quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Filho Maravilha


Quero confessar o tamanho do susto que levei hoje. Após ouvir muitas vezes referência a gols de Jonas, salvando a pele do Grêmio, resolvi olhar a lista dos artilheiros do Brasileirão 2009. Atualmente dividem o topo da listagem Val Baiano, do Barueri, Marcelinho Paraíba, do Coritiba, Roger, do Vitória, e o próprio Jonas, do Grêmio. Todos com 11 gols. Logo abaixo, com 10 gols, estão Diego Tardelli e Éder Luís, do Atlético-MG, Adriano, do Flamengo, Felipe, do Goiás, Gilmar, do Náutico, e Alecsandro, do Internacional.

Agora, pare para analisar quem são os postulantes a goleador do certame. No início do ano, muito se falou em Kléber Pereira, Washington, Ronaldo Fenômeno e Kléber do Cruzeiro. Hoje, passadas 23 rodadas, início de setembro, nenhum deles surge como exponente. Até mesmo os artilheiros da dupla Gre-Nal. Pasme! Jonas e Alecsandro. Dois atletas que iniciaram como reservas em suas equipes. Jonas chegou a desbancar Alex Mineiro para assumir a titularidade. De pior atacante do mundo, segundo um jornal espanhol, aparece como goleador do Tricolor na temporada, com 21 gols. Já o atual camisa 9 do Internacional esperou Nilmar arrumar as malas para tomar conta da posição. Além do mais, colocou a jovem revelação Taison em segundo plano, se tornando a referência ofensiva do time.

Histórias como esta vão de encontro a passagens antigas do futebol brasileiro. João Batista Sales, atacante do Flamengo em meados dos anos 60. Com o apelido de "Fio", o jogador desengonçado e folclórico caiu nas graças da torcida carioca depois de marcar o gol da vitória em cima do Benfica, de Portugal. Depois disso, ainda seria homenageado através de uma música de Jorge Ben Jor, intitulada "Fio Maravilha".

Acontece que ao ver que se tornava ídolo, Fio cobrou direitos autorais do cantor. É obvio que não levou a melhor. Malandro como um bom carioca, Jorge Ben Jor passou a cantar "Filho Maravilha" ao invés de Fio.

Fio envelheceu, não marcou mais gols e só não caiu no esquecimento da torcida rubro-negra por conta da música. Por isso, fica a torcida para que os atacantes desacreditados da dupla Gre-Nal, Jonas e Alecsandro, consigam alcançar suas metas. Mas, jamais se permitam pensar que são craques. Aprendam com o exemplo de Fio Maravilha.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

É improvável e impossível?


O ano de 2009 iniciou muito esperançoso para a dupla Gre-Nal. Vermelhos sonhando em ganhar tudo no centenário do clube e azuis falando em tri da América. Conforme os dias passam, vão terminando os argumentos para se agarrar. Mesmo assim, a toalha, velha e poída, teima em não ser atirada ao chão.

Antes mesmo das festas de 100 anos iniciarem, o vice de futebol colorado, Fernando Carvalho, reuniu os jogadores no vestiário e exigiu simplesmente todos os campeonatos que fossem disputados. Aí estavam o Gauchão, a Copa do Brasil, a Recopa, a Suruga, o Brasileirão e a Sul-Americana. Vieram o campeonato regional e o torneio japonês. Já a Copa do Brasil e a Recopa foram arrancadas de forma bruta. Corinthians e LDU foram os algozes. Resta a briga pelo Brasileirão, que há 30 anos não repousa no armário vermelho. O Inter está bem posicionado na disputa pelo título. Ocupa a segunda colocação e está a apenas um ponto atrás do líder Palmeiras. E mesmo assim, segue perseguindo o sonho de erguer a taça em dezembro. O que é válido. Até porque, vendo que a probabilidade é muito forte, os colorados se empolgam.


Resta manter os pés no chão, até porque, se bobear, o ano termina como 2008: com a Sul-Americana como consolo. Falando em consolo, o Grêmio luta para não comemorar uma simples vaga na "2ª divisão da América" - como sentenciou o presidente Duda Kroeff no início do ano. O lema "soy loco por tri América" ficou perdido ao vento. Celso Roth foi embora, Paulo Autuori chegou e as lamentações prosseguem. Mas a esperança é a última que morre. O atacante Jonas, goleador da equipe no Brasileirão, ainda acredita em título. Já o capitão Tcheco acredita que a briga fica pelo ingresso no G-4. Atualmente, o Tricolor está a seis pontos do 4º colocado, Goiás. É meio difícil, mas dá para enxergar. E, se trantando do Imortal, tudo é possível.

