Foto: Diogo Olivier (ZH)
Há quem se espante com a retranca que Celso Roth pode estar armando para enfrentar o Jorge Wilstermann, nesta quarta-feira, pela Libertadores. Cogita-se a possibilidade de que o comandante colorado retire o jovem Oscar do meio, armando o time com Bolatti, Wilson Matias, Guiñazu e Tinga. Ou seja, quatro volantes. Mas, senhores, se a fama de Roth é ser adepto de uma retranca forte, imagine o fato de ele jogar na altitude, a 2.800 metros acima do nível do mar! É como se ele tomasse para si o nome da cidade boliviana (Cochabamba) e deixasse tremer as suas próprias pernas.
Aliás, para quem não lembra, há dois anos o Grêmio visitou esta mesma cidade. O rival colorado enfrentou o Aurora. Na ocasião, Celso Roth era o comandante do Tricolor (foto) e, para enfrentar os bolivianos, o treinador armou o time no 3-5-2. No início da partida, sofreu até mesmo pressão da fraca equipe. Até que Jonas, então um embrião de goleador, abriu o placar no final do primeiro tempo. Na saída da segunda etapa, porém, o Aurora arrancou o empate. A partir de então, um filme de horrores se iniciou. Jonas perdeu a cabeça, agrediu um adversário e foi expulso. Com um a menos, o time gaúcho se desesperou. Só não sofreu a virada pela falta de qualidade do inimigo. Enquanto isso, nos bares e lares do Rio Grande do Sul, os gremistas urravam por mais um atacante em campo. Roth preferiu manter o esquema com três zagueiros. Talvez, na cabeça dele, voltar pra casa com um empate era bom negócio.
Até que, quando ninguém mais acreditava no sucesso, o capitão Tcheco bateu uma falta descompromissada para a área e o arqueiro Dulcich, do Aurora, engoliu um dos maiores perus da história da Libertadores. O gol não só tirou o pescoço do treinador da forca, como colocou o Grêmio na condição de líder do seu grupo - que continha Boyacá Chicó (COL) e Universidad do Chile, além dos bolivianos. Pois então, a pergunta que paira no ar é: será que os colorados precisarão sofrer tudo isso contra o igualmente frágil Jorge Wilstermann?
terça-feira, 15 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Por um porto mais seguro e alegre
Foto: uefa.com
A gangorra da dupla Gre-Nal é impressionante. Depois de um início de ano contestado, quem desata a fazer gols agora é o Internacional, tendo como astro principal Leandro Damião. Enquanto isso, o Grêmio perde o seu goleador na Libertadores. Com a lesão de André Lima, que deve ficar afastado dos gramados por dois meses, o técnico gremista terá que reinventar o modo de jogar. Acostumado a colocar uma dupla de atacantes, ele é praticamente impedido de fazer isso quando olha para o banco de reservas e avista Júnior Viçosa e Clementino. Renato Portaluppi não é um estrategista nato, sua virtude maior é a empolgação que passa aos jogadores. Porém, se quiser ajeitar a casa, terá que buscar inspiração em um patrício admirado justamente pela ordem tática que imprime em suas equipes.
José Mourinho devolveu o Porto, de Portugal, ao cenário internacional do futebol, utilizando Carlos Alberto (este mesmo que atua no Tricolor hoje) como atacante. Em 2004, quando conquistou a Europa, o treinador escalou o time com Vitor Baía; Ferreira, Costa, Carvalho e Valente; Maniche, Costinha, Pedro Mendes e Deco; Carlos Alberto e McCarthy. Na final da Liga dos Campeões, foi exatamente o camisa 19 quem anotou o gol de abertura na vitória de 3 a 0 sobre o Mônaco, da França. Depois, no Mundial, contra a surpresa colombiana Once Caldas, o brasileiro entrou na segunda etapa, mas converteu uma penalidade, contribuindo na disputa que consagrou o clube português, após empate em 0 a 0 no tempo normal.
