segunda-feira, 22 de março de 2010

Sequência é tudo

Foto: Edson Castro (Jornal Zero Hora)

Na vida da dupla Gre-Nal, a palavra do momento é sequência. Ela, que serve tantas vezes como desculpa para um mau momento de jogadores, serve como parâmetro para analisarmos a atual situação. Do lado vermelho, são quatro empates, enquanto o Grêmio não para de vencer. E, no entanto, as críticas são semelhantes. Como isso? Como pode uma equipe que vence há onze jogos ser criticada? Da mesma maneira que Fossati, com um elenco fortíssimo, não dá sequência a uma escalação, a um estilo de jogo.

Depois de ficar no 2 a 2 com o Pelotas, neste domingo, o Colorado teve mais um empate na sua biografia - o quarto consecutivo. Foi da mesma maneira contra Deportivo Quito, Veranópolis e Cerro. E, veja, em todos saiu perdendo (com exceção dos uruguaios, quando o placar terminou zerado). Dizem que de grão em grão a galinha enche o papo, mas no futebol esta história não dá certo. Se seguir assim, o Inter não vai longe nem no Gauchão ou Libertadores da América. E, o grande porém, é que o técnico colorado não consegue repetir uma escalação. Ou melhor, não repete porque não quer. Variou o esquema tático, mudou o lateral-direito, o meio-campo, a defesa, o goleiro, tudo! Aonde estão as convicções de Jorge Fossati?

No estádio Olímpico, um criticado Silas mantém o Grêmio nos trilhos. Repete a escalação continuamente, exceto quando atrapalhado por lesões. Tem nas mãos uma equipe, de certa maneira, limitada, e ainda escolhe por jogadores nem tão confiantes assim. O torcedor vai à loucura! Mas, apesar dos pesares, Silas encarrilhou uma sequência de onze vitórias consecutivas. Depois de iniciar a temporada aos tropeções, o Tricolor achou o caminho da felicidade, alcançando o último bom resultado contra o Ypiranga, neste domingo, de virada, por 3 a 1 (foto). Aliás, o Grêmio é a cara de Jonas. Limitado, desacreditado e atabalhoado, no entanto, eficiente. E isso é o que vale.

Se daqui a algum tempo, contra adversários mais fortes, o Grêmio vai empacar, aí é outra conversa. Eu, por exemplo, acho isso muito possível. Mas quem dirá que desta maneira, de viradas estupendas e vitórias contestadas, a equipe não chegará aos seus objetivos? Do mesmo jeito que podemos ver o Inter acertar o passo a qualquer hora. Porém, a maior das verdades, pelo menos neste momento, é que a sequência é tudo! Seja ela de vitórias, de empates ou de escalações. Ela descreve o que está acontecendo com o time.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Apenas coincidências não dão taça

Foto: Fernando Gomes

Antes mesmo da bola rolar pela Libertadores da América, o Inter vem se apoiando em coincidências. Ainda em dezembro do ano passado, logo após a confirmação do vice-campeonato do Brasileirão, o presidente Vitório Piffero relembrou que o clube voltava à competição continental novamente na condição de vice-campeão nacional e em ano de Copa do Mundo. As lembranças sobre 2006 (o ano dourado) começavam a vir à tona. E bastou a bola rolar para que outras tantas fossem desenterradas. A última delas nesta quinta-feira.

Pela transmissão de ontem, na rádio Viva News, do empate contra o Cerro fora de casa, tratei de relembrar a campanha colorada na conquista de quatro anos atrás. Veja bem, em 2006, na primeira fase, O Inter empatou dois jogos. Na altitude venezuelana, empatou em 1 a 1 com o Maracaibo. Já em território uruguaio, empatou em 0 a 0 contra o Nacional. Pois neste ano, empatou justamente em condições parecidas: 1 a 1 na altitude do Equador e 0 a 0 no Uruguai. Para os mais aficcionados, isso significa que as coincidências levarão o Colorado a uma nova conquista da América. Mas, convenhamos, os quadros são totalmente diferentes. Não é somente apostando nas semelhanças que o clube chegará ao título. Falta muita coisa ainda, principalmente o futebol apresentado naquela época.

