domingo, 31 de março de 2013
No meio do caminho
Foto: Edu Andrade (Fato Press/Terra)
Finalmente Fábio Aurélio fez a sua estreia com a camisa do Grêmio. O resultado não foi dos melhores - um empate em 1 a 1 diante do Passo Fundo. Porém, nem mesmo a posição de origem foi a utilizada. Quando entrou em campo, já na reta final do segundo tempo, o lateral-esquerdo acabou entrando no meio-campo, na vaga de Guilherme Biteco. Enfim, esta é a maior necessidade de Vanderlei Luxemburgo: provar que existe vida sem Zé Roberto e Elano.
Há algumas rodadas do Gauchão, Luxemburgo vem tentando desenhar o time que ele imagina o melhor, para encarar o Fluminense no dia 10. Sem poder contar com Elano, que recebeu o terceiro cartão amarelo, o mais óbvio seria postar Marco Antônio por ali. Mas não! O treinador já mudou o esquema para acomodar três atacantes (com a entrada de Kleber), neste domingo observou o jovem Biteco e até a improvisação de Fábio Aurélio. Para que tudo isso? Simples: Luxemburgo não confia em Marco Antônio.
Na entrevista coletiva, o comandante nega veementemente. Diz que já sabe como irá atuar Marco Antônio, e agora quer testar outras possibilidades. Que nada! Pois bem, o empate no Vermelhão da Serra escancarou a dificuldade que o Grêmio tem em encontrar um substituto imediato, tanto para Zé Roberto como para Elano. Esta seria a contratação ideal para a próxima fase da Libertadores. Ou, do contrário, o negócio é rezar para que os dois meias titulares jamais fiquem de fora.
Preleção: Esportivo 1979
A partir de agora, o 'Preleção' irá se deter sobre equipes que marcaram época. Neste dia 31, o tema é o Esportivo de Bento Gonçalves de 1979, ano em que foi vice-campeão gaúcho - quebrando a dobradinha da dupla Gre-Nal. Além do mais, a equipe alviazul revelou o treinador Valdir Espinosa e um jovem atacante chamado Renato Portaluppi - protagonistas, anos depois, dos títulos da Libertadores e Mundial com o Grêmio.
O 'Preleção' da RÁDIO GUAÍBA vai ao ar todos os domingos, às 13h, no AM 720 / FM 101.3 e no www.radioguaiba.com.br.
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O barato sai caro
Após vencer o Esportivo por 2 a 0 e classificar-se à próxima fase da Taça Farroupilha, o Internacional está autorizado a somente pensar na Copa do Brasil. Porém, um outro problema vai tirar o sono dos dirigentes: as contratações. Em entrevista coletiva neste sábado, o diretor de futebol Luis César Souto de Moura confessou que o clube pretende trazer três jogadores - um meia, um atacante (de velocidade) e uma outra posição que "vai depender de discussão interna e de situações de mercado" (zagueiro ou lateral-direito). Mas, antes do torcedor sonhar com grandes nomes do futebol europeu, o dirigente antecipa: "Estávamos visando o mercado internacional, mas com a não evolução das tratativas que se diligenciou, acabamos vendo chegar o fim da janela no dia 5 e iremos reorientar nossa visada para o mercado nacional", comentou.
Na mesma entrevista, surgiu na pauta o nome do meio-campista Douglas, ex-Grêmio e atualmente no Corinthians (e que está lesionado). Souto de Moura não confirma este, nem tantos outros nomes levantados. Porém, se não é ele, será do mesmo nível de contratação. Ou seja, um atleta que esteja em condições de brigar por titularidade, mas que não traga grandes despesas ao clube. Vale lembrar, Douglas não é titular em São Paulo. A exemplo dele, Wagner, do Fluminense, também chegou a ser pensado há algumas semanas. Resta saber se eles topariam trocar de ares.