Se atuando como atacante Carlos Alberto foi campeão europeu (foto), por que não testá-lo ao lado de Borges? Até porque, desde que chegou ao Olímpico, tanto centralizado como pelas laterais do campo, ele pouco acrescentou. Conseguiu até ser expulso por simular faltas no último jogo, contra o Cruzeirinho. É chegada a hora da verdade. Foi postado lá na frente que o atleta teve sua maior glória do currículo – fato que carrega, inclusive, com tatuagens pelo corpo. Então, esta é a chance de Carlos Alberto repetir o modelo para voltar a viver um Porto mais Alegre. Um porto mais seguro.
A gangorra da dupla Gre-Nal é impressionante. Depois de um início de ano contestado, quem desata a fazer gols agora é o Internacional, tendo como astro principal Leandro Damião. Enquanto isso, o Grêmio perde o seu goleador na Libertadores. Com a lesão de André Lima, que deve ficar afastado dos gramados por dois meses, o técnico gremista terá que reinventar o modo de jogar. Acostumado a colocar uma dupla de atacantes, ele é praticamente impedido de fazer isso quando olha para o banco de reservas e avista Júnior Viçosa e Clementino. Renato Portaluppi não é um estrategista nato, sua virtude maior é a empolgação que passa aos jogadores. Porém, se quiser ajeitar a casa, terá que buscar inspiração em um patrício admirado justamente pela ordem tática que imprime em suas equipes.
José Mourinho devolveu o Porto, de Portugal, ao cenário internacional do futebol, utilizando Carlos Alberto (este mesmo que atua no Tricolor hoje) como atacante. Em 2004, quando conquistou a Europa, o treinador escalou o time com Vitor Baía; Ferreira, Costa, Carvalho e Valente; Maniche, Costinha, Pedro Mendes e Deco; Carlos Alberto e McCarthy. Na final da Liga dos Campeões, foi exatamente o camisa 19 quem anotou o gol de abertura na vitória de 3 a 0 sobre o Mônaco, da França. Depois, no Mundial, contra a surpresa colombiana Once Caldas, o brasileiro entrou na segunda etapa, mas converteu uma penalidade, contribuindo na disputa que consagrou o clube português, após empate em 0 a 0 no tempo normal.
Se atuando como atacante Carlos Alberto foi campeão europeu (foto), por que não testá-lo ao lado de Borges? Até porque, desde que chegou ao Olímpico, tanto centralizado como pelas laterais do campo, ele pouco acrescentou. Conseguiu até ser expulso por simular faltas no último jogo, contra o Cruzeirinho. É chegada a hora da verdade. Foi postado lá na frente que o atleta teve sua maior glória do currículo – fato que carrega, inclusive, com tatuagens pelo corpo. Então, esta é a chance de Carlos Alberto repetir o modelo para voltar a viver um Porto mais Alegre. Um porto mais seguro.
domingo, 13 de março de 2011
Três pra lá, três pra cá
Foto: Alexandre Lops
Leandro Damião pode até não saber dançar, mas sabe fazer gols. O famoso “dois pra lá, dois pra cá”, com o goleador, ganha um passo a mais. Depois de ter marcado três vezes sobre o Ypiranga, no meio da semana, o camisa 9 repetiu o feito neste domingo, diante do Caxias. Para seu azar, o desempenho da defesa não foi tão impecável, e o Internacional voltou da Serra com apenas um ponto na bagagem. Mesmo assim, nada diminui os feitos do centroavante colorado.
Ele sabe fazer gols de todo o jeito. Nesta tarde, o primeiro foi trombando com o goleiro grená e chutando com raiva para o fundo das redes. O segundo, em posição irregular, mostra o oportunismo do jogador que não deixa passar em branco uma chance clara. E, por fim, fechando a conta, ganhou na bola aérea da zaga adversária, em sua especialidade – o cabeceio. Desta maneira, dispara na artilharia do Gauchão, com 11 gols. Aliás, somente o show de Damião ofuscou a tarde infeliz de outros atletas no Estádio Centenário. Massari, Sorondo, Lauro e, principalmente, Zé Roberto foram bem abaixo da expectativa vermelha, por exemplo.
