Foto: Diego Guichard (Globoesporte.com)
Liverpool, a terra dos Beatles, poderia ser a nova terra de Leandro Damião. Essa foi a forte especulação que se iniciou na tarde desta sexta-feira. A notícia vinha da própria Inglaterra e explodiu no Brasil, enquanto a delegação colorada se deslocava de Juazeiro do Norte-CE à Curitiba-PR. Repórteres correndo para todos os lados, tentando confirmar a notícia de um negócio que gira em torno de € 23 e 29 milhões.
Na Rádio GUAÍBA, o produtor João Vitor Ferreira entrou em contato com um dos dirigentes do Internacional, que disse ao telefone: "Onde tem fumaça, tem fogo. Mas não posso te dizer nada, quando se trata de venda é tudo com Luigi". Ao repórter Rafael Pfeiffer, outro dirigente foi mais enfático: "Como eles funcionam normalmente aos sábados na Inglaterra, pode fechar até segunda-feira". Porém, o presidente Giovanni Luigi, por sua vez, preferiu puxar o freio de mão: "Mais uma vez vendem o Damião. Posso garantir que não há nada oficial. É apenas uma especulação. Penso que o mercado europeu não fará nenhuma proposta agora", relatou ao vivo no programa Repórter Esportivo.
Enfim, se o Inter realmente se desfizer de Damião nos últimos segundos de janela de transferências, vale lembrar, não buscará um reforço para o ataque. Este já é o argentino Nacho Scocco - que aliás, tem tudo para ser titular, já que Forlán se apresenta à Seleção Uruguaia com uma grande frequência. Há quem peça para que o dinheiro desta possível venda seja utilizado para reforçar a defesa. Não esqueça: a janela (da Europa para cá) já fechou, e a maioria dos zagueiros de Série A atuou os 7 jogos em seus clubes. Ou seja, o quadro não deve mudar. A janela só deve levar - isso se levar.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Renato segue os passos de Roth
Foto: André Mourão (Agif/Gazeta Press)
Neste sábado, contra a Ponte Preta, o Grêmio pode alcançar uma série de 5 vitórias consecutivas. Até agora, nesta temporada, nenhuma equipe no Brasileirão conseguiu. Porém, dentro do clube, este recorde tem um dono: Celso Roth. Na campanha de 2008, o Tricolor venceu Coritiba (1x0), Vitória (2x0), Ipatinga (1x0), Atlético-MG (4x0) e São Paulo (1x0). A série só foi interrompida por uma derrota para o Flamengo, no Maracanã, por 2 a 1.
O próprio Renato Portaluppi, por pouco não conseguiu repetir o feito de Roth em 2010. Naquela arrancada histórica, o time gremista bateu Atlétic-MG, São Paulo, Vitória e Prudente. Quando iria completar a quinta vitória, acabou empatando em 3 a 3 com o Vasco, em São Januário. Aliás, o time de Renato em 2010 obteve 9 partidas de invencibilidade, mas não conseguiu o feito de Celso Roth.
Aliás, desde que o Brasileirão inaugurou os pontos corridos, somente Roth venceu 5 vezes. Em 2006, Mano Menezes teve duas sequências de 4 vitórias. Em 2012 (ano passado), Vanderlei Luxemburgo também brecou no quarto jogo. Agora é a vez de Portaluppi tentar alcançar e, quem sabe, bater este recorde. Para isso, será necessário vencer Ponte Preta, no sábado, e Goiás, na terça-feira.