O que não pode é trazer qualquer um, somente para dar satisfação à torcida. O próprio Luis César sabe disso. Ao mesmo tempo que concorda sobre a necessidade de contratações, revela preocupação com a relação custo-benefício. Ele, que foi autor da frase do "fazer mais, com menos" no início da temporada, reforça a tese. Quer ver o grupo principal com 36 jogadores, mas antecipa que pode envolver garotos da base em futuros negócios: "Cara é a contratação que você faz e não dá resultado", disparou ele, logo depois de citar as dispensas de Bolívar e Dagoberto.
Na mesma entrevista, surgiu na pauta o nome do meio-campista Douglas, ex-Grêmio e atualmente no Corinthians (e que está lesionado). Souto de Moura não confirma este, nem tantos outros nomes levantados. Porém, se não é ele, será do mesmo nível de contratação. Ou seja, um atleta que esteja em condições de brigar por titularidade, mas que não traga grandes despesas ao clube. Vale lembrar, Douglas não é titular em São Paulo. A exemplo dele, Wagner, do Fluminense, também chegou a ser pensado há algumas semanas. Resta saber se eles topariam trocar de ares.
O que não pode é trazer qualquer um, somente para dar satisfação à torcida. O próprio Luis César sabe disso. Ao mesmo tempo que concorda sobre a necessidade de contratações, revela preocupação com a relação custo-benefício. Ele, que foi autor da frase do "fazer mais, com menos" no início da temporada, reforça a tese. Quer ver o grupo principal com 36 jogadores, mas antecipa que pode envolver garotos da base em futuros negócios: "Cara é a contratação que você faz e não dá resultado", disparou ele, logo depois de citar as dispensas de Bolívar e Dagoberto.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Trio é parada dura
Foto: Mauro Schaefer (Correio do Povo)
Não pude assistir à derrota do Grêmio para o Cruzeiro nesta quinta-feira, pois estava na apresentação do programa 'Cadeira Cativa' da Ulbra TV. Olhei apenas os melhores momentos depois, confesso. Porém, pude acompanhar as entrevistas no vestiário da Rádio GUAÍBA. Ouvi que Vanderlei Luxemburgo insistiu em tirar a causa da derrota do esquema tático com três atacantes. Este é um sistema que ele vem tentando implementar no time, até mesmo pela ausência de Elano para a partida contra o Fluminense. Mas, sinceramente, não convenceu.
Prefiro ficar com a explanação de Barcos, reafirmando o que já havia dito no programa 'Jogo Aberto' da TV Bandeirantes: ele não consegue atuar entre dois atacantes. "A gente vai para um lado, para o outro e sempre tem alguém", descreveu o argentino ainda na Arena. Pois então, se o atleta barra a utilização de um esquema tático, como insistir com ele?
Desde o primeiro jogo do 'Pirata', Luxemburgo vem comparando seu comportamento ao de Evair, daquele Palmeiras vencedor da década de 90. Naquele time, Evair atuava com dois ponteiros, e se saia bem. Barcos não consegue o mesmo. Ou seja, não é Evair - e nem tem o dever de ser. A derrota para o Cruzeiro, assim como é inaceitável da ótica do torcedor gremista, serviu como uma grande lição. No dia 10 de abril, diante do Fluminense, a melhor saída é manter aquilo que vinha dando certo: Barcos e Vargas à frente, e um meio-campista na vaga de Elano. Que seja Marco Antônio! Insistir no trio de atacantes é que vai ser parada dura.
Não pude assistir à derrota do Grêmio para o Cruzeiro nesta quinta-feira, pois estava na apresentação do programa 'Cadeira Cativa' da Ulbra TV. Olhei apenas os melhores momentos depois, confesso. Porém, pude acompanhar as entrevistas no vestiário da Rádio GUAÍBA. Ouvi que Vanderlei Luxemburgo insistiu em tirar a causa da derrota do esquema tático com três atacantes. Este é um sistema que ele vem tentando implementar no time, até mesmo pela ausência de Elano para a partida contra o Fluminense. Mas, sinceramente, não convenceu.
