens do São Paulo e não descarta conversar a partir de dezembro, nem mesmo encerrar a carreira na Portuguesa: "Meu pensamento está no Grêmio, com quem tenho contrato até o fim do ano. Depois vamos ver o que pode acontecer." Já no desembarque em Porto Alegre, aos repórteres gaúchos, o discurso mudou: "Não sei de onde veio esta notícia de insatisfação. Estou feliz no Grêmio, a renovação é a prioridade e posso até encerrar minha carreira aqui." Zé Roberto pode até não ter tido maldade em suas entrevistas, mas jogou para as torcidas. Em São Paulo, para os são-paulinos. Em Porto Alegre, para os gremistas.
Pois nesta quinta-feira, o vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, ajudou a aliviar a barra de Zé. "Temos um carinho muito grande pelo Zé Roberto, mas não o procuramos nesse momento. Seria extremamente deselegante, em função da grande ligação que temos com o presidente Fábio Koff. E é uma posição que estamos bem servidos, com Jadson e Ganso", declarou. Que é estranho, é. Mas continuar no banco de reservas em 2014, certamente ele não ficará - seja no Grêmio, Corinthians, São Paulo ou Portuguesa.
O Inter não desiste, logo não é fraco
Foto: Fabiano do Amaral (Correio do Povo)
Até os 43 do segundo tempo, o Rio Grande do Sul inteiro cravava a demissão do técnico Dunga. O Internacional perdia 'em casa' (Novo Hamburgo) para o Atlético-PR, pelo jogo de ida das quartas-de-final da Copa do Brasil. Eis que depois de uma pressão incrível, muito mais na raça do que na organização tática, o Colorado chegou ao empate através de Otávio. Se a bola não entra, o treinador seria demitido? Nunca saberemos. Mas e ele, entregaria o cargo? "Jamais vou desistir na minha vida. Desistir é pra fraco!", disparou Dunga na entrevista coletiva.
E este Inter tem exatamente este perfil de Dunga: não desiste. Não se pode reclamar de falta de vontade, de mexidas tardias, nada disso. Se quiser colocar na conta individual de alguns jogadores, até vai. Kleber, Leandro Damião e Gabriel são os 'Cristos' da vez. Pode até reclamar de desorganização tática, de insuficiência defensiva, lentidão. Tudo isso! Menos de falta de entrega.
E essa também é uma característica da direção. Apesar do mau resultado dentro de seus domínios, ninguém atira a toalha. "O resultado não foi o desejado, mas também não foi negativo. Foi empate. Inter tem todas as condições de vencer em Curitiba", argumentou o vice-presidente de futebol Marcelo Medeiros. O maior problema é que este Atlético-PR ainda não perdeu jogando na Vila Capanema (sua casa, enquanto a Arena da Baixada é reformada). Mas se, pela lógica de Dunga, o Inter não é fraco, não se entrega, também não pode ser qualificado de forte. Hoje a vaga para a semifinal está bem mais próxima dos paranaenses.
Até os 43 do segundo tempo, o Rio Grande do Sul inteiro cravava a demissão do técnico Dunga. O Internacional perdia 'em casa' (Novo Hamburgo) para o Atlético-PR, pelo jogo de ida das quartas-de-final da Copa do Brasil. Eis que depois de uma pressão incrível, muito mais na raça do que na organização tática, o Colorado chegou ao empate através de Otávio. Se a bola não entra, o treinador seria demitido? Nunca saberemos. Mas e ele, entregaria o cargo? "Jamais vou desistir na minha vida. Desistir é pra fraco!", disparou Dunga na entrevista coletiva.
E este Inter tem exatamente este perfil de Dunga: não desiste. Não se pode reclamar de falta de vontade, de mexidas tardias, nada disso. Se quiser colocar na conta individual de alguns jogadores, até vai. Kleber, Leandro Damião e Gabriel são os 'Cristos' da vez. Pode até reclamar de desorganização tática, de insuficiência defensiva, lentidão. Tudo isso! Menos de falta de entrega.
E essa também é uma característica da direção. Apesar do mau resultado dentro de seus domínios, ninguém atira a toalha. "O resultado não foi o desejado, mas também não foi negativo. Foi empate. Inter tem todas as condições de vencer em Curitiba", argumentou o vice-presidente de futebol Marcelo Medeiros. O maior problema é que este Atlético-PR ainda não perdeu jogando na Vila Capanema (sua casa, enquanto a Arena da Baixada é reformada). Mas se, pela lógica de Dunga, o Inter não é fraco, não se entrega, também não pode ser qualificado de forte. Hoje a vaga para a semifinal está bem mais próxima dos paranaenses.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
A morte ou a ressurreição
Dunga foi questionado nesta semana se não temia pela demissão, em caso de insucesso nesta quinta-feira, diante do Atlético-PR, pelo jogo de ida das quartas-de-final da Copa do Brasil. A resposta veio no melhor estilo do treinador: "Eu só temo a morte. Todo o resto se resolve." Não é de seu perfil abaixar a cabeça nas horas de dificuldade. Pode até morrer, abraçado ao Internacional, mas morrerá honrando suas convicções (ou à procura delas). Se bem que, assim com pode decretar o fim, a partida desta noite pode também representar a ressurreição.