- 2006: Mano Menezes
24/08 Grêmio 4x1 Fortaleza
27/08 Corinthians 0x2 Grêmio
30/08 Grêmio 2x1 Cruzeiro
03/09 Grêmio 2x1 Paraná
e
8/11 Juventude 1x2 Grêmio
12/11 Atlético-PR 2x3 Grêmio
18/11 Grêmio 3x1 Santa Cruz
26/11 Grêmio 3x0 Flamengo
- 2008: Celso Roth
31/07 Coritiba 0x1 Grêmio
03/08 Grêmio 2x0 Vitória
06/08 Grêmio 1x0 Ipatinga
09/08 Atlético-MG 0x4 Grêmio
17/08 Grêmio 1x0 São Paulo
- 2010: Renato Portaluppi
26/09 Atlético-MG 1x2 Grêmio
29/09 Grêmio 4x2 São Paulo
02/10 Vitória 0x3 Grêmio
06/10 Grêmio 4x0 Prudente
- 2012: Vanderlei Luxemburgo
15/07 Cruzeiro 1x3 Grêmio
18/07 Grêmio 3x1 Sport Recife
22/07 Botafogo 0x1 Grêmio
25/07 Grêmio 1x0 Fluminense
- 2013: Renato Portaluppi
11/08 Bahia 0x3 Grêmio
14/08 Grêmio 3x1 Cruzeiro
17/08 Vasco 2x3 Grêmio
24/08 Flamengo 0x1 Grêmio
Neste sábado, contra a Ponte Preta, o Grêmio pode alcançar uma série de 5 vitórias consecutivas. Até agora, nesta temporada, nenhuma equipe no Brasileirão conseguiu. Porém, dentro do clube, este recorde tem um dono: Celso Roth. Na campanha de 2008, o Tricolor venceu Coritiba (1x0), Vitória (2x0), Ipatinga (1x0), Atlético-MG (4x0) e São Paulo (1x0). A série só foi interrompida por uma derrota para o Flamengo, no Maracanã, por 2 a 1.
O próprio Renato Portaluppi, por pouco não conseguiu repetir o feito de Roth em 2010. Naquela arrancada histórica, o time gremista bateu Atlétic-MG, São Paulo, Vitória e Prudente. Quando iria completar a quinta vitória, acabou empatando em 3 a 3 com o Vasco, em São Januário. Aliás, o time de Renato em 2010 obteve 9 partidas de invencibilidade, mas não conseguiu o feito de Celso Roth.
Aliás, desde que o Brasileirão inaugurou os pontos corridos, somente Roth venceu 5 vezes. Em 2006, Mano Menezes teve duas sequências de 4 vitórias. Em 2012 (ano passado), Vanderlei Luxemburgo também brecou no quarto jogo. Agora é a vez de Portaluppi tentar alcançar e, quem sabe, bater este recorde. Para isso, será necessário vencer Ponte Preta, no sábado, e Goiás, na terça-feira.
- 2006: Mano Menezes
24/08 Grêmio 4x1 Fortaleza
27/08 Corinthians 0x2 Grêmio
30/08 Grêmio 2x1 Cruzeiro
03/09 Grêmio 2x1 Paraná
e
8/11 Juventude 1x2 Grêmio
12/11 Atlético-PR 2x3 Grêmio
18/11 Grêmio 3x1 Santa Cruz
26/11 Grêmio 3x0 Flamengo
- 2008: Celso Roth
31/07 Coritiba 0x1 Grêmio
03/08 Grêmio 2x0 Vitória
06/08 Grêmio 1x0 Ipatinga
09/08 Atlético-MG 0x4 Grêmio
17/08 Grêmio 1x0 São Paulo
- 2010: Renato Portaluppi
26/09 Atlético-MG 1x2 Grêmio
29/09 Grêmio 4x2 São Paulo
02/10 Vitória 0x3 Grêmio
06/10 Grêmio 4x0 Prudente
- 2012: Vanderlei Luxemburgo
15/07 Cruzeiro 1x3 Grêmio
18/07 Grêmio 3x1 Sport Recife
22/07 Botafogo 0x1 Grêmio
25/07 Grêmio 1x0 Fluminense
- 2013: Renato Portaluppi
11/08 Bahia 0x3 Grêmio
14/08 Grêmio 3x1 Cruzeiro
17/08 Vasco 2x3 Grêmio
24/08 Flamengo 0x1 Grêmio
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
O que restou da viagem para Salgueiro
Foto: Alexandre Lops (Inter)
O Inter empatou, é verdade. Com o 2 a 2 sobre o Salgueiro, em Pernambuco, o Colorado avançou às quartas-de-final da Copa do Brasil. Mesmo assim, diante da fragilidade técnica do time adversário, foi uma das piores atuações da equipe treinada por Dunga na temporada. Os jogadores devem ser culpados por isso? Talvez. Mas com os 3 a 0 impostos no jogo de ida, o elenco vermelho foi apenas cumprir carnê no Nordeste. Parece que o único atleta que levou a sério a partida foi o goleiro Alisson, que defendeu até pênalti. Não fosse ele, os anfitriões poderiam ter até vencido. Como melhor em campo, dá para dizer que o arqueiro soube aproveitar muito bem sua chance.
