terça-feira, 8 de maio de 2012

Ao menos no banco

D’Alessandro é um puma enjaulado. Chega a dar pena olhar o argentino correr em volta do gramado, enquanto os companheiros se preparam para a batalha contra o Fluminense, no Rio de Janeiro. Na programação da Rádio GRENAL (AM 780 / 101.9 FM), tive a oportunidade de conversar com Élio Carravetta, coordenador da preparação física colorada, sobre o possível retorno do camisa 10. Ele me assegurou que Dátolo e Dagoberto têm uma situação mais tranquila, mas quanto a D’Ale é muito difícil de tê-lo para o jogo de volta das oitavas de final da Libertadores, já nesta quinta-feira.

Sei não mas, fosse eu Dorival Júnior, levaria o ‘Cabezón’ para o Engenhão nem que fosse com o pé engessado. A presença do castelhano, ao menos no banco de reservas, serviria como motivação ao restante do grupo. Afinal de contas, ele é uma das lideranças do elenco. E, ainda por cima, imagine você, sendo um jogador do Flu. Com todo o respeito, mas ao olhar para o reservado adversário e ver D’Ale espumando para entrar, não se sentiria ameaçado? É muito melhor do que vislumbrar o jovem João Paulo por ali.

E tem mais! Alguém disse (não lembro quem) quando do erro da penalidade contra este mesmo Fluminense, ainda aqui em Porto Alegre, que - literalmente – dez anos separaram a cobrança de Célio Silva, da Copa do Brasil de 1992, do pênalti batido por Dátolo e defendido por Cavalieri. Concordo plenamente, o Inter não tem cobrador! Digamos que um novo 0 a 0 ocorra no Rio de Janeiro. Teríamos uma disputa de penalidades para decidir o brasileiro que passará às quartas de final. Não é melhor ter D’Alessandro ao seu lado? Eu pensaria duas vezes na hora de barrar o gringo, Dorival.

domingo, 6 de maio de 2012

Gol chorado

Neste domingo pude ver na prática o que significa a expressão “gol chorado”. Não foi uma bola chutada na trave, antes de escorrer para o fundo das redes. Tampouco foi um bate-rebate na área até que a bola morresse no fundo da meta caxiense. Aliás, foi um belo gol. Um contra-ataque fulminante, lançado por Jajá, Oscar driblou o marcador e estufou a rede de Paulo Sérgio. Não foi o gol do título gaúcho, mas o meia do Internacional caiu nas lágrimas no exato momento em que notou a importância daquele feito.

O camisa 16 não teve uma atuação de luxo, como em outras jornadas. Mesmo assim, na transmissão da Rádio GRENAL (AM 780 / FM 101.9) vi-me obrigado a votar em Oscar como o ‘dono da bola’. Por todo o simbolismo, pelas lágrimas e por todo o tempo que Oscar ficou sem o Inter – e o Inter sem Oscar. O gol no estádio Centenário, empatando o confronto com o Caxias em 1 a 1, além de colocar o time de Dorival Júnior numa situação confortável, podendo até mesmo empatar em 0 a 0 o segundo jogo da decisão, dá ânimo aos colorados que na próxima quinta-feira têm uma missão dificílima no Rio de Janeiro, diante do Fluminense. Resta saber se Oscar estará em campo no Engenhão.

Nesta terça, será julgado o mérito do ‘habeas corpus’ do meio-campista. O presidente Giovanni Luigi está confiante, mas e se a decisão judicial for favorável ao São Paulo? Teremos mais uma vez Oscar indo às lágrimas e, desta vez, não será pelo gol marcado.

sábado, 5 de maio de 2012

Uma decisão atrapalha a outra

O BID (Boletim Informativo Diário) da CBF decretou: Oscar tem seu contrato rescindido com o São Paulo e pertence ao Internacional. É uma notícia e tanto para os colorados, que poderão vê-lo em campo já neste domingo, diante do Caxias, pelo jogo de ida da final do Gauchão. Porém, os paulistas não vão engolir facilmente esta derrota nos tribunais. Além de recorrer da decisão, ainda prometem complicar ainda mais o convívio com o clube gaúcho.

