sexta-feira, 30 de julho de 2010

Lado a lado com a Seleção

Victor e Chiquinho vão trabalhar juntos com Mano MenezesO goleiro Victor tomou uma decisão muito correta há alguns meses. Foi meio sem querer, mas sem dúvidas uma escolha perfeita para a sua carreira profissional. Ao negar propostas do Exterior e permanecer no Grêmio, o arqueiro acertou em cheio. Isso por que, a partir de hoje, o preparador de goleiros do Grêmio é o mesmo da Seleção Brasileira: Francisco Cersósimo - mais conhecido por Chiquinho (foto). Ele foi o escolhido por Mano Menezes para compor a comissão técnica do Brasil. Sendo assim, ao treinar no estádio Olímpico, Victor estará mostrando trabalho à Seleção.

Todo aquele papo de que para vestir a camisa amarelinha era melhor que o jogador estivesse na Europa, escorreu pelo ralo. Nenhum lugar no mundo é mais privilegiado do que o estádio tricolor para um guarda-metas brasileiro! Não há mais espaço para aquele discurso de abatimento após a ausência na Copa da África. Victor vive outro momento! É um dos três arqueiros chamados para renovar a Seleção (e, convenhamos, o mais talentoso deles todos). O próprio Chiquinho, em entrevista concedida nesta sexta-feira, considerou que ele tem condições reais de superar Júlio César na briga pela camisa 1.

Porém, para isso, Victor terá que provar que está em um novo momento. As últimas falhas devem ser todas apagadas da mente. E, uma enorme oportunidade de representar esta nova fase é neste domingo. Justamente ele, que não teve muito sucesso em Grenais, terá de mostrar que é capaz neste final de semana. Aliás, para quem não lembra, a última vez que Victor disputou um clássico contra o Inter foi superado por 1 a 0, gol de Giuliano. E, naquela vez, os colorados entraram com uma equipe reserva - assim como farão neste domingo. Portanto, ótima chance de Victor apagar o passado.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Iluminando o caminho



Mais uma vez Giuliano foi o salvador da pátria colorada. Apesar da pouca idade, 20 anos, o meia foi decisivo mais uma vez, como já havia feito contra Deportivo Quito e Estudiantes. Aliás, o gol chegou em um momento drástico da partida, onde a ansiedade já começava a se materializar nas arquibancadas do Beira-Rio. O Inter simplesmente foi esmagadoramente melhor. Empurrou o São Paulo para a defesa, sufocou o arqueiro Rogério Ceni do início ao fim e superou-o com um retoque de coincidência para o torcedor gaúcho.

Quando Giuliano recebeu o toque de D'Alessandro, girou sobre o marcador e chutou para o fundo das redes são-paulinas, logo me veio em mente aquele 9 de agosto de 2006. Não é demagogia! Faça o mesmo exercício que eu fiz. Naquela oprtunidade, Inter e São Paulo duelavam pelo primeiro jogo da final da Libertadores. O palco era o estádio Morumbi. Sóbis se livrou da marcação, avistou Rogério Ceni e chutou no canto direito do goleiro. A bola triscou a trave e escorreu por suas costas. Exatamente como fez Giuliano nesta noite de quarta-feira! E para meu espanto, na parte de trás de ambas as camisas, o número 11 estava estampado.

No entanto, um detalhe diferencia os dois lances (além do placar). Quando Rafael Sóbis venceu Ceni, levantou um dedo para o alto - como fazia Ronaldo Fenômeno. Já no gol de 2010, o autor estendeu os dois braços para o alto e levantou um dedo de cada mão aos céus - como fazia Kaká. Para os desavisados, é sinal de que Giuliano é crente em Deus. E na verdade até é. Porém, os mais atentos dizem que ao esticar dois dedos, ao invés de um, Giuliano anuncia que o bi da América está perto.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Os diferentes sabores de uma convocação

Sandro vê um futuro possível na Seleção BrasileiraA primeira convocação de Mano Menezes, como treinador da Seleção Brasileira, trouxe diferentes sentimentos a dois jogadores da dupla Gre-Nal. Ambos já tiveram seus nomes divulgados em outros chamados - feitos pelo então técnico Dunga. Ambos ficaram de fora da lista dos 23 que representaram o Brasil na Copa do Mundo da África do Sul. E, finalmente, ambos estavam presentes nos planos de Mano nesta segunda-feira: Victor, do Grêmio, e Sandro, do Inter. Porém, como os ambientes de Beira-Rio e Olímpico são totalmente opostos, o prazer de vestir a camisa "amarelinha" será sentido de maneira desigual por estes atletas.