Alisson é daquelas pedras mais cantadas no futebol. Irmão de Muriel, se encaixa perfeitamente no imaginário popular que costuma repetir: "Este é bom, mas o irmão mais novo é o melhor!" Além do mais, com as críticas que o titular vinha recebendo, e uma lesão um pouco estranha que o tirou das últimas rodadas, Alisson vem sendo observado por Dunga há três jogos. Mas foi somente nesta quinta-feira que ele conseguiu demonstrar melhores habilidades. O suficiente para ser dono da camisa 1? Vamos com calma, foi só o Salgueiro!
No entanto, foi inevitável não lembrar de um diálogo que tive com o treinador de goleiros colorado, Rogério Maia, em Veranópolis, no início deste ano. Estava ele analisando o gramado do estádio Antônio David Farina, quando eu perguntei quem seria o goleiro reserva da delegação: "Hoje é o Alisson. Estamos fazendo um rodízio." Já tinha ouvido sobre a fama do guri, então questionei sobre sua qualidade: "Ele é o melhor. Depois que entrar no time, não sai mais. E se continuar assim, vai parar na Seleção", respondeu-me Maia. E aí, é para tudo isso mesmo ou tem um irmão mais novo que é ainda melhor? Brincadeiras à parte, boa sorte ao novo titular da meta colorada.
O Inter empatou, é verdade. Com o 2 a 2 sobre o Salgueiro, em Pernambuco, o Colorado avançou às quartas-de-final da Copa do Brasil. Mesmo assim, diante da fragilidade técnica do time adversário, foi uma das piores atuações da equipe treinada por Dunga na temporada. Os jogadores devem ser culpados por isso? Talvez. Mas com os 3 a 0 impostos no jogo de ida, o elenco vermelho foi apenas cumprir carnê no Nordeste. Parece que o único atleta que levou a sério a partida foi o goleiro Alisson, que defendeu até pênalti. Não fosse ele, os anfitriões poderiam ter até vencido. Como melhor em campo, dá para dizer que o arqueiro soube aproveitar muito bem sua chance.
Alisson é daquelas pedras mais cantadas no futebol. Irmão de Muriel, se encaixa perfeitamente no imaginário popular que costuma repetir: "Este é bom, mas o irmão mais novo é o melhor!" Além do mais, com as críticas que o titular vinha recebendo, e uma lesão um pouco estranha que o tirou das últimas rodadas, Alisson vem sendo observado por Dunga há três jogos. Mas foi somente nesta quinta-feira que ele conseguiu demonstrar melhores habilidades. O suficiente para ser dono da camisa 1? Vamos com calma, foi só o Salgueiro!
No entanto, foi inevitável não lembrar de um diálogo que tive com o treinador de goleiros colorado, Rogério Maia, em Veranópolis, no início deste ano. Estava ele analisando o gramado do estádio Antônio David Farina, quando eu perguntei quem seria o goleiro reserva da delegação: "Hoje é o Alisson. Estamos fazendo um rodízio." Já tinha ouvido sobre a fama do guri, então questionei sobre sua qualidade: "Ele é o melhor. Depois que entrar no time, não sai mais. E se continuar assim, vai parar na Seleção", respondeu-me Maia. E aí, é para tudo isso mesmo ou tem um irmão mais novo que é ainda melhor? Brincadeiras à parte, boa sorte ao novo titular da meta colorada.