Para encerrar a jornada, a comemoração do último gol de Damião colocou lenha na fogueira do Gauchão. Ao marcar, o centroavante fez sinal de acréscimos (foto), relembrando o modo como o próprio Caxias foi derrotado pelo arquirrival Grêmio, na final da Taça Piratini. A atitude fez os colorados lavarem a alma, mas enervou os tricolores e até mesmo jogadores (Douglas e Carlos Alberto), que utilizaram o twitter para trocar farpas. Resta saber o que incomoda mais o inimigo: os gols ou as comemorações de Damião.
Leandro Damião pode até não saber dançar, mas sabe fazer gols. O famoso “dois pra lá, dois pra cá”, com o goleador, ganha um passo a mais. Depois de ter marcado três vezes sobre o Ypiranga, no meio da semana, o camisa 9 repetiu o feito neste domingo, diante do Caxias. Para seu azar, o desempenho da defesa não foi tão impecável, e o Internacional voltou da Serra com apenas um ponto na bagagem. Mesmo assim, nada diminui os feitos do centroavante colorado.
Ele sabe fazer gols de todo o jeito. Nesta tarde, o primeiro foi trombando com o goleiro grená e chutando com raiva para o fundo das redes. O segundo, em posição irregular, mostra o oportunismo do jogador que não deixa passar em branco uma chance clara. E, por fim, fechando a conta, ganhou na bola aérea da zaga adversária, em sua especialidade – o cabeceio. Desta maneira, dispara na artilharia do Gauchão, com 11 gols. Aliás, somente o show de Damião ofuscou a tarde infeliz de outros atletas no Estádio Centenário. Massari, Sorondo, Lauro e, principalmente, Zé Roberto foram bem abaixo da expectativa vermelha, por exemplo.
Para encerrar a jornada, a comemoração do último gol de Damião colocou lenha na fogueira do Gauchão. Ao marcar, o centroavante fez sinal de acréscimos (foto), relembrando o modo como o próprio Caxias foi derrotado pelo arquirrival Grêmio, na final da Taça Piratini. A atitude fez os colorados lavarem a alma, mas enervou os tricolores e até mesmo jogadores (Douglas e Carlos Alberto), que utilizaram o twitter para trocar farpas. Resta saber o que incomoda mais o inimigo: os gols ou as comemorações de Damião.
sábado, 12 de março de 2011
De tremer as bases
Foto: Edu Andrade (Gazeta Press)
Campeão do primeiro turno, o Grêmio preferiu escalar um time formado por garotos para enfrentar o Cruzeiro de Porto Alegre, neste sábado, no Olímpico. Entre a garotada, o meia Carlos Alberto (foto), carregando até mesmo a braçadeira. Mas nada salvou a equipe gremista. Nem a experiência do capitão - que conseguiu a proeza de ser expulso após duas simulações - ou os jovens talentos. O clube estrelado saiu vitorioso por 2 a 0. Aliás, para quem não lembra, o Cruzeirinho é o terror das categorias de base de Porto Alegre.
No primeiro turno, os comandados de Leocir Dall'Astra causaram uma crise no Beira-Rio. Primeiro, na estreia da Taça Piratini, venceram os colorados por 1 a 0. Depois, nas semifinais, eliminaram a meninada do torneio – fato que culminaria com a dispensa de grande parte do Inter B. Pois os gremistas, que àquela altura riram da situação do rival, assistiram sua própria juventude sucumbir nas mãos de Diego Torres & Cia. E assim, quem compareceu na Azenha para vislumbrar as atuações de Mário Fernandes, Neuton, Maylson e Fernando, voltou para a casa pedindo as contratações do goleiro Fábio e do zagueiro Léo, revelações cruzeirenses.
Por um lado é bom. O Grêmio não tem nada a perder. Garantido na decisão do Gauchão, pode fazer os testes que quiser, visando uma melhor formação para a Libertadores. Pode até mesmo ficar de fora da segunda fase da Taça Farroupilha. Pode, mas não deve. Assim como pode seguir escalando sua equipe de moleques, desde que não cruze o caminho do Cruzeirinho de novo. Senão, volta a tremer as bases.