No início da tarde deste sábado, caiu como uma bomba a informação de que o Tricolor do Morumbi teria feito uma proposta direta ao volante Sandro Silva. O atleta, que hoje veste vermelho, tem seu contrato de empréstimo encerrado com o Inter no dia 30 de junho. Mas, como ele se transformou em titularíssimo do meio-campo colorado, a direção já agiliza a renovação de contrato com o Málaga (ESP). Porém, enquanto não vem a resposta dos espanhóis, o São Paulo atravessa o caminho e tenta tirá-lo do Morumbi: “Essa notícia me pega de surpresa. Não estou sabendo de nada”, declarou à Rádio GRENAL (AM 780 / FM 101.9) Vinícius Prates, empresário responsável pelas conversas de renovação.

Os dirigentes são-paulinos, não resta dúvida, querem guerra. O interesse em Sandro Silva é pura e simplesmente retaliação ao ganho de causa de Oscar, por parte do Inter. Agora me pergunto com que cara o clube do Centro do país vai acusar os gaúchos de terem aliciado o jovem meia. Se aliciamento não for ligar diretamente para um atleta empregado e com contrato em vigor, eu não sei mais o que significa esta palavra. Enfim, a decisão com o Caxias está aí, mas e a decisão com o São Paulo, quando chegará ao fim?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Reforços de parar o trânsito

Nem bem digeriu a eliminação no Campeonato Gaúcho, a direção do Grêmio avançou no mercado para reforçar seu elenco, de olho no segundo semestre do ano. Faz mais do que certo! Já nesta sexta-feira, o presidente Paulo Odone oficializou a contratação do meia Zé Roberto (ex-Santos, Portuguesa e Seleção Brasileira), que está no Al-Gharafa, do Catar. Ele chegará no dia 22 de maio, iniciando os treinamentos em 4 de junho. Mas não vai parar por aí.

O repórter Henrique Pereira, da Rádio GRENAL (AM 780 / FM 101.9) trouxe ao ar a informação de que Paulo Pelaipe, diretor executivo do Tricolor, prometeu “mais dois reforços de parar o trânsito” – justamente nestas palavras. Imediatamente, nos perguntamos: quais são seus nomes? É evidente que o time necessita de um zagueiro de experiência, portanto imagina-se que uma destas contratações será para a defesa. O outro, quem sabe, pode ser um companheiro de meio-campo para Zé Roberto, ou até um novo atacante. Imaginação é o que não falta em uma hora dessas. Informação, que é bom, ainda é pouco.

Entretanto, a afirmação de que os reforços irão parar o trânsito de Porto Alegre não foi perdoada pelos colorados ouvintes da rádio, que pelos canais de interatividade brincaram com a possibilidade do Grêmio anunciar dois agentes de trânsito – os famosos ‘azuizinhos’. A ‘corneta’, de imediato, me fez lembrar do episódio em que o meia Leó Lima, durante a pré-temporada de 2007, decidiu descer de seu apartamento da concentração e, embriagado, coordenar os carros que circulavam em frente ao hotel em Bento Gonçalves. Depois de ser dispensado por indisciplina, será que ele voltará ao Olímpico? Brincadeiras à parte, parabéns à direção tricolor que vem sabendo agir rapidamente no mercado da bola.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Volta, Teixeira!

Nunca pensei que diria isso, mas a saída de Ricardo Teixeira da CBF está prejudicando em demasia o povo fora do eixo Rio-São Paulo. Até agora, o único clube que sentiu as agulhadas da entidade foi o Internacional. Porém, as medidas tomadas pelo novo mandatário, José Maria Marin, mostram que qualquer um que atravessar o caminho de seus amigos será retaliado.

O ‘caso Oscar’ ultrapassou os limites da intransigência. Ainda não consegui entender porque o meio-campista não reapareceu no BID (Boletim Informativo Diário) pelo Colorado. Quando o São Paulo ganhou a briga judicial no TST-SP, não passaram duas horas para que o atleta perdesse as condições legais para entrar em campo com a camisa vermelha. Agora, quando o TRT, a nível nacional, dá um parecer de ‘habeas corpus’, permitindo que Oscar possa exercer sua profissão no clube em que quiser - ou seja, no Inter -, o tratamento é o oposto: “Faltam argumentos”, diz a CBF. Poupe-me, né?!