A esfinge gremista
Foto: Lucas Uebel (Grêmio)
À tarde, conversei com o presidente Fábio Koff na concentração gremista, que me dizia preferir a fórmula de mata-mata: "Recuperamos o espírito guerreiro que tanto marcou a década de 90. E para isso é necessário ter o apoio do torcedor", disse ele à Rádio GUAÍBA. Se ele falou, está falado. Koff é uma múmia, tamanho é o número de faixas postas sobre o peito do 'velho'. Pois, além da múmia, há a esfinge. Existe algo a mais neste Grêmio que eliminou o Santos na Arena, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil. Que fórmula maluca é essa que faz o time rodar, confunde os comentaristas e torna volantes e zagueiros em artilheiros? E enquanto ninguém consegue responder a pergunta, o Grêmio vence seus jogos.
O Grêmio é a esfinge do Brasil neste momento. "Decifra-me ou te devoro" era o lema da Esfinge de Tebas, que ao ver os seres humanos incapazes de resolver o enigma, os eliminava - tal qual faz este time comandado por Renato Portaluppi. "Todo mundo falando que, com essa formação, vinha dando certo fora de casa, mas dentro de casa não daria. A gente foi para cima e mostrou que dava", disse Werley, autor do segundo gol (o primeiro foi de Souza), que classificou o Tricolor às quartas-de-final da Copa do Brasil. E ele tem razão! Em nenhuma das rádios, jornais, televisões, blogs e sites que cobrem o dia-a-dia do Grêmio, se ouviu/leu/viu elogios ao esquema tático de Renato Portaluppi. Muito pelo contrário! Até nas arquibancadas houve quem torcesse o nariz. E agora alguém ousa questionar?
Com este 3-5-2 - de três zagueiros e três volantes -, a equipe conseguiu vergar um tradicional adversário. "Eu tenho que aprender muita coisa no futebol, mas já vivi muito nesses 20 anos. Tem treinador com mais idade que eu, mas que está aprendendo com o Grêmio. Isso me deixa feliz", disse Renato, após a vitória. Quanto tempo levará para alguém decifrar este Grêmio do Renato? Quantos mais serão devorados?
À tarde, conversei com o presidente Fábio Koff na concentração gremista, que me dizia preferir a fórmula de mata-mata: "Recuperamos o espírito guerreiro que tanto marcou a década de 90. E para isso é necessário ter o apoio do torcedor", disse ele à Rádio GUAÍBA. Se ele falou, está falado. Koff é uma múmia, tamanho é o número de faixas postas sobre o peito do 'velho'. Pois, além da múmia, há a esfinge. Existe algo a mais neste Grêmio que eliminou o Santos na Arena, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil. Que fórmula maluca é essa que faz o time rodar, confunde os comentaristas e torna volantes e zagueiros em artilheiros? E enquanto ninguém consegue responder a pergunta, o Grêmio vence seus jogos.
O Grêmio é a esfinge do Brasil neste momento. "Decifra-me ou te devoro" era o lema da Esfinge de Tebas, que ao ver os seres humanos incapazes de resolver o enigma, os eliminava - tal qual faz este time comandado por Renato Portaluppi. "Todo mundo falando que, com essa formação, vinha dando certo fora de casa, mas dentro de casa não daria. A gente foi para cima e mostrou que dava", disse Werley, autor do segundo gol (o primeiro foi de Souza), que classificou o Tricolor às quartas-de-final da Copa do Brasil. E ele tem razão! Em nenhuma das rádios, jornais, televisões, blogs e sites que cobrem o dia-a-dia do Grêmio, se ouviu/leu/viu elogios ao esquema tático de Renato Portaluppi. Muito pelo contrário! Até nas arquibancadas houve quem torcesse o nariz. E agora alguém ousa questionar?
Com este 3-5-2 - de três zagueiros e três volantes -, a equipe conseguiu vergar um tradicional adversário. "Eu tenho que aprender muita coisa no futebol, mas já vivi muito nesses 20 anos. Tem treinador com mais idade que eu, mas que está aprendendo com o Grêmio. Isso me deixa feliz", disse Renato, após a vitória. Quanto tempo levará para alguém decifrar este Grêmio do Renato? Quantos mais serão devorados?
terça-feira, 27 de agosto de 2013
A culpa é do Ronaldo Alves?