Campeão do primeiro turno, o Grêmio preferiu escalar um time formado por garotos para enfrentar o Cruzeiro de Porto Alegre, neste sábado, no Olímpico. Entre a garotada, o meia Carlos Alberto (foto), carregando até mesmo a braçadeira. Mas nada salvou a equipe gremista. Nem a experiência do capitão - que conseguiu a proeza de ser expulso após duas simulações - ou os jovens talentos. O clube estrelado saiu vitorioso por 2 a 0. Aliás, para quem não lembra, o Cruzeirinho é o terror das categorias de base de Porto Alegre.
No primeiro turno, os comandados de Leocir Dall'Astra causaram uma crise no Beira-Rio. Primeiro, na estreia da Taça Piratini, venceram os colorados por 1 a 0. Depois, nas semifinais, eliminaram a meninada do torneio – fato que culminaria com a dispensa de grande parte do Inter B. Pois os gremistas, que àquela altura riram da situação do rival, assistiram sua própria juventude sucumbir nas mãos de Diego Torres & Cia. E assim, quem compareceu na Azenha para vislumbrar as atuações de Mário Fernandes, Neuton, Maylson e Fernando, voltou para a casa pedindo as contratações do goleiro Fábio e do zagueiro Léo, revelações cruzeirenses.
Por um lado é bom. O Grêmio não tem nada a perder. Garantido na decisão do Gauchão, pode fazer os testes que quiser, visando uma melhor formação para a Libertadores. Pode até mesmo ficar de fora da segunda fase da Taça Farroupilha. Pode, mas não deve. Assim como pode seguir escalando sua equipe de moleques, desde que não cruze o caminho do Cruzeirinho de novo. Senão, volta a tremer as bases.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Dá-me gol
Foto: Alexandre Lops
Ultimamente, Celso Roth vem tendo o seu esquema tático (com apenas um atacante) muito questionado. Tanto a torcida como parte da imprensa acham que, no mínimo, dois avantes devem ser escalados. Mas para que colocar outro atacante se o único que tem já compensa? Nesta quinta-feira, na estreia do Internacional na Taça Farroupilha, Leandro Damião (foto) fez três na goleada de 4 a 0 sobre o Ypiranga de Erechim.
No banco de reservas, e depois em campo, Rafael Sobis e Cavenaghi. Dois jogadores consagrados na América do Sul assistem pasmos a redenção de “Damigol”, como é carinhosamente chamado. A média do camisa 9 colorado é impressionante. Em seis jogos disputados, as redes balançaram nove vezes. No Gauchão, a artilharia é dele, com oito gols, apesar de ter participado de apenas quatro partidas. É espetacular o início de ano de Damião. E pensar que ele passou 2010 inteiro na reserva de Alecsandro – inclusive no Mundial de Abu Dhabi.
Outro item que pode ser destacado, pelo menos nesta vitória sobre o Ypiranga, é a presença de Oscar. O garoto não só substituiu D'Alessandro à altura, como já obriga o torcedor colorado a sonhar com uma parceria com o argentino entre os titulares. Entretanto, não passa de um desejo onírico a esta altura. Porque realidade mesmo é Leandro. Aliás, seu apelido é, no mínimo, sugestivo. É como se o centroavante olhasse para os companheiros e implorasse: “Dá-me o gol!”. Os súditos (Oscar, Daniel e Kléber) apenas cumprem a missão para que o artilheiro possa brilhar. Cantar, sorridente, embaixo da chuva.
Ultimamente, Celso Roth vem tendo o seu esquema tático (com apenas um atacante) muito questionado. Tanto a torcida como parte da imprensa acham que, no mínimo, dois avantes devem ser escalados. Mas para que colocar outro atacante se o único que tem já compensa? Nesta quinta-feira, na estreia do Internacional na Taça Farroupilha, Leandro Damião (foto) fez três na goleada de 4 a 0 sobre o Ypiranga de Erechim.