Boa sorte para a dupla. O Inter contra o Cruzeiro em casa e o Grêmio contra o Náutico, em Recife.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Você não gosta de mim, mas sua filha gosta!


Dia 7 de setembro: independência do Brasil. Na verdade, dá para se dizer que o primeiro grito de liberdade não foi lá essas coisas. Pelo menos é o que se contesta. Agora o segundo grito, durou alguns anos e teve efeito sem tamanho. Iniciado ainda na classe musical, as palavras de ordem passaram pelas músicas de Chico Buarque, passaram pelos pedidos de "Diretas Já!" e culminaram com os caras pintadas. Calma, este não é um comentário histórico-cultural. Já chegamos na parte esportiva.

Bom, voltando ao Chico Buarque, há uma música que chama a atenção pela audácia. Contam as entrelinhas que a canção "Jorge Maravilha", gravada em 1974, tinha como endereço a casa do então presidente Ernesto Geisel. Com um refrão emblemático, o velho Chico entoava "você não gosta de mim, mas sua filha gosta". Dizem, tudo isso se devia ao fato da censura nas letras de que, mesmo com a censura nas letras, nem por isso a filha do chefe de Estado parou de comprar os discos do artista. Se é verdade, não se sabe. O que se sabe é que a dupla Gre-Nal vive o mesmo sentimento do refrão.

Ainda no sábado, quando o Grêmio enfrentou o Vitória, até os gandulas sabiam que os baianos seriam trucidados dentro de campo. Porém, Paulo Autuori adentrou o gramado sem o capitão Tcheco. Preferiu colocá-lo no banco de reservas. É bem verdade que muita gente já pediu a saída do capitão da equipe. Mas afinal de contas, como escalar o Grêmio sem Tcheco? Há dois anos o jogador não apenas é titular como também a referência da equipe. Eu diria mais: o camisa 10 pode ser pragmático e lento, mas com a cara dele e através dos pés dele o Tricolor chegou a uma final de Libertadores em 2007 e ao vice do Brasileirão no ano passado. Se há algo errado dentro do vestiário azul, ele se chama Paulo Autuori. Contratado para levar a torcida gremista às conquistas que Celso Roth não conseguiu, o comandante ainda não convenceu ninguém. Aliás, encheu a Azenha com teorias e filosofias que sequer combinam com o futebol e a história gremista. Mas se a torcida não está gostando dele, ao que parece, a diretoria gosta.

Do lado vermelho, a torcida tem que aturar o mesmo refrão. Mas não por parte de Tite. O técnico colorado provou nestas últimas rodadas que soube reinventar o futebol colorado. O problema da equipe vermelha se chama Bolívar. Ele já foi escalado como lateral, zagueiro da sobra, zagueiro pela direita, enfim, e ainda não convenceu a que veio. Ainda ontem, quando o Inter não tomou conhecimento do Avaí e fez 2 a 0 sem piedades, o torcedor teve que assistir sua equipe deixar o gramado da Ressacada com dois jogadores a menos. A expulsão de Bolívar chama a atenção por ser reincidente. Assim foi contra o Coritiba, contra a LDU e agora contra o Avaí. Cartões vermelhos inexplicáveis para um jogador de quilate, como ele próprio se considera. Mas, se a torcida colorada já não aguenta mais ver Bolívar em campo, Fernando Carvalho e Tite adoram.

Por isso, neste dia 7 de setembro, está na hora de Inter e Grêmio darem os seus gritos de independência. Chega de ficar refém de desculpas esfarrapadas. Depois, quando o Grêmio não chegar ao G-4 ou quando Bolívar entregar um gol decisivo na última rodada, não adianta voltar atrás.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Por onde andei


Neste final de semana, o Campeonato Brasileiro entrará na sua 23ª rodada. Mesmo assim, algumas coisas ainda não foram bem resolvidas na vida da dupla Gre-Nal. Promessas foram feitas e o torcedor acreditou, mesmo tendo que protestar alguns dias depois. Principalmente se tratando do Grêmio. Assim foi com o sonho do tri da América, assim foi com a esperança dos reforços e a bola da vez dá conta das vitórias fora de casa.

Amanhã, o Grêmio não sairá de Porto Alegre, o que, de certa forma, já cheira a três pontos contra o Vitória da Bahia. Porém, nem assim, o torcedor gremista se sente tranquilo com as atuações do time. É aquela mesma história que se repete, inclusive aqui nos comentários: em casa um leão, fora um chiuaua. No entanto, a valentia do Tricolor parece ter recebido um reforço importante durante esta semana. Desembarcou no estádio Olímpico o volante Fábio Rochemback. E de cara, o atleta cativou o torcedor. Revelado nas categorias de base do arquirrival, o jogador tinha tudo para ser contestado. Mas declarou que era gremista desde criancinha. Então, tudo ok. Para melhorar a relação com o torcedor, Rochemback colocou em prática um dos lemas da Geral do Grêmio, antiga Alma Castelhana: "Treino é jogo e jogo é guerra!". Será que era isso que faltava ao Grêmio? Será que agora o time engrena?