Foto: Ricardo Rimoli (Lancepress)
Primeiro a culpa era de Muriel. O senso comum entre os colorados dizia que bastava chutar no gol, que a bola entrava. Assim se explicava os números da tão vazada defesa do Inter no Brasileirão. Pois contra o Goiás, quem ficou embaixo das traves foi o irmão Alisson, e os gols continuaram acontecendo. Agora a culpa recai sobre o zagueiro Ronaldo Alves. Eu confesso, não sou um fã deste atleta - muito pelo contrário, sou até crítico -, mas não concordo que as críticas recaiam somente sobre ele. Enfim, como a moda é personificar a culpa em alguém, analisarei os números dos tentos sofridos pela zaga vermelha. Tire suas conclusões.
- Laterais:
Gabriel*: 4v 3e 1d (aproveitamento de 62,5%) - 12 gols sofridos (média de 1,5 gol por jogo)
J.Henrique: 2e (33,3% aprov) - 3 gols (1,5 por jogo)
Ednei*: 2v 3e 1d (50% aprov) - 9 gols (1,5 por jogo)
Kleber: 4v 4e 1d (59,2% aprov) - 16 gols (1,7 por jogo)
Fabrício: 1v 4e 1d (38,8% aprov) - 8 gols (1,3 por jogo)
- Zagueiros:
Moledo: 1v 2e 1d (41,6% aprov) - 5 gols (1,25 por jogo)
Índio: 2v 1e (77,7% aprov) - 5 gols (1,6 por jogo)
Juan*: 5v 7e 2d (52,3% aprov) - 24 gols (1,71 por jogo)
R.Alves*: 2v 6e 1d (44,4% aprov) - 14 gols (1,5 por jogo)
Alan: 1e (33,3% aprov) - 0 gol
*Contra Cruzeiro e Flamengo, lesões fizeram com que cada atleta atuasse um tempo
Primeiro a culpa era de Muriel. O senso comum entre os colorados dizia que bastava chutar no gol, que a bola entrava. Assim se explicava os números da tão vazada defesa do Inter no Brasileirão. Pois contra o Goiás, quem ficou embaixo das traves foi o irmão Alisson, e os gols continuaram acontecendo. Agora a culpa recai sobre o zagueiro Ronaldo Alves. Eu confesso, não sou um fã deste atleta - muito pelo contrário, sou até crítico -, mas não concordo que as críticas recaiam somente sobre ele. Enfim, como a moda é personificar a culpa em alguém, analisarei os números dos tentos sofridos pela zaga vermelha. Tire suas conclusões.
- Laterais:
Gabriel*: 4v 3e 1d (aproveitamento de 62,5%) - 12 gols sofridos (média de 1,5 gol por jogo)
J.Henrique: 2e (33,3% aprov) - 3 gols (1,5 por jogo)
Ednei*: 2v 3e 1d (50% aprov) - 9 gols (1,5 por jogo)
Kleber: 4v 4e 1d (59,2% aprov) - 16 gols (1,7 por jogo)
Fabrício: 1v 4e 1d (38,8% aprov) - 8 gols (1,3 por jogo)
- Zagueiros:
Moledo: 1v 2e 1d (41,6% aprov) - 5 gols (1,25 por jogo)
Índio: 2v 1e (77,7% aprov) - 5 gols (1,6 por jogo)
Juan*: 5v 7e 2d (52,3% aprov) - 24 gols (1,71 por jogo)
R.Alves*: 2v 6e 1d (44,4% aprov) - 14 gols (1,5 por jogo)
Alan: 1e (33,3% aprov) - 0 gol
*Contra Cruzeiro e Flamengo, lesões fizeram com que cada atleta atuasse um tempo
Cada volante no seu quadrado
Foto: Cristiano Oliveski (Grêmio)
A época das vacas magras está chegando ao fim no Grêmio - se é que algum dia chegou a se sentir que este período passou pela Arena. Para quem não percebeu, foi sem poder contar com Zé Roberto, Elano e Vargas, que o técnico Renato Portaluppi armou o tal esquema 3-5-2, que enfileirou vitórias no Brasileirão. Mas agora, quando o buraco é mais embaixo, o Departamento Médico começa a abrir as portas. Nesta quarta-feira, diante do Santos, pela Copa do Brasil, o comandante terá os retornos de Zé Roberto e Vargas. Mesmo assim, a prudência manda não mexer na equipe. E, antes que o camisa 10 comece a se preocupar, vem o alento.