No Colorado tudo era sorriso nesta tarde. A vitória sobre o Flamengo no domingo (a quarta consecutiva pelo Brasileirão) dá tranquilidade o bastante para que os jogadores possam gargalhar durante as atividades. Mais motivos ainda tem o volante Sandro, que teve seu nome emoldurado na história da CBF pela terceira vez. Com apenas 20 anos, o atleta avista um futuro bem promissor, projetando inclusive Olimpíadas em 2012 e Copa em 2014. No entanto, pode ficar de fora já deste amistoso contra os Estados Unidos, caso o Inter supere o São Paulo e chegue à finalíssima da Libertadores da América. Mesmo assim, nada que desaponte o jovem talento das categorias de base vermelhas. Segundo ele, nada melhor que um título sul-americano para assegurar outras chamadas. Para Sandro a convocação foi a cereja do bolo.

No que diz respeito ao goleiro Victor, a convocação foi uma anestesia para o mau momento vivido no Tricolor. Pode-se dizer até que o arqueiro nem vive uma boa fase individual, tendo vista as últimas falhas (no empate com o Cruzeiro, por exemplo). A sequência de derrotas, a permanência na zona do rebaixamento e até mesmo as brigas de vestiário transformaram a vida de Victor e do Grêmio num inferno. Mas, para quem sofreu tanto por não ser lembrado pelo comandante nacional da última vez, este amistoso pode servir de alento na vida do camisa 1.

domingo, 25 de julho de 2010

O de cima sobre e o de baixo desce

Foto: Vipcomm

A rodada do Brasileirão neste domingo serviu para reafirmar a situação de Inter e Grêmio. O primeiro gozando de ótima fase, enquanto o segundo sofre as agruras de um péssimo momento. Resumindo a ópera, o Colorado (apesar do time misto) venceu o Flamengo dentro de casa por 1 a 0. Já o Tricolor viu três pontos escorrerem pelo ralo quando assistiram o Cruzeiro arrancar um 2 a 2 no placar nos instantes finais da partida.

Para o lado vermelho, um período de afirmação. Não poderia ser um momento melhor para adentrar em uma semifinal de Libertadores - pois antes de enfrentar o São Paulo, o time venceu os quatro jogos pelo Campeonato Nacional. Ou seja, tudo que está sendo feito deve ser mantido a partir de agora. Até por que, com relação às estreias de Rafael Sóbis e Renan, não se pode lançá-los à titularidade já na quarta-feira. Uma porque nem o goleiro, nem o atacante, mostraram estar 100% fisicamente; e outra porque aquele que ousar tirar Taison da equipe pode ser taxado de louco. Aliás, o golaço que decretou a vitória rubra neste domingo é uma prova viva disso tudo.

Do lado azul, houve mais uma demonstração de que a coisa está feia. Além de ter de superar as sequenciais lesões, o Grêmio teria de passar por cima de um forte adversário longe do Olímpico. Na base da raça, bem que o desenho ia trazendo um resultado positivo ao Tricolor. Porém, quando a vitória parecia certa, os mineiros igualaram tudo. A partir de então, abriram-se as portas do inferno. Jogadores trocando tapas no vestiário, ataque culpando a defesa e zagueiro xingando atacante (Jonas e Rodrigo, segundo os repórteres que estiveram em Sete Lagoas). Sendo assim, uma comprovação de que o time está sem rumo. Diretoria, comissão técnica e jogadores parecem não falar a mesma língua. Este é o quadro de um clube que continua na zona do rebaixamento por mais uma rodada. E assim, segue a velha gangorra gaúcha, pelo menos até o Gre-Nal do próximo final de semana.

sábado, 24 de julho de 2010

O Plano B pode ser melhor

Mano é exemplo para os jovens jogadoresMuricy negou o convite da CBF. E não é que pode ser melhor? Sim, pois Mano Menezes (foto) será o novo comandante da Seleção Brasileira. E além de ser gaúcho, sabe muito mais de futebol do que o primeiro. Mas será que podemos chamar Mano de plano B? Ora, só se nos referirmos aos títulos dele na Segundona do Brasileirão com Grêmio e Corinthians. Do contrário, ele é um dos mais capacitados para assumir o Brasil neste momento. Além do mais, Luis Antônio Venker de Menezes, 48 anos, é um exemplo vivo e ambulante para qualquer jovem atleta.

Não, ele nunca foi um grande jogador de futebol - ao contrário, jamais saiu do amadorismo. Porém a carreira como treinador de futebol foi iniciada nas categorias de base de Inter e Caxias. Aprendeu aos poucos, até assumir o Guarani de Venâncio Aires, aonde conquistou o título gaúcho de 2002 (naquele ano, o Colorado foi considerado o Supercampeão Estadual). Do Guarani, rumou para o Brasil de Pelotas, Iraty-PR e Caxias, mas foi no 15 de Novembro que alcançou destaque, quando levou o clube do interior à semifinal da Copa do Brasil. De lá, foi um passo para o Grêmio, onde provou maturidade. Devolveu o Tricolor à Série A do Brasileirão após a conhecida Batalha dos Aflitos, levantou dois trofeús estaduais e alcançou o vice da Libertadores da América com uma equipe desacreditada. Valorizado, rumou para o Corinthians, vencendo novamente a Série B, um Paulistão e Copa do
Brasil.