Ouvir o Estádio do Vale entoar 'Adeus Dunga' na última rodada do Brasileirão, não foi novidade para Dunga. Ele já teve contra si, por exemplo, o Mineirão inteiro. O fato aconteceu em junho de 2008, depois da Seleção Brasileira empatar em 0 a 0, mas tomar um banho de bola da Argentina, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. E, mesmo naquele momento, pressionado, o técnico respondeu: "A torcida paga o ingresso e tem o direito de reclamar. Eles vieram com a expectativa de ver o time ganhar. O que a gente gostaria é que no momento mais difícil e mais complicado, tivesse apoio." Ele pode não ter apoio da torcida, mas tem dos jogadores.
Assim como na época da Seleção, Dunga conseguiu fechar o vestiário ao seu redor. No CT Parque Gigante, os atletas falam em jogar por ele - o último foi o lateral Gabriel. No Mineirão, Gilberto Silva externou quase o mesmo: "Ele provou ser um grande técnico desde a chegada. Fomos campeões no ano passado e a cobrança é exagerada. A torcida e a imprensa precisam de paciência. A não-aceitação dele não é de agora". Assim, ancorado no vestiário, Dunga, quem sabe, até não morra como também ressuscite.
Lógica zero
Foto: Ricardo Matsukawa (Terra)
Não foi só o placar que ficou no 0 a 0 na noite desta quarta-feira no Pacaembu. A lógica também passou longe. Talvez até mesmo por isso, o Grêmio tenha conseguido segurar o ímpeto do Corinthians, e larga com determinada vantagem na disputa das quartas-de-final da Copa do Brasil. Mas vê se alguém entendeu? O técnico Renato Portaluppi exaltava demais o esquema 3-5-2 que, ao perder Saimon (com indisposição), jamais se imaginaria um atacante em seu lugar. Uma improvisação, um meio-campo recheado, quem sabe. Nunca Eduardo Vargas!
Pois foi assim que veio Renato e seu Grêmio, no 4-3-3: "Para colocar três atacantes no Pacaembu, tem que ter coragem. Mas só coloquei eles em campo porque confio. Mesmo com eles, marcamos muito. Os jogadores tiveram muita entrega", declarou o treinador ao final do jogo. E ele tem razão. Foi audacioso. Tivesse perdido, poderia ter sido trucidado pela crítica - não só especializada, como pelos torcedores. Qual maluco atira o time para cima do atual campeão do mundo jogando fora de casa?
Porém, há um contrassenso nisso tudo. Quando escalou 3 zagueiros e 3 volantes, e foi taxado de maneira premeditado de retranqueiro, Renato viu seu Grêmio empilhar gols. Agora, que tem Elano e Zé Roberto de volta, quando escala 3 atacantes como nesta noite, acaba se sobressaindo pelo poderio defensivo. Vai entender a lógica deste Tricolor! A verdade é que, como costuma ressaltar o comandante, o interessante é que os resultados estão aparecendo, seja no Brasileirão ou na Copa do Brasil.
Não foi só o placar que ficou no 0 a 0 na noite desta quarta-feira no Pacaembu. A lógica também passou longe. Talvez até mesmo por isso, o Grêmio tenha conseguido segurar o ímpeto do Corinthians, e larga com determinada vantagem na disputa das quartas-de-final da Copa do Brasil. Mas vê se alguém entendeu? O técnico Renato Portaluppi exaltava demais o esquema 3-5-2 que, ao perder Saimon (com indisposição), jamais se imaginaria um atacante em seu lugar. Uma improvisação, um meio-campo recheado, quem sabe. Nunca Eduardo Vargas!
Pois foi assim que veio Renato e seu Grêmio, no 4-3-3: "Para colocar três atacantes no Pacaembu, tem que ter coragem. Mas só coloquei eles em campo porque confio. Mesmo com eles, marcamos muito. Os jogadores tiveram muita entrega", declarou o treinador ao final do jogo. E ele tem razão. Foi audacioso. Tivesse perdido, poderia ter sido trucidado pela crítica - não só especializada, como pelos torcedores. Qual maluco atira o time para cima do atual campeão do mundo jogando fora de casa?
Porém, há um contrassenso nisso tudo. Quando escalou 3 zagueiros e 3 volantes, e foi taxado de maneira premeditado de retranqueiro, Renato viu seu Grêmio empilhar gols. Agora, que tem Elano e Zé Roberto de volta, quando escala 3 atacantes como nesta noite, acaba se sobressaindo pelo poderio defensivo. Vai entender a lógica deste Tricolor! A verdade é que, como costuma ressaltar o comandante, o interessante é que os resultados estão aparecendo, seja no Brasileirão ou na Copa do Brasil.
Assinar:
Postagens (Atom)