Por exemplo, analisemos como o Inter de Fernandão e Cia encerrava o primeiro turno da Libertadores (que é exatamente o estágio onde nos encontramos hoje). Em 2006, os colorados largaram com um empate fora de casa, contra o Maracaibo, como já dissemos. Na segunda rodada, recebeu o Nacional do Uruguai no Beira-Rio e venceu por 3 a 0. Depois, foi ao México bater o Pumas por 2 a 1. Ou seja, há quatro anos, os comandados de Abel Braga somavam sete pontos, liderando a sua chave - diferente dos subordinados à Jorge Fossati.

Não queremos dizer com isso que o futuro deste ano será diferente do que já foi outrora. O grande porém é que não se pode apenas apoiar-se nas coincidências, sem esquecer que o principal não está acontecendo. O Inter dentro de campo não lembra nem de longe aquele de outros tempos. Começando pelo próprio esquema tático. Se Fossati permanecer com o 4-4-2 utilizado em Rivera, pode ser que algo maior apareça no horizonte vermelho. No entanto, ele não dá indícios de que esteja disposto a baixar a cabeça para o senso comum. Prova disso foram as substituições feitas contra o Cerro. Sacou D'Alessandro e Giuliano da partida, morrendo abraçado com Edu (foto) e Alecsandro. Resta saber até quando essa situação vai sobreviver.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Turismo em Porto Alegre

Foto: Marcos Bezerra (Futura Press)

O Grêmio bem que tentou. Insistiu em matar o duelo contra o Votoraty já na partida de ida. Mas não deu. E não pelas qualidades do adversário. O resultado simples, de 1 a 0, só aconteceu graças ao péssimo estado do gramado. Estádio Domenico Paolo! Confesso que esquecerei este nome amanhã, mas lembrarei para o resto da vida o campo careca em que o Grêmio foi obrigado a jogar hoje.

Aliás, tudo foi horripilante nesta quarta-feira. O horário da partida, a qualidade e até mesmo o nome do clube. Nunca fui fã dos clubes de futebol com nome de empresa. Mas, fazer o quê? O Grêmio não matou o seu inimigo e eles compraram a passagem para visitar Porto Alegre no dia 31.

Mas também não se pode lamentar. Pelo menos o Tricolor venceu. Tivesse perdido, a situação era de lamentações. Veja o caso do Inter no ano passado, por exemplo, quando foi derrotado pelo União Rondonópolis e sofreu para despachá-lo no Beira-Rio. Caso semelhante ao do próprio Grêmio, que perdeu para o Atlético Goianiense em Goiás e acabou sendo eliminado nos penaltis em pleno estádio Olímpico. A Copa do Brasil é assim mesmo, ao mesmo tempo que é democrática, é traiçoeira. É o torneio certo para que os Davis apareçam diante dos Golias. Daí saem as revelações do novo futebol brasileiro, que conquistam seus 15 minutos de fama. Mas agora o Votoraty não assusta. Não será ele o clube que interromperá a sequência de vitórias no caldeirão do Olímpico. Não há de ser. Se times do quilate de Flamengo, Corinthians e Cruzeiro não o fizeram, o Votoraty não levará. Arrisco-me a dizer que o Grêmio já está na próxima fase do certame.

Agora sim, passando é outro patamar. Se por um lado o time do técnico Silas não precisará por seus pés em gramados que mais parecem campo de batalha do Afeganistão, terão de duelar com equipes melhores. Haja vista o próximo cruzamento: Avaí ou Coritiba. Nesta quarta, eles fazem o jogo de ida, em Florianópolis. E aí, mesmo que sejam equipes de segunda linha do futebol nacional, podem assustar o torcedor gremista. Até porque, apesar dos pesares, o time tricolor está longe de encher os olhos. Convenhamos!

