Foto: Marcelo Campos (Vipcomm)
Ao que tudo indica, Alex poderá fazer sua reestreia com a camisa colorada no domingo, diante do Atlético-PR. No treino desta quinta-feira, Dunga armou o time já sem Jorge Henrique (expulso no Gre-Nal). A dúvida era entre Alan Patrick e Alex. A balança pendeu para o lado do segundo. Assim, o meio-campo do Inter, em formato de losango, teria Aírton na primeira função, Willians pela direita, Alex na esquerda e D'Alessandro à frente. Uma boa opção? "Eu não sou um Guiñazu, né cara? Correr com aquela saúde toda ali... Foi a primeira opção do Dunga. Ele tem algumas variáveis. Não sabemos se esta é a formação que vai para o jogo. Já joguei ali em 2006. Novidade não é, mas é só estar em condição física melhor", comentou o próprio atleta.
Pois se a condição física ainda não é a ideal, a memória de Alex está em dia. Foi naquela função, por exemplo, que ele atuou no primeiro tempo da final do Mundial de Clubes, em 2006, contra o Barcelona. Em um losango formatado por Abel Braga para brecar o criativo meio-campo catalão, Edinho tinha a primeira função, com Wellington Monteiro pela direita, Alex à esquerda e Fernandão à frente - Iarley e Alexandre Pato fechavam o ataque. Acontece que naquele momento ele já mostrou não ter pernas para marcar e atacar com a mesma qualidade. Acabou sendo substituído no intervalo pelo colombiano Fabian Vargas.
Mas no Beira-Rio, Alex já foi lateral-esquerdo (logo após sua chegada do Guarani de Campinas). Também atuou como meia-armador, em 2008, com Abel Braga - nos 8 a 1 sobre o Juventude, por exemplo. E até de segundo atacante, com Tite, na conquista da Copa Sul-Americana, se aventurou a formar a dupla ofensiva com Nilmar. Enfim, versátil ele provou que é. Mas, conseguirá se destacar com este sistema tático de Dunga? A pergunta começa a ser respondida no domingo.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Para não dançar ao ritmo do Salgueiro
Foto: Robson Mendes (Correio 24 horas)
No dia 23 de maio, eu desembarquei em Salvador-BA para cobrir pela Rádio GUAÍBA o primeiro jogo do Internacional pelo Brasileirão 2013. O adversário era o Vitória, na novíssima Arena Fonte Nova. Conversei com o diretor Luis César Souto de Moura e indaguei se o Vitória era páreo para o Colorado, uma vez que havia sido eliminado da Copa do Brasil pelo desconhecido Salgueiro-PE um dia antes: "São competições diferentes. A Copa do Brasil permite isso, que uma equipe de menor expressão surpreenda. E agora eles estarão pressionados para dar uma resposta ao seu torcedor", respondeu-me ele à época, mais ou menos com estas palavras. Por isso, qual grande é minha surpresa quando vejo cair este mesmo clube no caminho colorado. Vale debochar? Jamais!
Lembro das manchetes dos jornais baianos, perplexos com a eliminação do Vitória, fazendo ironia com o fato do favorito ter 'dançado' diante de um clube com nome de Escola de Samba Carnavalesca. Mesmo assim, não deixaram de exaltar a atuação do goleiro Mondragón. A mesma reação deve ter tido a imprensa de Criciúma, pois por lá o Salgueiro também aprontou das suas. Seria o Inter a próxima vítima? É o que tentam vacinar os dirigentes colorados. O exemplo do Mazembe está aí para ser citado insistentemente.
O que chama a atenção é se alguém ainda querer reclamar do fato de ter que viajar até Juazeiro do Norte-CE, para chegar próximo à cidade da decisão da vaga às quartas da Copa do Brasil. Querem trocar com Flamengo, Cruzeiro e Grêmio, que pegaram clubes grandes no sorteio? O Inter tem é de agradecer por ganhar ainda mais tempo para que Dunga possa ajustar melhor sua equipe, reforçada agora por Scocco e Alex. E que esse papo de fazer saldo no jogo de ida seja derrubado desde já, pois o Salgueiro está comprovando que sabe fazer os grandes sambar na roda.