No banco de reservas, e depois em campo, Rafael Sobis e Cavenaghi. Dois jogadores consagrados na América do Sul assistem pasmos a redenção de “Damigol”, como é carinhosamente chamado. A média do camisa 9 colorado é impressionante. Em seis jogos disputados, as redes balançaram nove vezes. No Gauchão, a artilharia é dele, com oito gols, apesar de ter participado de apenas quatro partidas. É espetacular o início de ano de Damião. E pensar que ele passou 2010 inteiro na reserva de Alecsandro – inclusive no Mundial de Abu Dhabi.
Outro item que pode ser destacado, pelo menos nesta vitória sobre o Ypiranga, é a presença de Oscar. O garoto não só substituiu D'Alessandro à altura, como já obriga o torcedor colorado a sonhar com uma parceria com o argentino entre os titulares. Entretanto, não passa de um desejo onírico a esta altura. Porque realidade mesmo é Leandro. Aliás, seu apelido é, no mínimo, sugestivo. É como se o centroavante olhasse para os companheiros e implorasse: “Dá-me o gol!”. Os súditos (Oscar, Daniel e Kléber) apenas cumprem a missão para que o artilheiro possa brilhar. Cantar, sorridente, embaixo da chuva.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Seleção da Taça Piratini
Encerrado o primeiro turno do Gauchão, o blog convoca a Seleção da Taça Piratini. Naturalmente, o clube campeão é quem mais coloca jogadores no escrete.
Goleiro: André Sangalli (Caxias) - O dono da camisa 1 poderia ser Eduardo Martini, do Novo Hamburgo, que não sofre gols há 5 jogos. Ou ainda Victor, herói na decisão por pênaltis da final. Mas o goleiro do Caxias conseguiu a proeza de catar quatro cobranças na semifinal, além de ser um leão na finalíssima contra o Grêmio.

Lateral-direito: Anderson Pico (Juventude) - Apesar de estar ainda fora de forma, renasceu no clube caxiense. E, ainda por cima, improvisado no lado direito, fechando para chutar de longe.
Zagueiros: Léo (Cruzeiro) - Na primeira rodada, foi ele quem fez o gol da vitória sobre o Inter. Na semifinal, contra o Grêmio, também balançou as redes. Nenhum jogador que marca diante da dupla Gre-Nal passa em branco (ainda mais se tratando de um zagueiro).
Mateus (Ypiranga) - É mais um da linhagem dos zagueiros artilheiros. Só no primeiro turno marcou quatro vezes, uma delas contra o Tricolor Porto-Alegrense.
Lateral-esquerdo: Bruno Collaço (Grêmio) - Como lateral-esquerdo, anotou um tento de falta no Gre-Nal de Rivera. Com a ausência de Lúcio no meio-campo, foi chamado pelo técnico Renato para bombeiro de emergência. Deu conta do recado.
Volantes: Rochemback (Grêmio) - Capitão gremista, cansou de lançar os companheiros em cobranças de falta e cruzamentos para a área.

Edenílson (Caxias) - É o volante que chega à frente com qualidade. Dizem até que estaria negociado com o futebol paulista.
Meias: Lúcio (Grêmio) - Quando não esteve lesionado, foi o diferencial da equipe gremista. Ainda por cima, teve a estrela de voltar justamente quando o time se sagrou campeão.

Chiquinho (São José) - Renasceu para o futebol, desta vez atuando como meia. Quando não esteve em campo, sua equipe foi eliminada da competição.

Atacantes: Borges (Grêmio) - Iniciou o ano no departamento médico. Quando assumiu a camisa 9 do Grêmio, não tirou mais. É goleador nato!
Leandro Damião (Inter) - O que dizer de um centroavante que, em três jogos, balançou a rede cinco vezes? Os números o escalam.