Portanto, no próximo dia 31, o Votoraty vem fazer turismo em Porto Alegre. Tirar fotos diante da estátua do Laçador, visitar o brique da Redenção e passear no estádio Olímpico. Os possíveis verdadeiros rivais saem da partida de logo mais, às 21h50min: Avaí e Coritiba. Essa sim, torcedor gremista, assista!

terça-feira, 16 de março de 2010

O porquê da existência do 3-5-2

Foto: Alexandre Lops (S.C. Internacional)

Desde que existe a palavra "sistema tático", se discute de que maneira as equipes devem atuar. São diversos estilos, como o WM da Hungria, futebol total da Holanda e diversas outras denominações. O interessante é que mais importante que dispor os homens em campo, é explicar o porquê por tal escolha. Até mesmo para jogar botão, tem de se saber por que está se deslocando um atacante para o lado ou se recuando um meio-campista. Portanto, não deveria ser diferente na vida real. E é justamente por este dilema que passa o técnico colorado Jorge Fossati.

O uruguaio quer escalar de qualquer maneira o 3-5-2, sem conseguir justificar o porquê disso. Aliás, as últimas atuações do Inter já demonstraram para todos os críticos que o time está jogando de maneira errada. Giuliano, Andrezinho e D'Alessandro brigam por uma vaga só. Enquanto Bolívar, Sorondo, Índio, Fabiano Eller e até mesmo Juan vêm atuando de forma sequencial. No São Paulo campeão do mundo, por exemplo, o grande trunfo do 3-5-2 eram os alas que subiam para apoiar no ataque. E se Bruno Silva e Kléber não têm liberdade para subir à linha de fundo, não há porque utilizar este esquema tático no Beira-Rio. Outro grande exemplo é o Grêmio de Celso Roth, vice-campeão brasileiro em 2008, onde os volantes subiam para o ataque e se transformavam em elemento surpresa. No Inter, Sandro e Guiñazu têm a missão de resguardar o trio defensivo colorado. Ou seja, não tem porquê!

Agora, o esquema 4-4-2, muito pelo contrário, tem mil e um motivos para ser utilizado pelo Internacional. E o mais forte deles é o poder do meio-campo. Se não conseguir conquistar o setor intermediário, o Colorado não domina o adversário. Por essas e outras, em Rivera, na próxima quinta, Fossati será obrigado a utilizar quatro homens no meio contra o Cerro. Se mantiver o medo de perder, será amassado pelos castelhanos, assim como já aconteceu contra o Deportivo Quito. E o pior de tudo é que o goleiro Abbondanzieri, que salvou tudo no Equador, é dúvida para esta rodada. Até quando o Inter vai confiar na sorte?

Está mais do que na hora de Fossati amolecer as suas convicções errôneas, ou pode nem retornar à Porto Alegre. Ficará em Rivera mesmo, com passagens compradas de volta para Montevidéu, para a sua casa.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Respingos do Gauchão

Foto: Mauro Vieira (Jornal Zero Hora)

Quem disse que o Gauchão não vale nada? Por que se desfaz tanto do Campeonato Estadual do Rio Grande do Sul? Já está mais do que comprovado que, mesmo que não seja levado tão a sério, o resultado obtido no certame pode influir na vida da dupla Gre-Nal. Tire o Gauchão do ano passado como exemplo. O então treinador gremista Celso Roth dizia aos quatro cantos que a prioridade era a Libertadores da América. Acabou perdendo três clássicos, sendo eliminado precocemente da competição e, pior que isso, viu seu rival ser bicampeão. Por consequência, se afundou em depressão e caiu também no torneio sul-americano. E, neste ano, parece, estamos vendo a história se repetir - no entanto, de maneira inversa.