No dia 23 de maio, eu desembarquei em Salvador-BA para cobrir pela Rádio GUAÍBA o primeiro jogo do Internacional pelo Brasileirão 2013. O adversário era o Vitória, na novíssima Arena Fonte Nova. Conversei com o diretor Luis César Souto de Moura e indaguei se o Vitória era páreo para o Colorado, uma vez que havia sido eliminado da Copa do Brasil pelo desconhecido Salgueiro-PE um dia antes: "São competições diferentes. A Copa do Brasil permite isso, que uma equipe de menor expressão surpreenda. E agora eles estarão pressionados para dar uma resposta ao seu torcedor", respondeu-me ele à época, mais ou menos com estas palavras. Por isso, qual grande é minha surpresa quando vejo cair este mesmo clube no caminho colorado. Vale debochar? Jamais!
Lembro das manchetes dos jornais baianos, perplexos com a eliminação do Vitória, fazendo ironia com o fato do favorito ter 'dançado' diante de um clube com nome de Escola de Samba Carnavalesca. Mesmo assim, não deixaram de exaltar a atuação do goleiro Mondragón. A mesma reação deve ter tido a imprensa de Criciúma, pois por lá o Salgueiro também aprontou das suas. Seria o Inter a próxima vítima? É o que tentam vacinar os dirigentes colorados. O exemplo do Mazembe está aí para ser citado insistentemente.
O que chama a atenção é se alguém ainda querer reclamar do fato de ter que viajar até Juazeiro do Norte-CE, para chegar próximo à cidade da decisão da vaga às quartas da Copa do Brasil. Querem trocar com Flamengo, Cruzeiro e Grêmio, que pegaram clubes grandes no sorteio? O Inter tem é de agradecer por ganhar ainda mais tempo para que Dunga possa ajustar melhor sua equipe, reforçada agora por Scocco e Alex. E que esse papo de fazer saldo no jogo de ida seja derrubado desde já, pois o Salgueiro está comprovando que sabe fazer os grandes sambar na roda.
Vargas contra o Santos
Foto: Ivan Storti
A lesão de Eduardo Vargas não é tão simples como se imaginou previamente. Aliás, quando caiu no gramado do Pacaembu, sentindo dores no tornozelo, sequer dava para prever que ficaria de fora do Gre-Nal. Pois não só o tirou do clássico como da Seleção Chilena. Nesta terça-feira, a Ferdação de Futebol do Chile resolveu cortá-lo do próximo amistoso da equipe. "Enviamos um laudo médico à Federação Chilena na semana passada, inclusive com uma foto do tornozelo inchado para comprovar a lesão. Achamos melhor mantê-lo por aqui para que possa se recuperar bem", disse-me o diretor-executivo do Grêmio, Rui Costa. E, convenhamos, perdê-lo para um amistoso contra o Iraque, em Copenhague, na Dinamarca, já seria dose!
Ainda sobre a lesão, inicialmente o departamento médico não soube precisar quanto tempo levaria o atacante para retornar aos gramados. Pois a intenção agora é colocá-lo nas mãos de Renato Portaluppi a tempo de enfrentar o Santos, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O cálculo é fácil: "É difícil falar, não sou médico, mas acredito que dentro de 10 a 15 dias ele estará à disposição", decretou o assessor Marcos Chitolina em entrevista à Rádio GUAÍBA. Se hoje é dia 6, daqui a 15 dias estaremos no dia 21. Ou seja, data do jogo de ida, na Vila Belmiro. Mesmo palco onde o chileno inclusive marcou um gol, no empate em 1 a 1 pelo Brasileirão.
Resta saber se Vargas conseguirá tomar seu lugar de volta na equipe. Com as últimas boas atuações de Kleber, as coisas se complicaram. E Renato também não parece disposto a abrir mão do esquema tático com um homem de referência na área (neste caso, Barcos). Seja no 3-5-2 ou 4-4-2, Eduardo Vargas terá de esperar sua vez. Mas agora já se sabe: o prazo inicial, mesmo que tenha vindo de um 'leigo', é o Santos na Copa do Brasil.