Zé Roberto não ficará por muito tempo sentado no banco de reservas. Primeiro porque, tudo leva a crer, se não iniciar jogando contra os santistas, entrará no decorrer da partida. O Grêmio precisa reverter a derrota de 1 a 0 obtida na Vila Belmiro, se quiser passar. E, para isso, os serviços do meia são essenciais onde hoje só se tem volantes (bons, é verdade, mas ainda volantes). E depois disso, Zé Roberto poderá reinar no meio-campo gremista, como antigamente.
Tudo isso porque Cristian Riveros foi convocado para a Seleção Paraguaia, que disputa as Eliminatórias para a Copa do Mundo. Assim, desfalcará o Tricolor contra Goiás e Portuguesa, no Brasileirão. Mas, sem aflição! Zé Roberto poderá entrar no time de Renato sem fazer 'estragos'. O esquema 'bom' e 'que vence' poderá ser tranquilamente mantido. Basta Zé assumir a função da esquerda, com Souza de primeiro homem e Ramiro na direita. Pronto, os volantes continuarão intocáveis! E se alguém acha que o atual camisa 10 do Grêmio não sabe marcar, eu recordo: no 'Quadrado Mágico' do Parrera, em 2006, era Zé Roberto o carregador de piano do time.
A época das vacas magras está chegando ao fim no Grêmio - se é que algum dia chegou a se sentir que este período passou pela Arena. Para quem não percebeu, foi sem poder contar com Zé Roberto, Elano e Vargas, que o técnico Renato Portaluppi armou o tal esquema 3-5-2, que enfileirou vitórias no Brasileirão. Mas agora, quando o buraco é mais embaixo, o Departamento Médico começa a abrir as portas. Nesta quarta-feira, diante do Santos, pela Copa do Brasil, o comandante terá os retornos de Zé Roberto e Vargas. Mesmo assim, a prudência manda não mexer na equipe. E, antes que o camisa 10 comece a se preocupar, vem o alento.
Zé Roberto não ficará por muito tempo sentado no banco de reservas. Primeiro porque, tudo leva a crer, se não iniciar jogando contra os santistas, entrará no decorrer da partida. O Grêmio precisa reverter a derrota de 1 a 0 obtida na Vila Belmiro, se quiser passar. E, para isso, os serviços do meia são essenciais onde hoje só se tem volantes (bons, é verdade, mas ainda volantes). E depois disso, Zé Roberto poderá reinar no meio-campo gremista, como antigamente.
Tudo isso porque Cristian Riveros foi convocado para a Seleção Paraguaia, que disputa as Eliminatórias para a Copa do Mundo. Assim, desfalcará o Tricolor contra Goiás e Portuguesa, no Brasileirão. Mas, sem aflição! Zé Roberto poderá entrar no time de Renato sem fazer 'estragos'. O esquema 'bom' e 'que vence' poderá ser tranquilamente mantido. Basta Zé assumir a função da esquerda, com Souza de primeiro homem e Ramiro na direita. Pronto, os volantes continuarão intocáveis! E se alguém acha que o atual camisa 10 do Grêmio não sabe marcar, eu recordo: no 'Quadrado Mágico' do Parrera, em 2006, era Zé Roberto o carregador de piano do time.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Capitão de 94 vs. Capitão de 82
Foto: Alexandre Lops (Inter)
Mais uma vez o Internacional frustrou seu torcedor. Pela quinta vez consecutiva no Campeonato Brasileiro, o Colorado empatou - desta vez em 3 a 3 com o Goiás. É a sexta rodada sem vitória. Enquanto isso, o time se distancia do G-4, para não falar em briga pelo título. E até a velha bengala do jogo atrasado contra o Santos foi deixada de lado. "Esse argumento caiu por terra", admitiu o diretor Luis César Souto de Moura. O que está acontecendo com o Inter?