Técnico: Leocir Dall'Astra (Cruzeiro) - Levou um clube recém erguido para a semifinal da 1ª Divisão Gaúcha. Por isso, desbanca os finalistas Lisca e Renato Portaluppi.
Goleiro: André Sangalli (Caxias) - O dono da camisa 1 poderia ser Eduardo Martini, do Novo Hamburgo, que não sofre gols há 5 jogos. Ou ainda Victor, herói na decisão por pênaltis da final. Mas o goleiro do Caxias conseguiu a proeza de catar quatro cobranças na semifinal, além de ser um leão na finalíssima contra o Grêmio.

Lateral-direito: Anderson Pico (Juventude) - Apesar de estar ainda fora de forma, renasceu no clube caxiense. E, ainda por cima, improvisado no lado direito, fechando para chutar de longe.
Zagueiros: Léo (Cruzeiro) - Na primeira rodada, foi ele quem fez o gol da vitória sobre o Inter. Na semifinal, contra o Grêmio, também balançou as redes. Nenhum jogador que marca diante da dupla Gre-Nal passa em branco (ainda mais se tratando de um zagueiro).
Lateral-esquerdo: Bruno Collaço (Grêmio) - Como lateral-esquerdo, anotou um tento de falta no Gre-Nal de Rivera. Com a ausência de Lúcio no meio-campo, foi chamado pelo técnico Renato para bombeiro de emergência. Deu conta do recado.
Volantes: Rochemback (Grêmio) - Capitão gremista, cansou de lançar os companheiros em cobranças de falta e cruzamentos para a área.
Edenílson (Caxias) - É o volante que chega à frente com qualidade. Dizem até que estaria negociado com o futebol paulista.
Meias: Lúcio (Grêmio) - Quando não esteve lesionado, foi o diferencial da equipe gremista. Ainda por cima, teve a estrela de voltar justamente quando o time se sagrou campeão.

Chiquinho (São José) - Renasceu para o futebol, desta vez atuando como meia. Quando não esteve em campo, sua equipe foi eliminada da competição.

Atacantes: Borges (Grêmio) - Iniciou o ano no departamento médico. Quando assumiu a camisa 9 do Grêmio, não tirou mais. É goleador nato!
Leandro Damião (Inter) - O que dizer de um centroavante que, em três jogos, balançou a rede cinco vezes? Os números o escalam.
Técnico: Leocir Dall'Astra (Cruzeiro) - Levou um clube recém erguido para a semifinal da 1ª Divisão Gaúcha. Por isso, desbanca os finalistas Lisca e Renato Portaluppi.
Quem belisca, não leva a taça
Foto: Gremio.net
O Caxias foi bravo. Apesar de estar na casa do inimigo, não se apequenou, como adiantava o técnico Lisca antes da bola rolar. Abriu 2 a 0 no placar ao imprimir um ritmo alucinante. Depois, cansado, foi caindo aos poucos. E aí entrou em cena o Grêmio peleador. Na raça, William Magrão e Rafael Marques empataram a partida. E, com o perdão do trocadilho, o Caxias até be“lisca”, mas para conquistar a Taça Piratini é preciso agarrar firme. Por isso, graças a Victor, o troféu fica no Estádio Olímpico. Nos pênaltis, o goleiro assegurou a vaga para a finalíssima do Gauchão 2011.
O gol salvador do zagueiro gremista, na reta final do jogo, poderia ilustrar mais um capítulo da história imortal do clube porto-alegrense. Os oito minutos de acréscimos sugeridos pelo árbitro Márcio Chagas, as reclamações de cera feita pelos caxienses, e tantos outros detalhes só transformaram a partida numa das mais (senão a maior) emocionante de todos os tempos do Rio Grande do Sul.
A verdade é que, considerando todo o certame, a taça repousa com méritos em mãos tricolores. Foi o Grêmio quem mais pontuou neste primeiro turno. Ao contrário do arquirrival colorado, não deixou de lado a competição, mesmo contra adversários teoricamente inferiores. Assim, é com justiça que a massa azul comemora.
Assinar:
Postagens (Atom)