O Internacional, sob o comando de Jorge Fossati, definitivamente não convence o seu torcedor. Até agora as atuações do Colorado não dão amostras de que o futuro pode ser recompensador. Alguns dizem que a culpa disso tudo está no esquema tático adotado pelo comandante uruguaio. Pode ser que seja. Afinal de contas, o clube possui três dos melhores meio-campistas que o Brasil possui atualmente - D'Alessandro, Giuliano e Andrezinho. E, mesmo assim, utiliza apenas um deles em cada jogo. Tudo por conta do tal esquema 3-5-2 (ou 3-4-1-2, como Fossati insiste em chamar). Pois o enfrentamento contra o Veranópolis, neste domingo, deixou uma verdade escancarada: D'Alessandro deve ser titular do meio-campo. Graças a ele, e tão somente por causa dele, o Inter arrancou o empate com o VEC. Cavou e cobrou o penalti que somou mais um ponto à tabela colorada. Agora, não se pode querer que o argentino entre e Giuliano saia. Ele deve ser agregado à equipe! Mas quem poderá sair? Eu dou duas opções e o torcedor escolhe. Ou sai o atacante Edu, ou deixa o time um dos três zagueiros. Meu voto é na defesa. Aliás, a meu ver, Edu também já não merece a titularidade. Mas isso são outros 500.

Enquanto um retorna à equipe, outro pede passagem, mas do lado oposto. No Grêmio, a atuação de Maylson diante do Inter-SM é de convencimento. Em uma vitória de 3 a 0, o jogador foi autor de dois gols. Poderia se argumentar que ele teve apenas sorte, porém, é nosso dever lembrar que ele vem se destacando todas as vezes que ingressa em campo. Quem não lembra do Gre-Nal de Erechim, quando o meia soltou um petardo no travessão colorado no último minuto de jogo? Por isso, ele merece a titularidade! Que se aproveite a maré de azar que vem afastando os craques por lesões, e se dê a merecida chance a Maylson. Ele tanto pode jogar como volante, como terceiro homem do meio. Aliás, é nesta vaga que eu o encaixaria. Maylson seria a surpresa vinda de trás, que hoje o Grêmio não tem em seu time titular.

Pois bem, sigamos dizendo que o Gauchão não vale nada. Pode até não dar tanta visibilidade aos clubes da capital, ou tanto dinheiro aos campeões. Porém, é indiscutível os respingos que caem dele e que afetam as percepções sobre o futuro. Ou você ainda acha que, pelo pouco que vem mostrando, o Inter tem chance de ser campeão da Libertadores? Ou ainda, com tanta irregularidade, o Grêmio poderá vencer a Copa do Brasil? O Gauchão é o termômetro da dupla Gre-Nal.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Pato sabe como ganhar, o resto não

Foto: Agência EFE

O empate do Inter contra o Deportivo Quito no início da madrugada desta quinta para sexta, escancarou a realidade da equipe colorada. Pato Abbondanzieri sabe como se ganha Libertadores. Já o resto do elenco, nem tanto. Antes da partida, muito se alegou sobre a altitude e a crise do oponente. No entanto, pelos próprios erros do Colorado, os mil e tantos metros acima do nível do mar passaram imperceptíveis. Aliás, quem quer erguer a taça das Américas tem de se sobrepor a essas dificuldades. E o Inter não conseguiu. Foi um gatinho em meio aos leões. Todos os quatorze jogadores que entraram em campo, menos o arqueiro argentino.

Não é à toa que Abbondanzieri tem três títulos deste torneio em seu armário particular. Contra o Deportivo, Pato carregou o time nas costas pelas montanhas de Quito. Catimbou quando era necessário, fez milagres exuberantes como há tempos não se via, e foi a liderança que se fazia ausente. Por exemplo, no momento em que o aspirante a árbitro assinalou uma penalidade inexistente, Pato não ficou batendo boca com o juíz, como a maioria. Correu até o assistente e pediu clemência às autoridades que ainda enxergavam. Por causa dele o Inter não retornou à Porto Alegre com uma derrota na bagagem. E não só por este lance. Cabem aqui também referências aos voos que fecharam a meta colorada nos momentos oportunos. Abbondanzieri, sem dúvida nenhuma, sabe como se ganha uma Libertadores. E poderá levar o Inter ao bi da América.