A lesão de Eduardo Vargas não é tão simples como se imaginou previamente. Aliás, quando caiu no gramado do Pacaembu, sentindo dores no tornozelo, sequer dava para prever que ficaria de fora do Gre-Nal. Pois não só o tirou do clássico como da Seleção Chilena. Nesta terça-feira, a Ferdação de Futebol do Chile resolveu cortá-lo do próximo amistoso da equipe. "Enviamos um laudo médico à Federação Chilena na semana passada, inclusive com uma foto do tornozelo inchado para comprovar a lesão. Achamos melhor mantê-lo por aqui para que possa se recuperar bem", disse-me o diretor-executivo do Grêmio, Rui Costa. E, convenhamos, perdê-lo para um amistoso contra o Iraque, em Copenhague, na Dinamarca, já seria dose!
Ainda sobre a lesão, inicialmente o departamento médico não soube precisar quanto tempo levaria o atacante para retornar aos gramados. Pois a intenção agora é colocá-lo nas mãos de Renato Portaluppi a tempo de enfrentar o Santos, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O cálculo é fácil: "É difícil falar, não sou médico, mas acredito que dentro de 10 a 15 dias ele estará à disposição", decretou o assessor Marcos Chitolina em entrevista à Rádio GUAÍBA. Se hoje é dia 6, daqui a 15 dias estaremos no dia 21. Ou seja, data do jogo de ida, na Vila Belmiro. Mesmo palco onde o chileno inclusive marcou um gol, no empate em 1 a 1 pelo Brasileirão.
Resta saber se Vargas conseguirá tomar seu lugar de volta na equipe. Com as últimas boas atuações de Kleber, as coisas se complicaram. E Renato também não parece disposto a abrir mão do esquema tático com um homem de referência na área (neste caso, Barcos). Seja no 3-5-2 ou 4-4-2, Eduardo Vargas terá de esperar sua vez. Mas agora já se sabe: o prazo inicial, mesmo que tenha vindo de um 'leigo', é o Santos na Copa do Brasil.
domingo, 4 de agosto de 2013
Arena batizada
Foto: Alexandre Lops (Inter)
Agora sim, dá para dizer que o Grêmio se mudou de vez para a Arena. Sei bem, a inauguração aconteceu ainda em dezembro de 2012, no amistoso contra o Hamburgo-ALE. Mas nenhum estádio de Porto Alegre pode se dar por realmente inaugurado sem ter sediado um clássico Gre-Nal. Foi assim neste domingo, em partida válida pela 11ª rodada do Brasileirão. E o resultado foi um pegado 1 a 1. O placar não é o mesmo, mas as situações exatamente idênticas às que marcaram a despedida do estádio Olímpico no ano passado. Portanto, não é exagero dizer que a 'Era Arena' inicia como terminou a 'Era Olímpico'.
O Colorado, agora treinado por Dunga, encerrou com os mesmos 9 homens que teve Osmar Loss em dezembro. Naquela vez, foram Muriel e Leandro Damião, hoje Jorge Henrique e Fabrício. Até mesmo o Grêmio, que perdeu Saimon naquela oportunidade, viu Werley sair mais cedo em 2013. Contudo, tanto gremistas como colorados, desta vez, conseguiram comemorar gols. Barcos para os azuis, Damião para os vermelhos. Não foi um jogo marcado pelo bom futebol - assim como não havia sido aquele último. Enfim, é exigir demais ver um Gre-Nal com emoção (como foi este) e ao mesmo tempo belas jogadas. Mesmo assim, guarde na retina o que você viu. Daqui a 20 ou 50 anos, vamos relembrar o primeiro clássico da nova casa tricolor. Seja bem-vinda à rivalidade gaúcha, Arena.
Agora sim, dá para dizer que o Grêmio se mudou de vez para a Arena. Sei bem, a inauguração aconteceu ainda em dezembro de 2012, no amistoso contra o Hamburgo-ALE. Mas nenhum estádio de Porto Alegre pode se dar por realmente inaugurado sem ter sediado um clássico Gre-Nal. Foi assim neste domingo, em partida válida pela 11ª rodada do Brasileirão. E o resultado foi um pegado 1 a 1. O placar não é o mesmo, mas as situações exatamente idênticas às que marcaram a despedida do estádio Olímpico no ano passado. Portanto, não é exagero dizer que a 'Era Arena' inicia como terminou a 'Era Olímpico'.