Como entoa Nando Reis, "por onde andei enquanto você me procurava? Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?".

Pelo lado colorado, o dilema segue girando em torno do esquema tático. 4-4-2, 3-5-2, 4-4-3, enfim. Uma variação de números já foi enfileirada para definir o padrão perfeito de jogo para o Internacional. Contra o Goiás, o trio de zagueiros foi eficiente, já contra o Galo, não fosse a dupla de armadores no meio, a história seria diferente. São milhões de discussões que geram outras tantas conclusões. Pois neste domingo, quando Tite enviar seus guerreiros a campo para enfrentar o Avaí, a dúvida persistirá nas mentes de toda a nação colorada. Afinal, o 3-5-2 é o esquema que faltava na vida do Inter?

E essa resposta não se dará em um sábado ou em um domingo apenas. O final da análise termina com uma sequencia de partidas. Esperemos para ver.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Será que é tudo ilusão?


O Inter é "o melhor do Brasil no primeiro turno". Essa é a manchete encontrada no site do próprio Internacional. No entanto, não é o que vejo agora. E o agora é o que me interessa. Hoje, o Colorado está na segunda colocação, um ponto atrás do líder Palmeiras. Por isso, mesmo tendo acabado de vencer o Atlético-MG, Tite deve pensar à frente. Não há tempo para comemorações.

Ontem mesmo, a dificuldade foi enorme. A equipe adentrou no gramado do estádio Beira-Rio decidida a vencer. Porém, por pouco, não viu o time de Celso Roth sair para o intervalo comemorando uma vitória parcial. Já no segundo tempo de partida, Tite sacou Danilo Silva e lançou D'Alessandro. Daí por diante, o Atlético-MG, que esperava aquele mesmo Inter apático da
primeira etapa, deparou-se com um Inter revolucionário, incendiário. Tanto que o placar final, que marcava os largos 3 a 0, pareciam mentir diante daquilo que se via no campo.

Contudo, o torcedor colorado vive um dilema. Viu-se que elenco existe. Uma lista de jogadores que seriam titulares em qualquer equipe do mundo: Sorondo, Fabiano Eller, Kléber, Magrão, D'Alessandro, Edu e alguns outros. A partir de então, como exclamou o vice de futebol Fernando Carvalho, não se espera outro resultado que o título nacional. Até mesmo uma classificação para a Libertadores seria considerada desgraça.

Mas e aí, será que o título vem?

Sim, o que interessa é o título. Não adianta vir com a conversa de que o Inter conquistou o título simbólico do primeiro turno. Sou do tempo em que título era faixa, medalha e taça no armário. Do contrário, nada me interessa. Até porque, no ano passado, essa conversa foi igual com o Grêmio, que teve a melhor campanha na primeira metade do Brasileirão 2008. No final das contas, todo mundo já sabe.

Falando em Grêmio, o discurso é quase o mesmo. Com Souza, Herrera, Lúcio, Máxi López e, mais recentemente, Fábio Rochemback, não pode se aceitar um não como resposta. A vaga para a Libertadores da América do ano que vem, no mínimo, deve ser levada como obrigação no estádio Olímpico. Aliás, não só no estádio Olímpico, mas também no estádio dos Aflitos, no Maracanã, no Pacaembu e em tantos outros estádios em que o Grêmio jogará neste returno. Chega de desculpas! A primeira vitória fora de casa tem que vir já!

Ou será tudo ilusão?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

No meu lugar


Os dois nasceram em Caxias do Sul. Os dois treinaram equipes da Serra Gaúcha. Amobs passaram pelo Grêmio. E também por Atlético Mineiro, Palmeiras e Internacional. Celso Juarez Roth nasceu em 30 de novembro de 1957. Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, nasceu em 25 de maio de 1961. Assim, o primeiro é mais velho e mais experiente. Ou pelo menos deveria ser. Passou por equipes dos Emirados Árabes e Catar antes de treinar times brasileiros. Acontece que no currículo do segundo estão alguns títulos que o outro sequer chegou perto, como Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. Por isso, Celso Roth e Tite são como irmãos separados na maternidade. Trilharam o mesmo caminho, acabaram em pontos opostos.