O São Paulo, claramente, está utilizando toda a força política que tem, com Marin e Marco Polo del Nero nas poltronas da CBF. O Inter poderia fazer o mesmo. Esqueça a justiça! – já se viu que ela não penetra nas paredes da entidade máxima. Chame Dilma Rousseff, Tarso Genro e todos os colorados/políticos que puder! Já se fala que até a senadora Ana Amélia Lemos pode interceder junto a Marin (ex-vice de Paulo Maluf, companheiro de PP da gaúcha). Toda a força ainda é pouco. Lembro da torcida no Beira-Rio empunhando cartazes a favor da saída de Ricardo Teixeira do comando do futebol brasileiro. No fim, já imagino os mesmos torcedores erguendo os dizeres com: “Volta, Teixeira”.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Uma vitória de camisa 10

Encerrada a partida entre Grêmio e Fortaleza, com resultado favorável ao time gaúcho por 2 a 0, liguei para o presidente Paulo Odone: “O senhor pode dar uma palavrinha aqui na Rádio GRENAL sobre a vitória tricolor no Ceará?”. Ele, de pronto, me respondeu: “Tu quer é falar sobre o Zé Roberto. Fala a verdade!”. As palavras do mandatário tricolor denunciam. É claro que o placar dá uma margem boa para o clube aparecer na fase seguinte da Copa do Brasil, mas a principal notícia desta quarta-feira é a possível contratação de um camisa 10.

Zé Roberto! Eis o tão sonhado meio-campista que a direção prometeu aos torcedores. Um jogador digno de Seleção Brasileira. Foi adversário do Tricolor em duas oportunidades – quando fardava a camisa da Portuguesa, no Brasileirão de 1996, e pela Libertadores de 2007, com o distintivo do Santos. Aliás, foi neste ano que Zé barbarizou com a histórica camisa 10 da Vila Belmiro. Em um time montado por Vanderlei Luxemburgo, o armador comandava um meio-campo que tinha três volantes às suas costas: Maldonado, Rodrigo Souto e Cléber Santana. Exatamente como o Grêmio de agora!

É verdade que o Zé Roberto que possivelmente desembarcará no Olímpico, depois do dia 30 de maio (quando termina o contrato no Catar), tem seus 37 anos. A idade pode pesar, mas ainda assim segue sendo um dos melhores disponíveis no mercado. Se, pelo azar do destino, Zé não vier, Odone ainda promete Alex ‘Cabeção’, do Fenerbahçe (TUR). Promessas de peso! Por essas e outras o torcedor gremista pouco lembrará desta quarta-feira como o dia em que o Grêmio venceu o Fortaleza, no Presidente Vargas. A notícia da noite veio de Odone.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Uma fortaleza fragilizada

Desde 2010 na Série C do Campeonato Brasileiro, o Fortaleza está longe de ameaçar o sonho do Grêmio em conquistar a Copa do Brasil neste ano. Pelo menos tudo isso no campo da teoria. Dentro do gramado do Presidente Vargas, o Tricolor de Aço promete complicar a vida gremista. Mas, isso tudo na área do marketing. No discurso, pelo menos para a imprensa gaúcha, os cearenses são muito menores do que se pensa.

Em entrevista à Rádio GRENAL (AM 780 / FM 101.9), o diretor de futebol Jorge Mota, surpreendentemente, diminuiu o grande feito desta temporada: os 4 a 0 sobre o Náutico. Segundo o dirigente, aquela foi uma circunstância desenhada pela queda do então treinador do Timbu, Waldemar Lemos. E, para piorar o quadro, também foi ouvido o repórter Júnior Marquesini, da rádio Verdes Mares. Perguntando sobre o grande destaque da equipe, obtive como resposta: 'o técnico Nedo Xavier, que conseguiu classificar o time para a final do Campeonato Cearense'. Pouco!

Ora, esperava algo a mais! O Fortaleza tem o meia Geraldo, com seus 38 anos de idade, mas um símbolo para o povo daquele Estado. Aonde está aquele clube que gritava há bem pouco tempo o nome do centroavante Clodoaldo: “Quando pega o Ceará, deixa a zaga no chão!”? Não vejo grandes dificuldades para o Grêmio nesta quarta-feira. Pelo jeito, esta fortaleza está para lá de desguarnecida, prestes a ser ocupada pelo Tricolor gaúcho.