O Colorado, agora treinado por Dunga, encerrou com os mesmos 9 homens que teve Osmar Loss em dezembro. Naquela vez, foram Muriel e Leandro Damião, hoje Jorge Henrique e Fabrício. Até mesmo o Grêmio, que perdeu Saimon naquela oportunidade, viu Werley sair mais cedo em 2013. Contudo, tanto gremistas como colorados, desta vez, conseguiram comemorar gols. Barcos para os azuis, Damião para os vermelhos. Não foi um jogo marcado pelo bom futebol - assim como não havia sido aquele último. Enfim, é exigir demais ver um Gre-Nal com emoção (como foi este) e ao mesmo tempo belas jogadas. Mesmo assim, guarde na retina o que você viu. Daqui a 20 ou 50 anos, vamos relembrar o primeiro clássico da nova casa tricolor. Seja bem-vinda à rivalidade gaúcha, Arena.
sábado, 3 de agosto de 2013
Uma surpresa grande
Será que o técnico Renato Portaluppi está preparando uma surpresa para encarar o primeiro Gre-Nal da história da Arena? No treino deste sábado, pela manhã, onde esboçou o time que entra em campo, a imprensa não teve acesso. Com portões fechados, todos repórteres permaneceram do lado de fora do estádio. No entanto, houve quem utilizasse o zoom da câmera fotográfica para visualizar quais foram os titulares. Qual a surpresa quando, em uma das fotos, se viu Rhodolfo ao lado de Bressan. Estaria Renato preparando um trio de zagueiros, com 3-5-2? Ou ainda, adiantaria um dos defensores para a primeira função do meio-campo? Isso não é novidade, tratando-se de Renato.
No dia 1º de maio de 2011, na decisão da Taça Farroupilha, o treinador fez isso com Vilson. Sem poder contar com Lúcio (que atuava na mesma faixa do campo de Zé Roberto hoje - pelo lado esquerdo do losango), Renato abusou dos volantes na meia-cancha e escalou um único atacante. A formação inicial teve: Grohe; Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Gilson; Vilson, Rochemback, Adílson, Willian Magrão e Douglas; Borges. É bem verdade que bastaram alguns minutos para ver um Inter totalmente dominante, abrindo o placar com Leandro Damião. Depois, se desfazendo do erro, Portaluppi voltou atrás. Abriu mão de Willian Magrão para lançar o garoto Leandro. E, já no segundo tempo, optou por Júnior Viçosa na vaga da surpresa Vilson. Foi aí que, aos 41 da etapa final, o Grêmio igualou o marcador com o próprio centroavante que acabara de entrar.
Será que Renato será capaz de repetir o mesmo erro, que cometeu com Vilson, desta vez com Rhodolfo? Emprestado pelo São Paulo, o zagueiro sequer fez sua estreia com a camisa gremista. Será o Gre-Nal o jogo mais indicado? Enfim, pode ter sido apenas uma observação de treino, mas Rhodolfo apareceu entre as grades da Arena, na máquina fotográfica dos repórteres. E Pará, perguntado sobre esta situação, disse: "Eu já joguei como ala. Vinha atuando como lateral, mas aonde o Renato pedir, eu jogo." Agora é esperar os 45 minutos antes da bola rolar e oficializar a escalação - com ou sem Rhodolfo.
No dia 1º de maio de 2011, na decisão da Taça Farroupilha, o treinador fez isso com Vilson. Sem poder contar com Lúcio (que atuava na mesma faixa do campo de Zé Roberto hoje - pelo lado esquerdo do losango), Renato abusou dos volantes na meia-cancha e escalou um único atacante. A formação inicial teve: Grohe; Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Gilson; Vilson, Rochemback, Adílson, Willian Magrão e Douglas; Borges. É bem verdade que bastaram alguns minutos para ver um Inter totalmente dominante, abrindo o placar com Leandro Damião. Depois, se desfazendo do erro, Portaluppi voltou atrás. Abriu mão de Willian Magrão para lançar o garoto Leandro. E, já no segundo tempo, optou por Júnior Viçosa na vaga da surpresa Vilson. Foi aí que, aos 41 da etapa final, o Grêmio igualou o marcador com o próprio centroavante que acabara de entrar.