E nesta quarta-feira, dia 2 de setembro de 2009, os dois ficarão frente a frente novamente. Somente neste ano, foram três enfrentamentos. Roth ainda vestia azul, quando perdeu por três vezes seguidas pelo mesmo placar: 2 a 1. Aquilo lhe custou o emprego e o sonho de finalmente colocar algo valioso no currículo: uma Libertadores da América. Para Tite, não fez importância alguma. Foi uma vitória a mais, já que a direção colorada lhe colocava como obrigação a busca pela vaga na Libertadores do ano que vem.

Pois terminado o episódio, Roth declarou em entrevista coletiva no final da partida: "Que bom para ele! A vida segue para o Grêmio...". E realmente seguiu. O Tricolor trouxe Paulo Autuori e Celso Roth foi parar no Atlético-MG. Pois em Belo Horizonte, Roth surpreendeu o Brasil ao adentrar o Campeonato postulando nas primeiras posições. Algumas rodadas se passaram e o Galo despencou na tabela. Já o Colorado, de Tite, seguiu na briga, figurando sempre entre os quatro melhores.


E, como canta Paula Toller: "Eu quero ser você, ficar no seu lugar. Eu quero ver você ficar no meu lugar!"


Agora, quando o Atlético Mineiro adentrar o estádio Beira-Rio, às 21h desta noite, não estará apenas lutando para voltar ao G-4. Estará lutando pela honra de Celso Roth contra Tite. Afinal de contas, há um ano, quem brigava pelo título nacional era o próprio Roth.

Do lado colorado, a vitória hoje coloca o Inter de cabeça na briga direta pela taça. Batendo os mineiros, o Inter estará a apenas um ponto do líder Palmeiras. E, como declarou Tite, enfrentar Celso Roth tanto faz como tanto fez. Resta saber quem vai se sair melhor: o filósofo de calma mansa ou o birrento e estressado. Duas escolas diferentes, da mesma cidade. Que vença a melhor!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

É camisa 10 da Seleção!


Não faz muito, os torcedores da dupla Gre-Nal vislumbraram Victor e Sandro na lista de convocados para a Seleção Brasileira. O goleiro gremista, graças às últimas atuações, ao que parece, finalmente conquistou a confiança do técnico Dunga. Já o volante colorado foi lembrado para substituir Josué, que sofreu uma lesão no joelho. Aliás, não é de hoje que Grêmio e Internacional vêem seus craques desembarcar na Granja Comary. Na mesma Seleção principal, por exemplo, estiveram os gremistas Anderson, Ronaldinho Gaúcho e mais recentemente Lucas. Assim como os vermelhos Lúcio, Renan e Alexandre brilharam com a camisa amarelinha.

Agora, a notícia que surge dá conta da Seleção sub-20. Foram chamados para disputar o Mundial da categoria, que será disputado no Egito, Maylson (pelo Grêmio), Giuliano e Sandro (pelo Inter). Ou seja, três jogadores do Rio Grande do Sul representarão a nação! Isso serviria como orgulho para qualquer clube do país. Mas não aqui, no território sul-riograndense. De Vacaria para baixo Seleção Brasileira não é graça conquistada, e sim castigo. Pelo menos aos olhos do torcedor gaúcho. Tanto gremistas quanto colorados foram à loucura com o temor de perder os craques para o escrete canarinho. Seja quando Paulo Nunes foi convocado e desfalcou o Grêmio em plena Libertadores de 97, ou quando Nilmar ficou de fora da final da Copa do Brasil deste ano. É bem verdade que em outros tempos a torcida soltava foguetes quando via seus atletas trajados de verde e amarelo. Everaldo, por exemplo, virou uma estrela na bandeira tricolor, enquanto o próprio Dunga e Taffarel foram vangloriados no Beira-Rio após 1994.

Porém, de uns tempos para cá a Seleção virou adversária da dupla. Neste caso dos três jovens talentos convocados, o temor é ainda maior. Para o Tricolor, o desfalque não será tão grande assim. O meio-campista Maylson é reserva na equipe de Paulo Autuori. Antes dele pisar no gramado do Olímpico, ainda pisarão Douglas Costa e Renato Cajá. Porém, para o Colorado, as convocações de Sandro e Giuliano são de arrepiar a espinha. O primeiro, recentemente convocado por Dunga para a Seleção principal, já vem recebendo ofertas de um clube inglês. Na cabeça do torcedor, a Seleção age como vitrine, oferecendo o seu craque. No caso de Giuliano, que nas últimas partidas assumiu a titularidade do meio-campo vermelho, a aversão fica por conta da surrupia deste atleta. Chegam a esbravejar "Pô, agora que o Tite arrumou o time!".

Opiniões à parte, Sandro e Maylson provavelmente formarão a dupla de volantes da Seleção sub-20. E para Giuliano sobrará a camisa 10. Afinal de contas, é bom ou não ter jogadores na Seleção? Pergunta sem resposta...