Segundo o capitão D'Alessandro, a equipe até vem atuando bem, mas o resultado não acompanha as apresentações. Não deixa de ser uma verdade. Mas, para explicar isso, o argentino disparou: "Tem time aí que joga dando balão, joga na defesa e faz bom resultado", numa clara referência ao Grêmio. "A gente, por enquanto, não vai jogar assim. Se tiver que morrer, vamos morrer de pé com nossas ideias. Prefiro jogar bem, que o torcedor assista a gente jogando melhor que o adversário", completou. Bom, aí são outros quinhentos. Que o ataque vem marcando gols, o time mostrando um bom futebol, tudo bem. Mas o torcedor não irá engolir este argumento. Ou melhor, o técnico Dunga não irá engolir.
Questionado sobre a declaração de D'Ale, o treinador respondeu: "O melhor é jogar bonito e ganhar, mas vai ter partidas em que a gente vai atuar da forma mais adequada ao jogo." Fala por si só. Talvez D'Alessandro não saiba, mas a escola de Dunga é do 'ganhar a qualquer custo'. Essa de 'perder desde que jogando bem' não casa com o Capitão do Tetra. Dunga é defensor ferrenho da tese que, na Copa do Mundo de 1994, o time capitaneado por ele não tinha o futebol mais vistoso, mas colocou faixa no peito. Em 1982, no entanto, quando a plástica era preponderante, deu a pragmática Itália na cabeça. Neste momento há um choque de ideias: jogar como em 94 ou em 82? Ser Dunga ou ser D'Alessandro?
Mais uma vez o Internacional frustrou seu torcedor. Pela quinta vez consecutiva no Campeonato Brasileiro, o Colorado empatou - desta vez em 3 a 3 com o Goiás. É a sexta rodada sem vitória. Enquanto isso, o time se distancia do G-4, para não falar em briga pelo título. E até a velha bengala do jogo atrasado contra o Santos foi deixada de lado. "Esse argumento caiu por terra", admitiu o diretor Luis César Souto de Moura. O que está acontecendo com o Inter?
Segundo o capitão D'Alessandro, a equipe até vem atuando bem, mas o resultado não acompanha as apresentações. Não deixa de ser uma verdade. Mas, para explicar isso, o argentino disparou: "Tem time aí que joga dando balão, joga na defesa e faz bom resultado", numa clara referência ao Grêmio. "A gente, por enquanto, não vai jogar assim. Se tiver que morrer, vamos morrer de pé com nossas ideias. Prefiro jogar bem, que o torcedor assista a gente jogando melhor que o adversário", completou. Bom, aí são outros quinhentos. Que o ataque vem marcando gols, o time mostrando um bom futebol, tudo bem. Mas o torcedor não irá engolir este argumento. Ou melhor, o técnico Dunga não irá engolir.
Questionado sobre a declaração de D'Ale, o treinador respondeu: "O melhor é jogar bonito e ganhar, mas vai ter partidas em que a gente vai atuar da forma mais adequada ao jogo." Fala por si só. Talvez D'Alessandro não saiba, mas a escola de Dunga é do 'ganhar a qualquer custo'. Essa de 'perder desde que jogando bem' não casa com o Capitão do Tetra. Dunga é defensor ferrenho da tese que, na Copa do Mundo de 1994, o time capitaneado por ele não tinha o futebol mais vistoso, mas colocou faixa no peito. Em 1982, no entanto, quando a plástica era preponderante, deu a pragmática Itália na cabeça. Neste momento há um choque de ideias: jogar como em 94 ou em 82? Ser Dunga ou ser D'Alessandro?
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