Será que Renato será capaz de repetir o mesmo erro, que cometeu com Vilson, desta vez com Rhodolfo? Emprestado pelo São Paulo, o zagueiro sequer fez sua estreia com a camisa gremista. Será o Gre-Nal o jogo mais indicado? Enfim, pode ter sido apenas uma observação de treino, mas Rhodolfo apareceu entre as grades da Arena, na máquina fotográfica dos repórteres. E Pará, perguntado sobre esta situação, disse: "Eu já joguei como ala. Vinha atuando como lateral, mas aonde o Renato pedir, eu jogo." Agora é esperar os 45 minutos antes da bola rolar e oficializar a escalação - com ou sem Rhodolfo.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Retiro espiritual em Viamão
A velha rivalidade Gre-Nal exige que se faça, no mínimo, um treino fechado antes de entrar em campo. Já está na mística dos clássicos gaúchos. Uma pitada de mistério sempre é utilizada. Mas como fará o Internacional, sem o estádio Beira-Rio para cerrar os portões? No CT Parque Gigante, basta o espião gremista levar uma cadeira de abrir e um chimarrão, sentar no alto da avenida, e vislumbrar todo o treinamento. Assim, a comissão técnica recorre ao resort em Viamão - o mesmo que abrigou a delegação colorada na intertemporada da Copa das Confederações. Mas Dunga vai esconder o quê?
Na atividade desta quinta-feira, o técnico esboçou o time para quem quisesse ver, com: Muriel; Ednei, Índio, Juan e Kleber; Willians, Josimar, Jorge Henrique e D'Alessandro; Forlán e Leandro Damião. Ainda observou Ronaldo Alves na vaga de Índio; Fabrício no meio-campo, empurrando Jorge Henrique ao ataque e, posteriormente, substituindo este por Scocco. O outro reforço, Alex Raphael, também foi observado no lugar de D'Ale. Mas você acredita mesmo que alguma destas modificações pode ser a surpresa de Dunga para o Gre-Nal? Duvido e muito!
O retiro em Viamão tem apenas uma explicação: descanso. Dunga quer tirar o grupo dos holofotes, das câmeras fotográficas e filmadoras, da visão dos jornalistas. E, dentro de sua função, ele tem razão. O hotel-fazenda já deu amostrar no trabalho do Inter. Após a parada de junho, o Colorado voltou de seu retiro espiritual a toda - conquistou 12 de 15 pontos disputados. Encarreirou vitórias contra Vasco, Fluminense, Flamengo e São Paulo; vindo tropeçar somente na última rodada, diante do Náutico. Quem sabe não é a hora de voltar para o esconderijo mesmo?
Na atividade desta quinta-feira, o técnico esboçou o time para quem quisesse ver, com: Muriel; Ednei, Índio, Juan e Kleber; Willians, Josimar, Jorge Henrique e D'Alessandro; Forlán e Leandro Damião. Ainda observou Ronaldo Alves na vaga de Índio; Fabrício no meio-campo, empurrando Jorge Henrique ao ataque e, posteriormente, substituindo este por Scocco. O outro reforço, Alex Raphael, também foi observado no lugar de D'Ale. Mas você acredita mesmo que alguma destas modificações pode ser a surpresa de Dunga para o Gre-Nal? Duvido e muito!
O retiro em Viamão tem apenas uma explicação: descanso. Dunga quer tirar o grupo dos holofotes, das câmeras fotográficas e filmadoras, da visão dos jornalistas. E, dentro de sua função, ele tem razão. O hotel-fazenda já deu amostrar no trabalho do Inter. Após a parada de junho, o Colorado voltou de seu retiro espiritual a toda - conquistou 12 de 15 pontos disputados. Encarreirou vitórias contra Vasco, Fluminense, Flamengo e São Paulo; vindo tropeçar somente na última rodada, diante do Náutico. Quem sabe não é a hora de voltar para o esconderijo mesmo?