Prefiro ficar com a explanação de Barcos, reafirmando o que já havia dito no programa 'Jogo Aberto' da TV Bandeirantes: ele não consegue atuar entre dois atacantes. "A gente vai para um lado, para o outro e sempre tem alguém", descreveu o argentino ainda na Arena. Pois então, se o atleta barra a utilização de um esquema tático, como insistir com ele?
Desde o primeiro jogo do 'Pirata', Luxemburgo vem comparando seu comportamento ao de Evair, daquele Palmeiras vencedor da década de 90. Naquele time, Evair atuava com dois ponteiros, e se saia bem. Barcos não consegue o mesmo. Ou seja, não é Evair - e nem tem o dever de ser. A derrota para o Cruzeiro, assim como é inaceitável da ótica do torcedor gremista, serviu como uma grande lição. No dia 10 de abril, diante do Fluminense, a melhor saída é manter aquilo que vinha dando certo: Barcos e Vargas à frente, e um meio-campista na vaga de Elano. Que seja Marco Antônio! Insistir no trio de atacantes é que vai ser parada dura.
quinta-feira, 28 de março de 2013
A dança dos centroavantes
Até agora foi só especulação. Agora, as notícias que chegam da Itália através do setorista de Nápoles, Antonio Gaito, é de que o Napoli apresentará proposta superior a € 20 milhões no meio deste ano por Leandro Damião. A saída de Edinson Cavani é dada como praticamente certa e o camisa 9 colorado é a bola da vez. E os dirigentes vermelhos sabem disso. Nesta quarta-feira, após o empate em 0 a 0 com o São José, todos os cartolas admitiram a possibilidade de perder o goleador.
O diretor de futebol Luis César Souto de Moura adotou um discurso mais cauteloso: “Há 4 temporadas o Damião tem possibilidade de sair. Mas sabemos que ele é o ficha um do nosso elenco”, avaliou. Já o diretor-executivo, Newton Drummond, em entrevista exclusiva à RÁDIO GUAÍBA, comentou que o clube está atento no mercado para buscar um novo centroavante – apesar de já possuir Rafael Moura no banco de reservas. E ele não será uma aposta (mesmo que o Inter observe revelações do Nordeste e interior paulista). “Tem que ser um jogador à altura do Damião”, decretou Chumbinho.
É a dança dos centroavantes. O Napoli espera uma oferta espanhola, ou até mesmo francesa, por Cavani. Especula que receberá € 63 milhões e, destes, utilizará de 22 a 25 para buscar Leandro Damião em Porto Alegre. Com 70% desta quantia (30% dos direitos pertencem ao Atlético Ibirama), o Colorado, por sua vez, partirá atrás da sua reposição. E vale ressaltar, nem só os italianos falam em Damião. Tottenham – há dois anos – e Borussia Dortmund também sonham com ele. Com quem sonha o Inter?
O diretor de futebol Luis César Souto de Moura adotou um discurso mais cauteloso: “Há 4 temporadas o Damião tem possibilidade de sair. Mas sabemos que ele é o ficha um do nosso elenco”, avaliou. Já o diretor-executivo, Newton Drummond, em entrevista exclusiva à RÁDIO GUAÍBA, comentou que o clube está atento no mercado para buscar um novo centroavante – apesar de já possuir Rafael Moura no banco de reservas. E ele não será uma aposta (mesmo que o Inter observe revelações do Nordeste e interior paulista). “Tem que ser um jogador à altura do Damião”, decretou Chumbinho.