No entanto, quem não sabe são os outros. Pelo menos aqueles que estiveram em campo contra os equatorianos. Bruno Silva acreditou na lorota de que é lateral-direito, quando não passa de um volante limitado. Juan tremeu nas bases do início ao fim da partida. E Fossati... bom, esse vai morrer enforcado no esquema 3-5-2 e o atacante Edu ainda será seu carrasco. É de irritar o modo como o treinador uruguaio elogia a atuação da sua equipe quando, visivelmente, o Inter está se safando por obras do acaso. E não é de hoje! Foi assim contra o Grêmio e contra o Emelec. Mas o castelhano age como burro quando empaca. Não move um dedo.

Por isso, o atual momento do Inter pode ser resumido na velha frase: "quando um não quer, dois não fazem". Contudo, a situação colorada é mais grave. Pois enquanto Abbondanzieri está a fim de colocar mais uma faixa no peito, uma comissão inteira não quer. Alguém aposta que o time ainda vai longe na competição? Se tudo continuar como está, é questão de tempo para o Beira-Rio cair em desgraça.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Um clássico para os equatorianos

Foto: Leandro Behs (Clicesportes)

Apesar do frio sentido na altitude da capital do Equador (perto dos 10ºC), o Inter tem de entrar fervendo na partida desta noite. Apesar de ser Libertadores, o Colorado não estará com o sangue fervendo, como o próprio Deportivo Quito estará. E digo isso por dois motivos. O primeiro deles é que os equatorianos vem de derrota. Na primeira rodada, o Deportivo foi à Montevidéu e sofreu derrota de 2 a 0 para o Cerro, do Uruguai. O Inter, por sua vez, já tem três pontos na tabela de classificação, pois ganhou do Emelec no Beira-Rio. Portanto, os equatorianos chegarão bufando ao estádio Atahualpa nesta quinta. Agora, o segundo motivo é o mais preocupante de todos.


Algum colorado conhece um dos onze titulares do Deportivo Quito? Sabia que o nome do goleiro é Ibarra? Que existe um meio-campista chamado Saritama? Quem é o centroavante chamado Borghello? Aliás, a figura mais conhecida da equipe é o treinador, que é o argentino Insúa, ex-jogador. E só. Por essas e outras podemos avaliar que o Colorado irá voltar para Porto Alegre com uma vitória fácil na bagagem. Porém, ao contrário do Inter, os torcedores do Deportivo Quito conhecem o time brasileiro. Sabem quem é o goleiro Abbondanzieri, o zagueiro Sorondo, o meia D'Alessandro e, principalmente, conhecem o técnico Jorge Fossati. Não só conhecem, como já jogaram contra e são inimigos, rivais. Há bem pouco tempo, Fossati dirigia a LDU - que para quem não sabe é de Quito e, portanto, rival do Deportivo.


Imagine você, um colorado, cruzar por uma equipe na Libertadores treinada por Luiz Felipe Scolari. Ou seja, simplesmente o cara que deu os maiores títulos ao clube rival. Não iria exigir que seus jogadores dessem o sangue para derrubar o adversário histórico? Ou gostaria de ver o antigo inimigo comemorar vitória em sua casa? Então, inflamada pela torcida, os equatorianos entrarão espumando no gramado. Ibarra, Saritama e Borghello se desdobrarão em cinco para quebrar o time de Jorge Fossati. E nem se importarão quais os jogadores estarão do outro lado do campo.


Caberá ao Inter se manter de fora dessa briga. Duelar para somente voltar ao Brasil com seis pontos na tabela e liderando o grupo 5. E mesmo sem Bolívar, o general, dentro de campo, o Colorado saiba jogar com estrategias inteligentes. Que se matem Emelec, Deportivo Quito e Cerro!