Mano provou ao país que nada é impossível para os competentes. Soube lidar com medalhões, como Ronaldo, e lançar garotos como Dentinho e Anderson. Por estas e outras, foi o escolhido para comandar o Brasil na missão mais difícil de todas: conquistar a Copa do Mundo dentro de casa. Agora, o que me espanta é que o centro do país e a CBF recorram novamente a um sul-riograndense. Há pouco tempo, Dunga era turrão demais. Aliás, as críticas sempre foram as mesmas com relação a treinadores gaúchos. No entanto, sempre que a bomba está prestes a explodir, chamam um gaudério velho para cortar os fios.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O RH da CBF não avaliou muito bem o currículo de Muricy

Hoje vamos abrir uma brecha na dupla Gre-Nal para conversar sobre o novo comandante da Seleção Brasileira. Até porque, terminada a Copa do Mundo, gremistas e colorados concordaram que era preciso renovar tudo. E para que os dois lados cheguem a uma mesma conclusão é porque a coisa é realmente verídica. Mas Muricy Ramalho pode dar uma nova cara ao Brasil? Ele já mostrou que é birrento e brigão como Dunga, mas também demonstrou outras capacidades - e o povo gaúcho pôde assistir isso bem de perto. Sendo do lado amigo ou contrário, Muricy mostrou que leva a sério o futebol. Não à toa, sua frase mais conhecida é: "Isso aqui é trabalho, fio!".

O currículo dele é de respeito. São dois títulos gaúchos com o Inter, dois pernambucanos com o Náutico, um paulista com o São Caetano e três nacionais com o São Paulo (e nesta lista, os colorados ainda colocam o "título simbólico" do Brasileirão de 2005). Só por isso ele saia em vantagem em relação aos seus "adversários" ao cargo - Mano Menezes era o que chegava mais próximo. Mas convenhamos, quem merece mais respaldo: um bicampeão da Série B ou tricampeão da Série A? Além do mais, a proposta da CBF, em rejuvenescer a Seleção, cabe muito bem no perfil do treinador. Foi ele quem lançou para o futebol Nilmar, Daniel Carvalho e Rafael Sóbis no Beira-Rio. No Morumbi, fez o mesmo com Hernanes e Breno. Portanto, podemos garantir que Ganso, Neymar, Anderson, Pato e tantas outras revelações nacionais estarão vestindo a camisa amarelinha muito em breve. Mas será que o setor de Recursos Humanos da CBF avaliou bem o currículo do treinador?

Todas as conquistas de Muricy foram construídas sob a tutela do esquema 3-5-2. Venceu assim no Inter, São Paulo e São Caetano - e agora, mais recentemente, alcançou a liderança do Brasileirão com o Fluminense desta maneira. Será que ele vai repetir o mesmo esquema tático com os selecionáveis? Se o fizer, não teremos o "futebol espetáculo" que tanto foi cobrado de Dunga na Copa da África. E há outro porém, talvez o mais importante de todos. Muricy Ramalho nunca conseguiu vencer um torneio mata-mata. Por estas e outras, recomendo que Ricardo Teixeira, presidente da CBF utilize a sua influência para pedir à FIFA: "Por favor, a Copa de 2014 tem que ser de pontos corridos!".

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Triatletas










Fotos: Sites dos clubes

Há uma piada clássica sobre o jogador perna-de-pau que o classifica como triatleta. Isso porque ele "corre, pedala e nada". Pois no jogo do Grêmio todos foram triatletas. Porém, nadaram literalmente. Em um campo totalmente encharcado, sem condições nenhuma da prática do futebol, o Tricolor ficou no empate em 1 a 1 com o Vasco dentro de casa. Ele precisava vencer de qualquer jeito para respirar fora da degola, mas afundou em meio ao gramado.

Porém, o Rio Grande do Sul tem a característica de viver sempre em uma gangorra constante. E, por isso mesmo, enquanto os azuis atolam na lama, os vermelhos ascendem no Brasileirão. O Inter foi ao interior de Minas Gerais e bateu, de virada, o Atlético-MG por 2 a 1. O grande destaque da partida, sem dúvidas, foi o centroavante Alecsandro, que marcou os gols colorados e se tornou o artilheiro do Campeonato Nacional. Contudo, a fama não pode recair somente sobre o camisa 9. A atuação dos comandados de Roth foi uma das melhores do ano. Pudera! Com um meio-campo formado por Guiñazu e Tinga, o Colorado jogou como se estivesse em uma prova de triatlo realmente.

Desta maneira, o treinador do Inter vai caindo nas graças da torcida, que conta os dias para enfrentar o São Paulo pela Libertadores. Já Silas veste a carapuça que já foi de Roth e escutará vaias até interromper a série de jogos sem vitória. Até quando ele aguenta? A torcida já não quer mais.