Notícia na hora errada
Foto: Ricardo Matsukawa (Terra)
Existe notícia na hora errada? Talvez. E a culpa é do jornalista que a divulga? Não! Por exemplo, não há mal nenhum na pergunta do repórter Flávio Dal Pizzol, da Rádio GUAÍBA, ao meia Douglas, logo após a derrota do Grêmio para o Corinthians, por 2 a 0, no Pacaembu, tentando repercutir a possibilidade do camisa 10 retornar a Porto Alegre. Mas a resposta do atleta, intencional ou não, foi mais do que surpreendente: "Aqui (Corinthians) estou num momento bacana, estamos há dois anos ganhando títulos. E lá (Grêmio) faz muito tempo que não ganha nada." Esta declaração encerra qualquer chance, mesmo que fosse mínima - já que foram completos os 7 jogos pelo Brasileirão - de um retorno ao Tricolor. E o pior é que esta posição seria ideal para o próximo domingo.
O Grêmio já temia ficar sem Zé Roberto para o Gre-Nal. O camisa 10 entrou em campo nesta quarta-feira pendurado com dois cartões amarelos. Além disso, nesta quinta, será julgado pelo STJD pelo carrinho dado no lateral Lucas, do Botafogo. Pode pegar até 3 meses de suspensão. Mas, tudo isso seria contornável. No entanto, a lesão apresentada pelo meia, que deixou o gramado mais cedo com dores na coxa direita, é no mínimo assustador: "Conversei com o Zé Roberto e o nosso fisioterapeuta. Vamos aguardar os exames, mas não parece ser alguma coisa simples", diagnosticava o diretor-executivo Rui Costa logo após a partida em São Paulo.
O que Renato poderia fazer no domingo é escalar Eduardo Vargas um pouco mais recuado, dividindo as atenções no meio-campo com Elano. Porém, nem mesmo a presença dele está confirmada. O chileno será julgado na sexta-feira pela expulsão diante do Criciúma, onde tentou chutar um adversário pelas costas e acabou sendo expulso. Ou seja, não existe necessariamente notícia na hora errada. O que certamente existe é notícia ruim - e Renato Portaluppi terá de driblá-las para o clássico na Arena. Contudo, nada é impossível para quem já venceu um Gre-Nal no Beira-Rio com gols de Júnior Viçosa e Leandro. Convenhamos!
Existe notícia na hora errada? Talvez. E a culpa é do jornalista que a divulga? Não! Por exemplo, não há mal nenhum na pergunta do repórter Flávio Dal Pizzol, da Rádio GUAÍBA, ao meia Douglas, logo após a derrota do Grêmio para o Corinthians, por 2 a 0, no Pacaembu, tentando repercutir a possibilidade do camisa 10 retornar a Porto Alegre. Mas a resposta do atleta, intencional ou não, foi mais do que surpreendente: "Aqui (Corinthians) estou num momento bacana, estamos há dois anos ganhando títulos. E lá (Grêmio) faz muito tempo que não ganha nada." Esta declaração encerra qualquer chance, mesmo que fosse mínima - já que foram completos os 7 jogos pelo Brasileirão - de um retorno ao Tricolor. E o pior é que esta posição seria ideal para o próximo domingo.
O Grêmio já temia ficar sem Zé Roberto para o Gre-Nal. O camisa 10 entrou em campo nesta quarta-feira pendurado com dois cartões amarelos. Além disso, nesta quinta, será julgado pelo STJD pelo carrinho dado no lateral Lucas, do Botafogo. Pode pegar até 3 meses de suspensão. Mas, tudo isso seria contornável. No entanto, a lesão apresentada pelo meia, que deixou o gramado mais cedo com dores na coxa direita, é no mínimo assustador: "Conversei com o Zé Roberto e o nosso fisioterapeuta. Vamos aguardar os exames, mas não parece ser alguma coisa simples", diagnosticava o diretor-executivo Rui Costa logo após a partida em São Paulo.
O que Renato poderia fazer no domingo é escalar Eduardo Vargas um pouco mais recuado, dividindo as atenções no meio-campo com Elano. Porém, nem mesmo a presença dele está confirmada. O chileno será julgado na sexta-feira pela expulsão diante do Criciúma, onde tentou chutar um adversário pelas costas e acabou sendo expulso. Ou seja, não existe necessariamente notícia na hora errada. O que certamente existe é notícia ruim - e Renato Portaluppi terá de driblá-las para o clássico na Arena. Contudo, nada é impossível para quem já venceu um Gre-Nal no Beira-Rio com gols de Júnior Viçosa e Leandro. Convenhamos!
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