É a dança dos centroavantes. O Napoli espera uma oferta espanhola, ou até mesmo francesa, por Cavani. Especula que receberá € 63 milhões e, destes, utilizará de 22 a 25 para buscar Leandro Damião em Porto Alegre. Com 70% desta quantia (30% dos direitos pertencem ao Atlético Ibirama), o Colorado, por sua vez, partirá atrás da sua reposição. E vale ressaltar, nem só os italianos falam em Damião. Tottenham – há dois anos – e Borussia Dortmund também sonham com ele. Com quem sonha o Inter?
terça-feira, 26 de março de 2013
Cessar fogo nas periferias
Depois de lavar roupa suja publicamente, Paulo Odone está mais calmo. É bem verdade que ele ficou um bom tempo somente ouvindo críticas e mais críticas ao seu contrato com a OAS. Porém, quando veio se defender, atirou para todos os lados. Na coletiva anunciada em pleno estádio Olímpico falou sobre a folha salarial, o adiantamento de contas da atual gestão e chamou os dirigentes que cercam Fábio Koff de periferia. Um dos nomes citados foi o assessor de futebol Marcos Chitolina: "Não sei quem é este rapaz, este Chitolina, que falou que a pré-temporada foi atrapalhada pelo estado do campo", disparou. Mas os cartolas gremistas entraram numa nova fase, guiada por Raul Régis de Freitas Lima.
Ao meio-dia, foram chamados Koff e Odone, além do também ex-presidente Duda Kroeff. A ordem é discutir o contrato a portas fechadas e não mais falar mal da Arena publicamente. Na reunião que aprovou as contas da gestão de 2012, já se via faces mais descontraídas e nenhum bate-boca entre 'periferias'. No dia 15, quem sabe, quando o Conselho volta a se reunir para falar sobre o contrato com a OAS, os nervos podem ferver. Do contrário, é tudo paz e amor.
Até mesmo Chitolina, citado como 'periferia', adotou uma postura de tranquilidade. Questionado sobre as declarações de Odone, argumentou: "Ser periferia do doutor Fábio Koff muito me orgulha, porque trabalhar com ele é um aprendizado. Não vou me manifestar, pois quero ser reconhecido pela torcida do Grêmio com as conquistas e não com meu discurso." E esta deve ter sido a última manifestação mais enérgica envolvendo política no clube. A ordem é cessar fogo.
Ao meio-dia, foram chamados Koff e Odone, além do também ex-presidente Duda Kroeff. A ordem é discutir o contrato a portas fechadas e não mais falar mal da Arena publicamente. Na reunião que aprovou as contas da gestão de 2012, já se via faces mais descontraídas e nenhum bate-boca entre 'periferias'. No dia 15, quem sabe, quando o Conselho volta a se reunir para falar sobre o contrato com a OAS, os nervos podem ferver. Do contrário, é tudo paz e amor.
Até mesmo Chitolina, citado como 'periferia', adotou uma postura de tranquilidade. Questionado sobre as declarações de Odone, argumentou: "Ser periferia do doutor Fábio Koff muito me orgulha, porque trabalhar com ele é um aprendizado. Não vou me manifestar, pois quero ser reconhecido pela torcida do Grêmio com as conquistas e não com meu discurso." E esta deve ter sido a última manifestação mais enérgica envolvendo política no clube. A ordem é cessar fogo.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Preleção com Emerson
Neste domingo, dia 24 de março, o personagem do 'Preleção' foi o ex-meia Emerson, atual auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo no Grêmio. Natural de Pelotas, Emerson relembra o início de carreira no estádio Olímpico, as passagens pelo futebol alemão (onde defendeu o Bayern Leverkusen), italiano (Roma, Juventus e Milan) e espanhol (Real Madrid). O ex-jogador ainda revela as mágoas com as lesões que o alijaram dos títulos da Copa do Mundo de 2002, pela Seleção Brasileira, e da Libertadores da América de 1995, com o Grêmio.
O 'Preleção' vai ao ar todos domingos, às 13h na Rádio GUAÍBA, através do AM 720 / FM 101.3 e no www.radioguaiba.com.br.
O 'Preleção' vai ao ar todos domingos, às 13h na Rádio GUAÍBA, através do AM 720 / FM 101.3 e no www.radioguaiba.com.br.
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